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Introvertendo completa 4 anos; podcast de autistas é pioneiro no Brasil

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo comemora 4 anos de existência nesta quarta-feira (11). O programa é o primeiro do gênero do Brasil e surgiu em maio de 2018 por iniciativa de estudantes autistas da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. Atualmente, fazem parte dele autistas residentes em mais três estados do Brasil: São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Em comemoração a data, é lançado o episódio 212, cujo título “Especial 4 Anos: Autistas Bêbados”, que traz o estudante Luca Nolasco, a arquiteta Carol Cardoso e o jornalista Tiago Abreu conversando sobre vários assuntos enquanto se embebedam. “Todo aniversário pensamos em fazer algo atípico, e desta vez não foi diferente. A ideia era simplesmente beber, gravar e ver no que dava. E deu tudo certo. Na minha opinião, é um episódio muito bonito pela espontaneidade. Começamos rindo bastante e terminamos a gravação chorando. Certamente catártico”, disse o Tiago.

Com um catálogo de mais de 200 episódios, o Introvertendo discute questões do autismo geralmente ligados à vida adulta. Em 2022, foram liberados episódios sobre autismo em idosos, sexualidade no autismo, amizade entre autistas e até sexo. Segundo Tiago Abreu, a equipe ainda tem mais temas para gravar. “Ainda este ano, por exemplo, queremos abordar questões regionais do Brasil relacionadas ao autismo. E, se conseguirmos nos manter no ar, também vamos planejar algo bem legal para o aniversário de 5 anos em 2023”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Semelhanças e diferenças entre autismo e TDAH é tema de podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (22) o seu 209º episódio, chamado “TDAH e Autismo”. Com apresentação de Luca Nolasco e participação de Suzana Cardoso (diagnosticada com autismo e TDAH) e Thata Finotto (diagnosticada com TDAH e apresentadora do Tribo TDAH), o episódio aborda semelhanças e diferenças do autismo e TDAH.

Além de ambos serem transtornos do neurodesenvolvimento, é comum que alguns autistas também tenham diagnóstico de TDAH, que é o caso de Suzana. No episódio, ela abordou que por muito tempo recusou a ideia de ser autista. “Eu tive diversos diagnósticos errados. Devido a esses diagnósticos errados, eu já não estava acreditando muito”, disse ela, que só passou a acreditar quando viu a melhora de qualidade de vida de seu pai, que provavelmente era autista.

Thata Finotto, que aborda o TDAH em seu podcast, defendeu a importância do diagnóstico precoce tanto para o autismo, quanto para o TDAH. “Eu acho que todo diagnóstico é uma ferramenta. Não ter essa ferramenta faz com que você se arrisque muito mais, entre em situações às vezes que você poderia ter evitado se você talvez se conhecesse melhor, se você tivesse uma autoestima melhor, porque a falta de diagnóstico faz com que a gente tenha uma autoestima baixíssima”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas discutem amizade entre pessoas no espectro em podcast — Canal Autismo / Revista Autismo

Autistas discutem amizade entre pessoas no espectro em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (15) o seu 208º episódio, chamado “Amizade Entre Autistas”. Com apresentação da engenheira Thaís Mösken, do analista de sistemas Paulo Alarcón e do estudante Michael Ulian, todos autistas, o episódio centra-se na seguinte questão: autistas se relacionam melhor com outros autistas?

Os podcasters acham que isso é um mito. Michael Ulian afirmou que isso é um “viés de confirmação”. Já Paulo Alarcón disse que “não acontece sempre e normalmente esse match acontece justamente quando tem duas pessoas com interesses muito em comuns mesmo. Mas o que eu já vi de treta entre autistas, principalmente na internet… quando entram em discussões, costumam vir brigas feias mesmo”.

Além disso, eles também abordam questões relacionadas a amizade e o autismo: hiperfoco, rigidez de pensamento, habilidades sociais e a experiência conjunta dos três em jogos de Role-playing game (RPG).

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Ativistas indígenas contam experiências com o autismo em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (8) o seu 207º episódio, chamado “Autismo e os Povos Indígenas”. Nele, duas ativistas indígenas falam sobre suas experiências com o autismo: Deborah Martins, que também é chefe de cozinha e diagnosticada com autismo, e a escritora e artista Márcia Kambeba, que é mãe de um adolescente autista.

No episódio, Deborah disse sentir falta de mais discussões sobre autismo e as questões indígenas. “A grande maioria das pessoas desvinculam a qualquer outra característica que não seja o autismo da pessoa. E tem nuances onde as questões do autismo e as questões de ser uma pessoa indígena colidem e é importante fazer esses recortes de raça, esse recortes de comunidade LGBTQIA+ pra dentro do autismo, porque uma coisa não pode excluir a outra”, afirmou.

Márcia, que mora no Pará, contou sobre o apoio que ela e seu filho tem recebido dos profissionais de saúde do setor público e dos desafios da inclusão escolar, sobretudo quanto a preconceito de colegas e professores. “E ele faz certas perguntas assim que, às vezes como mãe, me machuca muito e eu estou sempre com ele, sempre ensinando, sempre junto, buscando estudar junto com ele, reaprendendo coisas que eu vivi lá atrás na infância”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘Foi a grande virada da minha vida’, diz professor autista de 62 anos sobre diagnóstico

Tempo de Leitura: 2 minutosNairan Ballestra tem 62 anos, é professor de filosofia na rede estadual de São Paulo e recebeu um diagnóstico tardio de autismo. Ele foi entrevistado no episódio “Idosos Autistas”, lançado pelo podcast Introvertendo nesta sexta-feira (1). Na ocasião, ele disse que saber que era autista impactou positivamente sua vida.

Isso pra mim mudou tudo. Tudo, absolutamente tudo. Porque aí eu já não estava mais perdido em alguma coisa que eu não entendia. Aí eu já sabia pra onde olhar. Foi a grande virada da minha vida”, disse ele.

Nairan também afirmou que algumas pessoas também o criticaram dizendo que o autismo seria um rótulo, o que ele discorda. “O diagnóstico não era me rotulando de alguma coisa. Ou seja, não era alguém dizendo algo pra mim que era arbitrário, que era simplesmente alguém apontando e fala: ‘ah, você é isso’. Não! O diagnóstico pra mim era a constatação de um ponto de partida”, destacou.

O professor também afirmou que saber do autismo autismo também lhe deu a possibilidade de concluir o ensino superior, tornar-se professor de filosofia e, desta forma, ter uma estabilidade de vida. “Eu não tinha praticamente nada. Eu não comprava roupas. Porque eu não tinha condição de gerar uma constância que me permitisse ter aquela solidez”, contou.

Pesquisas sobre autismo em idosos ainda não são comuns. Uma pesquisa de 2021 conduzida por David Mason, Gavin Robert Stewart, Simone Josephine Capp e Francesca Happé afirma que, apesar do aumento de estudos sobre autismo em idosos de 2012 pra cá, elas representam cerca de 0,4% dos trabalhos publicados em três grandes bases: PubMed, Embase e PsycINFO.

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Autistas relatam experiências em salão de cabeleireiros em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (25) o seu 205º episódio, chamado “Autistas no Cabeleireiro”, que aborda experiências de autistas na hora de cortar o cabelo.

A discussão, que contou com Thaís Mösken, Paulo Alarcón, Michael Ulian e Otávio Crosara, todos autistas, aborda as questões sensoriais e sociais que impossibilitam o conforto de autistas em salões de cabeleireiro.

No episódio, Michael Ulian afirmou evitar ao máximo cortar o cabelo. “Toda vez que eu vou no cabeleireiro é uma batalha sensorial. Quando está chegando no final, na parte de usar navalha para fazer o pezinho fazer as coisas, é: ‘por favor cara, termina logo eu não estou aguentando aqui mais. Eu quero sair daqui, nunca mais voltar na minha vida para um lugar desses'”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas e seus desafios no ENEM

Tempo de Leitura: < 1 minutoEpisódio cíclico na vida de milhões de brasileiros, o Exame Nacional do Ensino Médio, ou ENEM, conhecido por sua complexidade, representa níveis adicionais de dificuldade para pessoas com deficiência. No prisma do autismo, múltiplas variáveis podem ser vistas como impeditivos na prova para pessoas no espectro. Contudo, é evidente o esforço das últimas edições para abrigar pessoas com deficiência com maior conforto.

Tendo em vista a gigantesca pressão sobre cada participante,  determinado grau de estresse é inevitável. Porém, tratando-se do autismo e suas especificidades individuais, o estresse pode tornar-se incapacitante. Essa questão já foi relatada amplamente por todo espectro em provas anteriores, mas o despreparo institucional é notório no tratamento com pessoas de grau mais avançado do transtorno, que podem não ter suas necessidades especiais respeitadas por conta do padrão organizacional do exame.

Ao antecipar situações como esta, pessoas com deficiência são alocadas para prestar a prova em instituições específicas e profissionais propriamente instruídos. Mesmo assim, é inevitável que candidatos com comportamentos não vistos como habituais pela instituição, como pessoas com transtorno epilético, candidatos ruidosos, falantes de libras, entre outros, podem se encontrar desamparados, tornando ainda mais exasperante uma situação já tão complexa para o participante.

Ainda não existe solução concreta para esse problema, pois cada indivíduo com deficiência representa uma necessidade distinta, mas, com a nova possibilidade do ENEM Digital, talvez alguns desses candidatos possam contar com uma opção melhor. O ENEM Digital possui incontáveis limitações e inacessibilidades, entre elas, a necessidade de uma rede de banda larga constante e computadores modernos, segregando milhões de candidatos da possibilidade desse modal. Entretanto, pessoas que já se veem segregadas rotineiramente, se possuírem recursos para tal, talvez escolham o exame digital. 

Autistas fazem análise da série As We See It

Tempo de Leitura: 2 minutos

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou o seu 203º episódio nesta sexta-feira (25) com um debate sobre a série As We See It (Nosso Jeito de Ser), distribuída pela Amazon Prime.

O episódio, apresentado por Tiago Abreu, que é jornalista e autista, contou com as participações da dentista Bianca Galvão, o estudante de Ciências da Computação Bruno Fillmann e a bióloga e professora Nicolly Amaral. Os três são diagnosticados com autismo.

Na ocasião, os três falaram sobre o elenco da série. “Eu gostei muito primeiramente do fato de que personagens autistas são representados por atores autistas. Isso pra mim já ganhou muito e me incentivou a ver a série. O elenco secundário eu gostei muito dos atores, eu acho que eles não estavam exagerando, estereotipando”, disse Nicolly Amaral.

Apesar disso, também houveram críticas à As We See It. “Eu não gostei muito de como eles estruturaram a narrativa da série. A premissa me parece um pouco boba, parece até um experimento social. Porque a princípio são famílias que se juntam para tentar dar mais independência pros filhos. Mas essas pessoas mal parecem se conhecer. Nenhuma das tramas envolve os três”, Bruno Fillmann afirmou.

Já Bianca Galvão gostou bastante da série, principalmente do personagem Jack (Rick Glassmann). “Foi o personagem que eu mais me identifiquei porque eu sou muito assim também de falar essas coisas, de ter esse tipo de humor que muitas das vezes os neurotípicos não entendem”, destacou.

Eles também fizeram críticas pontuais a aspectos do roteiro, como a construção da personagem Violet (Sue Ann Pien) e a relação com seu irmão, Van (Chris Pang). “A série sempre tenta adicionar nuance numa coisa que não necessariamente deveria ter e acaba passando essa ideia que na minha opinião é falsa, que os autistas são um perigo sexual pra sociedade, que são rudes com chefe. Eu não acho que isso seja verdade”, Bruno disse.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘O futuro do autismo no Brasil é junto com os autistas’, diz Tiago Abreu

Tempo de Leitura: 2 minutosTiago Abreu, que lançou o primeiro livro sobre neurodiversidade do Brasil cujo título é O que é neurodiversidade?, comentou sobre o desenvolvimento do ativismo do autismo no Brasil no episódio 202 do podcast Introvertendo lançado nesta sexta-feira (11). Na ocasião, ele defendeu que autistas ganharam relevância na comunidade nos últimos 10 anos, e que isso é apenas o começo.

“Aquilo que a gente chama de movimento da neurodiversidade no Brasil está muito intricado aos próprios autistas e ao surgimento de um ativismo autista na década de 2010 que é pouco documentado ainda na literatura. E se as pessoas realmente querem pensar o futuro do autismo no Brasil, tem que pensar junto com os autistas. Porque essa parte da comunidade vai só crescer daqui pra frente”, disse ele.

O ativismo de autistas surgiu mais tarde no Brasil em comparação a outros países. Sobre isso, Tiago afirmou que a participação recente de autistas se dá por vários fatores, incluindo as mudanças nos manuais médicos. “É na década de 2010 que a gente tem [acesso ao] 4G, mais uso de smartphones e WhatsApp. As redes sociais acabam chegando de uma forma mais massiva para uma parte da população que antes não era incluída digitalmente. Então começou-se a falar muito mais sobre autismo publicamente. E tem muita água pra rolar porque ainda é uma cena muito recente”, afirmou.

“A primeira comunidade virtual sobre autismo que surge [no Brasil] é no final da década de 1990, que é uma lista no Yahoo. Lá no exterior, nesse período aí da década de 1990, já tinha fóruns e grupos de autistas. Aqui no Brasil estavam surgindo as primeiras comunidades de pais. Muita coisa foi acontecendo tardiamente no Brasil porque basicamente não tinha autista diagnosticado na vida adulta pra discutir esses temas”, complementou.

O que é neurodiversidade? foi lançado em formato físico e digital em 4 de fevereiro e, atualmente, o livro está entre os 25 mais vendidos na categoria de saúde na Amazon. O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘O autista precisa dos meios para que ele floresça’, diz médico autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoOtávio Crosara é médico formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e diagnosticado com autismo em 2014. Em entrevista ao podcast Cantinho de Prosa lançada nesta sexta-feira (4), ele falou sobre a importância de se ter um ambiente favorável e saudável para o desenvolvimento de habilidades no autismo.

“Às vezes autistas tem um um desenvolvimento de habilidades posterior ao diagnóstico melhor porque o ambiente onde eles crescem ou os ambientes onde eles são tratados são mais receptivos, são mais positivos, as pessoas são mais conscientes, as pessoas têm mais paciência ou até mesmo o ambiente tem mais recursos financeiros pra você investir na educação, certo? E isso significa que cada caso é um caso. O autista precisa dos meios para que ele floresça”, afirmou.

Durante a entrevista, o médico falou sobre as mudanças nos manuais médicos sobre o autismo, a representação do diagnóstico na cultura, como se referir a uma pessoa autista e também sobre mercado de trabalho. Otávio também é integrante do Introvertendo, podcast feito por pessoas no espectro do autismo.

Ouça o episódio:

‘Nosso objetivo é prevenir questões de abuso’, diz Raquel Del Monde sobre educação sexual de autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoA neuropsiquiatra Raquel Del Monde participou do episódio “Sexualidade no autismo”, lançado pelo podcast Introvertendo nesta sexta-feira (28). Na ocasião, a profissional abordou questões de sexualidade e cuidado no âmbito do autismo. Ela defendeu que um dos objetivos de orientação profissional, seja médica ou educacional, deve ser para a proteção de pessoas autistas para uma melhor interação com seus pares.

“Então eu acho que é muito importante que os profissionais também sejam capacitados a orientar as famílias e orientar os autistas de uma maneira que atenda as necessidades tanto comunicativas quanto cognitivas que podem ser diferentes. Porque o nosso objetivo é claro, é prevenir questões de abuso, que são muito mais frequentes e que o autista desenvolva habilidades pra uma vida afetiva e sexual satisfatória”, afirmou ela.

Raquel também afirmou que é necessário ter atenção sobre experiências de autistas em aplicativos de relacionamento. “Eu já tive pacientes por exemplo que tiveram experiências muito negativas por se envolver com pessoas e não ter habilidades necessárias para identificar más intenções, não identificar direito o que essa pessoa queria”, destacou.

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Introvertendo anuncia novidades para 2022

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, feito por pessoas no espectro do autismo, terminou o ano de 2021 com o anúncio de novidades. Segundo o episódio 199 “TOP 10 Introvertendo 2021” e informações da equipe, a continuidade da produção está confirmada para o ano que vem e temas inéditos estão previstos, como autismo em idosos, amizade entre autistas, disfunção executiva, autismo na população indígena e a romantização do autismo.

Segundo Thaís Mösken, uma das apresentadoras do podcast, o retorno será em 28 de janeiro, mas haverá uma redução da frequência de lançamentos. “A maior parte dos nossos integrantes está com vários compromissos em paralelo e com tudo isso a gente acaba, claro, ficando um pouco cansado produzindo muita coisa”, afirmou. É a segunda vez que o podcast, escolhido um dos melhores de 2020 pela Apple, vai lançar episódios quinzenais – a primeira vez foi em 2018, de forma temporária.

O episódio do Introvertendo de maior popularidade lançado em 2021 foi “Autodiagnóstico de Autismo” (168º), seguido por “Hiperfoco” (170º). Na próxima sexta-feira (17), será lançado o episódio final do ano, cujo título é “Gaivota – o pássaro que ainda não pode voar” (200º) e terá conteúdo narrativo.

TOP 10 Introvertendo 2021” está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.