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Dia do Orgulho Autista é marcado por celebrações de autistas — Canal Autismo / Revista Autismo

Dia do Orgulho Autista é marcado por celebrações de autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosO Dia do Orgulho Autista, comemorado neste último sábado (18), foi comemorado por grande parte dos autistas nas redes sociais com publicações e lives. O designer tio .faso, por exemplo, disse que “me descobrir autista não foi apenas entender uma grande parte da minha vida que parecia estar faltando, mas sim que eu poderia colaborar e tentar mudar vidas como a minha”. Thaís Cardoso, da Família Tagarela, afirmou que “Nós temos 3 autistas na nossa família e sentimos muito orgulho de ser quem somos e de chegar onde chegamos”.

O youtuber Marcos Petry, por sua vez, destacou que tem “orgulho em ter minha família participando de um legado de vida! Obrigado por vencermos tanta especulação, tanto preconceito e principalmente, a falta de empatia!”. Alice Melo afirmou em seu Instagram que “tenho orgulho porque cheguei até aqui. Só eu e quem está mais próximo, vendo de perto, sabe como tudo foi muito difícil. Ter o diagnóstico ainda que tardio me proporcionou muita qualidade de vida pra além do que eu imaginava”.

No Twitter, também ocorreram comemorações. O dublador Pedro Alcântara disse que “autismo não tem cara, gênero, idade nem cor. Autismo é uma diferença mas não é uma doença que precisa ser curada. A humanidade precisa encontrar a cura para o preconceito, isso sim”. A programa Ariana Carnielli, em uma thread sobre a data, afirmou que “eu tenho orgulho de ser quem sou! Gosto muito de mim. O autismo faz parte da minha identidade já que permeia todas as minhas interações então é uma das coisas dentro disso. Não é fácil sempre, mas a vida nunca é”.

O Instituto Lagarta Vira Pupa promoveu quatro lives comemorativas do Dia do Orgulho Autista: Direito dos autistas, maternidade atípica (com Carolina Nadaline, Junny Freitas e Márcia Graff), Redes, amizades e autoestima (com Jullyana Maia e Thais Eleotério), A validação da voz de todos os autistas (com Alice Casimiro, Lucas Pontes e Carol Souza) e Autismo e interseccionalidade (com Aline Provensi, Alpin Montenegro, Kmylla Borges e Polyana Sá).

Dia do Orgulho Autista: 20 autistas para acompanhar nas redes sociais — Canal Autismo / Revista Autismo

Dia do Orgulho Autista: 20 autistas para acompanhar nas redes sociais

Tempo de Leitura: 6 minutosComemorado todo 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista surgiu em 2005 por iniciativa da organização britânica Aspies for Freedom. Com o objetivo de celebrar a identidade autista e a diversidade do espectro do autismo, a data costuma atrair relatos de autistas sobre suas vivências. Por isso, neste dia, a equipe da Revista Autismo traz 20 autistas brasileiros para acompanhar nas redes sociais.

Deborah Santos

Conhecida pelo nick @alecrimbaiano no Instagram e Twitter, Deborah Santos é ativista indígena. Em suas redes, ela aborda pratos gastronômicos. Ela aborda questões como alimentação saudável, anticolonial e não comprometida com a monocultura do agronegócio.

Alek Matteo

Responsável pelo perfil @autistanamed no Instagram e no Twitter, Alek é autista e estudante de Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF). Seu perfil aborda vida adulta, autonomia, características do autismo como a disfunção executiva e os stims.

Sobre o mês do orgulho autista, Alek disse em suas redes: “É importante que a gente lute pela inclusão e aceitação de todas as pessoas, independente de gênero, sexualidade, etnia ou deficiência”.

Jéssica Borges

Autista, TDAH e também mãe de um menino autista, Jéssica Borges é educadora e diretora do Instituto Lagarta Vira Pupa. Em seu perfil @viagematipica, disponível no Instagram, ela aborda diagnóstico tardio, relacionamentos, maternidade, disfunção executiva e outros temas.

Ela também se manifestou sobre o mês do orgulho autista: “Acompanhem todos os conteúdos que serão feito por autistas. Escutem-nos. Este mês é NOSSO!”

Nicolas Brito Sales

Fotógrafo, escritor e diagnosticado com autismo, Nicolas Brito Sales fala sobre o diagnóstico em seu perfil @nicolasbritosalesoficial.

Além disso, também é palestrante e ativista, tendo percorrido vários estados do Brasil ao lado de seus pais, Anita Brito e Alexsander Sales.

Polyana Sá

Dona do perfil Hey Autista no Instagram, Polyana Sá é ativista e estudante de engenharia de bioprocessos e biotecnologia e foi diagnosticada aos 16 anos.

Em 2020, começou a falar sobre questões relacionadas ao autismo, como questões sensoriais, reconhecimento de emoções, relacionamentos, e também sobre gênero, sexualidade e racismo. Ela também está no Twitter com o perfil @justpadawan.

tio .faso

Autista, TDAH e pai de autista, tio .faso fala sobre o autismo e paternidade no perfil @seeufalarnaosaidireito. Designer de formação, faso fala sobre crises, hiperfoco, estereótipos ligados ao autismo e outros temas.

Ele também está no Twitter com o perfil @tiofaso.

Sophia Mendonça

Atuante na comunidade do autismo desde 2015, Sophia Mendonça recebeu o diagnóstico na pré-adolescência e fundou o canal Mundo Autista no YouTube. Ela também mantém perfis no Instagram e Twitter, onde aborda questões de gênero e sexualidade. É mestre em comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Willian Chimura

Programador, youtuber e mestrando em Informática na Educação no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Willian Chimura é palestrante, pesquisador e também professor na Academia do Autismo.

Ele está no YouTube com o canal Willian Chimura e no Instagram com o perfil @chimurawill.

Luciana Viegas

Professora e ativista, Luciana Viegas está presente no Twitter, Facebook e Instagram. Ela também é colunista da Revista Autismo, com textos sobre maternidade atípica, maternidade negra e experiências racializadas com o autismo.

Também é fundadora do movimento Vidas Negras com Deficiência Importam (VNDI) no Brasil, o @VNDIBrasil.

Antonio Augusto

Advogado e autista, Antonio Augusto mantém o perfil @legalmente.autista no Instagram e também no Facebook.

Na página, ele aborda direitos de autistas e outros temas relacionados ao autismo, como mercado de trabalho, terapias, planos de saúde e hiperfoco.

Annebelle Leblanc

Annebelle Leblanc é educadora, tradutora, revisora, produtora musical, compositora, sound designer e técnica em mixagem de som. Além do diagnóstico de autismo, Anne também é disléxica e bordeline. Em seus perfis no Twitter e Instagram, aborda suas vivências no autismo, antirracismo, antifascismo, pró-neurodiversidade e também ministra cursos. É membro da Abraça.

Marcos Petry

Especialista em Design Gráfico e Produção em Publicidade pelo Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), e com quase uma década de atuação na comunidade do autismo, Marcos Petry é youtuber, palestrante e escritor.

Marcos é conhecido pelos seus vídeos no canal Diário de um Autista. Ele também mantém o perfil @omarcospetry no Instagram e Facebook.

Cláudia Moraes

Na vice-presidência da ONDA-Autismo, Cláudia tem uma trajetória de mais de 30 anos no âmbito do autismo, com o diagnóstico de seu filho ainda na década de 1980.

Atualmente, ela é professora, publica textos na Revista Autismo e recebeu um diagnóstico tardio de autismo. Cláudia está no Instagram com o perfil @claudia.moraes.7330.

Rodrigo Tramonte

Cartunista, ativista e escritor, Rodrigo Tramonte é diagnosticado com autismo e TDAH. Em seu perfil @rodrigo.tramonte no Instagram, ele se define como um “anti-herói na luta contra o capacitismo” e aborda temas como mercado de trabalho, arte e crises.

Ele também mantém o perfil @tramonteautista no Facebook.

Jú Maia

Conhecida pelo nick @atipicamente_, Jú Maia é lésbica e autista, formada em Biologia. Seu conteúdo envolve assuntos como sexualidade, diagnóstico, estereótipos do autismo e saúde mental.

Jú também é uma das integrantes do podcast Atípicas.

Tiago Abreu

Presente no Twitter e no Instagram, Tiago Abreu é jornalista, escritor e mestrando em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Em seus perfis, aborda aspectos socioculturais do autismo, características do ativismo autista, capacitismo e outros temas.

Tiago também é autor do livro O que é neurodiversidade?.

Thaís Cardoso

Conhecida pelo canal no YouTube Família Tagarela, Thaís Cardoso também recebeu o diagnóstico de autismo. Ela se define como “mulher autista, fisioterapeuta, feminista, mãe de duas crianças atípicas”.

Thaís é mãe de Eric e Mia, que também são autistas. A família publica suas vivências no perfil @mamaetagarela.

Enã Resende

Médico, autista, escritor e poeta, Enã Rezende ficou conhecido em 2019 ao se formar no curso de Medicina. Ele aborda o autismo em seu perfil @ena.nascimento no Instagram.

Além de fotos de eventos e seminários que participa, Enã também faz lives sobre suas experiências como médico e autista e o projeto Autismo na Escola

Patrícia Ilus

Artista e autista, Patrícia aborda o autismo em seu trabalho musical. Em sua rede @patriciailus, ela também traz questões sobre maternidade atípica, já que é mãe de uma criança no espectro.

Além disso, Patrícia também é uma das participantes do projeto Adultos no Espectro.

Lucas Pontes

Estudante de Psicologia e assistente terapêutico, Lucas Pontes está no Facebook e também no Instagram com o perfil @lucas_atipico. Entre os temas abordados em seu perfil, estão o capacitismo, neurodiversidade, inclusão e altas habilidades.

Ativistas autistas participam de mesa na Câmara de Vereadores de São Paulo — Canal Autismo / Revista Autismo

Ativistas autistas participam de mesa na Câmara de Vereadores de São Paulo

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Câmara dos Vereadores de São Paulo promoverá, nesta quarta-feira (15), uma mesa redonda com base no Dia do Orgulho Autista com ativistas no espectro do autismo. O evento terá, como palestrantes, Rita Louzeiro, Victória Gualito, Pedro Iglesias, William de Jesus Silva, Ricardo Oliveira, Luciana Viegas e Gabriela Guedes.

O tema da mesa redonda é “Dia do Orgulho Autista: Resistência e Interseccionalidade” e tem inscrição gratuita (presencial e virtual).

CONTEÚDO EXTRA

Link para inscrição no evento: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfM2AE4jh_sZnnrVT_Oe23B3WfSIdc738jwQ8JF_HueO04ESA/viewform

Dia do Orgulho Autista: 18 de junho

Tempo de Leitura: 3 minutos

Você sabe como é acordar pela manhã e sentir que é aceito, que é respeitado, que é incluído e que pode ir e vir a todos os locais e participar efetivamente em todos os ambientes da sociedade? Eu não sei, a maioria das pessoas autistas não sabem. Mas deveriam saber. Poderiam saber se as pessoas entendessem melhor as diferenças e não encarassem tudo que é atípico como algo ruim, negativo ou que precisa ser superado.
Quantas vezes vemos por aí textos “motivadores” dizendo que é possível superar o autismo ou matérias jornalísticas que destacam como vivem as pessoas que “sofrem” de autismo? Vemos campanhas que tratam o autismo de modo tão negativo que até aceitamos como consequência da condição em que a pessoa existe, um enlutamento, tamanho sentimento de perda que é conceber um filho neurodivergente.
Apesar disso tudo, seguimos existindo, continuamos persistindo. Eu não escolhi ser autista, ninguém escolhe ter um filho autista. Parece óbvio, mas é preciso dizer que ninguém escolhe existir dessa ou daquela maneira. Não se escolhe ser autista e também não se escolhe não ser. Faz parte da existência humana toda essa diversidade, e não tem uma maneira mais correta de ser.
Digo a vocês com toda convicção: não há o que superar no autismo, ninguém sofre de autismo. O que as pessoas autistas precisam superar são as barreiras que impedem a convivência em igualdade de condições. O sofrimento está em não ser aceito, na discriminação, no preconceito. A falta de acessibilidade e a exclusão fazem parte do cotidiano das pessoas autistas. Existir dessa maneira fica mais difícil por causa disso. Mas, apesar de tudo, seguimos existindo, seguimos persistindo.
Precisamos seguir! E, para isso, precisamos nos orgulhar de quem somos. Para isso, serve o orgulho autista. Para que nos ajude a persistir. Muitos autistas não conseguem, muitos pais e mães não conseguem. Muitos têm vontade de partir, de desistir. Muitos desistem! Pais que abandonam a família, mães que não têm nem o direito de morrer por não saberem quem cuidará dos filhos. Pessoas autistas que tiram a própria vida por não terem suas demandas respeitadas. E tudo isso por causa dessa visão negativa em que o autismo é um peso para a sociedade. Não é fácil ser um peso para todos.
Por todos esses motivos, é que devemos nos orgulhar de quem somos e de como somos. Só se orgulha do que é difícil conseguir. E nós precisamos conseguir existir, apesar de todas as adversidades. Orgulhar-se de quem somos não é negar que precisamos de ajuda. Não é negar as dificuldades que o Transtorno do Espectro do Autismo nos traz. Esse orgulho tem a ver com entender quem somos, com sabermos que não somos menos do que ninguém e que, como qualquer ser humano que tenha alguma dificuldade, merecemos o auxílio que precisarmos.
Não queremos ser exemplos de superação, mas ainda somos muitas vezes. Queremos que um desenvolvimento pleno seja apenas consequência de alguém que foi aceito e não de alguém que teve que lutar todos os dias contra aspectos de suas vidas apenas porque sua existência é vista como sofrimento ou algo a ser superado.
Toda a sociedade precisa superar a intolerância para que não soframos mais com a incapacidade de viver com a diversidade que sempre engrandeceu a raça humana. Evoluímos porque somos diferentes e nunca quando tentamos eliminar as diferenças. A história já nos mostrou isso e não podemos esquecer.
Autistas, comemoremos o orgulho autista até que possamos comemorar o orgulho de não precisarmos mais nos superarmos a cada dia para apenas existirmos como seres humanos neurodiversos que somos.
Por Fábio Cordeiro
Presidente da ONDA-Autismo

Orgulho Autista

Tempo de Leitura: 2 minutosA memória ainda está nítida em mim. O psicólogo me olha firme e diz: “Sua filha será dependente o resto da vida.” Estranhei o prognóstico. Como alguém pode saber de uma vida que ainda não se disse ao mundo? Como determinar, pelo conhecimento presente, todo um percurso?

Voltei para casa ciente de que minha menina não era melhor que ninguém. Mas também não era pior. Então, tratei de estudar, estudar muito sobre o assunto. Não parei de trabalhar e meu trabalho exigia viagens esporádicas. Não foi fácil. Absolutamente. Mas era minha vida, com suas especificidades. Nem melhor nem pior que a vida de ninguém. Apenas diferente.

É verdade que eu sentia um cansaço enorme, que já quis fechar os olhos, eu e minha menina, e não mais abrir. Mas não sou mulher de abandonar um desafio e nem a minha fé. Fé, inclusive, no ser humano. Debrucei um olhar atento à adolescente que ali surgia. Nunca soube onde terminava o autismo e começava a adolescência. E vice-versa. Foi um período tão complicado quanto foi a minha própria experiência. Eu sabia do sofrimento daquela fase, acontecera comigo também. Nunca soube descrever. Por isso, redobrava a minha paciência, embora por vezes, tenha entrado em crise.

Hoje sei que também sou autista. Olho para trás e suspiro. Um suspiro longo de quem passou por muita coisas que não entendeu mas que procurou estratégias para se adequar. Isso é muito doído. Eu fui, cada vez mais, introjetando minha essência e me tornando a pessoa que esperavam que eu fosse, para que pudessem se sentir confortáveis.

As pessoas querem que você seja de um jeito que as incomode o mínimo possível e elas não se preocupam se para isso você está mais que incomodada – você está adoecendo. Há quase uma década, ouço de muita gente que “a sociedade está adoecida.” Será que ninguém percebe que a sociedade é formada por pessoas e se essa sociedade não se preocupa com um indivíduo que “está adoecendo”, quer seja pela rejeição, pelas relações predatórias, pelas cobranças ou seja lá o que for, seremos um somatório de pessoas adoecidas e que esse somatório resulta pois, na própria sociedade?

Desde que o mundo é mundo, cabe ao ser humano construir os avanços sociais e econômicos e lidar com os efeitos fáceis ou complicados que advierem disso. Sabemos que o surgimento dos hospitais foi um grande avanço para todos. Mas eles também trouxeram a infecção hospitalar e a super bactéria. Portanto, o melhor que se tem a fazer é reconhecer que a diversidade humana é fonte de criatividade para construir uma sociedade mais inclusiva, humanizada, digna, harmoniosa e democrática. Nada mais, nada menos!

Autistas comemoram o Dia do Orgulho Autista no Brasil

Tempo de Leitura: 2 minutosEm comemoração ao Dia do Orgulho Autista, celebrado anualmente em todo 18 de junho, autistas se manifestaram publicamente sobre a data com textos, vídeos e tweets pela internet. Assim como a data celebra o autismo enquanto identidade, autistas também falaram suas experiências com o transtorno nas redes.

Bianca Galvão, ativista, postou uma mensagem de apoio a outros autistas em seu Twitter. “Tenham orgulho de ser quem vocês são! E não abaixem a cabeça nunca! Força nessa luta, contém comigo sempre. Estou aqui pra acrescentar na luta diária”, afirmou.

A professora e ativista Luciana Viegas também celebrou a data em uma thread no Twitter: “É dia de comemorar e lembrar que entender que eu era autista SALVOU A MINHA VIDA. Fez eu ver o sentido que a minha vida tem. Me fez querer parar de desistir da minha existência”.

Já Táhcita Mizael, doutora em Psicologia e diagnosticada com autismo em 2020, levantou críticas sobre uma “cooptação do Dia do Orgulho Autista” em seu Instagram. “Diversas instituições e empresas se utilizam dessa data ou mês para passar uma imagem de serem anticapacitistas e amigos dos autistas, criando uma ilusão de que são empresas inclusivas. Portanto, lembre-se: Hoje é um dia de luta por uma sociedade mais inclusiva e menos capacitista”, afirmou.

Confira outras publicações de autistas em comemoração a data:

Sobre a data

O Dia do Orgulho Autista foi criado em 2004 pela organização internacional Aspies for Freedom. A data foi adotada pelo Brasil logo em 2005.

18 de junho — Em debate, o dia do orgulho autista

Tempo de Leitura: 4 minutos

por Selma Sueli Silva e Sophia Mendonça,
especial para a Revista Autismo e o Canal Autismo

Quando o autismo entrou na sua vida? Na maioria das vezes foi a partir de então que ele começou a existir para as pessoas. Entretanto, em 1906, o psiquiatra Plouller introduziu o termo em estudos da demência, em 1911 o termo “autismo” foi empregado pela primeira vez pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler e, em 1943, o autismo foi descrito pela primeira vez como um distúrbio, pelo médico Leo Kanner. 

O autismo aparece no DSM-I (sigla em inglês para a primeira versão do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), datado de 1952, como um sintoma da “Reação Esquizofrênica, tipo infantil”, categoria na qual são classificadas as reações psicóticas em crianças com manifestações autísticas (APA, 1952).

Mais tarde, em 1980, referindo-se a uma categoria diagnóstica, ou melhor, uma subcategoria dos Transtornos do Desenvolvimento, o autismo foi descrito como um transtorno do desenvolvimento e, dessa forma, incorporado ao Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-III, sendo adicionado à Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), da Organização Mundial da Saúde, em 1993. Já a síndrome de Asperger foi identificada pela primeira vez, em 1944 e incorporada pela Associação Americana de Psiquiatria, em 1993.  Em 2013, a quinta edição do manual (DSM-5) criou a denominação Transtorno do Espectro Autista (TEA), que englobou a síndrome de Asperger e o autismo em um mesmo “guarda-chuva” de diagnósticos (o que acontecerá também com a nova versão da classificação de doenças, a CID-11, que passa a valer no início de 2022).

Portanto, é tudo muito novo, do ponto de vista da cronologia histórica. É preciso conhecer para entender melhor e acabar com o preconceito e o capacitismo. 

No ano passado, o Plenário do Senado brasileiro decidiu, por unanimidade, que o dia 18 de junho seria destinado à comemoração do Dia Nacional do Orgulho Autista, seguindo a mesma data do Dia Mundial do Orgulho Autista, criado em 2005, numa iniciativa do grupo britânico Aspies for Freedom

Bastou, então, um “cumpra-se” e o orgulho autista estava garantido para toda a sociedade? Não é bem assim. O enfrentamento a comportamentos e preconceitos estruturais precisam, sim, do respaldo da lei, mas garantir a transformação social positiva é mais que isso. É necessário ética.

Num país em que o conceito de ética anda desmoralizado e banalizado, é bom que retomemos sua essência. Ser ético é saber conviver, ter bom senso e respeito ao próximo, à diversidade. É entender que é dela – da diversidade humana – que nasce a criatividade e todas as possibilidades de evolução. Não há como aprender e, consequentemente, crescer se todos forem rigorosamente iguais,  como cópias de si mesmos.

Ter ética não é cercar-se de um conjunto de regras prontas, engessadas. A ética nasce do conflito que nos leva a questionamentos e descobertas, não do confronto que acirra pontos de vistas passionais e, em sua maioria, obtusos. Mais que nunca é necessário aprender e exercitar o diálogo, o debate. A ética nasce do debate, das reflexões que datas como o Dia do Orgulho Autista nos convidam a fazer. Precisamos debater sobre o novo, para construirmos o melhor caminho. A ética é, pois, a arte da convivência.

Neurodiversidade

O termo neurodiversidade foi criado em 1998 pela socióloga Judy Singer e junto ao jornalista Harvey Blume foram responsáveis por popularizar o conceito de variações naturais no cérebro humano de cada indivíduo em relação à sociabilidade, aprendizagem, atenção, humor e outras funções cognitivas.

Para a neurodiversidade não há um “normal” neurológico a que todos devam aspirar e corresponder, e sim variações tão múltiplas e complexas quanto os genes, ecossistemas e espécies existentes na natureza. Esse é um motivo de orgulho, não de vergonha ou sofrimento. Hoje, ativistas pela neurodiversidade vão além, e defendem que a neurodiversidade deve ser considerada uma categoria social tanto quanto etnia, gênero, classe socioeconômica etc. E mais: em um contexto profissional, pode ser compreendida como vantagem competitiva.

Um outro viés

Muitas famílias, no entanto, consideram que o movimento pela neurodiversidade ignora as pessoas que lutam com autismo severo. É uma discussão complexa, com argumentos válidos em ambos os lados. Nesta hora, precisamos ter acesso a informações confiáveis e utilizar o avanço tecnológico a nosso favor para fugir das tão nocivas fake news.  Estaremos, desse modo, preparados para um debate que considere todo o espectro. 

Uma pessoa pode ser autista mas, definitivamente, ela não é o autismo. É preciso entender que nem todos se comunicam da mesma forma para que haja a reivindicação de novas ferramentas de comunicação. Só assim, vamos defender a inclusão legítima de todas as formas humanas de ser e de se expressar. Exemplo disso é o pernambucano Pedro de Lucena, 22 anos, autista não oralizado que trilhou o seu próprio caminho e se tornou um escritor com o auxílio da comunicação alternativa.

Vozes do orgulho autista. Ou não.18 de junho - Dia do Orgulho Autista - Vozes do Orgulho Autistas. Ou não - Revista Autismo / Canal Autismo

Identidade autista — eis o orgulho — Revista Autismo nº 9

Identidade autista — eis o orgulho

Tempo de Leitura: 3 minutos

Logo do Orgulho Autista

18 de junho: Dia do Orgulho Autista

Sophia Mendonça

No dia 18 de junho, comemora-se o Dia do Orgulho Autista. A data foi celebrada originalmente em 2004 pela organização americana Aspies for Freedom. No Brasil, o primeiro tema abordado foi “aceitação, não cura”, em 2005, durante um evento em Brasília. Desde então, a data tem se popularizado a cada ano no país. O objetivo do Dia do Orgulho Autista é mudar a visão negativa tanto dos meios de comunicação quanto da sociedade em geral com relação ao autismo. Dessa forma, a condição passa a ser vista não como doença, mas como diferença.

É importante destacar que a visão de autismo como “diferença” não é contraditória à visão da condição como deficiência. Assim, entende-se deficiência como característica da pessoa que, em interação com determinadas barreiras do ambiente, causa um prejuízo funcional na vida desse indivíduo. Portanto, se o ambiente for favorável para que a pessoa autista desenvolva suas habilidades e competências, ela poderá desenvolver o máximo do próprio potencial sem deixar de ser quem é. O Orgulho Autista, inspirado no movimento do Orgulho LGBT, reconhece o potencial inato em todas as pessoas. O arco-íris no símbolo do infinito, é usado para representar esse dia, o que simboliza a diversidade, com infinitas variações e possibilidades.

Muitos pais de autistas são críticos no que se refere a essa comemoração. Eles afirmam que têm orgulho dos filhos, mas não do autismo. Os ativistas do movimento pela neurodiversidade, por outro lado, alegam se tratar de um orgulho “político” e, portanto, somente autistas podem senti-lo. Para eles, o Dia do Orgulho Autista não foi criado como forma de imprimir glamour à condição. O objetivo é criar uma cultura de identidade autista, até como forma de prevenir o suicídio nessa parcela da população. Para esses ativistas, a narrativa negativa impressa no autismo faz com que muitas pessoas no espectro sintam-se um peso para suas famílias, o que pode levar a consequências drásticas de depressão e suicídio.

Por fim, o Dia do Orgulho Autista foi criado para combater todas as formas de preconceito e ignorância. Afinal, elas podem agravar os desafios vivenciados pelas pessoas autistas. Isso inclui as formas de intolerância relacionadas com a cultura autista. Alguns exemplos são as ideias de que ser neurotípico é “melhor” do que ser autista e de que casos mais leves e sutis não devem fazer parte do espectro do autismo.

As campanhas, em datas como essa, mostram que a criação de uma cultura de orgulho da identidade autista liberta muitas pessoas no espectro de sentirem-se mal por características inerentes à própria condição. O Dia do Orgulho Autista busca jogar luz no lado positivo dessas particularidades. Afinal, seguindo esse conceito, as pessoas autistas, munidas das ferramentas necessárias, podem explorar o máximo do próprio potencial para ser feliz e contribuir positivamente à sociedade. E é isso que todos nós queremos, não é mesmo?

Ícone: peça de quebra-cabeça - Revista Autismo

CONTEÚDO EXTRA

Introvertendo e O Mundo Autista liberam áudio reportagem sobre neurodiversidade

Tempo de Leitura: 2 minutos

Em comemoração ao Dia do Orgulho Autista, celebrado anualmente em todo 18 de junho, o podcast Introvertendo e o portal O Mundo Autista anunciaram o lançamento da áudio reportagem “Neurodiversidade”. Constituída de quatro partes, liberadas diariamente entre 15 a 18 de junho, o material incluiu entrevistas com autistas, profissionais, além de material documental sobre a neurodiversidade.

“A neurodiversidade (e o movimento político em torno dela) é um dos temas mais populares sobre o autismo na última década, mas eu nunca vi sendo discutida numa perspectiva brasileira. O nosso referencial é sempre estrangeiro e nós queríamos apresentar uma visão inédita em áudio”, contou o podcaster Tiago Abreu.

A reportagem foi construída por um dos apresentadores do podcast, o jornalista Tiago Abreu, em parceria com o jornalista Victor Mendonça, ambos autistas. Na ocasião, os jornalistas conversaram com ativistas autistas, consultaram vários livros e materiais sobre o movimento da neurodiversidade, o que resultou numa série de quatro episódios.

O último episódio da série, que trata sobre o Dia do Orgulho Autista, inclusive, também é um artigo escrito por Victor Mendonça que faz parte da edição nº 009 da Revista Autismo, disponibilizada este mês em formato físico e digital.

A ideia é que reportagens sejam lançadas de tempos em tempos no Introvertendo. “É um formato que queremos apresentar pelo menos uma vez a cada três meses, e o Victor já é um parceiro nesse trabalho jornalístico. Já temos planos de falar ainda este ano de temas como mercado de trabalho e religião no contexto da comunidade do autismo”, disse Tiago.

“Essa reportagem corrobora a minha ideia de que o jornalismo científico pode ser algo ao mesmo tempo interessante, esclarecedor, acessível e, em alguns momentos, até engraçado. Espero que os ouvintes se divirtam e aprendam tanto quanto eu e o Tiago durante esses quatro episódios”, afirmou Victor Mendonça.

A série “Neurodiversidade” pode ser ouvida em aplicativos de música e podcast como o Spotify, na playlist abaixo:

11º Prêmio Orgulho Autista 2016

Tempo de Leitura: 2 minutosDesde 2005, em todos os anos, o Conselho Brasileiro do Prêmio Orgulho Autista escolhe através de votação de seus membros, os agraciados com essa homenagem. São pessoas que fizeram a diferença na vida das famílias de pessoas com autismo.

Parabéns aos grandes VENCEDORES do XI Prêmio Orgulho Autista 2016:

Capa do livro Especial Mente AzulI – Livro Destaque:
Autora: Viviani Guimarães – Especial Mente Azul – Editora Boquinhas – Macapá/Amapá

II – Escola Destaque:
Diretora Renata Dreux – Escola Especial Crescer- Piratininga Niterói/RJ

III – Professor Destaque
Professor Casemiro Mota – Instituto Federal Catarinense – Santa Catarina

IV – Médico Destaque
Clay Brites – Instituto NeuroSaber – Neurologista – Londrina/Paraná

V – Psicólogo Destaque
Emanuelle Vieira Leal – Psicóloga – Brasília

VI – Político Brasileiro Destaque
Carmen Zanotto – Deputada Federal – Lajes/SC

VII – Imprensa Rádio Destaque
Uiara Araújo – Radio Cidade do Aço – Volta Redonda/RJ

VIII – Imprensa Televisão Destaque
Fátima Bernardes – Programa Encontro – TV Globo – Rio de Janeiro/RJ

IX – Imprensa Escrita Revista Destaque
Jorge Caldeira – Revista da ANER – Atendimento odontológico aos autistas – São Paulo

X – Imprensa Escrita – Jornal Destaque
Clarissa Pains – Matéria: ”Não há nada de bonitinho no autismo” – Jornal “O Globo” 21/01/2017 – Rio de Janeiro/RJ

XI – Imprensa Fotografia Destaque
Rogério Araújo Pereira –Fotógrafo voluntário da exposição “Famílias de Autistas – Sob as lentes da alegria” – Distrito Federal

XII – Internet Destaque
Tatiana Takeda – http://ludovica.opopular.com.br/blogs/viva-a-diferença – Goiânia/GO

XIII – Pessoa e/ou Organização Não-Governamental Destaque
Lennon Custódio – Associação Servidores Câmara dos Deputados – Brasília

XIV – Pessoa e Órgão Público ou Empresa Privada Destaque
Antônio Francisco Neto – Prefeitura Municipal de Volta Redonda/RJ

XV – Atitude Destaque
Rocio Marin – Fundação Bocalan – São Paulo
Adestramento de cães para trabalhar com autistas

XVI – Voluntário Destaque
Lívia Magalhães – OAB/DF – Distrito Federal
Cartilha dos Direitos da Pessoa com Autismo/Comissão dos Direitos da Pessoa com Autismo

Serviço:
Como em todos os anos anteriores, a entrega será realizada em solenidade transmitida ao vivo para todo o Brasil, diretamente dos estúdios da Rádio Nacional, em Brasília. Neste ano, em 17 de fevereiro de 2017, véspera do Dia Internacional da Síndrome de Asperger, às 14h.

(MOVIMENTO ORGULHO AUTISTA BRASIL – MOAB)

Dia do Orgulho Autista 2016 lembrou desafio da inclusão

Tempo de Leitura: < 1 minutoCelebrado todo 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista foi comemorado neste ano em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal na sexta-feira 17.junho.2016. A solenidade reuniu familiares, pessoas com autismo, educadores e militantes numa celebração cuja mensagem principal foi a da necessidade de inclusão. Implementação dos direitos previstos em leis e preparação das escolas estão entre os desafios.

Veja o texto original completo no site da Câmara Legislativa do Distrito Federal— em http://www.cl.df.gov.br/ultimas-noticias/-/asset_publisher/IT0h/content/dia-do-orgulho-autista-lembra-desafio-da-inclusao;jsessionid=C336B1E042AE0EF002A6759CA8ED6136.liferay1?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cl.df.gov.br%2Fultimas-noticias

MOAB — Movimento Orgulho Autista Brasil

10º Prêmio Orgulho Autista 2014/2015 revela vencedores

Tempo de Leitura: 3 minutos

“Da forma como está, não há do que se orgulhar, mas todo pai e mãe tem orgulho sim dos seus filhos autistas”, com esta frase impactante, o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB) revelou os vencedores da décima edição do Prêmio Orgulho Autista nesta quinta, 18 de junho de 2015. O prêmio será entregue no dia 3 de dezembro de 2015, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, em Brasília (DF).
Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, o presidente Nacional do MOAB, Fernando Cotta, conta que o movimento nasceu nos Estados Unidos, em 2004, e tornou-se um movimento mundial no ano seguinte. O MOAB, que está completando dez anos, está participando de audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir as políticas públicas para atender pessoas autistas, informar sobre a existência de leis federais e distritais, além da importância do diagnóstico precoce.

Vencedores

Veja quem foram os vencedores em cada uma das 15 categorias.

I – Livro Destaque:

AUTISMO NO BRASIL, UM GRANDE DESAFIO – ULISSES COSTA – RJ
Conta os principais passos para a construção da Lei Berenice Piana. É a história de um pai lutador.
II – Diretor e Escola Destaque:
NEIDE ROSSETTI – EMEFE CAMINHOS DO APRENDER – BENTO GONÇALVES – RS
Conseguiu através da participação efetiva dos pais que a escola fosse referência no sul do Brasil.
III – Professor Destaque
NARA SILVA – GUARULHOS – SP
Professora determinada e apaixonada por pessoas com autismo, que pesquisa muito para derrubar o mito de que essas crianças não aprendem. Tem uma história de vida muito bonita e sofrida, que lhe credencia ao trabalho de amor.
IV – Médico Destaque
RUDIMAR RIESGO – PORTO ALEGRE-RS
Pela sua luta em tratamentos com medicamentos para amenizar sintomas do autismo, e suas pesquisas no hospital de clinicas de Porto Alegre RS.
V – Psicólogo Destaque
JOANICELE BRITO – BRASÍLIA-DF
Psicóloga especializada no método Son-Rise para pessoas com autismo. Tem trabalho voluntário com pais de autistas, pregando a força das famílias para um mundo melhor.
VI – Político Brasileiro Destaque
ROMÁRIO FARIA – SENADOR DA REPÚBLICA – RIO DE JANEIRO
Por seu empenho em defender a causa das pessoas com deficiência, por ser relator da Lei Brasileira de Inclusão, no Senado Federal e mais diretamente ao autismo ao promover o Seminário: Autismo e os desafios da educação inclusiva e preocupar-se em apresentar projetos que beneficiam as Pessoas com Deficiência.
VII – Imprensa Rádio Destaque
LUÍZA INEZ – PROGRAMA COTIDIANO – RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA AM
Sempre busca dar espaço e informação sobre no autismo em seu programa.
VIII – imprensa Televisão Destaque
SOLANGE CALMON – PROGRAMA INCLUSÃO – TV SENADO – BRASÍLIA
Ótima reportagem sobre o Seminário sobre educação de autistas no Interlegis.
IX – Imprensa Escrita – Revista Destaque
CILENE PEREIRA – REVISTA ISTO É – SÃO PAULO
Uma opção Brasileira Contra o Autismo
Edição de 03/06/2015
Informa que médicos do Rio Grande do Sul estão testando com sucesso uma substância capaz de reduzir a irritabilidade e problemas da fala dos autistas.
X – Imprensa Escrita – Jornal Destaque
JACQUELINE SARAIVA – CORREIO BRAZILIENSE – BRASÍLIA
Edição de 26/02/2015
Mãe cria panfleto para ajudar filho autista e arte repercute na internet
XI – Imprensa Fotografia Destaque
PABLO MENEZES – INDEPENDENTE – RIO GRANDE DO SUL
Foto com seu filho autista no balanço ao ar livre.
XII – Internet Destaque:
RONALDO CRUZ – EDITOR DA TRIBUNA DO AUTISTA – NATAL-RN
Periódico online com incentivo aos pais familiares brasileiros, sempre com muita paixão e amor pela causa dos autistas.
XIII – Pessoa e Organização Não-Governamental Destaque:
FATIMA DE KWANT – AUTIMATES – HOLANDA
Uma brasileira que é mãe de autista e mora na Holanda. Não mede esforços para sempre trazer novas informações para as famílias brasileiras.
XIV – Pessoa e Órgão Público ou Empresa Privada Destaque:
VIVIANE DE LEON – ESPAÇO TEACCH NOVO HORIZONTE – PORTO ALEGRE-RS
Pelo pioneirismo de trazer o método para o Brasil em 1991, e até hoje manter um trabalho de qualidade que promove o desenvolvimento de muitos autistas, suas famílias e profissionais que ela forma.
XV – Atitude Destaque:
ALEX ELLIS – EMBAIXADOR DO REINO UNIDO NO BRASIL
Tem a coragem de falar sobre as necessidades, frustrações e vitórias de seu filho com síndrome de asperger, com atuação destacada no seminário de educação, realizado no Senado Federal, em Brasília.

Histórico

Desde 2005 o Conselho Brasileiro do Prêmio Orgulho Autista, formado por pessoas ligadas ao tema de todo o Brasil, busca evidenciar personalidades e instituições que se destacaram de forma significativa na vida de autistas, agraciando-os em diversas categorias, conforme suas realizações.

No primeiro momento, os membros do Conselho indicam os concorrentes e apresentam as defesas com o motivo pelo qual essas pessoas/instituições foram incluídas como candidatas. Na segunda fase, os integrantes do grupo votam naqueles que acreditam merecer a homenagem. Naturalmente, os mais votados são os vencedores.