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Mães de autistas adaptam cidade inteira no interior do Canadá

Tempo de Leitura: < 1 minutoA pequena cidade de Channel-Port aux Basques, no leste do Canadá, se tornou um dos lugares mais acessíveis para autistas no país, graças à mobilização de duas mães que iniciaram um projeto com outros familiares de autistas. A estratégia não foi criar espaços especializados para o autismo, mas treinar os moradores e comerciantes locais para situações cotidianas que envolviam autistas.

Proporcionalmente, Channel-Port aux Basques possui 1 a cada 57 crianças no espectro do autismo, o que é superior a média nacional do Canadá, que é de 1 a cada 66 crianças. Em entrevista ao Today’s Parent, Candace Mattheus falou sobre os custos da iniciativa. “Você não precisa gastar milhões de dólares em um programa. Você não precisa construir nada. Tudo que você precisa fazer é abrir sua mente e fazer perguntas”, afirmou.

Shopping em São José dos Campos inaugura sala sensorial dedicada para autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosO Vale Sul Shopping, localizado em São José dos Campos, em São Paulo, inaugura nesta quarta-feira (1) uma sala sensorial dedicada para autistas. A Sala Azul é um espaço dedicado para relaxamento e conforto, bem como para auxiliar autistas em momentos de crise. O evento de inauguração do espaço reunirá figuras públicas do município.

De acordo com informações divulgadas pela Revista Urbanova, a Sala Azul possui piso de tatame em EVA, uma iluminação mais leve e discreta, assentos confortáveis, se localiza numa área mais distante e menos barulhento do shopping, e também inclui profissionais treinados para lidar com autistas. O autor do projeto é o técnico de edificações Felipe Souza, que é pai de autista.

Cínica de imunização Vaccine Care Jd. Bonfiglioli, em SP — Canal Autismo / Revista Autismo

Etapas da imunização com pictogramas, para dar previsibilidade a autistas.

Clínica de imunização em SP

Outra iniciativa inaugurada recentemente, no último dia 9 de agosto, com sua arquitetura pensada para pessoas com autismo, foi a clínica de imunização Vaccine Care Jd. Bonfiglioli, em São Paulo (SP). Com projeto de comunicação visual da designer Ana Paula Chacur, o local tem espaços pensados para atender pessoas com deficiência, com um olhar em particular para autistas, contando, por exemplo, com uma sala sensorial, além das etapas para imunização em pictogramas, desenvolvido em parceria com a empresa Voz em Papel, para dar previsibilidade às pessoas dentro do espectro do autismo.

Na sala sensorial, há luzes indiretas (veja a foto a seguir) que têm controle de intensidade e de cor, conforme a necessidade de cada um no momento. “Espaços pensados para pessoas com autismo, promovem autonomia, potencializam aprendizagem e aquisição habilidades respeitando as etapas do seu desenvolvimento afetivo motor e cognitivo”, explicou Chacur.

Cínica de imunização Vaccine Care Jd. Bonfiglioli, em SP — Canal Autismo / Revista Autismo

Sala sensorial da Cínica de imunização Vaccine Care Jd. Bonfiglioli, em São Paulo (SP).

Casacor apresenta decoração de quarto projetada para criança autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Casacor, uma das mostras de arquitetura de maior popularidade no Brasil, lançou uma decoração de quarto projetada para uma criança autista neste sábado (28). O quarto foi anunciado em Goiânia e foi projetado pela arquiteta Fernanda Gemus, que tem um sobrinho autista de 3 anos.

Segundo o A Redação, o quarto ficará disponível para exibição do público até o mês de outubro no Flamboyant Shopping. Para poder visitar a exposição, as taxas são R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia entrada). Crianças de até 10 anos não pagam entrada.

“A proposta era evitar excesso de estímulo visual e criar um clima de aconchego. A iluminação é de céu estrelado para ter a dimerização; o espaço de estudar é dentro de uma casinha; tem o balanço; e o tapete que mistura com a textura do porcelanato”, disse Fernanda.

Startup fundada por autista entrega acessibilidade a PcD no Pão de Açúcar

Tempo de Leitura: < 1 minutoDuas unidades do hipermercado Pão de Açúcar estão oferecendo serviços especializados de atendimento para pessoas com deficiência (PcD). O objetivo é que clientes com diferentes tipos de deficiência, como pessoas cegas, consigam fazer suas próprias compras com autonomia, recebendo assistência personalizada.

A iniciativa é feita em parceria com a startup Inclue, criada por Rodrigo Piris, que é autista, e Sonny Pólito, que é cego. Segundo o Vencer Limites, blog sobre Deficiência do Estadão, as duas unidades com o serviço são dos municípios de São Caetano do Sul, no interior de São Paulo, e a cidade de São Paulo.

Um ponto em comum entre esses clientes é que nenhum jamais recebeu esse tipo de atenção. O sistema já nasceu bastante abrangente porque foi criado por pessoas com deficiência. Visitamos 40 estabelecimentos e conversamos com mais de 200 pessoas que têm diversas deficiências”, disse Sonny Pólito.

‘A gente tem que entender que o espaço é deficitário’, diz arquiteta autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoA arquiteta Isa de Paula foi diagnosticada com autismo em 2020 e, desde então, tem relacionado a sua profissão com as questões do autismo. Entrevistada no episódio “Autistas na Arquitetura” do podcast Introvertendo lançado nesta última sexta-feira (11), Isa fez reflexões sobre o papel dos arquitetos e da arquitetura em prover acessibilidade a autistas.

“Com o aumento dos diagnósticos, a discussão ficou mais pública de que os autistas podem e devem ocupar esses espaços, que precisam ser mais confortáveis e isso beneficia todo mundo, mas também que os autistas estão ocupando também essas profissões. Então, nas universidades, nos escritórios, nos consultoras, no serviço público e precisam de adaptações. A gente não deve presumir incompetência, a gente tem que entender que o espaço é deficitário”, disse ela.

Uma de suas principais referências teóricas é Magda Mostafa, uma das principais pesquisadoras no campo da Arquitetura em relação ao autismo. Segundo Isa, “as coisas que ela levanta pro debate é que precisa ser um ambiente acusticamente agradável, que precisa ter uma sequência espacial legível, o usuário tem que saber ler o espaço intuitivamente. É interessante que hajam alguns ambientes de escape, ambientes seguros, confortáveis, para que não só o autista, mas qualquer pessoa que precise de um descanso daquele ambiente mais coletivo possa encontrar sossego”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Desenvolvimento do app Tismoo.me está a todo vapor

Startup Tismoo.me é destaque no portal Tecmundo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Tecmundo, um dos maiores portais de tecnologia do país, destacou a startup Tismoo.me nesta quinta (20), com o título: “Startup anuncia a 1ª rede social do mundo dedicada ao autismo” — falando sobre a inovação deste projeto dentro do ecossistema que envolve o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Na reportagem, o autor Reinaldo Zaruvni, destaca “a ambiciosa meta de tornar os desafios de se conseguir diagnósticos, cuidados e tratamentos um processo cada vez mais rápido, eficiente e, principalmente, menos dolorido”, por meio da organização e estruturação de dados, usando a tecnologia para trazer benefícios à pessoa com autismo e outras síndromes relacionadas e seus familiares.

Acessibilidade para autistas

Outro ponto em destaque foi sobre a acessibilidade e inovação: “Dentre as características da Tismoo.me estão recursos de acessibilidade pensados para as pessoas com autismo, que permitem, por exemplo, desligar a exibição de emojis e ligar a visualização da descrição ao lado de cada ilustração, evitando que o público ao qual são direcionados se sinta hiperestimulado visualmente ou não entenda os significados”.

A reportagem completa está no site do Tecmundo (https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/217668-startup-anuncia-1-rede-social-mundo-dedicada-autismo.htm).

Convite para a Tismoo.me

Quem ainda não está na Tismoo.me, pode criar sua conta acessando, diretamente do seu celular, o convite exclusivo do Canal Autismo, neste link: https://app.tismoo.me/1PFN15JnU2VPLWac8.

Tismoo.me é rede social voltada ao autismo

Texto original do Portal da Tismoo.

Acessibilidade no autismo é tema de dois episódios do Introvertendo

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O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, liberou dois episódios sobre acessibilidade esta semana. O primeiro, “Autistas em Protestos e Manifestações?”, foi liberado nesta segunda-feira (6) e o segundo, “Acessibilidade na Internet” nesta sexta-feira (10). Os dois episódios foram apresentados por Tiago Abreu, jornalista e um dos fundadores da produção.

Os dois episódios carregam, em comum, o fato de discutirem acessibilidade no autismo. “O primeiro, numa perspectiva de que autistas podem ter dificuldades em fazer parte de grupos e movimentos sociais, sem falar nas grandes aglomerações. Fizemos ele por sugestão de uma ouvinte nossa, e porque tem ocorrido várias manifestações mesmo na pandemia. O segundo, para destacar o quanto acessibilidade nos meios virtuais são importantes”, disse Abreu.

O tema de “Acessibilidade na Internet”, segundo ele, também se originou de uma crítica de um ouvinte do podcast que tem deficiência visual. “Ele nos escreveu pedindo que fizéssemos uma audiodescrição de como éramos. Foi um email surpreendente, porque em 2 anos de podcast, promovendo transcrição, ferramenta em Libras e conteúdos adaptados, nunca pensamos em audiodescrição!”, destacou.

Por isso, os integrantes do Introvertendo inauguraram, no último domingo (5), audiodescrições de todos os seus integrantes, no site www.introvertendo.com.br. Além disso, Willian Chimura, que também participou dos dois episódios, destacou a disponibilidade de conteúdos adaptados para pessoas com deficiência. “Existem várias iniciativas para que cada vez mais websites, aplicativos, softwares e até mesmo robôs possam ajudar pessoas com deficiência a conseguirem cada vez mais autonomia”, afirmou.

Os episódios estão disponíveis para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.


Adaptações e adequações curriculares com significações

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Leis que já existem e devem sair do papel para a prática, por um aprender eficiente

No Brasil, a necessidade de se pensar um currículo para a escola inclusiva tomou maior dimensão após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei nº 9.394/96, razão pela qual este artigo traz à tona esse documento, bem como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, aprovada em setembro de 2001 e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, aprovada em 2008, para uma análise de como contemplam as adaptações e adequações curriculares necessárias para oferecer um ensino de qualidade aos educandos com necessidades educacionais especiais incluídos no sistema comum de ensino.

O conceito de adaptações curriculares é considerado como: estratégias e critérios de atuação docente, admitindo decisões que oportunizam adequar a ação educativa escolar às maneiras peculiares de aprendizagem dos alunos, levando em conta que o processo de ensino-aprendizagem pressupõe atender à diversificação de necessidades dos alunos na escola (segundo o MEC/Seesp/SEB, em 1998).

As adaptações curriculares constituem, pois, possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõe que se realize a adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às peculiaridades dos alunos com necessidades especiais. Não um novo currículo, mas um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos. Nessas circunstâncias, as adaptações curriculares implicam a planificação pedagógica e as ações docentes fundamentadas em critérios que definem: o que o aluno deve aprender; como e quando aprender; que formas de organização de ensino são mais eficientes para o processo de aprendizagem; como e quando avaliar o aluno.

Adaptações curriculares de modo geral envolvem modificações organizativas, nos objetivos e conteúdo, nas metodologias e na organização didática, na organização do tempo e na filosofia e estratégias de avaliação, permitindo o atendimento às necessidades educativas de todos os alunos em relação à construção do conhecimento. (como publicaram Oliveira e Machado, segundo Glat, em 2007).

Assim, com a intenção de possibilitar a inclusão dos alunos especiais preferencialmente no ensino regular, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional prevê, entre outros, em seu artigo 59, incisos I e II, de currículo e terminalidade específica para o atendimento destes educandos, que a escola se mobilize para estruturar um conjunto de ações e providenciar recursos necessários que garantam o acesso e a permanência de todos os alunos, promovendo um ensino que respeite as especificidades da aprendizagem de cada aluno.

No documento denominado Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN Adaptações Curriculares em ação, elaborado pela Secretaria de Educação Especial, do Ministério da Educação — publicado originalmente em 1999 e reeditado em 2002 —, as adaptações curriculares devem ser entendidas como um processo a ser realizado em três níveis: no projeto político pedagógico da escola, por meio do qual é possível identificar e analisar as dificuldades enfrentadas pela escola, assim como, estabelecer objetivos e metas comuns aos gestores, professores, funcionários da escola, familiares e alunos; no currículo desenvolvido em sala de aula; e no nível individual, por meio da elaboração e implementação do Programa Educacional Individualizado (PEI).

De responsabilidade da instância político-administrativa, tem-se dentre as adaptações de acesso ao currículo: a criação de condições físicas, ambientais e materiais para o aluno, em sua unidade escolar; a adaptação do ambiente físico escolar; a aquisição do mobiliário específico necessário; a aquisição dos equipamentos e recursos materiais específicos; adaptação e/ou adequações curriculares; a capacitação continuada dos professores e demais profissionais da Educação; e recursos visuais adequados.

Um currículo adaptado para crianças com autismo relaciona princípios, operacionalização, teoria e prática, planejamento e ação, sendo que essas noções de planejamento e de concepção curricular estão intimamente ligadas à viabilização de sua concretização (segundo Monjón, em 1995).

Aos pais e responsáveis

A participação ativa da família é essencial porque colabora com informações sobre as necessidades do educando, seus interesses, como vê o que lhe é difícil, como interage, comunica-se com outros educandos. Nesse processo, a família tem a chance de especificar suas dúvidas, ansiedades e frustrações, como também de compartilhar, como mediador, o processo educacional  do educando (como publicou Sacristán, em 1998).

Não tenham receio de cobrar os direitos adquiridos por seus filhos. Enquanto família seremos as vozes que os representarão.

Não desanimem frente às dificuldades enfrentadas, lutem de cabeça erguida e cobrem pelos seus direitos com dignidade. Não estamos pedindo nenhum favor. É lei!

Sejamos fortes frente às adversidades, lembrando que nossos filhos dependem de nós para defendê-los.

Não podemos nos esquecer de que nossas crianças se tornarão pessoas adultas e com elas devemos caminhar juntos, com as suas esperanças, desejos, alegria, tristezas neste processo de transição. Eles precisam muito da nossa força, incentivo e motivação para um futuro menos intolerante e preconceituoso.

O amanhã dependerá do que fizermos hoje, quando teremos pessoas com deficiência, sim, mas com independência, autonomia, pessoas felizes e até, na medida do possível, no mercado de trabalho, mostrando para a sociedade toda a capacidade que existe em nossos filhos. Juntos somos mais Fortes!