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Caio Abujadi pede ajuda para pesquisa da UFF sobre cuidado de pessoas com TEA

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) busca informações de como se dá o atendimento e cuidado de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil. O trabalho científico faz parte do trabalho de doutorado do médico psiquiatra Caio Abujadi, que pede a ajuda de todos que possa preencher o formulário com algumas perguntas (link no final da reportagem).

Caio Abujadi - Canal Autismo / Revista Autismo

O médico psiquiatra Caio Abujadi.

A pesquisa, supervisionada pela professora Diana Cavalcanti, doutora em química, conta ainda com o auxílio das alunas de graduação Ana Carolina Garcia Giori e Priscila Gonçalves e foi devidamente aprovada pelo comitê de ética daquela universidade (CAAE 53135621.7.0000.8160).

15 minutos

“Pedimos que todos respondam ao nosso questionário, que possui perguntas relacionadas aos ambientes clínico, domiciliar, acadêmico, laboral e terapêutico dos indivíduos com autismo. Você demorará em média 15 minutos para responder. Os resultados dessa pesquisa poderão gerar dados capazes de auxiliar na gestão do cuidado dos indivíduos com autismo em seus múltiplos ambientes de vivência”, explicou Abujadi, é muito engajado na causa do autismo e um dos cofundadores da Associação Caminho Azul.

A pesquisa pode ser acessada e respondida online, no endereço: https://forms.gle/vYA5JMzW7XgmFwZo8.

Spectrum 10K: polêmico estudo do Reino Unido divulga atualizações — Canal Autismo / Revista Autismo

Spectrum 10K: polêmico estudo do Reino Unido divulga atualizações

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Spectrum 10K, estudo genético no Reino Unido que causou polêmica entre ativistas do autismo no país, publicou uma atualização da consulta que buscou saber as opiniões das pessoas sobre o projeto. A consulta teve a participação de autistas, familiares e profissionais do âmbito do autismo.

O resultado da consulta inclui participação plena de autistas no processo de pesquisa e transparência total. A lista completa de compromissos levantados pelo projeto pode ser verificada no site do Spectrum 10K.

O anúncio provocou reações mistas da comunidade. No Twitter, a pesquisadora Sue Fletcher-Watson afirmou que foram firmados “bons compromissos”, mas se questionou ainda sobre outros aspectos da pesquisa. Já Robert Chapman, atuante numa discussão filosófica da psiquiatria e autista, disse que “sabemos que #Spectrum10k já decidiu internamente que seus críticos não eram autistas ‘autênticos’ e esta atualização deve ser lida à luz disso” também em seu Twitter.

O Spectrum 10K

A pesquisa consistia em coletar amostras de DNA de cerca de 10 mil autistas do Reino Unido e estava sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Cambridge, da qual Simon Baron-Cohen é professor e pesquisador, juntamente com o Autism Research Center, o Wellcome Sanger Institute e a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Apesar disso, autistas ativistas e organizações relevantes do Reino Unido, como a National Autistic Society, recusaram-se a contribuir com o estudo e se posicionaram contra o seu desenvolvimento.

O jornalista Liam O’Dell, que também é autista, divulgou uma série de matérias baseadas em emails de profissionais e documentos de hospitais e organizações que estariam envolvidas no estudo com base na Lei de Liberdade de Informação do país.

‘Precisamos fechar essa lacuna’, diz Uta Frith sobre interesses de pesquisadores e autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoUta Frith, uma das pesquisadoras mais importantes da história do autismo, está com 80 anos, 55 delas casada com o também pesquisador Chris Frith. Os dois conversaram sobre o autismo, o casamento e conflitos na comunidade do autismo em entrevista ao iNews. Na ocasião, Uta defendeu uma maior aproximação dos interesses de pesquisadores e ativistas autistas.

É muito triste para mim que os objetivos e interesses da comunidade não estejam alinhados com o que os pesquisadores estão fazendo. É muito angustiante para mim, e acho que precisamos fechar essa lacuna. Temos que ter mais diálogo e realmente deixar claro o que a pesquisa pode e não pode fazer”, afirmou ao portal.

Uta foi uma das responsáveis por aplicar o conceito de teoria da mente no autismo e foi orientadora de pesquisadores como Simon Baron-Cohen, Francesca Happé e Tony Attwood.

Pesquisa indica programa de treinamento de mães e pais de autistas negros

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma pesquisa publicada no Autism: The International Journal of Research & Practice, descreve a criação de um programa de treinamento de pais por associações negras voltadas ao autismo e direcionada para famílias negras. O treinamento de pais é uma das práticas baseadas em evidências e, na pesquisa, os pesquisadores queriam entender as particularidades e o funcionamento de um programa de treinamento que fosse culturalmente inclusivo para famílias negras.

O Spectrum of Care, então, foi desenvolvido pela comunidade negra para a própria comunidade negra. A pesquisa durou cerca de 3 anos, com entrevistas feitas com 147 pais negros. Os resultados da pesquisa indicaram que os pais se sentiram mais empoderados e confiantes. Segundo o Spectrum News, o artigo recebeu elogios de outros pesquisadores, como Meghan Miller e Iheoma U. Iruka.

Pesquisa da UFF pede participação de autistas adultos e idosos

Tempo de Leitura: 3 minutos

Características e perspectivas da qualidade de vida de pessoas autistas adultas e idosas, uma pesquisa necessária

Pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense (UFF) estão coletando dados para um trabalho científico que pede a participação de pessoas autistas adultos (maiores de 18 anos) e idosos para responder a um formulário simples, mas de extrema importância a respeito das perspectivas da qualidade de vida dessas pessoas.

A maior expectativa de vida para pessoas no espectro tem suscitado a importância de pesquisas nesta área. Um artigo recente, publicado pelo Journal of Autism and Development Disorders (2021) aponta para três temas emergentes no apoio ao conhecimento, prática e pesquisa em Envelhecimento e Autismo:

Fonte: EDELSON, et. AL,2021.

Pesquisa da UFF pede participação de autistas adultos e idosos - Canal Autismo / Revista AutismoBuscando entender se adultos e idosos dentro espectro autista, possuem qualidade de vida no Brasil e o impacto que o envelhecimento da pessoa autista traz para suas vidas, as pesquisadoras Kamilla Grativol Rosa, do programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologia e Inclusão (PGCTIN), da UFF, orientada pela professora Dr.ª Diana Negrão Cavalcanti, desenvolvem o projeto de pesquisa intitulado: Características e perspectivas sobre a qualidade de vida em pessoas autistas na fase adulta e terceira idade, no qual consta como etapa inicial da pesquisa a coleta de dados a partir de um formulário com questões elaboradas pela OMS, Whoqol-Bref, que visam avaliar a qualidade de vida. 

As pesquisadoras dispõem-se a investigar percepção da qualidade de vida e de serviços adequados a autistas adultos maiores de 18 anos, contribuindo ao debate acadêmico e social, registrando os avanços e também as dificuldades sobre a oferta de políticas públicas, das organizações sociais e da projeção de espaços, serviços e equipamentos urbanos que proporcionem inclusão e cidadania a esse público no Brasil. 

O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da universidade e garante a proteção de dados a todos os que responderem ao questionário. A participação é de forma voluntária e sem fins lucrativos.

Qualquer pessoa autista diagnosticada, maior de 18 anos pode responder ao formulário, acessando o link: https://forms.gle/tVrGQ8RFuqVnu3ec7

ou pelo QR-code a seguir: 

“Somente levantando questões acerca do autismo na fase adulta/idosa é que iniciaremos o debate para chegarmos as melhores práticas de intervenções visando ao bem estar do autista adulto e o seu envelhecimento ativo, promovendo avanços na discussão sobre o cuidado, enriquecimento ambiental, envelhecimento, relações sociais, autonomia, saúde mental e crenças pessoais das pessoas com autismo”, explicou a pesquisadora Kamilla Grativol Rosa.

 

Referência

Edelson, S. M., Nicholas, D. B., Stoddart, K. P., Bauman, M. B., Mawlam, L., Lawson, W. B., Jose, C., Morris, R., & Wright, S. D. (2021). Strategies for Research, Practice, and Policy for Autism in Later Life: A Report from a Think Tank on Aging and Autism. Journal of autism and developmental disorders51(1), 382–390. https://doi.org/10.1007/s10803-020-04514-3

Estudo revela que comorbidades do autismo estão relacionadas com a desigualdade social e étnica

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm estudo publicado em dezembro de 2021 por pesquisadores da Universidade Drexel, nos Estados Unidos, revela que comorbidades diagnosticadas em autistas, como esquizofrenia, hipertensão, diabetes e obesidades são mais comuns em autistas negros e latinos do que em autistas brancos. De acordo com o estudo, autistas negros também tem de 25 a 50% menos chances de serem diagnosticados com ansiedade e TOC.

Segundo Whitney Schott, principal condutor da pesquisa, os dados indicam que a desigualdade encontradas entre diferentes autistas precisa diminuir. “Fornecer apoio e divulgação necessários pode ajudar a diminuir a lacuna de saúde entre esses grupos historicamente mais vulneráveis”, disse ele em entrevista ao Spectrum News.

Universidade de Coimbra recebe mais de 1 mi para pesquisa sobre autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoA ERA-Net NEURON está financiando uma pesquisa sobre autismo promovida por um consórcio de pesquisadores de vários países liderado pela Universidade de Coimbra, em Portugal.

O pesquisador João Peça, líder do projeto Astrocytes dysfunctions in Phelan-McDermid syndrome: from mechanisms towards new therapeutic strategies (SHANKAstro) que pesquisa mutações no gene SHANK3, falou sobre o projeto em nota da universidade.

Ele disse que as mutações do gene “são uma das causas mais comuns diagnosticadas para o autismo. No entanto, surpreendentemente, ainda pouco se sabe sobre as consequências decorrentes de mutações neste gene. Desde a sua descoberta original, as mutações no SHANK3 têm sido mais comummente estudadas em neurônios”, afirmou.

Estudo indica que ocitocina não tem eficiência para autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm estudo publicado no New England Journal of Medicine indica que a ocitocina não traz benefícios para pessoas autistas. De acordo com os pesquisadores, foram acompanhadas 250 crianças e não houveram diferenças entre as pessoas que receberam ocitocina das que receberam placebo.

“Todos nós da equipe de estudo ficamos extremamente desapontados, mas a oxitocina não parece mudar a função social das pessoas com autismo”, disseram os pesquisadores. De acordo com o Spectrum News, ainda há uma suspeita de que a ocitocina possa ter algum benefício em parte do espectro do autismo com algum tipo de marcador genético, mas a percepção do uso off-label da substância para todos os casos foi abalada.

Spectrum 10K: estudo genético sobre autismo é interrompido no Reino Unido após polêmica

Tempo de Leitura: < 1 minutoO pesquisador Simon Baron-Cohen veio a público se desculpar após o estudo Spectrum 10K receber críticas de autistas ativistas e de alguns familiares. A pesquisa consistia em coletar amostras de DNA de cerca de 10 mil autistas do Reino Unido.

“Pelo feedback que recebemos de pessoas autistas, suas famílias e instituições de caridade, percebemos que precisamos de uma consulta muito mais ampla, que não fomos suficientemente claros sobre os objetivos do estudo e que aspectos da nossa pesquisa precisam de mais discussão. Pedimos desculpa sem reservas por estas questões e por qualquer sofrimento que tenhamos causado”, disse Baron-Cohen.

A pesquisa estava sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Cambridge, da qual Baron-Cohen é professor e pesquisador, juntamente com o Autism Research Center, o Wellcome Sanger Institute e a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Apesar disso, autistas ativistas e organizações relevantes do Reino Unido, como a National Autistic Society, recusaram-se a contribuir com o estudo e se posicionaram contra o seu desenvolvimento.

O jornalista Liam O’Dell, que também é autista, divulgou uma série de matérias baseadas em emails de profissionais e documentos de hospitais e organizações que estariam envolvidas no estudo com base na Lei de Liberdade de Informação do país. Apesar de interrompido, o Spectrum 10K continua a ser alvo de debates, especialmente por conta de questões éticas relacionadas a pesquisa de DNA de um grupo vulnerável — no caso, os autistas.

Pesquisadores procuram pais de autistas para pesquisa sobre pandemia

Tempo de Leitura: < 1 minutoPesquisadores do Grupo de Pesquisa Labirinto, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, estão procurando pais de autistas para uma pesquisa. Segundo Milena Pereira Pondé e Gustavo Marcelino Siquara, coordenadores do grupo de pesquisa, o objetivo é compreender o impacto da pandemia na vida de pais de crianças e adolescentes.

Para participar da pesquisa, é só responder o formulário online.

Edital para pesquisadores em autismo é lançado no DF

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) liberou um edital para convocar pesquisadores em autismo com uma bolsa de sete meses. São oferecidas três bolsas – uma para doutores e duas para mestres. O objetivo é entender as lacunas existentes nos serviços de atendimento e diagnóstico de autismo no DF.

Segundo Jean Lima, presidente da Codeplan, em informações divulgadas pelo Correio Braziliense, espera-se que as pesquisas colaborem para o desenvolvimento de políticas públicas. As candidaturas podem ser enviadas até o dia 2 de julho para o endereço de email [email protected]

Projeto de pesquisa A Fada do Dente, sobre autismo, faz campanha por doações

Tempo de Leitura: < 1 minutoO projeto de pesquisa A Fada do Dente, desenvolvido dentro da Universidade de São Paulo (USP) e que promove pesquisas sobre o autismo a partir da doação de dentes de leite de crianças autistas, lançou uma campanha para arrecadar recursos financeiros para mantê-lo.

De acordo com informações divulgadas pelo Jornal da USP, qualquer valor pode ser doado por depósito bancário. Os dados bancários são: Banco Bradesco, agência 2692, conta 20568-0, CNPJ 21.487.751/0001-54. A partir das doações, é pretendido financiar uma cultura de células necessárias para estudos científicos.

O projeto foi criado por Patrícia Beltrão Braga, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) em 2008. Ao longo de mais de uma década de atuação, mais de 400 dentes de leite foram doados para pesquisas científicas. Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas no site Fada do Dente.