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‘As We See It’ — como nós pensamos

Tempo de Leitura: 2 minutos

Seguindo a dica do Canal Autismo sobre o podcast Introvertendo, fui ouví-lo logo após assistir ao primeiro episódio de “As We See It“, série da Amazon sobre pessoas autistas e independência.

Parabéns aos envolvidos, belíssimo e cuidadoso trabalho do Introvertendo!

Após 35 anos atendendo pessoas autistas, posso dizer que o espectro é mais amplo do que se possa imaginar e, como terapeuta, posso dizer que nossos ouvidos devam estar abertos para autismos e pessoas e não para características.

Sem diálogo não há compreensão e, sem compreensão não há protagonismo.

Sim, quero muito falar da Mandy, a cuidadora, tutora, ou seja lá o nome que o seu trabalho tenha na série.

Spoilers

[ALERTA: a partir deste trecho, pode haver spoilers sobre a série]

Mandy faz reuniões de grupo com os autistas que, moram sozinhos, trabalham e buscam por autonomia. O ponto comum das reuniões é o fato de serem autistas, pois nada mais em suas vidas os colocaria no mesmo ponto de identificação. Como haver empatia, diálogo se o que os une os separa?

Jack, como muito bem dito no Introvertendo, já deveria ter entendido que não se chama o chefe de burro. Ele, um autista de 25 anos e, extremamente inteligente, teria toda a condição do mundo para encontrar adjetivos mais sutis para convencer seu chefe sobre seu posicionamento.

Harrison, um autista adulto que não sai de casa e gosta de comer, parece ser alheio a tudo o que o incomoda. Mandy o coloca na rua, como seu principal objetivo terapêutico, sem a menor previsibilidade de possíveis acontecimentos e/ou proteção para hipersensibilidades.

Violet, adulta e seu principal ponto é querer namorar a qualquer custo. Apesar de limites impostos em não poder ter aplicativos de namora (que os tem mesmo proibida), seu interesse não é trabalhado e nem mesmo a escolha de sua abordagem.

O que aprendemos com a série? Que continuamos capacitistas e que há muito que caminhar em termos de escuta terapêutica. 

 

CONTEÚDO EXTRA

Veja também: Autistas fazem análise da série As We See It

Crítica Cultural: Nosso Jeito de Ser (As We See It)

Tempo de Leitura: 2 minutos“Você não vai ser meu namorado”, disse Violet, uma das protagonistas com autismo de As We See It. “Eu quero um namorado normal.” E a resposta da série foi: “Por quê? Me diz, qual é a graça de ser ‘normal’?”

As We See It acompanha o dia-a-dia de três personagens no espectro autista: Harrison, Jack e Violet, que passam a semana juntos em um apartamento com a cuidadora Mandy. Em um marco na TV, a série de drama/comédia tem todos seus três protagonistas interpretados por atores que também estão no espectro na vida real. A autenticidade na performance, combinada com o roteiro de Jason Katims, vencedor do Emmy 2011, que já teve Parenthood em seu portfólio para abordar Asperger em séries, faz com que As We See It consiga tocar em uma ampla variedade de assuntos pertinentes à vida das pessoas com TEA.

Jack talvez seja o personagem mais “familiar” para quem já consumiu conteúdos semelhantes: Ele é um programador com problemas para conseguir manter sua posição no trabalho por não se portar como seu chefe gostaria, apesar de ser extremamente inteligente. Além disso, precisa aprender a lidar com o recente diagnóstico de câncer de seu pai, e com um súbito romance com a enfermeira da clínica de oncologia. Sua história é boa, mas dentro dos padrões que já foram explorados anteriormente em outras produções, como The Good Doctor e The Big Bang Theory.

Harrison é o personagem com mais sensibilidade sensorial, e isso o levou a um nível de extrema agorafobia e sedentarismo. Sua história na série é focada em superar seus medos, e na dificuldade de outras pessoas compreenderem e aceitarem sua amizade com seu vizinho, uma criança (sendo que ele tem mais de 20 anos), além de seu sentimento de solidão e abandono por sua família estar se afastando.

E então chegamos a Violet. E aqui, um aviso: durante os primeiros episódios, a série causa desconforto. Não por estar fazendo algo errado, mas sim porque essa é a intenção. Porque está fazendo tudo exatamente como deveria. Não há nenhuma romantização aqui, a ideia é mostrar exatamente como é a realidade da vida de uma pessoa autista em um mundo que não a acomoda, onde o que é um pouco difícil para outras pessoas pode ser uma odisséia para quem tem autismo.

Isso é presente para os três personagens, mas para Violet mais do que tudo, porque o centro de sua história é a busca por romance. E a abordagem da obsessão dela por conseguir namorar a qualquer custo, de sua frustração quando as coisas não dão certo, e de suas brigas com seu irmão mais velho Van, que está tentando protegê-la, mas ao mesmo tempo impedindo que ela consiga ter uma vida própria e aprenda com os próprios erros, é de longe a parte mais complexa e interessante da série. E algo completamente diferente, e muito mais real, do que qualquer abordagem feita sobre o assunto anteriormente nas telas.

Junto disso, temos o dilema de Mandy, a cuidadora, que está dividida entre seguir uma carreira acadêmica em outro estado, ou continuar ali cuidando de três pessoas cujo progresso depende dela. Em oito episódios, há uma enorme evolução de personagens condensada ao longo de cada minuto. Mas, ao longo da série, a lição constantemente apresentada é a de que as pessoas ali não estão passando por essas experiências por estarem no espectro. E sim porque todo mundo vive. E todo mundo tem algo borbulhando por baixo da superfície. E todos precisam de espaço e companhia para conseguir se entender e resolver os seus próprios problemas.

Autistas fazem análise da série As We See It

Tempo de Leitura: 2 minutos

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou o seu 203º episódio nesta sexta-feira (25) com um debate sobre a série As We See It (Nosso Jeito de Ser), distribuída pela Amazon Prime.

O episódio, apresentado por Tiago Abreu, que é jornalista e autista, contou com as participações da dentista Bianca Galvão, o estudante de Ciências da Computação Bruno Fillmann e a bióloga e professora Nicolly Amaral. Os três são diagnosticados com autismo.

Na ocasião, os três falaram sobre o elenco da série. “Eu gostei muito primeiramente do fato de que personagens autistas são representados por atores autistas. Isso pra mim já ganhou muito e me incentivou a ver a série. O elenco secundário eu gostei muito dos atores, eu acho que eles não estavam exagerando, estereotipando”, disse Nicolly Amaral.

Apesar disso, também houveram críticas à As We See It. “Eu não gostei muito de como eles estruturaram a narrativa da série. A premissa me parece um pouco boba, parece até um experimento social. Porque a princípio são famílias que se juntam para tentar dar mais independência pros filhos. Mas essas pessoas mal parecem se conhecer. Nenhuma das tramas envolve os três”, Bruno Fillmann afirmou.

Já Bianca Galvão gostou bastante da série, principalmente do personagem Jack (Rick Glassmann). “Foi o personagem que eu mais me identifiquei porque eu sou muito assim também de falar essas coisas, de ter esse tipo de humor que muitas das vezes os neurotípicos não entendem”, destacou.

Eles também fizeram críticas pontuais a aspectos do roteiro, como a construção da personagem Violet (Sue Ann Pien) e a relação com seu irmão, Van (Chris Pang). “A série sempre tenta adicionar nuance numa coisa que não necessariamente deveria ter e acaba passando essa ideia que na minha opinião é falsa, que os autistas são um perigo sexual pra sociedade, que são rudes com chefe. Eu não acho que isso seja verdade”, Bruno disse.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Rick Glassmann: ‘não queria ser um porta-voz’, diz sobre diagnóstico de autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Rick Glassman, que interpreta o personagem Jack na série Nosso Jeito de Ser (As We See It) participou do programa The Daily Show. Na entrevista dada ao apresentador Trevor Noah, o ator falou sobre o seu diagnóstico de autismo e as inseguranças que teve com o ato de falar sobre sua vivência como autista para outras pessoas.

Fui diagnosticado com autismo há 5 anos atrás. Eu estava tão animado. Todos esses obstáculos que eu tive na minha vida que não estavam relacionados, um padrão meio que começou a se mostrar e foi tipo: ‘meu Deus, isso faz tanto sentido!’. E comecei a dizer aos meus amigos. Algumas pessoas diriam ‘sim, isso faz sentido’ e algumas pessoas me diriam que ‘não é assim que é o autismo’. E eu entrei em uma depressão muito forte por pouco mais de um ano porque eu não entendia como explicar essa identidade que eu queria assumir”, afirmou.

Como seu diagnóstico é recente e seu conhecimento sobre autismo aumenta conforme convive com outros autistas da série, Rick afirmou que sua preocupação era não se tornar uma autoridade sobre o autismo. “Não queria ser obrigado a ser um porta-voz de uma coisa que ainda estava aprendendo sobre mim”, destacou.

Assista a entrevista:

Série de comédia da Amazon traz personagens e atores autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoNosso Jeito de Ser, nova série Amazon Prime, traz atores e personagens autistas. A história apresenta Jack, Harrison e Violet, três jovens autistas que moram juntos e vivem desafios do cotidiano.

Um dos destaques da produção, que contou com produção de Jason Katims (Friday Night Lights, About a Boy), é que os atores também são autistas. A série começou a ser filmada em 2019 e já há planos de Katims para uma segunda temporada.

Sue Ann Pien, que interpreta Violet, afirmou estar satisfeita com o trabalho. “Eu não seria capaz de desempenhar esse papel se não fosse autista. Estar em um set onde eu não precisava esconder meu autismo era o paraíso”, disse ela ao New York Times.

Série Everything’s Gonna Be Okay, produzida por autistas, é cancelada

Tempo de Leitura: < 1 minutoA série de comédia com personagens e atores autistas Everything’s Gonna Be Okay, atualmente em sua segunda temporada, foi cancelada. Josh Thomas, criador da série, confirmou em um tweet que a série não teria uma terceira temporada.

O Freeform tem sido um sonho de se trabalhar – tão legal, aberto e sinceramente progressista. Estou muito grato por termos uma plataforma para fazer esta série. Eu os amo e eles estão obcecados por mim, espero que tenhamos outra chance de trabalharmos juntos”, disse Thomas, que já criou outras produções de sucesso, como a série Please Like Me.

A série traz o personagem Nicholas, que mora com duas meio-irmãs adolescentes, uma delas autistas. Com a morte do pai, Nicholas tem que lidar com a responsabilidade pela criação de suas irmãs.

Crítica Cultural: Atypical

Tempo de Leitura: 3 minutosDepois de um ano e meio de espera, a tão aguardada quarta temporada de Atypical chegou às telas de streaming no início de julho e não decepcionou os fãs. Desde seu lançamento em 2017, a série teve um processo de amadurecimento paralelo ao de seus personagens, com o mérito de ter lidado com temas relevantes: abandono, separações, relações extra-conjugais, homoafetividade e muito, muito papo sobre o polo sul e, claro, pinguins. Tudo isso sem perder o fio da meada: a trajetória do personagem adolescente autista, Sam (Keir Gilchrist), rumo à sua maturidade e autonomia.

Desde o início, o recado da criadora da série, Robia Rashid, era de ajudar o mundo a entender como é viver para as pessoas no espectro do autismo e entregar essa “lição” num pacote com humor e sensibilidade.

Já no primeiro episódio fica claro que Sam ama pinguins e tem um hiperfoco: a Antártida. Nesta quarta temporada, ele faz do seu hiperfoco um objetivo de vida – ao menos de sua vida no momento – e busca todos os meios de viabilizar o sonho de viajar e estudar a vida dos pinguins. 

Mas, uma qualidade de Atypical é ser sobre mais que os desafios de Sam. Casey (Brigette Lundy-Paine), a irmã mais nova, de pavio curto e ao mesmo tempo protetora, continua competindo com o próprio irmão. A personagem, que vai crescendo em complexidade durante a série e causa tanto interesse no público quanto Sam, tem seu próprio fã-clube querendo saber o desfecho para os dilemas mais marcantes de sua vida: carreira e relação amorosa. A série, mais uma vez, traz o inesperado, e debate os desafios “sobre-humanos” que a jovem tem de enfrentar como aspirante a uma vaga na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) – top 10 entre as universidades – ingressando como atleta. A trama questiona se a espiral em que os dias de Casey se transformam é a realização que ela busca de fato, e se valerá a pena no fim. 

Já que as relações complexas entre autistas e seus irmãos têm sido pouco exploradas nas telas, outro mérito da série é manter a atenção e se aprofundar em Casey, que com boa atuação de Brigette Paine, não apenas convence, como chega a roubar o foco de episódios para si, sem abandonar Sam. 

Outro ponto a favor nesta temporada é aumentar a participação dos colegas de faculdade de Sam – que são majoritariamente interpretados por atores que têm algum tipo de deficiência ou necessidade especial. Melhor ainda é constatar que essa estratégia resulta em mais sinceridade na atmosfera e no humor proposto, e que ao dar mais espaço a esses personagens, os realizadores aumentaram a empatia com o público.

Por outro lado, para quem convive em família com o autismo, ainda fica a desejar no quesito de ir além e reconhecer os “atípicos” não verbais, tipicamente esquecidos no espectro quando se trata de retratá-los em texto ou em telas. Frustra-se, nesse aspecto, o desejo de querer aplaudir mais.

Outro ponto fraco a ser apontado, agora que podemos analisar a série como um todo, é a personagem Elsa Gardner (Jennifer Jason Leigh), a mãe de Sam. Depois de um começo interessante na primeira temporada, com o seu caso com um bartender, sua expulsão de casa e posterior arrependimento, a personagem parece ter tido uma completa mudança de personalidade na sequência da história, sendo excessivamente protetora e se sentindo na necessidade de se fazer presente em um nível quase caricato. Parte do problema recai na atuação: Jennifer Leigh, que já não “veste” a personagem, parece forçar um espírito infantil, tanto como mãe quanto como mulher. Idealmente, ao se escrever uma história, é bom ter a personalidade de seus personagens bem estabelecida. Com isso, a experiência da escrita pode até levar a narrativa a lugares inesperados para o próprio escritor, em vez de seguir um plano restrito. Este não parece ser o caso aqui. Ou houve uma mudança brusca no que pretendiam que a personagem fosse, ou tinham um objetivo final para ela com o qual as mudanças ocorridas ao longo do caminho acabaram não combinando.

Entre prós e contras (como nas listas de Sam para tomar decisões), a quarta temporada mostra uma boa conclusão para uma boa série. O suporte que ele recebe dos amigos e da família nos faz perceber o progresso de Sam ao longo dos anos. Sua jornada em busca da Antártida é fantástica sem ser piegas, e nos mostra que ele nunca esteve ou estará sozinho nas horas importantes de sua vida. 

Pode-se dizer que essa é uma série que muitos fãs, inclusive eu, certamente desejarão, em algum momento, rever. 

A quarta e última temporada de Atypical está exclusivamente na Netflix.

Autistas fazem análise retrospectiva das quatro temporadas de Atypical em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (20) o seu 183º episódio, chamado “Atypical”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, a arquiteta Carol Cardoso, o jornalista Tiago Abreu e o analista de sistemas Paulo Alarcón, todos autistas, e visou apresentar uma análise retrospectiva sobre as quatro temporadas da série Atypical, encerrada em julho deste ano.

Um dos pontos destacados pelos podcasters é o desenvolvimento do relacionamento entre as personagens Casey (Brigette Lundy-Paine) e Izzie (Fivel Stewart). “Pra ser sincera, eu acho que a coisa que eu mais gosto dessa série é justamente esse relacionamento. Tanto que quando eu fui receber meu diagnóstico, a minha psicóloga perguntou se eu conhecia essa série pra introduzir o assunto comigo. E ela perguntou se eu me identificava e eu falei que eu me identificava mais com a irmã dele do que com ele e isso eu achei muito interessante”, disse Carol Cardoso.

Apesar disso, também houveram críticas pontuais em relação ao roteiro e certos arcos da série, como o relacionamento de Sam (Keir Gilchrist) e Paige (Jenna Boyd), o caso extraconjugal de Elsa (Jennifer Jason Leigh) e uma cena de crise envolvendo Sam e policiais. “Atypical é essa coisa limpinha. É aquela família que tem os seus dramas, mas ao mesmo tempo é super compreensiva e a gente sabe que pra muitos autistas adultos não há essa compreensão, as famílias não são tão bem estruturadas nesse sentido. Em Atypical tudo acaba bem. Não tem nada que dê totalmente errado (risos)”, afirmou Tiago Abreu.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Série de comédia com protagonista autista estreará na BBC em 2022

Tempo de Leitura: < 1 minutoA BBC anunciou o lançamento de Dinosaur para 2022. A série é protagonizada pela atriz e comediante autista Ashley Storrie, que retratará Nina, uma mulher autista sem diagnóstico que ama paleontologia. A obra conta com roteiro de Matilda Curtis e direção de Jonathan Schey.

Em entrevista ao Sunday Post, Ashley contou sobre a experiência de interpretar uma personagem autista. “Interpretar Nina foi provavelmente a coisa mais libertadora que já aconteceu em toda a minha vida. Uma grande parte do meu autismo é ‘mascarar’, mas Nina coloca para fora. Isso é o que eu amava nela. Quando você tem autismo, passa muito tempo tentando escondê-lo, o que consome muita energia”, afirmou.

Confira uma das cenas da série, disponível no site da BBC:

Wentworth Miller relata que foi diagnosticado com autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Wentworth Miller, mais conhecido por sua atuação na série Prision Break, revelou ter sido diagnosticado com autismo. Em um relato publicado em suas redes na última terça-feira (27), o ator afirmou que o processo de diagnóstico começou com uma identificação pessoal com o autismo e com a busca de profissionais.

“Eu não sei o suficiente sobre autismo (tem muito a se saber). Meu trabalho agora parece que será evoluir meu conhecimento, reexaminando por novas lentes 5 décadas de experiência vivida. E isso leva tempo”, afirmou Miller, que também disse que prefere destacar o trabalho de outros autistas do que se propor como uma voz que represente-os.

O ator também disse que se sente satisfeito por ser autista. “Eu sei que ser autista é central para quem eu sou, para tudo o que já fiz ou articulei. Também gostaria de agradecer a todos que me deram, consciente ou inconscientemente, um pouco de espaço para me mover pelo mundo de uma forma que fazia sentido para mim, mesmo que não fizesse sentido para os outros”, destacou.

4ª temporada de The Good Doctor é disponibilizada na Globoplay

Tempo de Leitura: < 1 minutoThe Good Doctor, uma das séries de autismo mais populares da atualidade, teve sua 4ª temporada completa disponibilizada na Globoplay. A nova temporada promete explorar a pandemia de Covid-19 e como o protagonista Shawn Murphy (Freddie Highmore) vai lidar com mudanças em sua vida pessoal.

Segundo as palavras de Highmore no painel da série na Nova York Comic Con 2020, o distanciamento “trará um novo conjunto de complicações para o relacionamento” com a personagem Lea. A esperança por dias melhores, porém, é mostrada com o Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff) dizendo que “o mundo será o mesmo de novo”.

O trailer se encerra com um questionamento: “como você cura um mundo virado de cabeça para baixo?”. No final, Murphy desabafa: “eu quero que isso termine logo!”. A temporada foi lançada nos Estados Unidos em novembro de 2020.

2ª parte

As temporadas têm sido disponibilizadas em duas etapas, tantos nos EUA quanto no Brasil. A primeira parte estreiou no Brasil, na Globoplay, em abril último. E, neste mês (julho), a segunda parte, completando a 4ª temporada.

Assista o trailer da temporada:

 

[Atualizado em 21/07/2021, 7h22 com a explicação sobre a disponibilização das temporadas em 2 partes]

Série coreana A Caminho do Céu traz protagonista autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Caminho do Céu, série coreana disponível na Netflix, traz um protagonista autista. O enredo conta a história de Geu Ru (Tang Joon-Sang), de 20 anos, que tem Síndrome de Asperger e precisa lidar com algumas mudanças familiares, vivendo com o tio, com quem trabalha coletando e cuidando dos pertences de pessoas falecidas.

A primeira temporada foi liberada em 2021 e tem 10 episódios, que detalham as características do autismo do personagem, sua relação com familiares e as histórias em torno das pessoas que morreram.

Assista o trailer: