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Pai de autista, baterista do Molejo denuncia capacitismo; vizinha é indiciada

Tempo de Leitura: < 1 minutoJimmy, baterista do Molejo, denunciou à Polícia Civil juntamente com a esposa, Cristiane Sales, que o filho do casal George, autista e com 7 anos de idade, foi vítima de capacitismo. A ocorrência se deu com uma vizinha que mora no mesmo condomínio que a família, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que afirmou: “depois que autismo virou moda, retardado tinha mudado de nome”.

Em entrevista ao G1, Cristiane afirmou que as ofensas se deram quando George brincava com outra criança. “Começou a querer me identificar através do meu filho. Que ele seria um doente, uma criança com problemas. E como eu não atendi nessa identificação, ela também perguntou se era o filho de um preto, um pagodeiro, favelado, pai de uma criança doentinha”, disse.

Na última terça-feira (14), a polícia indiciou a vizinha que teria sido responsável pelo ato. “Se eu deixar para lá, vou estar virando as costas para tudo aquilo que eu acredito, e para outros Georges também. Meu filho não pode crescer achando que ser ofendido é normal. Vamos até o final com isso aí”, Jimmy afirmou na ocasião.

Jimmy e George chegaram a gravar um vídeo, divulgado nas redes sociais, com detalhes sobre a situação.

Criança autista em Porto Velho é impedida de assistir aula por falta de cuidador; mãe questiona nas redes

Tempo de Leitura: < 1 minutoMabel Colares é mãe de Gustavo Berillo, de 9 anos, que é autista. Na última segunda-feira (16), Mabel publicou um vídeo no Instagram afirmando que seu filho foi impedido de assistir aulas presenciais pela escola por falta de cuidadores. Isso, segundo ela, causou um desconforto em Gustavo, que questionou o fato de sua irmã continuar na escola e ele não. O caso viralizou nas redes.

Em entrevista ao G1, ela explicou o desconforto. “Me programei, estou desde a semana passada conversando com ele que ele vai pra escola, que tem que ir pra escola pra ficar inteligente, comprei uniforme novo, comprei tênis novo, comprei material que precisa, sacolinha pra guardar a máscara, máscara nova, álcool, organizei a mochila dele. Vim trazer ele hoje e ele foi retirado de sala, porque não tem ninguém que olha meu filho, não tem ninguém que possa acompanhar ele, isso é uma injustiça com uma mãe que tem um filho autista”, afirmou.

Mabel registrou boletim de ocorrência. A unidade de ensino, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta edição. O apresentador Marcos Mion, por sua vez, chegou a conversar publicamente com o prefeito de Porto Velho em busca de providências e o cumprimento de políticas públicas em Rondônia.

Vídeo

Na noite desta terça-feira (17), o apresentador Marcos Mion fez um vídeo com Mabel e o prefeito de Porto Velho. Nele, a autoridade municipal oferece uma vaga para o Gustavo numa escola pública municipal. Assista a seguir:

 

[Atualizado em 18/08/2021 com o vídeo do Marcos Mion com a mãe e o prefeito da cidade]

Mãe relata capacitismo com criança autista em shopping: ‘seu filho é um risco para as outras crianças’

Tempo de Leitura: < 1 minutoDébora Aldeia, uma mãe de uma criança autista de 6 anos, publicou um desabafo no Instagram no último sábado (24). Segundo ela, ao visitar um parquinho de brinquedos de um shopping com seu filho, foi alertada por um dos responsáveis que “o seu filho apresenta um risco as outras crianças”.

No texto, Débora se queixa que, dias antes, quando ainda não havia comunicado que a criança é autista, nenhum comentário pejorativo ou diferencial tinha sido feito. A diferença é que, naquela ocasião, a mãe tinha contado antes que seu filho era autista. Depois disso, foi informada que a criança só poderia entrar dentro do parquinho com o acompanhamento da mãe.

Em seu desabafo, que foi replicado inúmeras vezes nas redes sociais, Débora cita: “A Lei 13.146 de 06/07/2015 em seu artigo 4 diz ‘Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação'”.

Como a mãe não citou em qual shopping ocorreu o fato, a reportagem da Revista Autismo não pode entrar em contato para pedir esclarecimentos.

Globo Repórter conta história de autista em série sobre preconceito

Tempo de Leitura: < 1 minutoO programa Globo Repórter (Rede Globo) publicou na última sexta-feira (25) uma série de entrevistas baseadas no tema preconceito. Baseadas em temas como homofobia, racismo, intolerância religiosa e capacitismo, a edição conversou com pessoas que conseguiram desvencilhar situações de preconceito. Uma das entrevistadas, que representou o capacitismo, foi uma mulher autista adulta.

Rosely Claro recebeu o diagnóstico de autismo na vida adulta e trabalha como secretária numa clínica terapêutica para crianças autistas. Ela foi contratada depois de enviar um currículo para a psicóloga Meca Andrade, responsável pela direção do Grupo Método, após vê-la em uma palestra sobre autismo.

A entrevista pode ser assistida na Globoplay.

‘As pessoas são cruéis’, diz mãe atípica sobre preconceito

Tempo de Leitura: < 1 minutoMariana Aguiar, estudante de jornalismo, recebeu o diagnóstico de autismo de sua filha aos 2 anos de idade após perceber várias atipicidades no comportamento da criança. Em entrevista, ela contou sobre a experiência da maternidade e o receio de como a sociedade encara autistas.

“As pessoas são cruéis, ainda existe muito preconceito em todos os lugares, então quando eu penso sobre isso eu realmente fico triste”, disse ela. Mariana acabou largando a graduação em Jornalismo em 2021 para dedicar-se à filha.

A reportagem ainda contou com comentários de Cristiano de Oliveira (autista adulto e responsável pelo documentário Stimados Autistas), Hugo Ênio Braz (moderador da rede Gaúcha Pró-Autismo), Francisco Paiva Jr. (editor da Revista Autismo), entre outros.

Willian Chimura: ‘Acho muito não empático pedir para que autistas tolerem capacitismo’

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ativista e youtuber Willian Chimura concedeu entrevista ao portal Autismo e Realidade em matéria publicada nesta quarta-feira (27). Na ocasião, Chimura comentou as reações de autistas consideradas extremas ou radicais pela internet frente a atos preconceituosos de figuras públicas.

“Seria muito não empático julgarmos essa pessoa por conta de uma reatividade mais agressiva frente uma situação de preconceito. Eu acho muito não empático pedir para que autistas tolerem preconceito, tolerem capacitismo. Até formular a própria frase soa errado por si só”, observou.

Apesar disso, ele considerou que a agressividade pode gerar efeitos negativos. “Aí fica agressão contra agressão e o produto final disso acaba não sendo tão benéfico”, afirmou. Para isso, Willian afirmou que pretende ter uma postura mais moderada. Isso não significa, segundo ele, que ações mais enérgicas de outros autistas não sejam necessárias.

“Entendo que o movimento como um todo, inevitavelmente, vai ser composto por uma parte de autistas, de ativistas que também vão reagir dessa forma mais agressiva e eu considero, sim, uma parcela importante. Acho que é só uma questão de ponderar. A gente não pode ser quase 100% agressivo e também não podem faltar formas mais incisivas de se cobrar mudanças, principalmente em situações que envolvem mudanças sociais importantes. Também vejo importância na história do ativismo e dos movimentos sociais em que reações ditas violentas, ditas agressivas, em algumas situações foram as atitudes necessárias para provocar mudanças importantes”, completou.

“As pessoas infantilizam o adulto autista”, afirma Sara Rocha

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O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou nesta sexta-feira (4) o seu 150º episódio, chamado “Capacitismo”. O episódio trouxe a participação de três ativistas e foi apresentado pelo jornalista Tiago Abreu, que é autista.

Um dos convidados foi o pesquisador Marco Antônio Gavério, doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e um dos teóricos sobre capacitismo no Brasil, a ativista e mãe Lau Patrón e a ativista portuguesa Sara Rocha, diagnosticada com autismo.

Sara Rocha reside no Reino Unido e possui uma página chamada “Autismo em Português”, onde fala sobre autismo para o público português e brasileiro. Ela criticou a infantilização de autistas, sobretudo por expressões como “anjo azul”. “A coisa do anjo realmente é algo que me incomoda bastante”, lamentou.

“O que acontece é que as pessoas infantilizam o adulto, ou seja, eles falam com o adulto como se fosse uma criança, ou então falam com uma criança como se ela não fosse inteligente apenas por ser não-verbal, por exemplo. E é algo que me incomoda bastante, porque só por ser não-verbal não significa que não é inteligente. Só por ser adulto autista não significa que não temos capacidades cognitivas de um adulto”, afirmou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autista é expulso no Uber na rodovia BR-101 - Revista Autismo

Uber expulsa autista do carro na BR-101

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“Ele não merece ser tratado assim”. Esta foi a frase da mãe de um garoto autista, após a família ter sido expulsa do carro, durante uma corrida de Uber, em janeiro último, às margens da rodovia BR-101, na cidade de Paulista (PE), a 18 km da capital, Recife. A mensagem foi postada por Elaine Caroline do Nascimento e Silva, no Facebook, e rapidamente recebeu vários compartilhamentos nas redes sociais.

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