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Série Young Royals traz personagem autista e TDAH

Tempo de Leitura: < 1 minutoYoung Royals, uma das séries em alta na Netflix e lançada este mês de julho, tem uma personagem autista e TDAH. Sara, interpretada por Frida Argento, é irmã de um dos protagonistas da trama, Simon (Omar Rudberg).

A série conta a história de Wihelm (Edvin Ryding), um príncipe que começa a viver em um internato e precisa lidar com a pressão pela sucessão real. Ele conhece Simon, um dos colegas de turma, com o qual desenvolve uma proximidade. Sara, a personagem autista, possui habilidade com cavalos e não tem amigos.

Assista o trailer da primeira temporada:

‘Atypical mudou a minha vida’, afirma designer autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm referência ao final da série Atypical, que ganhou última temporada liberada pela Netflix na última sexta (9), o jornal O Estado de S. Paulo conversou com autistas produtores de conteúdo sobre a série e o significado dela, entre elas a designer Tabata Cristine, de 31 anos.

Em entrevista, ela disse que a série foi importante no seu autoconhecimento sobre o autismo. “Quando comecei a terapia, eu tinha diagnóstico de transtorno bipolar. Apesar de isso não fazer sentido pra mim, eu não sabia explicar para a psicóloga as minhas questões. Foi quando vi o Sam e me achei parecida com ele. Levei as questões para a terapia e a gente chegou ao meu diagnóstico. Não tem nem como expressar em palavras como Atypical mudou a minha vida”, afirmou.

Além de Tabata, o Estadão conversou com o estudante Lucas Pontes, a estudante Polyana Sá, o designer Fábio Sousa e Mariana Camargo.

Temporada final de Atypical é liberada pela Netflix

Tempo de Leitura: < 1 minutoA quarta e última temporada da série Atypical, transmitida pela Netflix, foi liberada nesta sexta-feira (9). A série conta a história de Sam Gardner, autista adulto que, no enredo final da série, está se preparando para ter maior autonomia na vida adulta.

Até agora, a temporada final de Atypical tem recebido críticas favoráveis. Rebecca Nicholson, para o The Guardian, disse que “é revigorante”. Já o site brasileiro Omelete, em texto de Henrique Haddefinir, lamentou o fim da série. Ele afirmou que “se despedir de roteiros tão bem escritos e dirigidos não… Isso não é nada típico”.

Confira o trailer:

Ator autista de Special comemora participação em série: ‘foi meio surreal’

Tempo de Leitura: 2 minutosO ator Buck Andrews, diagnosticado com autismo, estreou sua carreira interpretando o personagem Henry na segunda e última temporada da série Special, lançada este ano pela Netflix. Em entrevista ao TV Insider, Andrews contou a experiência de ter sido chamado para a série e o significado da abordagem de pessoas com deficiência em Special.

Segundo ele, sua participação na série se deu a partir de um conhecido com quem estava se relacionando casualmente. “Eu sei, tão gay. Ele perguntou se eu queria uma entrevista para o cargo de assistente de redação. Ryan [O’Connell] me ligou no meio de uma aula da Upright Citizens Brigade e disse: ‘Cancele sua aula, baby, você vem comigo!’ Honestamente, foi meio surreal”, contou.

Special foi criada por Ryan O’Connel, que também é o protagonista da trama. A história gira em torno de um jovem gay com paralisia cerebral e que precisa sair de dois armários – o da homossexualidade e o da deficiência. Para Andrews, a experiência das gravações foi “comovente”. Ele tinha assistido a primeira temporada e gostado da abordagem. Além da participação como ator, Buck também participou da criação de roteiro.

“Acho que para o autismo e a neurodiversidade, existem esses estereótipos arraigados de onde as pessoas são e do que são capazes. O capitalismo é real e por muito tempo a linguagem girou em torno de nossa capacidade de produzir. Naturalmente, isso se transportou para a mídia e, ironicamente, fomos expulsos de papéis, tanto na frente da câmera quanto atrás, porque eles não achavam que poderíamos produzir o conteúdo. Mas isso é o que é tão incrível em Special, os personagens simplesmente vivem, riem e amam como pessoas inteiras. Em alguns outros programas, eles nivelam os arcos dos personagens para algo genérico e de fácil consumo. E eu tenho uma bunda linda – eu não quero que ninguém nunca me achate!”, concluiu.

Confira o trailer da segunda temporada de Special:

Temporada final de Atypical será lançada em julho

Tempo de Leitura: < 1 minutoAtypical, a série sobre autismo de maior popularidade dos últimos anos, está com data de lançamento da quarta temporada agendada pela Netflix em 9 de julho. A informação foi divulgada nas redes sociais nesta última terça-feira (1).

A temporada promete mostrar o desenvolvimento de Sam para uma autonomia total ao se mudar para um novo apartamento com seu melhor amigo, Zahid. O trailer da nova temporada ainda não foi disponibilizado, embora fotos tenham sido divulgadas no Twitter da Netflix.

Disney+ terá série sobre autismo, de Miguel Falabella

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Prevista para ter quatro episódios, a Disney+ — a nova plataforma de streaming da Disney — terá uma minissérie sobre autismo: a adaptação do espetáculo “O Som e a Sílaba”, ambas (peça e minissérie) escritas e dirigidas por Miguel Falabella. A história gira em torno de uma mulher autista com habilidades extraordinárias para o canto lírico, que, em busca de alguém que lhe ajude a dar sentido à vida depois da morte dos pais, encontra alento em sua professora de canto.

Do teatro para as telas

Nos palcos, os papéis principais do espetáculo musical foram interpretados por Alessandra Maestrini e Mirna Rubim — espera-se que o façam também na versão televisiva. A informação de rumores sobre esse acordo foi publicada pela colunista d’O Globo, Patrícia Kogut, no mês passado. Agora, a coluna Fefito, de Fernando Oliveira, no UOL, confirmou o fechamento do acordo.

A história completa está no Portal da Tismoo, como todos os detalhes (veja lá).

Nova temporada de The Good Doctor estreou em novembro nos EUA

Tempo de Leitura: 2 minutos

A 4ª temporada de “The Good Doctor” já estreou nos Estados Unidos. No dia 2.nov.2020, foi ao ar o primeiro episódio, mostrando suas adaptações à pandemia de Covid-19. No Brasil, a série é exibida pela Globoplay e ainda não tem data definida para a nova temporada, mas deve acontecer no primeiro semestre de 2021.

A emissora norte-americana ABC divulgou um trailer mostrando mais alguns detalhes a respeito da nova temporada da série. Devido à luta do médico autista Shaun Murphy (protagonista interpretado por Freddie Highmore) para salvar as vidas dos contaminados pelo novo coronavírus, ele estará separado de Lea Dilallo (Paige Spara), após terem ficado juntos no final da 3ª temporada. Depois disso, no trailer, Murphy aparece — muito bem protegido — cuidando de um paciente que está internado no hospital.

Pandemia

Segundo as palavras de Highmore no painel da série na Nova York Comic Con 2020, o distanciamento “trará um novo conjunto de complicações para o relacionamento”. A esperança por dias melhores, porém, é mostrada com o Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff) dizendo que “o mundo será o mesmo de novo”.

O trailer se encerra com um questionamento: “como você cura um mundo virado de cabeça para baixo?”. No final, Murphy desabafa: “eu quero que isso termine logo!”. Veja abaixo o novo trailer, no Twitter da série divulgado pela ABC:

A 4ª temporada de The Good Doctor começará com dois episódios, “Frontline” (Linha de Frente) parte um e parte dois, que mostrará os profissionais do Hospital San Jose St. Bonaventure enfrentando a pandemia. Leia mais no nosso artigo “The Good Doctor terá pandemia na 4ª temporada“.

Novos personagens

Novos atores: Summer Brown, Bria Samoné Henderson, Noah Galvin, Brian Marc.

Outra revelação que veio à tona nos últimos dias no site Deadline foi que Shaun terá novos colegas residentes: Noah Galvin, Summer Brown, Bria Samoné Henderson e Brian Marc foram adicionados ao elenco da 4ª temporada de The Good Doctor.

Segundo as informações do site, eles farão parte da trama principal de toda a 4ª temporada — todos serão residentes do 1º ano e estarão disputando um ou mais cargos no hospital.

Assista aos trailers:

Veja a seguir, um vídeo com 3 trailers já divulgados da nova temporada, começando pelo novo teaser:

https://youtu.be/tyXcoH6Vjeg

Crítica Cultural: Farol das Orcas

Tempo de Leitura: 2 minutos“Há pessoas que se irritam com aquilo que não entendem, e outras que não querem entender o que as irrita.” A frase dita por Beto se refere ao conflito de seu supervisor por seus métodos de se aproximar e interagir com orcas, mas claramente pretende proporcionar uma dupla interpretação que se aplica também ao espectro autista.

Farol das Orcas conta a história real de Roberto Bubas, um biólogo que trabalhava em uma praia da Patagônia, no sul da Argentina, se dedicando ao estudo de orcas que desenvolveram uma técnica especial de caça não vista em nenhum outro lugar do mundo, avançando até a areia para pegar sua presa. Um dia, uma mulher aparece na frente de sua cabana: Lola, e seu filho Tristán, ambos vindos da Espanha. Tristán possui autismo, mas a conexão que ele demonstrou com as orcas ao assistir um documentário da National Geographic sobre Beto fez com que Lola o levasse até a Patagônia para tentar um tipo de terapia experimental, similar às feitas utilizando golfinhos.

O filme toma liberdades em relação à história na qual se baseia: Agustin, o garoto autista que inspirou o personagem de Tristán, também era surdo e mudo, um elemento que o filme decidiu descartar. Outra mudança envolve a dinâmica familiar: os pais de Agustin na vida real o levaram juntos para a Patagônia, mas no filme, Lola é separada do marido, que abandonou a família. É possível ver essa mudança na adaptação da história como uma forma de também retratar um fator muito recorrente da quebra familiar que costuma acontecer neste tipo de situação. Porém, também pode ser visto apenas como uma desculpa para o filme introduzir um romance entre os personagens de Beto e Lola.

Isso não é necessariamente uma crítica negativa ao conteúdo do filme, pois a história é contada com uma sinceridade e pureza emocional muito cativante. Somente dois elementos na história podem incomodar: o personagem Bonetti, supervisor de Beto, que é escrito de forma completamente unidimensional, sendo apenas desagradável ao longo de todo o filme; e um incidente que ele causa durante o terceiro ato que é um recurso barato e preguiçoso de roteiro. Quando dois personagens que já estão com um vínculo estabelecido passam por um desentendimento simples que poderia ser facilmente resolvido com uma conversa, ao invés disso, brigam e se afastam. Felizmente, esse ponto da história não é arrastado por muito tempo na duração do filme, sendo brevemente resolvido duas cenas depois.

Dois pontos a serem elogiados e que contribuem muito para a qualidade da experiência proporcionada pelo filme são: A atuação de Quinchu Rapalini como Tristán, que na maioria das cenas consegue interpretar o papel com maestria – salvo alguns momentos em que a falta de contato visual chega a beirar o absurdo, mesmo para os padrões esperados do personagem – e a fotografia e cenário da praia, completamente vazia exceto pela cabana e farol onde Beto mora. Há uma paz de espírito que é proporcionada, e quando chegamos à culminação do laço entre Tristán e a natureza, a cena final que o filme apresenta é muito poderosa. Uma sensação de que os grandes conflitos e problemas do resto do mundo sempre vão importar menos do que o aprendizado e crescimento pessoal, e as conexões que cada um de nós consegue realizar. Um sentimento que, nos tempos atuais, é muito necessário.