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Série conta vida e obra de figuras históricas do autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas, lançou ao longo do ano de 2020 e 2021 uma série em áudio que conta biografias de figuras históricas do autismo, como Leo Kanner, Lorna Wing, Temple Grandin, Tony Attwood e Simon Baron-Cohen. Os episódios tem cerca de 5 minutos de duração cada.

Os roteiros dos episódios foram elaborados pelo jornalista Tiago Abreu, e as narrações dos episódios foram conduzidos por Luca Nolasco e Thaís Mösken, apresentadores do Introvertendo. Para a iniciativa, foram consultados livros e artigos sobre autismo.

“Ouvimos falar muito sobre estes nomes, mas geralmente sabemos pouco sobre de onde vieram, no que pensavam e como se relacionavam com o autismo. Em alguns casos, nem sabemos como visualmente eram. A nossa intenção foi justamente fazer este resgate para toda a comunidade do autismo, principalmente os autistas e familiares que nos acompanham”, disse Abreu.

Ouça os episódios da série:

‘As mães eram muito desconfiadas’, afirma Andréa Werner sobre autistas adultos na web

Tempo de Leitura: < 1 minutoA jornalista e ativista Andréa Werner participou de uma roda de conversa sobre autismo disponibilizada como episódio do podcast Introvertendo. “Experiências Inclusivas” foi lançado nesta terça-feira (29) e contou com as participações de Willian Chimura e Tiago Abreu. Na ocasião, os três comentaram sobre a participação de autistas nas discussões sobre autismo.

Andréa contou que em 2010, quando seu filho foi diagnosticado com autismo, não se recorda de ver autistas falando sobre autismo na internet. “E aí, quando começaram a aparecer, quando aparece um, dois, autistas falando assim, no Facebook, tinha uma baita desconfiança de ver”, disse ela.

A jornalista ainda contou que, na época, chegou a ocorrer um caso de uma pessoa que se passava por autista. “Apareceu uma pessoa que tava dando golpe mesmo, ela não era autista, ela fingia que era autista e não era, a gente descobriu e foi uma coisa horrorosa. Então as mães eram muito desconfiadas”, destacou.

Apesar disso, autistas começaram a aparecer com relatos sobre autismo e, segundo Werner, o Instituto Lagarta Vira Pupa, do qual é fundadora, possui mulheres autistas na direção. Ela também comemorou o fato de, atualmente, terem mais autistas falando sobre autismo.

“A gente sabe que a relação nem sempre é harmônica. [Mas] eu tenho essa relação muito harmônica e, na verdade, eu aprendo muito sobre o meu filho ouvindo autistas adultos”, contou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘Não podemos relativizar nossos direitos’, diz Willian Chimura sobre vacinas para autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosO ativista e youtuber Willian Chimura comentou a aplicação de vacinas em autistas no episódio 180 do podcast Introvertendo, cujo título é “Os Autistas Foram se Vacinar e Olha no que Deu”. Na ocasião, Chimura discutiu sobre casos de diferenciação entre autistas “leves”, “moderados” e “severos” no processo de vacinação contra a Covid-19 em municípios como Salvador, na Bahia.

“Eu vejo que esse caso de Salvador tá um pouco nebuloso da gente conseguir descriminar o o que realmente foi falado, como está sendo feito, se houve ou não discriminação nesse sentido. O que é plenamente possível de ser feito porém no meu entendimento leigo, é que o município poderia priorizar um grupo, por exemplo, de pessoas com deficiência com comorbidade, e aí essa comorbidade seria, por exemplo, deficiência intelectual, por exemplo, para priorizar ela, como aconteceu no caso da Síndrome de Down”, afirmou.

Em seguida, Willian completou. “O que não pode ser feito é: ‘vamos vacinar pessoas com deficiência’, chega lá na hora e se vacina todas as pessoas com deficiência exceto autismo leve, porque afinal de contas autismo, para todos os efeitos legais, de acordo com a Lei Berenice Piana, é uma condição de deficiência”, destacou.

Outros conflitos comuns no processo de vacinação se deram na avaliação de profissionais que a Síndrome de Asperger, por exemplo, não estaria enquadrada nos critérios de deficiência permanente. Sobre isso, Willian Chimura defendeu a importância de pessoas autistas terem um apoio de psiquiatras e outros profissionais para a emissão de laudos conforme a necessidade. Ele também criticou uma percepção opinativa de pessoas sobre quem tem direito a vacina ou não.

“A gente não pode relativizar o que é do nosso direito. Se vai vacinar pessoas com deficiência, temos que vacinar autistas. Por mais que no seu critério não mereceriam. ‘Ah, mas aí ele trabalha. Ai, mas ele estuda. Ah, mas ele tem uma vida independente’. Não importa. A gente não pode flexibilizar garantias de direito. Porque na medida que a gente começa a fazer isso, nenhuma lei, nenhuma política faz mais sentido de existir na sociedade. Então é extremamente importante a comunidade se mobilizar para que garanta sim o direito de vacinação, não importa o nível de prejuízo, comprometimento, grau, se tem ou não tem deficiência intelectual”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘A gente tem que entender que o espaço é deficitário’, diz arquiteta autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoA arquiteta Isa de Paula foi diagnosticada com autismo em 2020 e, desde então, tem relacionado a sua profissão com as questões do autismo. Entrevistada no episódio “Autistas na Arquitetura” do podcast Introvertendo lançado nesta última sexta-feira (11), Isa fez reflexões sobre o papel dos arquitetos e da arquitetura em prover acessibilidade a autistas.

“Com o aumento dos diagnósticos, a discussão ficou mais pública de que os autistas podem e devem ocupar esses espaços, que precisam ser mais confortáveis e isso beneficia todo mundo, mas também que os autistas estão ocupando também essas profissões. Então, nas universidades, nos escritórios, nos consultoras, no serviço público e precisam de adaptações. A gente não deve presumir incompetência, a gente tem que entender que o espaço é deficitário”, disse ela.

Uma de suas principais referências teóricas é Magda Mostafa, uma das principais pesquisadoras no campo da Arquitetura em relação ao autismo. Segundo Isa, “as coisas que ela levanta pro debate é que precisa ser um ambiente acusticamente agradável, que precisa ter uma sequência espacial legível, o usuário tem que saber ler o espaço intuitivamente. É interessante que hajam alguns ambientes de escape, ambientes seguros, confortáveis, para que não só o autista, mas qualquer pessoa que precise de um descanso daquele ambiente mais coletivo possa encontrar sossego”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Jogos de RPG e relação com autismo são discutidos em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (4) o seu 177º episódio, chamado “Autismo e RPG”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, o youtuber e ativista Willian Chimura e o estudante Michael Ulian, todos autistas.

“O RPG é um jogo de interpretação de papéis, então cada jogador costuma ter um personagem criado pra aquela história, as pessoas podem jogar várias histórias, pode ser um jogo eletrônico, ou um jogo presencial, a questão é que você vai ter que interpretar o que aquele personagem faz, tomar decisões que seriam as decisões dele, não necessariamente são as suas. E tem uma história que se cria em torno disso”, conceituou Thaís.

Segundo os podcasters, existem jogos de RPG presenciais, feitos em mesas, mas também jogos eletrônicos. Willian, por exemplo, tem maior predileção por jogos eletrônicos e destacou a série Final Fantasy como uma de suas principais experiências com o gênero. Por isso, Chimura ainda não teve o interesse de participar de uma mesa presencial de RPG.

“Até o momento eu não joguei, porque eu vejo que eu tenho esse processo com atividades novas, que eu passo por muito tempo estudando sobre, tentando entender, observando, só então a primeira vez dar um passo. E eu relaciono isso muito ao autismo também, que pra muitas atividades, pra mim, programação foi assim, eu passei muito tempo pensando, estudando e tentando entender como seria programar um software pra depois efetivamente, escrever a minha primeira linha de código”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas contam experiências com a cozinha em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (28) o seu 176º episódio, chamado “Aventuras Autistas na Cozinha”, que teve como objetivo trazer histórias boas e também relatos perigosos de experiências de autistas adultos na cozinha.

O episódio foi conduzido pelo apresentador Luca Nolasco e teve a participação de mais três autistas: Carol Cardoso, Michael Ulian e Yara Delgado. Yara também é mãe de 5 filhos, o mais velho deles autista, e dividiu experiências sobre o ambiente da cozinha com a experiência da maternidade.

“Tem a coisa que tá no fogo e a criança falando comigo e o que eu estava tentando me concentrar em fazer. E daí eu fico olhando a panela e a criança, aí eu penso: eu respondo a criança que não tô nem ouvindo? Eu tiro o fone ou é a panela? Cara, não tem como, sempre alguma coisa sai errado”, contou ela.

Michael, por sua vez, já morou sozinho durante alguns anos, quando fora aluno do curso de Geologia da Universidade Federal de Goiás em Aparecida de Goiânia, e relembrou histórias de comidas que queimou. Já Carol Cardoso, residente em Macapá, sempre morou com os pais e suas comidas receberam o apelido de “carvãozinho” por queimarem com frequência.

“Aventuras Autistas na Cozinha” também foi anunciado como episódio de despedida de Yara Delgado da formação do podcast. Segundo o jornalista Tiago Abreu, um dos integrantes do Introvertendo, Yara deixa a equipe por motivos de saúde. Outra mudança de formação que coincidiu nesta semana foi a saída de Mariana Sousa, que era integrante desde 2020.

“Yara tem enfrentado problemas respiratórios há um tempo. No ano passado, ela participou bem menos do podcast e chegou a ser internada algumas vezes. Ela conversou com a gente sobre essas questões em março, e decidimos fazer essa despedida para que ela possa descansar e colocar a energia dela em outras questões mais prioritárias da vida. Já a Mariana é uma questão de tempo. Estava bem difícil de encaixarmos as agendas”, explicou.

Nenhuma pessoa foi anunciada para substituí-las. “Não temos planos de ter novos integrantes tão cedo, apesar da Carol ter integrado o podcast no início do ano, até porque estamos muito bem nessa formação atual. Muitas pessoas já passaram pelo podcast, muitos fãs até pedem para participar, mas hoje temos um ritmo e uma maturidade que não convém mexer. Só convém mexer se for pra ser ainda melhor, e com muita prudência”, afirmou Tiago.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas promovem reflexões sobre exigências da vida adulta em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas e com discussões sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (21) o seu 175º episódio, chamado “Limites da Resiliência”. Conduzido por três adultos autistas, o episódio teve como intuito discutir o significado da expressão “resiliência”, as exigências da vida social e os impactos na saúde mental de autistas.

O estudante de Medicina Otavio Crosara, que está prestes a concluir o curso de graduação na Universidade Federal de Goiás, fez um desabafo sobre as cobranças que vem sentindo. “Eu estou, simplesmente, em pânico. Não me sinto preparado para exercer a minha profissão e isso tem me consumido bastante nos últimos meses, de forma que eu não tenho conseguido lidar, a minha cabeça tem cada vez mais se ocupado com isso e eu tenho saído menos, eu tenho me isolado mais, e esses não são mecanismos saudáveis de lidar com as coisas”, lamentou.

Thaís Mösken, engenheira de formação, afirmou que possui mecanismos para identificar quando está esgotada e também formas de evitar sobrecarga. “Aprender a delegar funções foi também uma coisa que eu demorei muito pra fazer, porque eu não confiava nas pessoas. E, por último, manter sempre no meu dia a dia, atividades que me tragam prazer”, concluiu.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘Não existe uma fórmula mágica’, diz Milena Yamamoto sobre inclusão no mercado de trabalho

Tempo de Leitura: < 1 minutoDiagnosticada com autismo em 2018, Milena Yamamoto é uma das organizadoras do hackaton Autismo Tech, evento que promove a inclusão de autistas no mercado de trabalho. Em entrevista ao podcast Introvertendo liberado nesta sexta (14), a desenvolvedora contou sobre as expectativas das empresas em relação a dicas para efetiva inclusão de autistas em empresas.

“Eu acho que esperam que a gente tenha um livro texto, algo contendo regras de como cuidar do seu autista. E a minha resposta é super anticlimática também, porque não existe uma fórmula mágica, não existe regras fixas. A melhor forma de você incluir alguém na sua empresa e fornecer adaptação necessária é a escuta, você pratica essa escuta e dá total liberdade e oferece uma segurança na fala do seu funcionário”, disse ela.

Além de Milena, Joyce Rocha, também autista e UX designer, também fez reflexões sobre a importância da escuta. “A base de qualquer tipo de adaptação de característica que a pessoa tenha é o outro lado saber ouvir. Porque o autismo é muito diverso”, destacou. Rocha também é uma das pessoas por trás do Autismo Tech.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Podcast Introvertendo comemora 3 anos com episódio bônus ficcional

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, feito por autistas, comemorou 3 anos de lançamento nesta terça-feira (11). Publicado em maio de 2018, o projeto foi construído por autistas que estudavam na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. Atualmente, fazem parte dele autistas de vários estados do Brasil, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Amapá.

Em celebração à data, foi lançado o 173º episódio “Especial 3 Anos: RPG do Introvertendo”, uma história ficcional medieval construída por Paulo Alarcón, analista de sistemas, autista e integrante do podcast, que reuniu quase toda a equipe, além da participação especial da jornalista Sophia Mendonça, do O Mundo Autista.

Sobre o feito, o jornalista Tiago Abreu, um dos integrantes, contou sobre a iniciativa. “Conversamos sobre fazer um RPG comemorativo ainda em dezembro, por sugestão da Carol [Cardoso]. Eles empenharam bastante esforço durante meses para treinar e depois gravar. A etapa de edição também foi complexa. Tínhamos mais de 6h de material bruto em áudio”, afirmou.

Em 2021, o Introvertendo lançou episódios sobre múltiplos temas – hiperfoco, trabalho em grupo, autodiagnóstico, fogos de artifício e até um recente sobre a anti-neurodiversidade – e o plano é de alcançar a marca de 200 episódios até dezembro com temas inéditos debatidos por autistas.

Em dezembro de 2020, o Introvertendo foi eleito um dos melhores podcasts do ano pela plataforma Apple Podcasts. E, segundo Tiago, há planos futuros. “Temos muitos temas para gravar ainda. Diria que, se tudo der certo, temos episódios garantidos para até 2023 (risos). Estamos sempre pensando em novos formatos e este ano a parte técnica do podcast está totalmente sob o nosso controle. Quem nos acompanha já deve ter percebido a diferença”, destacou.

Anti-neurodiversidade é tema de debate em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas e com discussões sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (7) o seu 172º episódio, chamado “Anti-neurodiversidade”. O episódio teve como objetivo discutir o porquê pessoas dentro da comunidade do autismo, sobretudo mães, profissionais e até alguns autistas, rejeitam a ideia de neurodiversidade.

A neurodiversidade é um conceito criado na década de 1990 pela socióloga australiana Judy Singer e se tornou bastante popular entre autistas ativistas. No entanto, questionamentos sobre representatividade, ciência e ativismo rondam o assunto.

Sobre o tema, o jornalista Tiago Abreu argumentou que é um debate pouco presente no Brasil. “Existe uma discordância nada pequena com a neurodiversidade, mas isso não é discutido de forma sistematizada. Por isso decidimos fazer um episódio mais denso e longo do que o normal, com várias referências teóricas, e até com desabafos sobre coisas guardadas há tempos conosco. Esperamos que isso ajude a comunidade a amadurecer em alguns aspectos”, afirmou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas comentam sobre hiperfoco em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas e com discussões sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (30) o seu 170º episódio, chamado “Hiperfoco”. O episódio contou com a participação de quatro pessoas diagnosticadas com autismo: o estudante Luca Nolasco, o analista de sistemas Paulo Alarcón, o jornalista Tiago Abreu e o programador e youtuber Willian Chimura.

O hiperfoco é uma característica socialmente discutida no autismo sobre a tendência de autistas terem um interesse fixo e rígido em objetos ou assuntos. Segundo os integrantes do Introvertendo, é uma característica que pode beneficiar autistas no mercado de trabalho, mas também pode trazer prejuízos dependendo do contexto. Apesar de ter sido cunhado como algo negativo, autistas tem ressignificado a característica para uma perspectiva positiva.

Willian Chimura afirmou que, em alguns contextos, autistas podem ser desumanizados e a ênfase apenas nos prejuízos é um desses exemplos. “A gente sabe no dia a dia que essa característica também está muito associada a coisas boas, até mesmo valorizadas, comumente, na sociedade. Até mesmo em um ambiente corriqueiro de uma empresa que exige que o seu funcionário, por exemplo, se mantenha focado em determinado projeto, com um nível de comprometimento acima da média”, destacou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas discutem fenômeno do autodiagnóstico

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas e com discussões sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (24) o seu 169º episódio, chamado “Autodiagnóstico de Autismo”. O episódio foi conduzido pelo jornalista Tiago Abreu e pelo pesquisador e youtuber Willian Chimura, ambos autistas.

Segundo Abreu, o fenômeno do autodiagnóstico do autismo é comum entre autistas na internet. “Identificar o próprio autismo é o primeiro passo para muitos. Por outro lado, também há aquelas pessoas que não testam a hipótese de ser autista ou não, e há várias razões. É um tema extremamente delicado”, argumentou.

Os podcasters inicialmente mencionaram um estudo que investigou barreiras para o diagnóstico de autismo na vida adulta. Em seguida, Chimura e Abreu refletiram sobre as questões econômicas, sociais, profissionais e os vieses individuais em torno do fenômeno do autodiagnóstico.

Willian Chimura fez observações sobre o impacto do autodiagnóstico no ativismo do autismo. “Há várias discussões muito sérias que precisamos discutir na esfera pública, e nesse sentido eu entendo que em um estado de autodiagnóstico realmente há de se ter cautela, mesmo porque o desfecho desse processo pode revelar que, na verdade, não se trataria de um caso de autismo”, afirmou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.