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Universitários autistas criam coletivo de apoio na USP

Tempo de Leitura: < 1 minutoEstudantes universitários autistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram, em maio deste ano, o Coletivo Autista da USP. O projeto tem o interesse de garantir apoio para a permanência de estudantes autistas dentro da universidade. O coletivo foi criado pelas estudantes Giulia Jardim Martinovic e Girlene Cavalcanti Novo.

Segundo a página do projeto no Facebook, a intenção é de oferecer grupos de apoio psicológico, palestras sobre o autismo, monitoria em diversas disciplinas, mentorias sobre estudos e carreira e cursos a partir do mês de agosto.

Temporada final de Atypical será lançada em julho

Tempo de Leitura: < 1 minutoAtypical, a série sobre autismo de maior popularidade dos últimos anos, está com data de lançamento da quarta temporada agendada pela Netflix em 9 de julho. A informação foi divulgada nas redes sociais nesta última terça-feira (1).

A temporada promete mostrar o desenvolvimento de Sam para uma autonomia total ao se mudar para um novo apartamento com seu melhor amigo, Zahid. O trailer da nova temporada ainda não foi disponibilizado, embora fotos tenham sido divulgadas no Twitter da Netflix.

Autistas contam experiências com a cozinha em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (28) o seu 176º episódio, chamado “Aventuras Autistas na Cozinha”, que teve como objetivo trazer histórias boas e também relatos perigosos de experiências de autistas adultos na cozinha.

O episódio foi conduzido pelo apresentador Luca Nolasco e teve a participação de mais três autistas: Carol Cardoso, Michael Ulian e Yara Delgado. Yara também é mãe de 5 filhos, o mais velho deles autista, e dividiu experiências sobre o ambiente da cozinha com a experiência da maternidade.

“Tem a coisa que tá no fogo e a criança falando comigo e o que eu estava tentando me concentrar em fazer. E daí eu fico olhando a panela e a criança, aí eu penso: eu respondo a criança que não tô nem ouvindo? Eu tiro o fone ou é a panela? Cara, não tem como, sempre alguma coisa sai errado”, contou ela.

Michael, por sua vez, já morou sozinho durante alguns anos, quando fora aluno do curso de Geologia da Universidade Federal de Goiás em Aparecida de Goiânia, e relembrou histórias de comidas que queimou. Já Carol Cardoso, residente em Macapá, sempre morou com os pais e suas comidas receberam o apelido de “carvãozinho” por queimarem com frequência.

“Aventuras Autistas na Cozinha” também foi anunciado como episódio de despedida de Yara Delgado da formação do podcast. Segundo o jornalista Tiago Abreu, um dos integrantes do Introvertendo, Yara deixa a equipe por motivos de saúde. Outra mudança de formação que coincidiu nesta semana foi a saída de Mariana Sousa, que era integrante desde 2020.

“Yara tem enfrentado problemas respiratórios há um tempo. No ano passado, ela participou bem menos do podcast e chegou a ser internada algumas vezes. Ela conversou com a gente sobre essas questões em março, e decidimos fazer essa despedida para que ela possa descansar e colocar a energia dela em outras questões mais prioritárias da vida. Já a Mariana é uma questão de tempo. Estava bem difícil de encaixarmos as agendas”, explicou.

Nenhuma pessoa foi anunciada para substituí-las. “Não temos planos de ter novos integrantes tão cedo, apesar da Carol ter integrado o podcast no início do ano, até porque estamos muito bem nessa formação atual. Muitas pessoas já passaram pelo podcast, muitos fãs até pedem para participar, mas hoje temos um ritmo e uma maturidade que não convém mexer. Só convém mexer se for pra ser ainda melhor, e com muita prudência”, afirmou Tiago.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas promovem reflexões sobre exigências da vida adulta em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas e com discussões sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (21) o seu 175º episódio, chamado “Limites da Resiliência”. Conduzido por três adultos autistas, o episódio teve como intuito discutir o significado da expressão “resiliência”, as exigências da vida social e os impactos na saúde mental de autistas.

O estudante de Medicina Otavio Crosara, que está prestes a concluir o curso de graduação na Universidade Federal de Goiás, fez um desabafo sobre as cobranças que vem sentindo. “Eu estou, simplesmente, em pânico. Não me sinto preparado para exercer a minha profissão e isso tem me consumido bastante nos últimos meses, de forma que eu não tenho conseguido lidar, a minha cabeça tem cada vez mais se ocupado com isso e eu tenho saído menos, eu tenho me isolado mais, e esses não são mecanismos saudáveis de lidar com as coisas”, lamentou.

Thaís Mösken, engenheira de formação, afirmou que possui mecanismos para identificar quando está esgotada e também formas de evitar sobrecarga. “Aprender a delegar funções foi também uma coisa que eu demorei muito pra fazer, porque eu não confiava nas pessoas. E, por último, manter sempre no meu dia a dia, atividades que me tragam prazer”, concluiu.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autista pode dirigir carro?

Tempo de Leitura: 4 minutosA primeira vez que me deparei com esse questionamento foi quando escrevi o livro Camaleônicos – a vida de adultos autistas. O livro é uma espécie de reportagem com 10 autistas que falam sobre sua vida pessoal e profissional, conforme estes trechos:

Capítulo: O autismo leve não é leve em sofrimento: “Em sua vivência profissional, Maria sempre foi muito honesta e quando, em um de seus trabalhos, seria preciso mentir para demitir alguns funcionários, ela não conseguiu, pois que eles tinham famílias para sustentar. Preferiu pedir demissão. Maria não faz nenhum acompanhamento terapêutico, embora apresente grande dificuldade mesmo para dirigir, fazer manobras e até já ‘arrancou alguns retrovisores de carros por aí…’.” (pág.36) assim como Clarice que se obrigou a dar conta do que os outros davam. (…) Foi assim que ela tirou carteira de motorista, na sétima tentativa, mesmo que isso a tivesse levado a uma exaustão que só ela e o namorado, à época, tivessem tido a dimensão. Essa carteira de motorista, ao invés da conquista de liberdade e autonomia, tornou-se um pesadelo que a infernizou por vários anos. Ela detestava ir a lugares que não conhecia, não conseguia dirigir bem à noite (todos apostavam na miopia como causa) e já saía estressada pensando na volta.

Era cobrada pelos amigos e família que diziam a ela que o medo era bobo e irreal já que ela dirigia muito bem. Clarice, com voz sumida, afirmou que claro que dirigia bem, pois isso era um ato mecânico, era treino. Mas ninguém acreditava na falta de noção de tempo e espaço para uma ultrapassagem por exemplo. ‘Coisa de toda mulher’, foi o que ela ouviu a vida toda. (…) Ela tinha prejuízo em algumas percepções, mas não deixou de dirigir por isso. Como já era de costume, redobrava sua atenção e seu esforço.” Trechos retirados pela editora.

Capítulo Enquanto houver desconhecimento, haverá sofrimento: “Gostaria de dançar, por exemplo, mas isso exige um esforço muito grande. Estou esperando uma ocasião em que eu consiga concentrar energia para aprender, com instrução e tudo, pois só assim acho que consigo enfrentar as coisas. Tive muita dificuldade para aprender a dirigir. Ainda assim, Henrique consegue aprender e enfrentar as circunstâncias, uma coisa de cada vez. ‘E a vida adulta tem me trazido muitas coisas novas, sempre, ao mesmo tempo.’ (Pág 92)

Capítulo A Inclusão é o espaço das diferenças: “Os testes neuropsicológicos explicaram muita coisa como (…) a dificuldade em fazer coisas aparentemente simples como dirigir, cozinhar ou fazer compras; a dificuldade com a atenção seletiva que quase me deixa extremamente estressada e confusa frente a lugares com muitos estímulos e barulhos.” (Pág 169)

Observadas todas essas experiências, inclusive a minha (Clarice é meu pseudônimo neste livro), eu não tenho dúvidas de que o autista (se quiser) deve se submeter aos exames para tirar a habilitação como motorista – de forma inclusiva e, se aprovado, pode e deve dirigir. Na realidade, os autistas têm completa noção de suas limitações, o que os torna mais atentos e prudentes.

Tanto que no dia 30 de abril, eu dirigia para o sítio de minha mãe e paramos num supermercado às margens da MG10 – Estrada Real. Fizemos compras e, ao sair, conferi e, ao longe, vinha um caminhão. Me dei conta de que não havia recolocado o cinto de segurança. Ao colocá-lo, voltei a olhar e o caminhão já estava mais próximo, mas não o suficiente para me impedir de entrar na BR. Foi o que eu fiz. Já havia percorrido alguns quilômetros quando percebi que o motorista do caminhão estava correndo para me alcançar. Acelerei e não pensei mais no caso.

Acontece que, quando a pista perdeu o acostamento numa área ladeada por encostas e sem duplificação para a pista da outra mão, eu observei o caminhão crescendo no meu retrovisor interno. Não acreditei. Comecei a orar o meu mantra bem alto e joguei o meu carro, o máximo que consegui, rente à encosta. Segurei firme o volante e torci para que o espaço deixado entre meu carro e a fileira de carros na contramão desse para o motorista irresponsável. Irresponsável não, criminoso, passar sem problemas.

Voltei à minha mão de direção e todos à volta estavam aterrorizados. Disse à minha mãe que a manobra do infeliz havia sido proposital e ela sugeriu que ele devia estar com algum problema que justificasse a atitude insana. Embora minha mãe e minha filha estivessem apavoradas, eu fechei a questão: “foi de propósito. Esse cara não podia dirigir.” Mais à frente, numa área de ultrapassagem permitida, tive de ultrapassar o mesmo caminhão para não ficar presa atrás dele.  Segui mais eis que 20 minutos depois, ele surge, crescendo, novamente, em meu retrovisor. Só que desta vez, eu estava perto da entrada do condomínio e já havia comércio à beira de estrada. Saí da pista e resolvi dar uma boa margem de frente ao pseudo profissional do volante.

Não acreditei quando vi a manobra para conversão à esquerda: ele estava indo para o mesmo condomínio que eu. Fui atrás. Ele parou na portaria reservada aos caminhoneiros que fazem entregas e eu, parei na portaria dos condôminos. Saí do carro e minha mãe pediu que eu não fosse. Mas eu PRECISAVA saber por que aquele homem fizera aquilo, por que ele colocou a vida da minha família em risco, jogando aquele caminhão enorme no meu ‘March’. Ingenuidade autística, pois ele ironizou: Quem? Eu? A senhora está enganada. Foi a gota d’água: estava clara a má fé. Falei com ele que se não fosse a perícia da motorista amadora, o profissional tinha causado um grave acidente. Tive um colapso.

O síndico, que estava na portaria, interveio ponderando que trânsito é assim mesmo. E eu, muito nervosa: “Claro que não é. Trânsito é lugar de regras, de direção respeitosa e saudável.” Fui para casa e pedi à uma fonte da Polícia Civil que checasse a placa do motorista pois ele fazia carreto para o condomínio. Resultado: Um processo pela Lei Maria da Pena e dois por danos materiais em rodovias, fugindo e deixando o prejuízo para a vítima.

Querem mesmo me convencer de que autista é que pode representar risco ao trânsito? Não, sempre haverá seres humanos do bem e do mal. Autistas ou não autistas.

Elon Musk e a ideia de superioridade ou inferioridade de autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosDono de uma das maiores fortunas do planeta, Elon Musk, CEO da Tesla e fundador da SpaceX, afirmou ser diagnosticado autista durante a apresentação do programa americano de grande audiência “Saturday Night Live” (SNL). A revelação tem mobilizado reações distintas de afetos e desafetos na comunidade do autismo, inclusive no Brasil. A repercussão do diagnóstico de uma figura pública extremamente notória e controversa leva à reflexão sobre pontos importantes concernentes às narrativas acerca do autismo.

A situação abre discussões para refletirmos acerca tanto de questões éticas que ajudam a desconstruir o mito de pessoa autista totalmente pura e sem malícia quanto sobre a própria ideia de superioridade (ou inferioridade) que se encontram arraigadas nas redes comunicacionais sobre autismo.

Precisamos trazer à tona outros fatores que devem ser considerados, como oportunidades e traços de personalidade, para entendermos como ele chegou no patamar em que está.  Assim, o que para muitos se apresenta como um sinal de esperança, por evidenciar que existem pessoas no Espectro Autista bem-sucedidas e pertencentes às mais altas camadas sociais e econômicas, deve ser observado com cautela.

Outro ponto é a problematização em torno do termo Síndrome de Asperger, hoje englobada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizado por Musk para a declaração. Embora esse diagnóstico tenha se popularizado entre pessoas com menor nível de suporte dentro da condição autista, não é mais considerado como uma identificação separada do autismo.

Muitas vezes o nome “Asperger” é utilizado, mesmo por autistas e familiares, para minimizar características do autismo e maximizar estereótipos de genialidade. Além disso, mas não menos importante, é que vários autistas não aderem a essa nomenclatura devido a pesquisas que revelam a contribuição de Hans Asperger, que dá nome a essa manifestação do TEA, ao regime nazista.

Musk não é bilionário por ser autista nem apesar disso, e o seu autismo não o afasta dos desafios e interesses da vida cotidiana. A narrativa de alguém bem-sucedido que se enquadre ao diagnóstico de TEA é, entretanto, sedutora. Mais ainda quando se trata de uma pessoa que se encaixe em diversos parâmetros sociais normativos, os quais contribuem, inclusive, para minimizar possíveis questionamentos ao laudo por leigos (situação pela qual muitos autistas adultos revelam passar).

Mãe Autista – três gerações de muito amor e determinação

Tempo de Leitura: 3 minutosNunca vou me cansar de homenagear minha mãe que, aos 25 anos, separou-se de meu pai, com 3 filhas de 5, 3 e 2 anos. Dali para a frente, seria uma trajetória impossível para aquela mulher vinda da “Vila dos Marmiteiros”, que ainda não havia terminado o Ensino Médio, em pleno ano de 1967. Mas ela não sabia que era impossível e, em 2006, se aposentou como Procuradora da Prefeitura de Belo Horizonte, com suas ‘meninas’ formadas em Engenharia Civil, Comunicação Social e Direito.

A verdade era que minha mãe não sabia de muita coisa e se atirou à descoberta de algumas e outras, simplesmente, se tornariam conhecidas, somente, muitos anos depois.  Minha família tinha muitas pessoas consideradas ‘esquisitas’ e a primeira pessoa ‘esquisita’ da família a receber o diagnóstico de autismo grau 1, foi minha filha, Sophia Mendonça. Há 4 anos foi minha vez e minha mãe, claramente com muitos traços dentro do espectro, resolveu que agora, o diagnóstico para ela, não faria a menor diferença.

Olhando para trás eu percebo como minha mãe foi singular e precisa para que eu sobrevivesse à falta de um diagnóstico. Talvez por ter passado por tanta coisa semelhante a mim, ela era ‘cirúrgica’ em suas explicações sobre o mundo e a vida. Mais tarde, eu me casei e, como havia feito com o casamento, determinei uma data apropriada para ter o primeiro filho. Fiquei desorganizada quando o momento chegou, mas não veio acompanhado de uma segurança para ser mãe.

Talvez, se não fosse o meu cérebro neurodivergente, eu não seria mãe. É que eu não me via como tal, não havia uma lógica a seguir para o preparo à maternidade e isso tudo me gerou muita insegurança. Deixei a data passar e não tive o filho programado para o ano de 1993. Mas algo continuava martelando em minha cabeça: minha geração acreditou que a regra era casar e ter filhos. Assim, sete anos após meu casamento, Sophia chegou.

Ainda bem, hoje sou melhor ser humano que era antes da maternidade. O que não significa que a maternidade seja um presente necessário à plenitude da mulher, algo que nos alçará à condição de ‘santas’, praticamente. Não, de jeito algum. A maternidade foi o maior desafio de minha vida que redundou num imenso aprendizado.

Eu nasci como mãe em 06 de fevereiro de 1997, o que me requereu muito estudo, observação, tentativas, erros e acertos. Graças a esse hiperfoco no desenvolvimento da criança, percebi sutilezas que passaram despercebidas ao pediatra. Aos 11 anos, veio o diagnóstico de Sophia de autista grau 1.

Com a vinda desse novo norte, o diagnóstico, eu passei transferi meu hiperfoco para o ‘autismo’. Meu universo se ampliou e eu descobri a neurodiversidade. Descobri que o mundo não se estreita a partir daí, ele se alarga. Filho é coisa séria e sua educação deve ser cercada do propósito de que ele seja um valor para a sociedade. Hoje admiro Sophia para além de ela ser minha filha.

Se houve sofrimentos? Claro, e muito. Ainda há. Acredito que se soubesse do meu autismo antes, quando Sophia era adolescente, eu não teria conseguido. Entrei em crise, muitas vezes, com ela. Desejei que eu e ela não existíssemos, procurei, obstinadamente, a lógica para essa diferença de codificação..

E descobri, pois “o inverno nunca falha em se tornar primavera”, e é o rigor do inverno que garante a plenitude da primavera. A filosofia budista de Nichiren explica o princípio da “cerejeira, ameixeira, pessegueiro e damasqueiro”. Essas árvores suportam o rigoroso frio do inverno e, quando a primavera se aproxima, cada qual a seu próprio tempo se enche de flores de beleza singular.

Hoje, eu sei que a diversidade dos seres humanos expressa a missão ímpar e as qualidades peculiares de cada um. A Dra. Elise Boulding (1920–2010), pioneira em pesquisas sobre a paz, defendia que um dos requisitos mais importantes para edificar a paz é ter o espírito de apreciar e celebrar a diferença e a diversidade, além de reconhecer que cada pessoa é única e preciosa. Um viva a todas as mães que, a seu jeito, procuram acertar na missão de educar e entregar valores humanos para a sociedade.

Confira esse bate-papo entre mãe e filha: