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Casal de produtores diagnosticados com autismo contam experiências com diagnóstico tardio

Tempo de Leitura: < 1 minutoZhara Astra e Scott Steindorff, além de serem do cinema, também são autistas com diagnóstico tardio. Os norte-americanos vieram para o Brasil para palestrar no evento Rio2C, onde falaram também sobre a experiência no espectro do autismo.

De acordo com informações divulgadas pelo O Globo, eles lidaram com diagnósticos errados a vida toda. “A parte mais difícil do autismo foi ser uma criança socialmente estranha e sofrer bullying. Aos 10 anos fui levado à diretoria da escola porque achavam que eu tinha usado drogas. Até os anos 1980 não havia o diagnóstico de autismo. O lado positivo é que tive uma imaginação vívida e criatividade. Acho conforto lendo ou aprendendo, por isso, leio três livros por semana”, disse Scott Steindorff.

Zhara Astra também falou sobre o diagnóstico em mulheres. “Com as garotas é mais interno, está dentro de nós, então sofremos em silêncio. Eu não tinha esses traços visíveis de autismo, não sofri bullying, mas tinha TOC severo e conflitos causados por ver o mundo de forma totalmente diferente das meninas da minha idade. Estava interessada em filosofia, no sentido da vida, e as garotas queriam saber de bonecas e bandas. Essas diferenças eram fonte de sofrimento. Passei a vida sentindo que havia algo errado comigo, me sentindo um alienígena neste planeta, e ter o diagnóstico aos 30 anos foi uma grande mudança para mim”, destacou.

Implicações do diagnóstico tardio no autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoAtualmente, conseguimos caminhar. Assim, o diagnóstico de crianças com TEA está cada vez mais precoce. Certamente, é um avanço. Ou seja, os estímulos são dados na medida necessária. Em outras palavras, a menina e o menino autistas podem desenvolver suas habilidades. Além disso, aprendem a trabalhar suas limitações. Mas quais são as implicações do diagnóstico tardio no autismo?

Eu e minha filha tivemos muitas lives neste mês de abril dedicado ao autismo. Aliás, muitas atividades vão se estender até o fim do mês. Em minha palestra no Encontro Marcado com o Autismo, no dia 2 de abril, expliquei que meus maiores desafios acontecem nas atividades da vida diária. E as da Sophia também. Eu tive o diagnóstico aos 53 anos, em 2016, e Sophia teve em 2008, aos 11 anos.

Youtuber diagnosticado com autismo afirma: ‘Sou autista mesmo e com orgulho’

Tempo de Leitura: < 1 minutoRodrigo Diesel é youtuber e, em seu canal chamado Rodiesel, aborda temas como ufologia e espiritualidade. Aos 30 anos, o jovem, que também é professor, foi diagnosticado com autismo. Em entrevista ao G1, ele falou sobre a descoberta e o fato de ter sido chamado de “autista” de forma negativa a vida toda. “Sempre me chamaram de autista de maneira pejorativa quando eu criança. E hoje eu sou adulto e falo ‘Sou autista mesmo e com orgulho’. É quem eu sou. Faz parte da minha vida”, disse.

Apesar de características desde a infância, Rodrigo passou a vida toda sem o diagnóstico, o que fez com que ele enfrentasse situações de bullying e exclusão social. “Eu acredito que se eu tivesse tido o diagnóstico cedo, o tato para trabalhar com os parentes, professores, seria muito melhor. Por ter sido um bom aluno, a minha parte de interação social foi meio negligenciada, porque normalmente a gente costuma se preocupar com a criança que não vai bem no quesito de notas”, destacou.

Ele abordou o diagnóstico de autismo em vídeo no seu canal do YouTube. Assista:

‘Foi um divisor na minha vida’, diz criador de coletivo autista após diagnóstico

Tempo de Leitura: < 1 minutoGuilherme de Almeida, professor de direito e diagnosticado com autismo, foi fundador do Coletivo Autista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em entrevista dada a Folha de S.Paulo, ele contou sobre o impacto da descoberta do autismo.

“Foi um divisor na minha vida. Quando entendi o que acontecia comigo, ganhei ferramentas para conquistar equilíbrio, tranquilidade e não sofrer mais. Cheguei a ter dúvidas se tornaria esse diagnóstico público, mas não quis ficar nesse armário”, disse ele.

Rick Glassmann: ‘não queria ser um porta-voz’, diz sobre diagnóstico de autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Rick Glassman, que interpreta o personagem Jack na série Nosso Jeito de Ser (As We See It) participou do programa The Daily Show. Na entrevista dada ao apresentador Trevor Noah, o ator falou sobre o seu diagnóstico de autismo e as inseguranças que teve com o ato de falar sobre sua vivência como autista para outras pessoas.

Fui diagnosticado com autismo há 5 anos atrás. Eu estava tão animado. Todos esses obstáculos que eu tive na minha vida que não estavam relacionados, um padrão meio que começou a se mostrar e foi tipo: ‘meu Deus, isso faz tanto sentido!’. E comecei a dizer aos meus amigos. Algumas pessoas diriam ‘sim, isso faz sentido’ e algumas pessoas me diriam que ‘não é assim que é o autismo’. E eu entrei em uma depressão muito forte por pouco mais de um ano porque eu não entendia como explicar essa identidade que eu queria assumir”, afirmou.

Como seu diagnóstico é recente e seu conhecimento sobre autismo aumenta conforme convive com outros autistas da série, Rick afirmou que sua preocupação era não se tornar uma autoridade sobre o autismo. “Não queria ser obrigado a ser um porta-voz de uma coisa que ainda estava aprendendo sobre mim”, destacou.

Assista a entrevista:

'Saber disso não é um problema', diz empresária autista sobre diagnóstico — Canal Autismo / Revista Autismo

‘Saber disso não é um problema’, diz empresária autista sobre diagnóstico

Tempo de Leitura: < 1 minutoVeridiana Merillo, de 32 anos, é empresária e foi diagnosticada com autismo na vida adulta em 2021. Desde 2017, ela atua no Centro de Equoterapia de Jaguariúna, que também atende crianças autistas.

A história de vida da empresária foi contada no UOL Universa. “Entendi que não havia nada de errado comigo e que eu poderia ter uma vida funcional, feliz e plena. Saber disso não é um problema, e sim uma característica que transforma a vida”, disse ela na entrevista.

Jogador profissional de Counter-Strike revela diagnóstico de autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoNBK, um dos jogadores mais conhecidos do mundo de Counter-Strike (CS), revelou nesta segunda-feira (3) que foi diagnosticado com autismo. O francês fez uma publicação no Twitter com um comunicado sobre o seu diagnóstico.

Ele chegou a afirmar que o autismo lhe trouxe características positivas, mas também problemas de relacionamento. “Minha obsessão autista pelo sucesso com minhas equipes às vezes me deixava muito insensível e sempre pressionava por mais, sem levar em conta o panorama geral e os companheiros de equipe como um todo”, afirmou.

NBK também disse para outros autistas que se sentem mal compreendidos para encontrarem o próprio potencial. “Encontre as pessoas certas para estarem perto de você e explore o seu dom da melhor maneira possível! Por último, para qualquer cara que me chamou de autista quando se enfureceu comigo… Parabéns, vocês estavam certos, seus babacas!”, concluiu.

Em 2021, NBK afirmou que estaria se aposentando de jogar Counter-Strike e atuaria com Valorant. No entanto, há rumores de que o jogador voltaria ao CS em 2022.

Laudo é apenas um pedaço de papel

Tempo de Leitura: 2 minutosEste ano, finalmente lidamos com o início da vacinação contra a Covid-19. Mas, apesar de as pessoas autistas fazerem parte do grupo prioritário, alguns de nós — diagnosticados por profissionais, vale reforçar — tiveram sua dose recusada nos postos de saúde. Muitos ficaram confusos: afinal, a chancela do diagnóstico a partir de um laudo não é o suficiente?

É importante não ter a falsa sensação de que um pedaço de papel, que muitas vezes chamamos de “laudo”, vai ser a chave para todos os nossos problemas ao longo da vida, como tendemos a pensar. Não só porque é impossível resumir todo um histórico de vida em linhas de um papel, mas pelo fato do diagnóstico fechado não ser um ponto final na trajetória com o autismo.

Idealmente, como pessoas com deficiência, entendo que precisamos ter um acompanhamento profissional, seja de um médico, um psicólogo — assim como existe a figura do “advogado da família”. Esse profissional pode emitir laudos, pode entrar em contato e pode ajudar a resolver situações urgentes no dia a dia. Acredito que isso ainda seja pouco compreendido e difundido na comunidade do autismo.

Frequentemente, eu vejo autistas solicitando laudos para o seu médico e o médico pergunta o motivo da solicitação. Em seguida, os autistas pensam que talvez seria uma resistência por parte do médico, mas na verdade não é. Muitas vezes, o que acontece é que o médico vai emitir documentos a partir das demandas que forem surgindo ao longo da vida da pessoa autista.

Eu, por exemplo, tenho vários atestados, e cada um foi escrito e emitido especificamente para uma situação determinada. Então, por exemplo, eu fui me vacinar e tinha um atestado para essa situação. E, inclusive, o documento dizia claramente que a pessoa poderia entrar em contato com a profissional que me acompanhava, caso fosse necessário. Nesse sentido, não é um único laudo em si que trará toda a segurança para a pessoa autista, mas sim o suporte de um profissional de confiança.

No entanto, também sabemos que muitos autistas não conseguem manter o acompanhamento com os profissionais que os diagnosticaram por conta dos preços das consultas. Vivemos em um país marcado por desigualdades e isso não pode ser ignorado. Por isso, precisamos de políticas públicas para garantir que pessoas autistas, independentemente da idade e do poder aquisitivo, possam sempre ter um profissional que as acompanhe.

Mulheres autistas relatam impacto do diagnóstico na vida adulta

Tempo de Leitura: < 1 minutoO jornal britânico The Guardian promoveu uma pergunta respondida por mulheres autistas de todo o país sobre o impacto do diagnóstico. Em entrevistas, elas afirmaram dores, alegrias e alívios por saberem que são autistas.

“Estou extremamente aliviada por finalmente ter uma resposta. Eu não tinha ideia de que a vida poderia ser tão boa. O diagnóstico é renascimento”, disse Sarah Martin, de 52 anos.

Já Kirsty Stonell Walker, de 48 anos, relatou alívio. “Porque o jeito que sou não é minha culpa – mas uma sensação de depressão por nunca ser uma pessoa melhor do que sou agora”, afirmou.

‘O autismo não é um castigo’, diz Leilah Moreno

Tempo de Leitura: < 1 minutoA cantora Leilah Moreno foi diagnosticada com autismo na vida adulta, depois de um acompanhamento profissional de quase uma década, quando já tinha em seu currículo uma atuação significativa como atriz e intérprete em várias programações da Rede Globo.

Em entrevista ao Gshow, a cantora falou sobre a sua relação com o autismo. “O autismo não é um castigo. Se eu não tivesse o espectro, não teria desenvolvido as minhas aptidões com tanto afinco. Estar dentro do espectro autista me deu muitas vitórias. Trabalhar com o público era para ser a coisa mais difícil do mundo e é o que me torna mais forte. Tive que estudar e entender quando entrei nesse universo, me conheci. Foi a coisa mais importante e bonita que podia ter acontecido comigo, sou muito feliz por isso”, afirmou.

Autistas diagnosticados tardiamente falam de características na infância em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (05) o seu 194º episódio, chamado “Autismo na Infância sem Diagnóstico”. O episódio contou com três integrantes do podcast: o jornalista Tiago Abreu, a arquiteta Carol Cardoso e o programador e pesquisador Willian Chimura, todos autistas.

Os três podcasters exploraram histórias da infância que indicavam características do autismo, mas que passou despercebido por familiares e profissionais. Sobre isso, Willian Chimura afirmou que “eu era uma pessoa leiga, claro. Não entendia que existia pessoas que poderiam ter desenvolvimentos fora do típico. Isso não me passava pela cabeça e muito menos que eu seria uma dessas pessoas. Então eu nunca sequer considerei essa hipótese”, disse.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘Isso explicou toda minha vida’, diz mãe autista sobre diagnóstico tardio

Tempo de Leitura: < 1 minutoMaíra Cavalcante tem 47 anos, mora em Lauro de Freitas, na Bahia, e tem um filho autista. Em 2020, ela também foi diagnosticada com autismo e montou um grupo de apoio de mães de autistas chamado Mães Autismo.

Em entrevista a revista Crescer, ela falou sobre o próprio diagnóstico. “Desde minha infância faço acompanhamento com psicóloga e psicomotricidade, mas não tinha diagnóstico. Isso explicou toda minha vida, todas as dificuldades, exclusões e capacitismo que enfrentei”, afirmou.