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Autista brasileira faz dublagem em Amor no Espectro na Netflix

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A escritora Kenya Diehl fez participação especial dublando a voz da personagem Charlotte na segunda temporada da série

Uma das melhores surpresas da estreia da segunda temporada da série Amor no Espectro nesta terça-feira (21), foi a participação especial de uma pessoa autista, Kenya Diehl, dublando a voz da personagem Charlotte (como pode ser visto nos créditos ao final da série). A influencer, consultora em autismo e escritora foi indicada por Marcos Mion à equipe da Netflix no Brasil.

A série documental, uma produção australiana que traz autistas adultos em encontros amorosos, teve sua primeira temporada originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

Autismo e neurodiversidade

Com sua contratação pela Netflix, Marcos Mion levou junto uma visão de maior importância para o autismo e a neurodiversidade como um todo. Como ele já me revelou em entrevista exclusiva em junho último (que foi capa da Revista Autismo daquele trimestre), o apresentador sugeriu o envolvimento de uma autistas adulta, para as dublagens da série Amor no Espectro. E o nome não poderia ser outro: Kenya Diehl, que trabalha com Mion na Comunidade Pró-Autismo, no Facebook.

Kenya, que teve seu diagnóstico de autismo aos 9 anos de idade (hoje ela tem 38), contou sobre sua satisfação em fazer essa participação especial: “Não tenho a pretensão de me tornar uma dubladora como profissão, mas foi muito especial para trazer uma veracidade maior à dublagem desta série”, declarou ela.

Além de fazer uma consultoria para a versão brasileira da dublagem da série, Kenya Diehl também dua contribuições para a áudio-descrição das temporadas um e dois.

Segunda temporada

Assista ao trailer:

Leia mais nos nossos artigos:

Amor no Espectro estreia segunda temporada hoje

Tempo de Leitura: < 1 minutoHoje (21.set.2021) é o dia da estreia da segunda temporada da série documental Amor no Espectro na plataforma de streaming Netflix. A produção australiana, que traz autistas adultos em encontros amorosos, foi originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

Um surpresa positiva foi saber da dublagem feita por uma pessoa autista, Kenya Diehl, que é influencer, consultora em autismo e escritora. Ela fez uma participação especial, dublando a voz da personagem Charlotte, como pode ser visto nos créditos finais da série.

 

Leia mais no nosso artigo “Netflix anuncia segunda temporada de Amor no Espectro“.

 

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[Atualizado em 21/09/2021, 16h10 — com a participação de Kenya Kiehl na dublagem]

Autistas adultos comentam desafios diários de autocuidado em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (10) o seu 186º episódio, chamado “Autocuidado e Autonomia”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, a arquiteta Carol Cardoso e o jornalista Tiago Abreu, todos autistas. Os três conversaram sobre os desafios em torno de autocuidado, mesmo nos casos do autismo dito “leve”.

Um dos argumentos dos podcasters é que autonomia não é um patamar constante, como defendeu Carol Cardoso. “Eu entendo que a autonomia não é exatamente como se fosse um patamar a que se chega e que é inabalável. Eu acho que principalmente no autismo, quando a gente tem habilidades muito boas em um campo e habilidades bem ruins em outros campos, é muito difícil a gente dizer que alguns têm autonomia e outros não tem”, argumentou.

Thaís mora sozinha desde 2018, quando se mudou de São Paulo para Florianópolis ao passar num processo seletivo de trabalho, e contou que algumas situações ainda são desafiadoras em sua vida. “Às vezes, por mais que você tenha planejado, coisas que saem completamente do planejamento acontecem. Existem alguns casos, dependendo de como tá a minha estabilidade emocional naquele momento, parece uma coisa desesperadora, é alguma coisa pequena que saiu do esperado, que saiu ali da minha rotina e eu não sei como lidar com aquilo por algum tempo”, disse.

Já Tiago viveu parte de sua vida em Goiânia e se mudou para Porto Alegre em 2021. Ele defendeu a ideia de que, em alguns casos, questões sociais e de renda podem ser um impeditivo para maior autonomia de autistas. “Eu conheci vários autistas que, do ponto de vista da convivência, eu sabia que eles tinham aquilo que a gente poderia chamar de potencial, tinham habilidades muito boas pra algumas coisas. E tinha uma coisa terrível que era muito evidente de que marcaria a vida daquela pessoa negativamente para sua autonomia, que é falta de dinheiro. E isso era muito triste”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Netflix anuncia segunda temporada de Amor no Espectro

Tempo de Leitura: < 1 minuto21 de setembro é a data de estreia da segunda temporada da série Amor no Espectro na plataforma de streaming Netflix. A produção australiana, que traz autistas adultos em encontros amorosos, foi originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

A temporada já foi exibida no país original. Em entrevista ao Autism Awareness Australia, parte do cast comentou as expectativas e como foi participar da segunda temporada. Mark, por exemplo, disse que “o programa ficou melhor e muito maior, e o fato de ter ido ao ar na Netflix fez eu sentir que Love on the Spectrum se tornou mundialmente conhecido. Sempre me senti confiante trabalhando na primeira temporada, na segunda não foi diferente”, destacou.

Ronan é uma das novidades da segunda temporada. Ele decidiu participar da série após assistir a primeira temporada e disse ter gostado da experiência. “Eu realmente não tinha certeza do que esperar porque era muito novo para mim, mas eu sempre gosto de tentar coisas novas e estava animado para fazer parte do show. Aprendi muito durante as filmagens e toda a equipe foi tão legal e me fez sentir valorizado”, comentou.

Por abordar namoro e relacionamento, a primeira temporada recebeu atenção e comentários de autistas, inclusive no Brasil.

Assista ao trailer:

[Atualizado em 19/09/2021 com a data de estreia para 21.set.2021]

O que é Fenótipo Ampliado do Autismo – FAA?

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É comum que pais ou irmãos de crianças que estão dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentem características do autismo. Entretanto, não preenchem os requisitos mínimos para serem diagnosticados com o transtorno. Dessa forma, as características presentes nas famílias acontecem de forma mais leve. A prevalência do transtorno nas famílias varia de 12 a 30% e os pais do sexo masculino apresentam mais características do que as mães.

Certamente, são pessoas com o Fenótipo Ampliado do Autismo (FAA), que confirmam as teorias de que o transtorno pode ser passado, também, geneticamente, dos pais para os filhos. Porém, vale lembrar que o TEA tem uma base neurobiológica complexa e hereditária.

Sintomas do FAA

Depois de meu diagnóstico, tivemos a descoberta na família de mais duas pessoas e vários FAA. Por exemplo, minha avó materna apresentava retraimento social, leve dificuldade de linguagem e comunicação, rigidez quanto à sociabilidade e muita dificuldade para adaptação a mudanças.

Já a minha mãe, se escondia de mim e minhas irmãs quando se sentia sobrecarregada. E também ficava muito tempo calada. Porém, o que mais me chamava a atenção era o esforço que fazia para não perder os prazos judiciais. Ela se formou em direito. Contudo, as características podem aparecer de formas variadas em maior ou menor grau. Desse modo, não apresenta uma generalização de quais sintomas seriam mais recorrentes.

Somente uma avaliação adequada pode distinguir o que é sintoma, o que é do contexto ou comportamental, trazendo assim linhas de tratamentos favoráveis para os pacientes.

Minha mãe e o FAA

Depois do meu diagnóstico, ficaram mais evidentes as características “autísticas” de minha mãe. Assim, nós, filhas, sabemos que ela vai falar o que pensa de maneira assertiva. E mais, ela geralmente não escolhe as palavras para que sua fala se torne mais branda.

No entanto, o que me encanta em minha mãe é a disposição de aprender tudo que cause interesse a ela. Portanto, ela pode falar horas sobre filmes que assiste, os benefícios das plantas medicinais e até mesmo política pode virar um hiperfoco.

Mesmo de férias, Irene não descuida da saúde, aos 80 anos. Ela tem Parkinson e é FAA.

Mesmo de férias, Irene não descuida da saúde, aos 80 anos. Ela tem Parkinson e é FAA.

Com ou sem autismo, é preciso saber viver

No início de agosto, mamãe completou 80 anos de vida. Certamente, 80 anos de vida para viver. E ela faz isso muito bem. Quando foi para o interior de Minas, com minha irmã, fez uma entrevista com uma pessoa que chamou a sua atenção pela lição de vida.

Agora, em setembro, ela está em João Pessoa com minha outra irmã. Sempre se divertindo e cuidando da saúde. Da mesma maneira que autismo não é sentença de infelicidade, a vida, aos 80, também não é sinônimo de tristeza. Com ou sem autismo, é preciso saber viver.

Autista de corpo e alma travados

Tempo de Leitura: 2 minutos“Não é medo não. É receio de desequilibrar e cair numa posição ridícula. Eu tenho dificuldades de perceber meu corpo.”

Cuidando umas das outras, respeitando o jeito de todas.

Minha viagem chega neste final de semana. Entretanto, dessa vez foi mais fácil. Estava com minha irmã e minhas quatro sobrinhas. Senti-me segura e até dispensei a assistência que solicito nos aeroportos. Ficamos numa casa imensa. Em frente à praia. Eu estava me senti muito bem. Fomos cuidando umas das outras, respeitando o jeito de todas.

Na praia, era até engraçado. Todas nós temos problemas sensoriais com a areia, o vento e sol excessivos, a roupa molhada no corpo. Ficávamos então, o tempo necessário a uma boa caminhada. De resto, nos dividíamos entre minha mãe, minha outra irmã e meu cunhado. Essa irmã mora aqui, em João Pessoa.

Nada contra a diversão.

Praça Busto do Tamandaré

Ir aos quiosques, à noite, ouvir música ao vivo, também era um bom programa. Não que ficássemos muito tempo. Nada contra a diversão. É que para mim e minhas irmãs, depois de beber e comer, ao som de boa música, já é hora de seguir. Enrolar, passar o tempo, não é com a gente.

Outra coisa boa que fizemos, foi massagem holística com o pernambucano Layon. Do alto de seus 33 anos, o cabra entende bem de ventosaterapia, acupuntura e pedras quentes. Mas o que mais aproveitei, foram os exercícios para destravar meu corpo encurtado. Foram anos de músculos retesados para dar conta da vida.

Anos de tensão e o resultado são fortes dores musculares.

Layon me chamou a atenção para uma proeminente lordose. A lordose é uma condição em que há uma curvatura interna aumentada da espinha. Foram anos de tensão e o resultado hoje, são fortes dores musculares. Foram 3 sessões. O que senti, nesta última, foi algo muito inusitado.

Realmente, não temos a menor noção do que o esforço para se adaptar a uma peseudonormalidade pode fazer com a gente. Em um dos exercícios, eu estava sentada na maca, de costas. Foi quando o Lyon fez um movimento brusco para me destravar. Antes que ele passasse para o lado esquerdo de minhas costas, dei uma desequilibrada e ele disse: “Pode confiar, eu amparo você.”

“Não são só os músculos que retesaram. Você tem muita emoção bloqueada.”

Nesse momento, eu ressenti o velho aperto no coração e o nó no peito. E expliquei a ele: “Não é medo não. É receio de desequilibrar e cair numa posição ridícula. Eu tenho dificuldades de perceber meu corpo.” Engoli em seco e continuei: “Era assim que eu me sentia nas aulas de educação física, nas brincadeiras em grupo, nas festas.”

Ele pediu que eu ficasse de pé. Percebeu meus olhos molhados e completou: “Não são só os músculos que estão encurtados. Você tem muita emoção bloqueada. É um peso para você.” Eu fiquei calada. Não conseguiria explicar nada do que eu sentia. Ele me pediu: “Posso te dar um abraço.” Não respondi. Ainda assim, ele me envolveu num abraço, (estávamos de máscaras e vacinados). Eu senti a criança e a adolescente autista que fui, finalmente amparada. Para além da competência, a riqueza do ser humano é o que faz toda a diferença.

O jeito autista de ser no dia a dia

Tempo de Leitura: < 1 minutoEssa semana, enfrentei uma ‘overdose’ de meu jeito autista de ser. Em primeiro lugar, comecei fazendo um teste de avaliação neuropsicológica. O objetivo era reorientar meu acompanhamento terapêutico. Foi o que bastou para a ansiedade e o medo começarem. E ainda, teria de me preparar para a viagem que eu faria. Minha mala estava pronta há um mês. Ainda tinha a preocupação com minha filha, que não iria. Conclusão: estresse nas alturas.

“Eu também sou assim”

Pior ainda é tentar desabafar com alguém e ouvir: “Não é só autista não. Da mesma forma, eu também sou assim”. O que as pessoas desconhecem é a intensidade dessas emoções para o cérebro neurodivergente. Se elas são grau 10 para o neurotípico, para o autista o grau é 1000. No meu caso, são anos repetindo certas ações. E sempre com a sensação de desamparo. Pondero que são armadilhas do cérebro. Mais uma tentativa frustrada. Ou seja, nem mesmo assim, eu consigo me livrar do aperto no peito.

Sabedoria da psicóloga

Ao terminar minha avaliação neuropsicológica, dentro do uber, escrevi para a psicóloga: “Já sei o resultado: Tenho personalidade distorcida, sou medíocre e lenta”. A resposta dela: “Vou trocar as definições para mudar sua distorção cognitiva. Medíocre não, ansiosa. Lenta, não, perfeccionista e rígida. E mais: personalidade distorcida nem existe….”

Autoaceitação

Depois do diagnóstico, me reconheci. Aceitei minhas características. E mais: estou aprendendo a lidar com elas. Um dia de cada vez. Com autorrespeito e amorosidade. Hoje, consigo fazer este texto, mesmo sabendo que viajo amanhã, bem cedo. E, claro, vou ter orgulho de mais uma vitória. Viajar ainda me exige muito esforço.

‘Eu passei a ter uma identidade’, diz autista que recebeu diagnóstico aos 50 anos em SC

Tempo de Leitura: < 1 minutoAldo Paladino, de 59 anos, reside em Florianópolis, capital de Santa Catarina, e é professor de culinária japonesa. Há cerca de 9 anos, quando tinha 50, Paladino recebeu o diagnóstico de autismo. O impacto da descoberta, segundo ele, lhe trouxe qualidade de vida e pode ser percebido na relação com a família, especialmente com os filhos, e também no entendimento de si mesmo.

“A partir do diagnóstico do autismo tudo faz sentido. Eu passei a ter uma identidade”, disse ele em entrevista ao G1. Já Pedro Paladino, um de seus filhos, afirmou que o diagnóstico do pai ajudou toda a família. “Assim que eu descobri que ele era autista, que ele me passou o diagnóstico, ele falou para mim e meu irmão e muita coisa até se esclareceu. As imagens que eu tenho do meu pai eram sempre dele muito protetor, que estava sempre querendo me proteger até demais e isso me incomodava um pouco”, destacou.

‘Tenho muita paz aqui’, afirma coveiro autista sobre seu trabalho

Tempo de Leitura: < 1 minutoAos 31 anos, Rafael Chaves ganhou notoriedade no aplicativo TikTok com um perfil que traz conteúdos sobre sua atividade como coveiro. Diagnosticado tardiamente com a Síndrome de Asperger, que faz parte do espectro do autismo, Chaves possui mais de 300 mil seguidores.

Em entrevista ao G1, Rafael disse que trabalha como coveiro desde 2020 no município de Morro Agudo, no interior de São Paulo. “Vi como coveiro duas coisas: a rentabilidade […] e também uma forma de paz. Apesar de umas coisas meio macabras que a gente vê no cemitério, tenho muita paz aqui. Fui vendedor, já trabalhei com vendas, pressão para bater metas, e eu não quis isso mais para a minha vida”, contou.

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‘Atypical mudou a minha vida’, afirma designer autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm referência ao final da série Atypical, que ganhou última temporada liberada pela Netflix na última sexta (9), o jornal O Estado de S. Paulo conversou com autistas produtores de conteúdo sobre a série e o significado dela, entre elas a designer Tabata Cristine, de 31 anos.

Em entrevista, ela disse que a série foi importante no seu autoconhecimento sobre o autismo. “Quando comecei a terapia, eu tinha diagnóstico de transtorno bipolar. Apesar de isso não fazer sentido pra mim, eu não sabia explicar para a psicóloga as minhas questões. Foi quando vi o Sam e me achei parecida com ele. Levei as questões para a terapia e a gente chegou ao meu diagnóstico. Não tem nem como expressar em palavras como Atypical mudou a minha vida”, afirmou.

Além de Tabata, o Estadão conversou com o estudante Lucas Pontes, a estudante Polyana Sá, o designer Fábio Sousa e Mariana Camargo.

‘As mães eram muito desconfiadas’, afirma Andréa Werner sobre autistas adultos na web

Tempo de Leitura: < 1 minutoA jornalista e ativista Andréa Werner participou de uma roda de conversa sobre autismo disponibilizada como episódio do podcast Introvertendo. “Experiências Inclusivas” foi lançado nesta terça-feira (29) e contou com as participações de Willian Chimura e Tiago Abreu. Na ocasião, os três comentaram sobre a participação de autistas nas discussões sobre autismo.

Andréa contou que em 2010, quando seu filho foi diagnosticado com autismo, não se recorda de ver autistas falando sobre autismo na internet. “E aí, quando começaram a aparecer, quando aparece um, dois, autistas falando assim, no Facebook, tinha uma baita desconfiança de ver”, disse ela.

A jornalista ainda contou que, na época, chegou a ocorrer um caso de uma pessoa que se passava por autista. “Apareceu uma pessoa que tava dando golpe mesmo, ela não era autista, ela fingia que era autista e não era, a gente descobriu e foi uma coisa horrorosa. Então as mães eram muito desconfiadas”, destacou.

Apesar disso, autistas começaram a aparecer com relatos sobre autismo e, segundo Werner, o Instituto Lagarta Vira Pupa, do qual é fundadora, possui mulheres autistas na direção. Ela também comemorou o fato de, atualmente, terem mais autistas falando sobre autismo.

“A gente sabe que a relação nem sempre é harmônica. [Mas] eu tenho essa relação muito harmônica e, na verdade, eu aprendo muito sobre o meu filho ouvindo autistas adultos”, contou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas e familiares celebram o Dia do Orgulho LGBTQIA+

Tempo de Leitura: 2 minutosAutistas e familiares participantes da comunidade do autismo comemoraram virtualmente o Dia do Orgulho LGBTQIA+ nesta segunda-feira (28). A data é comemorada anualmente em 28 de junho em memória ao dia em que homossexuais, lésbicas, bissexuais e pessoas trans frequentadoras do bar Stonewall Inn, nos Estados Unidos, se rebelaram contra a repressão policial.

A psicóloga e ativista Kmylla Borges aproveitou a data para escrever um texto sobre sua vida como autista lésbica. “Era lgbtqia+ antes de saber o que é isso, era autista antes de saber. A sociedade tem essa ‘mania’ de querer normalizar tudo”, afirmou.

 

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Uma publicação compartilhada por @kmylla.borges

A jornalista Sophia Mendonça, que é autista e trans, também fez reflexões sobre interseccionalidade. “Os discursos de que nós “escolhemos” esse caminho tortuoso, a despeito de que ser LGBTQIA+ não é escolha, por exemplo, abrem precedentes para nos tornarmos ainda mais vulneráveis nessa estrutura social mais ampla”, disse ela.

Amanda Ribeiro, do perfil @mamãequeviaja, questionou o preconceito de mães de crianças com deficiência em relação a pessoas LGBTQIA+. “Se você é uma pessoa com deficiência ou mãe de uma pessoa com deficiência você faz parte de uma minoria e provavelmente já viveu discriminação, preconceito, constrangimento, você sabe o que é ser excluído!”, disse.

Em junho, também publicamos histórias de autistas LGBTQIA+ no texto “Entre dois armários“.

Confira tweets de autistas sobre o tema: