Posts

‘A legislação brasileira é muito boa sim e desvalorizada’, diz advogado autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoO advogado Antonio Augusto Ferreira Neto é autista e administrador da página Legalmente Autista nas redes sociais. Em entrevista ao podcast Introvertendo, no episódio Autistas no Direito, lançado nesta sexta-feira (16), Antonio fez observações sobre a legislação brasileira em relação ao autismo.

A legislação brasileira muitas vezes é muito boa sim e desvalorizada, porque às vezes as pessoas gostam de comparar com o exterior e às vezes também não sabem o que que tem lá fora. Muitas vezes eles veem uma realidade que às vezes não é a verdadeira realidade de todos, pegam a melhor situação lá de fora e querem comparar com o mediano daqui”, disse ele.

No entanto, o advogado também afirma que existem vários desafios relacionados ao próprio país. “Eu pessoalmente dividiria a questão de políticas públicas de leis em si. Porque querendo ou não, a gente não pode comparar exemplo o sul do país, eu moro no Paraná. Não podemos comparar aqui com o estado do Amazonas, por exemplo. A condição financeira muitas vezes não apenas das famílias, mas do próprio estado de poder prover algumas coisas é completamente diferente”, pontuou.

Autistas no Direito faz parte de uma série ocasional do Introvertendo com autistas em atividades profissionais. Arquitetura e Medicina são algumas de várias profissões já contempladas em conteúdos antecessores. O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas compartilham experiências de ressaca social em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (8) o seu 190º episódio, chamado “Ressaca Social”. O episódio contou com quatro integrantes do podcast, todos autistas: a engenheira Thaís Mösken, o estudante de biomedicina Luca Nolasco, o médico Otávio Crosara e o estudante de geologia Michael Ulian.

A ressaca social, segundo os podcasters, é um fenômeno em que autistas se esgotam de interações sociais e necessitam de um período de descanso. “A gente passa tempo socializando e depois daquilo tem uma exaustão tão grande e que às vezes dura algum tempo mais longo, às vezes mais longo até do que o tempo que a gente tá socializando”, Thaís definiu.

Luca Nolasco, que relatou deitar às 21h por conta dos compromissos da universidade, afirmou que o seu desgaste é por “rodadas”. “Se eu for fazer uma atividade que envolve outras pessoas, apresentar um trabalho, conversar com professor pra pegar a matéria, qualquer coisa mais específica e com objetivo, esgoto a minha bateria. Isso não depende de quanto tempo durou, pode ser 5 horas, pode ser 30 minutos”, relatou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Conflitos de autistas ativistas com intervenções baseadas em ABA é tema de podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (1) o seu 189º episódio, chamado “Autistas e a Análise do Comportamento Aplicada (ABA)”. O episódio foi conduzido pelo jornalista Tiago Abreu, com a participação das analistas do comportamento Cíntia Ridi e Táhcita Mizael, ambas autistas.

Ao longo dos diálogos, foram discutidas questões de conflito entre autistas ativistas com a Análise do comportamento aplicada, relacionada a temas como punição, neurodiversidade e práticas baseadas em evidências. Sobre normalização, Táhcita afirmou que, na observação dela, pode ocorrer em intervenções baseadas em ABA, mas também em outras atuações profissionais. “Essa questão de uma possível normalização ou esse desejo de retirar stims que não gerem dano pra pessoa ou pras pessoas que estão ao redor me parece mais uma característica da nossa sociedade enquanto uma sociedade aí que tem alguns valores que considera alguns tipos de comportamentos como ‘normais’ e que tem pouca tolerância e respeito por divergências”, disse ela.

Abreu apresentou um trecho de uma live em que o analista do comportamento Celso Goyos disse: “Se você tem uma doença maligna, todos nós sabemos que quanto mais cedo você souber, ter o diagnóstico e tratar, melhor vai ser. Com autismo não é diferente”. O jornalista fez críticas ao trecho, afirmando que “pra isso soar tão natural, num ambiente por exemplo como uma live, eu imagino que tem que ter um contexto que seja natural pensar o autismo como doença”.

Em conversa com o Canal Autismo, Tiago defendeu que o tema é relevante. “É uma das discussões mais frequentes na comunidade entre autistas e geralmente mal compreendida entre os próprios autistas. Isso porque ABA é um assunto complexo, que gera conflitos intermináveis e desgastantes. Tão complexo que foi o episódio mais difícil que já fizemos até hoje. Levamos meses para organizar a pauta e gravar”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘Autistas de fato tem empatia’, diz psicólogo sobre estereótipos do autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (24) o seu 188º episódio, chamado “Empatia e Teoria da Mente”. O episódio trouxe, como entrevistado, o psicólogo, professor e autista João Paulo Martins, que discorreu sobre as dificuldades de autistas em torno da Teoria da Mente.

João afirmou que a Teoria da Mente não é uma teoria, como algumas pessoas podem pensar. “O que ela quer dizer, na verdade, é uma habilidade. Ela não é uma teoria literal, é uma habilidade de você reconhecer ou não estados mentais, estados emocionais ou aquilo que leva uma pessoa a fazer determinada coisa por uma situação emocional”, contou.

O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken e o jornalista Tiago Abreu, que perguntaram sobre estereótipos de que autistas não possuem empatia. João Paulo também abordou isso. “Autistas de fato tem empatia. A questão é o reconhecimento e a forma de demonstração. E aí entra propriamente na própria questão do que é esperado que uma pessoa responda, o que a gente chama do que é adequado, e essa é a própria questão da adequação do que é pra responder em uma determinada situação é uma coisa que eu acho que dá muito assunto”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Fenômeno de ‘autistas biscoiteiros’ na internet é discutido por autistas em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (10) o seu 187º episódio, chamado “Precisamos Falar Sobre Autistas Biscoiteiros”. O episódio foi conduzido pelo jornalista Tiago Abreu e o youtuber e pesquisador Willian Chimura, ambos autistas. Para o debate, os dois receberam a estudante de fonoaudiologia Germanna Parreiras e o estudante de ciências da computação Bruno Fillmann, também autistas.

Segundo os podcasters, autistas biscoiteiros seriam pessoas autistas que produzem publicações em redes sociais como o Instagram com o objetivo de ganhar curtidas sem, necessariamente, ter uma preocupação sobre a qualidade do conteúdo.

Chimura, por exemplo, defendeu que “biscoitar” na internet tem tudo a ver com os algoritmos das redes sociais. “O problema é que não fazendo isso, você fica em menos evidência. Ficando em menos evidência, obviamente você cresce menos nas redes sociais, você tem menos likes, você tem menos engajamento pelo algoritmo. E para o produtor de conteúdo, isso acaba dificultando um pouco”.

Para Germanna Parreiras, existem alguns perigos em torno do fenômeno de autistas biscoiteiros, principalmente em relação a interpretação de critérios diagnósticos do autismo. “Eu não me preocupo muito com o motivo, mas eu me preocupo com perfis que tem muitas visualizações ou que tem muito contato com pais e pessoas da comunidade e que tem uma certa responsabilidade em transmitir informações”, defendeu.

Bruno Fillmann, por sua vez, disse que “qualquer motivo é bom pra biscoitar, sinceramente”. Ele afirmou no episódio, também, que por mais que a atitude de alguns autistas e também de mães e pais que considera biscoiteiros sejam desagradáveis, não causam dano à causa do autismo. “Acho importante ressaltar que no final das contas essas pessoas não são o ‘inimigo’, sabe? Nem os pais irresponsáveis que postam as coisas que postam”, refletiu.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas adultos comentam desafios diários de autocuidado em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (10) o seu 186º episódio, chamado “Autocuidado e Autonomia”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, a arquiteta Carol Cardoso e o jornalista Tiago Abreu, todos autistas. Os três conversaram sobre os desafios em torno de autocuidado, mesmo nos casos do autismo dito “leve”.

Um dos argumentos dos podcasters é que autonomia não é um patamar constante, como defendeu Carol Cardoso. “Eu entendo que a autonomia não é exatamente como se fosse um patamar a que se chega e que é inabalável. Eu acho que principalmente no autismo, quando a gente tem habilidades muito boas em um campo e habilidades bem ruins em outros campos, é muito difícil a gente dizer que alguns têm autonomia e outros não tem”, argumentou.

Thaís mora sozinha desde 2018, quando se mudou de São Paulo para Florianópolis ao passar num processo seletivo de trabalho, e contou que algumas situações ainda são desafiadoras em sua vida. “Às vezes, por mais que você tenha planejado, coisas que saem completamente do planejamento acontecem. Existem alguns casos, dependendo de como tá a minha estabilidade emocional naquele momento, parece uma coisa desesperadora, é alguma coisa pequena que saiu do esperado, que saiu ali da minha rotina e eu não sei como lidar com aquilo por algum tempo”, disse.

Já Tiago viveu parte de sua vida em Goiânia e se mudou para Porto Alegre em 2021. Ele defendeu a ideia de que, em alguns casos, questões sociais e de renda podem ser um impeditivo para maior autonomia de autistas. “Eu conheci vários autistas que, do ponto de vista da convivência, eu sabia que eles tinham aquilo que a gente poderia chamar de potencial, tinham habilidades muito boas pra algumas coisas. E tinha uma coisa terrível que era muito evidente de que marcaria a vida daquela pessoa negativamente para sua autonomia, que é falta de dinheiro. E isso era muito triste”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Acessibilidade na arquitetura para pessoas com TEA

Tempo de Leitura: 2 minutosA Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (Lei 12.764/12), passou a considerar, para os efeitos legais, que autistas são como pessoas com deficiência, e estabeleceu como seus direitos básicos: vida digna, integridade física e moral, livre desenvolvimento de sua personalidade, segurança, lazer e o direito a ações e serviços de saúde, educação e mercado de trabalho. 

Reconhecida a necessidade de acessibilidade dos ambientes construídos nos espaços urbano e rural, a Associação Brasileira de Normas Técnicas, por meio da NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos –, regulamenta as condições mínimas para viabilizar a mobilidade e a percepção desses ambientes.

 A norma sugere que, para serem considerados acessíveis, todos os espaços devem atender aos requisitos nela descritos, porém o documento não faz menção ao Transtorno do Espectro Autista e suas demandas, ou a suas necessidades de adaptações. Assim, mesmo atendendo a todos os requisitos da NBR 9050, os ambientes permaneceram, em muitos casos, inacessíveis às pessoas com o transtorno. 

A escassez de enfoque na acessibilidade arquitetônica para pessoas com o Transtorno do Espectro Autista não se restringe à realidade brasileira. A arquiteta canadense Magda Mostafa, quando requisitada a projetar o primeiro centro terapêutico para autistas no Egito, surpreendeu-se ao recorrer aos manuais de acessibilidade e não encontrar nada sobre o tema. 

Como tópico de sua pesquisa de doutorado, a arquiteta se propôs a responder à pergunta: “O que é uma arquitetura apropriada para o autismo?”. Realizando experimentos para avaliação dos espaços educativos e terapêuticos, Magda Mostafa estabeleceu como critérios preliminares de uma arquitetura acessível a autistas: 

Acústica: Item mais frequente nos relatos de autistas e seus cuidadores primários como um dos fatores determinantes no conforto dos usuários. 

Sequenciamento Espacial: Previsibilidade no encadeamento dos espaços conforme as rotinas diárias dos indivíduos.

Escape: Lugares seguros em que o indivíduo possa se recompor após sobrecargas ou momentos de crise. 

Compartimentalização: Espaços pequenos de acordo com tarefas específicas a serem desenvolvidas para reduzir a quantidade de informação ambiente (estímulos).

Transição: ambientes neutros entre uma atividade e outra, para evitar excesso de informação sensorial. 

Zoneamento Sensorial: Organização dos espaços de acordo com os diferentes estímulos sensoriais.

Segurança: Garantir que os ambientes mantenham a integridade física e psicológica de todos os usuários. 

Ainda não há, em língua portuguesa, pesquisas específicas no âmbito da acessibilidade arquitetônica para autistas, o que certamente contribui para a má adaptabilidade dos espaços públicos e instituições necessárias à inclusão e pleno exercício de sua cidadania. Espera-se que o crescente movimento de autistas pelo Brasil estimule futuramente o interesse pelo tema entre arquitetos e pesquisadores da área de acessibilidade.

Referências:

Lei 12. 764/2012: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12764.htm

ABNT NBR 9050: https://www.caurn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ABNT-NBR-9050-15-Acessibilidade-emenda-1_-03-08-2020.pdf 

The ASPECTS of Architecture for Autism | Magda Mostafa: Moshttps://www.youtube.com/watch?v=0H-6iIyQ9Bstafa | TEDxCairo – YouTube 

Autistas adultos relatam dificuldades e facilidades do ensino e trabalho remoto em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (27) o seu 184º episódio, chamado “Autismo e Atividades à Distância”. O episódio foi conduzido pelo estudante de biomedicina Luca Nolasco, o estudante de medicina Otávio Crosara e o analista de sistemas Paulo Alarcón, todos autistas, e traz relatos de experiência sobre atividades remotas de ensino e trabalho contextualizado ao autismo.

Luca foi diretamente afetado no seu curso de graduação, e afirmou que não se adaptou bem ao regime remoto. “Todo esse choque pra mim foi muito desgastante emocionalmente. Isso foi o pontapé final para eu de fato entrar na espiral de depressão. Eu tive que trancar meu curso, eu estava bem ruim e tirei o semestre inteiro pra fazer terapia, pra tomar remédio, pra melhorar e agora eu tô bem”, disse ele.

Paulo Alarcón, por sua vez, ingressou num trabalho totalmente remoto e, sem gastar o tempo de deslocamento, começou um doutorado. “Apesar de não ser um curso realmente focado no ensino à distância, tem sido pelo menos pra mim benéfico. Essa transição entre trabalho e estudo ficou muito mais rápido do que ter que atravessar a cidade para ir de um pro outro ou no caso da empresa que eu trabalho, que é sediada em São Paulo capital. A instituição onde eu faço doutorado fica em São José dos Campos, então seria um deslocamento muito maior (risos)”, contou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas fazem análise retrospectiva das quatro temporadas de Atypical em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (20) o seu 183º episódio, chamado “Atypical”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, a arquiteta Carol Cardoso, o jornalista Tiago Abreu e o analista de sistemas Paulo Alarcón, todos autistas, e visou apresentar uma análise retrospectiva sobre as quatro temporadas da série Atypical, encerrada em julho deste ano.

Um dos pontos destacados pelos podcasters é o desenvolvimento do relacionamento entre as personagens Casey (Brigette Lundy-Paine) e Izzie (Fivel Stewart). “Pra ser sincera, eu acho que a coisa que eu mais gosto dessa série é justamente esse relacionamento. Tanto que quando eu fui receber meu diagnóstico, a minha psicóloga perguntou se eu conhecia essa série pra introduzir o assunto comigo. E ela perguntou se eu me identificava e eu falei que eu me identificava mais com a irmã dele do que com ele e isso eu achei muito interessante”, disse Carol Cardoso.

Apesar disso, também houveram críticas pontuais em relação ao roteiro e certos arcos da série, como o relacionamento de Sam (Keir Gilchrist) e Paige (Jenna Boyd), o caso extraconjugal de Elsa (Jennifer Jason Leigh) e uma cena de crise envolvendo Sam e policiais. “Atypical é essa coisa limpinha. É aquela família que tem os seus dramas, mas ao mesmo tempo é super compreensiva e a gente sabe que pra muitos autistas adultos não há essa compreensão, as famílias não são tão bem estruturadas nesse sentido. Em Atypical tudo acaba bem. Não tem nada que dê totalmente errado (risos)”, afirmou Tiago Abreu.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

tio .faso: ‘O machismo causa nos homens autistas um sério problema de autoestima’

Tempo de Leitura: < 1 minutoO designer, ativista e bonequeiro Fábio Sousa, conhecido como “tio .faso” (assim mesmo, com espaço e ponto!), participou do episódio “Precisamos Falar Sobre Autistas que não Transam” do podcast Introvertendo, que é produzido por autistas adultos. Na ocasião, faso comentou as questões em torno da dificuldade de alguns homens autistas que relatam não conseguir relacionamentos e sexo em publicações nas redes sociais.

“Como o autista não vem com esse guia social para poder conviver na sociedade, o homem autista só tem como referência imediata o que ele vê. E o que ele vê é a reprodução do machismo. E a reprodução do machismo fala que ele por não conseguir transar, por não ter uma namorada, não ter nada, ele é menos homem”, disse ele.

Desta forma, .faso considerou que a sensação de inferioridade é comum entre vários homens autistas adultos. “Então, a gente acaba observando nos grupos isso, que o machismo causa nos homens autistas um sério problema de autoestima, em que eles se sentem menos homens por nunca terem transado ou se relacionado com alguém”, afirmou.

Em 2020, uma reportagem do Spectrum News demonstrou uma proximidade de autistas em comunidades de celibatários involuntários, algumas delas conhecidas apenas pela expressão “incel”. Na discussão, os podcasters também apontaram a hipótese de apenas uma parcela minoritária de pessoas em aplicativos como o Tinder terem sucesso com seus perfis.

episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Série conta vida e obra de figuras históricas do autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas, lançou ao longo do ano de 2020 e 2021 uma série em áudio que conta biografias de figuras históricas do autismo, como Leo Kanner, Lorna Wing, Temple Grandin, Tony Attwood e Simon Baron-Cohen. Os episódios tem cerca de 5 minutos de duração cada.

Os roteiros dos episódios foram elaborados pelo jornalista Tiago Abreu, e as narrações dos episódios foram conduzidos por Luca Nolasco e Thaís Mösken, apresentadores do Introvertendo. Para a iniciativa, foram consultados livros e artigos sobre autismo.

“Ouvimos falar muito sobre estes nomes, mas geralmente sabemos pouco sobre de onde vieram, no que pensavam e como se relacionavam com o autismo. Em alguns casos, nem sabemos como visualmente eram. A nossa intenção foi justamente fazer este resgate para toda a comunidade do autismo, principalmente os autistas e familiares que nos acompanham”, disse Abreu.

Ouça os episódios da série:

‘As mães eram muito desconfiadas’, afirma Andréa Werner sobre autistas adultos na web

Tempo de Leitura: < 1 minutoA jornalista e ativista Andréa Werner participou de uma roda de conversa sobre autismo disponibilizada como episódio do podcast Introvertendo. “Experiências Inclusivas” foi lançado nesta terça-feira (29) e contou com as participações de Willian Chimura e Tiago Abreu. Na ocasião, os três comentaram sobre a participação de autistas nas discussões sobre autismo.

Andréa contou que em 2010, quando seu filho foi diagnosticado com autismo, não se recorda de ver autistas falando sobre autismo na internet. “E aí, quando começaram a aparecer, quando aparece um, dois, autistas falando assim, no Facebook, tinha uma baita desconfiança de ver”, disse ela.

A jornalista ainda contou que, na época, chegou a ocorrer um caso de uma pessoa que se passava por autista. “Apareceu uma pessoa que tava dando golpe mesmo, ela não era autista, ela fingia que era autista e não era, a gente descobriu e foi uma coisa horrorosa. Então as mães eram muito desconfiadas”, destacou.

Apesar disso, autistas começaram a aparecer com relatos sobre autismo e, segundo Werner, o Instituto Lagarta Vira Pupa, do qual é fundadora, possui mulheres autistas na direção. Ela também comemorou o fato de, atualmente, terem mais autistas falando sobre autismo.

“A gente sabe que a relação nem sempre é harmônica. [Mas] eu tenho essa relação muito harmônica e, na verdade, eu aprendo muito sobre o meu filho ouvindo autistas adultos”, contou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.