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Amor no Espectro estreia segunda temporada hoje

Tempo de Leitura: < 1 minutoHoje (21.set.2021) é o dia da estreia da segunda temporada da série documental Amor no Espectro na plataforma de streaming Netflix. A produção australiana, que traz autistas adultos em encontros amorosos, foi originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

Um surpresa positiva foi saber da dublagem feita por uma pessoa autista, Kenya Diehl, que é influencer, consultora em autismo e escritora. Ela fez uma participação especial, dublando a voz da personagem Charlotte, como pode ser visto nos créditos finais da série.

 

Leia mais no nosso artigo “Netflix anuncia segunda temporada de Amor no Espectro“.

 

Assista ao trailer:

[Atualizado em 21/09/2021, 16h10 — com a participação de Kenya Kiehl na dublagem]

Netflix anuncia segunda temporada de Amor no Espectro

Tempo de Leitura: < 1 minuto21 de setembro é a data de estreia da segunda temporada da série Amor no Espectro na plataforma de streaming Netflix. A produção australiana, que traz autistas adultos em encontros amorosos, foi originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

A temporada já foi exibida no país original. Em entrevista ao Autism Awareness Australia, parte do cast comentou as expectativas e como foi participar da segunda temporada. Mark, por exemplo, disse que “o programa ficou melhor e muito maior, e o fato de ter ido ao ar na Netflix fez eu sentir que Love on the Spectrum se tornou mundialmente conhecido. Sempre me senti confiante trabalhando na primeira temporada, na segunda não foi diferente”, destacou.

Ronan é uma das novidades da segunda temporada. Ele decidiu participar da série após assistir a primeira temporada e disse ter gostado da experiência. “Eu realmente não tinha certeza do que esperar porque era muito novo para mim, mas eu sempre gosto de tentar coisas novas e estava animado para fazer parte do show. Aprendi muito durante as filmagens e toda a equipe foi tão legal e me fez sentir valorizado”, comentou.

Por abordar namoro e relacionamento, a primeira temporada recebeu atenção e comentários de autistas, inclusive no Brasil.

Assista ao trailer:

[Atualizado em 19/09/2021 com a data de estreia para 21.set.2021]

Série Everything’s Gonna Be Okay, produzida por autistas, é cancelada

Tempo de Leitura: < 1 minutoA série de comédia com personagens e atores autistas Everything’s Gonna Be Okay, atualmente em sua segunda temporada, foi cancelada. Josh Thomas, criador da série, confirmou em um tweet que a série não teria uma terceira temporada.

O Freeform tem sido um sonho de se trabalhar – tão legal, aberto e sinceramente progressista. Estou muito grato por termos uma plataforma para fazer esta série. Eu os amo e eles estão obcecados por mim, espero que tenhamos outra chance de trabalharmos juntos”, disse Thomas, que já criou outras produções de sucesso, como a série Please Like Me.

A série traz o personagem Nicholas, que mora com duas meio-irmãs adolescentes, uma delas autistas. Com a morte do pai, Nicholas tem que lidar com a responsabilidade pela criação de suas irmãs.

Crítica Cultural: Atypical

Tempo de Leitura: 3 minutosDepois de um ano e meio de espera, a tão aguardada quarta temporada de Atypical chegou às telas de streaming no início de julho e não decepcionou os fãs. Desde seu lançamento em 2017, a série teve um processo de amadurecimento paralelo ao de seus personagens, com o mérito de ter lidado com temas relevantes: abandono, separações, relações extra-conjugais, homoafetividade e muito, muito papo sobre o polo sul e, claro, pinguins. Tudo isso sem perder o fio da meada: a trajetória do personagem adolescente autista, Sam (Keir Gilchrist), rumo à sua maturidade e autonomia.

Desde o início, o recado da criadora da série, Robia Rashid, era de ajudar o mundo a entender como é viver para as pessoas no espectro do autismo e entregar essa “lição” num pacote com humor e sensibilidade.

Já no primeiro episódio fica claro que Sam ama pinguins e tem um hiperfoco: a Antártida. Nesta quarta temporada, ele faz do seu hiperfoco um objetivo de vida – ao menos de sua vida no momento – e busca todos os meios de viabilizar o sonho de viajar e estudar a vida dos pinguins. 

Mas, uma qualidade de Atypical é ser sobre mais que os desafios de Sam. Casey (Brigette Lundy-Paine), a irmã mais nova, de pavio curto e ao mesmo tempo protetora, continua competindo com o próprio irmão. A personagem, que vai crescendo em complexidade durante a série e causa tanto interesse no público quanto Sam, tem seu próprio fã-clube querendo saber o desfecho para os dilemas mais marcantes de sua vida: carreira e relação amorosa. A série, mais uma vez, traz o inesperado, e debate os desafios “sobre-humanos” que a jovem tem de enfrentar como aspirante a uma vaga na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) – top 10 entre as universidades – ingressando como atleta. A trama questiona se a espiral em que os dias de Casey se transformam é a realização que ela busca de fato, e se valerá a pena no fim. 

Já que as relações complexas entre autistas e seus irmãos têm sido pouco exploradas nas telas, outro mérito da série é manter a atenção e se aprofundar em Casey, que com boa atuação de Brigette Paine, não apenas convence, como chega a roubar o foco de episódios para si, sem abandonar Sam. 

Outro ponto a favor nesta temporada é aumentar a participação dos colegas de faculdade de Sam – que são majoritariamente interpretados por atores que têm algum tipo de deficiência ou necessidade especial. Melhor ainda é constatar que essa estratégia resulta em mais sinceridade na atmosfera e no humor proposto, e que ao dar mais espaço a esses personagens, os realizadores aumentaram a empatia com o público.

Por outro lado, para quem convive em família com o autismo, ainda fica a desejar no quesito de ir além e reconhecer os “atípicos” não verbais, tipicamente esquecidos no espectro quando se trata de retratá-los em texto ou em telas. Frustra-se, nesse aspecto, o desejo de querer aplaudir mais.

Outro ponto fraco a ser apontado, agora que podemos analisar a série como um todo, é a personagem Elsa Gardner (Jennifer Jason Leigh), a mãe de Sam. Depois de um começo interessante na primeira temporada, com o seu caso com um bartender, sua expulsão de casa e posterior arrependimento, a personagem parece ter tido uma completa mudança de personalidade na sequência da história, sendo excessivamente protetora e se sentindo na necessidade de se fazer presente em um nível quase caricato. Parte do problema recai na atuação: Jennifer Leigh, que já não “veste” a personagem, parece forçar um espírito infantil, tanto como mãe quanto como mulher. Idealmente, ao se escrever uma história, é bom ter a personalidade de seus personagens bem estabelecida. Com isso, a experiência da escrita pode até levar a narrativa a lugares inesperados para o próprio escritor, em vez de seguir um plano restrito. Este não parece ser o caso aqui. Ou houve uma mudança brusca no que pretendiam que a personagem fosse, ou tinham um objetivo final para ela com o qual as mudanças ocorridas ao longo do caminho acabaram não combinando.

Entre prós e contras (como nas listas de Sam para tomar decisões), a quarta temporada mostra uma boa conclusão para uma boa série. O suporte que ele recebe dos amigos e da família nos faz perceber o progresso de Sam ao longo dos anos. Sua jornada em busca da Antártida é fantástica sem ser piegas, e nos mostra que ele nunca esteve ou estará sozinho nas horas importantes de sua vida. 

Pode-se dizer que essa é uma série que muitos fãs, inclusive eu, certamente desejarão, em algum momento, rever. 

A quarta e última temporada de Atypical está exclusivamente na Netflix.

Autistas fazem análise retrospectiva das quatro temporadas de Atypical em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (20) o seu 183º episódio, chamado “Atypical”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, a arquiteta Carol Cardoso, o jornalista Tiago Abreu e o analista de sistemas Paulo Alarcón, todos autistas, e visou apresentar uma análise retrospectiva sobre as quatro temporadas da série Atypical, encerrada em julho deste ano.

Um dos pontos destacados pelos podcasters é o desenvolvimento do relacionamento entre as personagens Casey (Brigette Lundy-Paine) e Izzie (Fivel Stewart). “Pra ser sincera, eu acho que a coisa que eu mais gosto dessa série é justamente esse relacionamento. Tanto que quando eu fui receber meu diagnóstico, a minha psicóloga perguntou se eu conhecia essa série pra introduzir o assunto comigo. E ela perguntou se eu me identificava e eu falei que eu me identificava mais com a irmã dele do que com ele e isso eu achei muito interessante”, disse Carol Cardoso.

Apesar disso, também houveram críticas pontuais em relação ao roteiro e certos arcos da série, como o relacionamento de Sam (Keir Gilchrist) e Paige (Jenna Boyd), o caso extraconjugal de Elsa (Jennifer Jason Leigh) e uma cena de crise envolvendo Sam e policiais. “Atypical é essa coisa limpinha. É aquela família que tem os seus dramas, mas ao mesmo tempo é super compreensiva e a gente sabe que pra muitos autistas adultos não há essa compreensão, as famílias não são tão bem estruturadas nesse sentido. Em Atypical tudo acaba bem. Não tem nada que dê totalmente errado (risos)”, afirmou Tiago Abreu.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Série de comédia com protagonista autista estreará na BBC em 2022

Tempo de Leitura: < 1 minutoA BBC anunciou o lançamento de Dinosaur para 2022. A série é protagonizada pela atriz e comediante autista Ashley Storrie, que retratará Nina, uma mulher autista sem diagnóstico que ama paleontologia. A obra conta com roteiro de Matilda Curtis e direção de Jonathan Schey.

Em entrevista ao Sunday Post, Ashley contou sobre a experiência de interpretar uma personagem autista. “Interpretar Nina foi provavelmente a coisa mais libertadora que já aconteceu em toda a minha vida. Uma grande parte do meu autismo é ‘mascarar’, mas Nina coloca para fora. Isso é o que eu amava nela. Quando você tem autismo, passa muito tempo tentando escondê-lo, o que consome muita energia”, afirmou.

Confira uma das cenas da série, disponível no site da BBC:

Wentworth Miller relata que foi diagnosticado com autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Wentworth Miller, mais conhecido por sua atuação na série Prision Break, revelou ter sido diagnosticado com autismo. Em um relato publicado em suas redes na última terça-feira (27), o ator afirmou que o processo de diagnóstico começou com uma identificação pessoal com o autismo e com a busca de profissionais.

“Eu não sei o suficiente sobre autismo (tem muito a se saber). Meu trabalho agora parece que será evoluir meu conhecimento, reexaminando por novas lentes 5 décadas de experiência vivida. E isso leva tempo”, afirmou Miller, que também disse que prefere destacar o trabalho de outros autistas do que se propor como uma voz que represente-os.

O ator também disse que se sente satisfeito por ser autista. “Eu sei que ser autista é central para quem eu sou, para tudo o que já fiz ou articulei. Também gostaria de agradecer a todos que me deram, consciente ou inconscientemente, um pouco de espaço para me mover pelo mundo de uma forma que fazia sentido para mim, mesmo que não fizesse sentido para os outros”, destacou.

4ª temporada de The Good Doctor é disponibilizada na Globoplay

Tempo de Leitura: < 1 minutoThe Good Doctor, uma das séries de autismo mais populares da atualidade, teve sua 4ª temporada completa disponibilizada na Globoplay. A nova temporada promete explorar a pandemia de Covid-19 e como o protagonista Shawn Murphy (Freddie Highmore) vai lidar com mudanças em sua vida pessoal.

Segundo as palavras de Highmore no painel da série na Nova York Comic Con 2020, o distanciamento “trará um novo conjunto de complicações para o relacionamento” com a personagem Lea. A esperança por dias melhores, porém, é mostrada com o Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff) dizendo que “o mundo será o mesmo de novo”.

O trailer se encerra com um questionamento: “como você cura um mundo virado de cabeça para baixo?”. No final, Murphy desabafa: “eu quero que isso termine logo!”. A temporada foi lançada nos Estados Unidos em novembro de 2020.

2ª parte

As temporadas têm sido disponibilizadas em duas etapas, tantos nos EUA quanto no Brasil. A primeira parte estreiou no Brasil, na Globoplay, em abril último. E, neste mês (julho), a segunda parte, completando a 4ª temporada.

Assista o trailer da temporada:

 

[Atualizado em 21/07/2021, 7h22 com a explicação sobre a disponibilização das temporadas em 2 partes]

Série coreana A Caminho do Céu traz protagonista autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Caminho do Céu, série coreana disponível na Netflix, traz um protagonista autista. O enredo conta a história de Geu Ru (Tang Joon-Sang), de 20 anos, que tem Síndrome de Asperger e precisa lidar com algumas mudanças familiares, vivendo com o tio, com quem trabalha coletando e cuidando dos pertences de pessoas falecidas.

A primeira temporada foi liberada em 2021 e tem 10 episódios, que detalham as características do autismo do personagem, sua relação com familiares e as histórias em torno das pessoas que morreram.

Assista o trailer:

Série Young Royals traz personagem autista e TDAH

Tempo de Leitura: < 1 minutoYoung Royals, uma das séries em alta na Netflix e lançada este mês de julho, tem uma personagem autista e TDAH. Sara, interpretada por Frida Argento, é irmã de um dos protagonistas da trama, Simon (Omar Rudberg).

A série conta a história de Wihelm (Edvin Ryding), um príncipe que começa a viver em um internato e precisa lidar com a pressão pela sucessão real. Ele conhece Simon, um dos colegas de turma, com o qual desenvolve uma proximidade. Sara, a personagem autista, possui habilidade com cavalos e não tem amigos.

Assista o trailer da primeira temporada:

‘Atypical mudou a minha vida’, afirma designer autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm referência ao final da série Atypical, que ganhou última temporada liberada pela Netflix na última sexta (9), o jornal O Estado de S. Paulo conversou com autistas produtores de conteúdo sobre a série e o significado dela, entre elas a designer Tabata Cristine, de 31 anos.

Em entrevista, ela disse que a série foi importante no seu autoconhecimento sobre o autismo. “Quando comecei a terapia, eu tinha diagnóstico de transtorno bipolar. Apesar de isso não fazer sentido pra mim, eu não sabia explicar para a psicóloga as minhas questões. Foi quando vi o Sam e me achei parecida com ele. Levei as questões para a terapia e a gente chegou ao meu diagnóstico. Não tem nem como expressar em palavras como Atypical mudou a minha vida”, afirmou.

Além de Tabata, o Estadão conversou com o estudante Lucas Pontes, a estudante Polyana Sá, o designer Fábio Sousa e Mariana Camargo.

Temporada final de Atypical é liberada pela Netflix

Tempo de Leitura: < 1 minutoA quarta e última temporada da série Atypical, transmitida pela Netflix, foi liberada nesta sexta-feira (9). A série conta a história de Sam Gardner, autista adulto que, no enredo final da série, está se preparando para ter maior autonomia na vida adulta.

Até agora, a temporada final de Atypical tem recebido críticas favoráveis. Rebecca Nicholson, para o The Guardian, disse que “é revigorante”. Já o site brasileiro Omelete, em texto de Henrique Haddefinir, lamentou o fim da série. Ele afirmou que “se despedir de roteiros tão bem escritos e dirigidos não… Isso não é nada típico”.

Confira o trailer: