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Famílias de autistas reclamam de exclusão em matrículas escolares pelo Brasil

Tempo de Leitura: 2 minutosAssim como em períodos de matrícula escolar, famílias de pessoas autistas tem denunciado exclusões em colégios em vários lugares do Brasil. Em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, um casal acusa o Colégio Stella Matutina de recusar a matrícula do filho, que está no espectro do autismo.

“A coordenadora disse que não poderia matricular o Murilo porque ele era autista. Havia, sim, vagas, porém para crianças típicas – ou seja, sem deficiência. Ela também falou que já tinha dois alunos com autismo e, com base no regulamento interno da instituição, não poderia aceitar outra criança nessas condições”, disse Karla Bronzato, mãe do menino, ao Estado de Minas.

Outra família, em Aracaju, tem afirmado dificuldades semelhantes em escolas particulares da cidade. “A gente sente uma impotência, porque sabe que são resguardados por lei, sabe que tem todo esse direito da inclusão, mas não sabe a quem recorrer para corrigir essas falhas”, disse Jonatan Marinho, pai de uma criança de cinco anos, ao G1.

Já Joyce Brito, em Curitiba, diz que chorou por três dias após uma série de recusas. “As que aceitam são escolas com valores muito, muito acima e não entram no meu orçamento. Isso é muito complicado. Com tantas escolas aqui perto eu estou tendo dificuldade de encontrar uma escola que aceite meu filho”, afirmou ela ao Plural.

Após a recusa de matrícula de outra pessoa autista em Ananindeua, no Pará, uma frente parlamentar tem discutido a recusa no estado. “Vamos acompanhar e propor todas as demandas que envolvem os direitos da pessoa com autismo e em conjunto com a Alepa vamos tratar da negativa de matrículas que infelizmente é muito comum. Todo início de ano temos essa demanda. Vamos acompanhar a execução dessas propostas para que não tenham esses tristes casos”, disse a advogada Nayara Barbalho em nota da Assembleia Legislativa do Pará.

Preconceito x discriminação: temos muito a aprender — Canal Autismo / Revista Autismo

Preconceito x discriminação: temos muito a aprender

Tempo de Leitura: 2 minutosQual o primeiro passo da inclusão? No duelo entre Preconceito x Discriminação temos muito a aprender. Em primeiro lugar, vamos entender o conceito de cada um dos termos.

É comum, confundirmos discriminação e preconceito. Portanto, é importante entender que uma ideia preconcebida é preconceito. Por outro lado, discriminação é ato ou efeito de discriminar. Ou seja, é o tratamento preconceituoso a certas categorias de pessoas. Desse modo, quando alguém age guiado somente por sua opinião, há a discriminação. Em resumo, nossas ações denunciam nosso preconceito.

Preconceito x Discriminação: é preciso aprender

Contudo, devemos redobrar o cuidado. Afinal, a lei estabelece punição para os crimes de discriminação. Da mesma forma, para o preconceito de raça, cor, etnia, religião e outros. Assim, o resultado é a pena de reclusão de um a três anos e multa.

No entanto, na prática temos que saber:

  1. O preconceito é um pré-julgamento.
  2. No entanto, a discriminação é o ato de diferenciar, de dar tratamento diferente.

Como resultado, a discriminação é a manifestação das preferências e opiniões pessoais. Em detrimento de um tratamento equânime entre as pessoas. Dessa maneira, criamos rupturas sociais entre as pessoas.

Qual a diferença entre igualdade e equidade?

Certamente, a igualdade se refere a situações idênticas para todas as pessoas e situações. Entretanto, a equidade se refere à capacidade de apreciar e julgar com retidão. Ou seja, com imparcialidade e justiça.

Por isso, dar um tratamento equânime a todos os julgamentos é exercer uma justiça natural. Ou, em outras palavras, aquela que reconheça imparcialmente o direito de cada um. Aliás, com igualdade e moderação.

Preconceito x Discriminação: a informação é uma ferramenta poderosa

Assim, a informação é antídoto ao preconceito. Por exemplo, em geral, o julgamento pessoal é o que nos leva ao preconceito. Então, para evitarmos que isso aconteça, devemos nos informar e pesquisar. Além disso, assim, evitamos incorrer em crime, claro.

Seguranças do Metrô barram autista com cão de serviço

Enquanto não entendermos isso, situações como a de Arthur, de 22 anos, vão acontecer. Ele estava acompanhado por um cão de serviço e queria tomar o metrô. O animal o ajuda a desempenhar funções consideradas desafiadoras. Por exemplo, interagir com outras pessoas em ambientes públicos.

Entretanto, o jovem não conseguiu embarcar de imediato, neste sábado, 21. Ou seja, houve o impedimento vindo de agentes de segurança da empresa. Além disso, um deles, ironizou que o cachorro não poderia entrar no elevador. Ele explicou que, acima de tudo, ele não era deficiente.

É preciso mais informação e menos preconceito

Arthur argumentou que estava tudo em ordem. Até apresentou a carteirinha de vacinação do cão. Além do crachá e cópias da Lei da Pessoa com Deficiência. Mas, o funcionário disse que aquela lei não se aplicava para o embarque no metrô.

O que o agente desconhece é que pessoas autistas podem utilizar cão treinado como acompanhante. Isso facilita a autonomia deles. A Lei 12.764 de 2021 assegura às pessoas autistas os mesmos direitos garantidos às pessoas com deficiência.

A Companhia esclareceu que após checar as informações, autorizou o embarque. Além disso, a equipe está sendo orientada para que atendimentos em casos assim, tenham respostas mais rápidas.

E você? Já sofreu algum tipo de discriminação?

Autista com cão de serviço afirma que foi barrado em metrô no DF — Canal Autismo / Revista Autismo

Autista com cão de serviço afirma que foi barrado em metrô no DF

Tempo de Leitura: < 1 minutoArthur Skyler Santana de França, 22 anos, publicou um desabafo no Twitter no último sábado (20). Na publicação, o jovem, que é autista, disse que foi barrado por seguranças no metrô do Distrito Federal pelo uso de um cão de serviço, que o ajuda em funções diárias.

O caso repercutiu nas redes sociais, sobretudo na comunidade do autismo. Procurado pelo Metrópoles, Arthur contou novamente o ocorrido. “O primeiro agente me disse que Atlas não poderia entrar no elevador, pois o cachorro não era deficiente”, disse ele.

Após a situação e a discussão provocada no âmbito do autismo, há a probabilidade de mudança na lei que estabelece o Estatuto da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, para incluir cães de serviço, não só cães guia, para assistência de pessoas com deficiência.

Atualização:

Nesta terça (23.nov.2021), Arthur e Atlas estiveram no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para discutir essa questão. Abaixo, veja o que Arthur postou no Twitter, com um vídeo.

 

[Atualizado em 24/11/2021, 09h38 com postagem do Arthur no Twitter]

Mãe de autista relata hostilidade em ônibus no interior de SP

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma mulher de 43 anos deu queixa à polícia em Limeira, interior de São Paulo. Ela afirma que uma passageira em um ônibus a agrediu verbalmente por causa de sua filha autista.

O caso teria ocorrido após a criança, de 3 anos de idade, começar a cantar. “Uma mulher olhou para trás, sentada dois bancos para frente, e falou: ‘mãe, tem como você fazer sua filha calar a boca?’. Eu não acreditei, eu ainda fui educada: ‘por favor, senhora, não entendi’. ‘Isso, faz filha calar a boca. Ou ela cala a boca, ou você desce do ônibus com ela ou vai sentar lá atrás”, disse ela ao G1.

Segundo a mãe, a criança teve crises e a passageira culpou-a pelo autismo da filha.

Meme Sincero: A desconstrução do preconceito

Tempo de Leitura: 2 minutosHoje o texto é autorreflexivo. Para vivermos uma coletividade mais inclusiva e nos tornarmos melhores, não apenas individualmente como também em comunidade, é primordial que comecemos por nós mesmos a transformação que almejamos.

Precisamos entender e aceitar que estamos inseridos em uma estrutura preconceituosa enquanto sociedade, pois fomos criados em um contexto de exclusão e segregação.

Historicamente, as minorias e as pessoas divergentes, que fugiam do que era considerado como padrão, eram excluídas, subjulgadas ou exterminadas, e, ao longo do tempo, houve um esforço no sentido de fazer parecer que tal absurdo seria aceitável.

Por muito tempo, tivemos normoses em nosso curso, sendo confundido com o normal. Pessoas escravizadas, açoitadas e rebaixadas por causa do gênero, exterminadas pela sua etnia, trancadas e sendo torturadas por ter alguma deficiência são apenas alguns dos muitos exemplos que podemos citar.

Mas os tempos são outros! Será?

Mais do que uma afirmação, essa expressão é um desejo, pois ainda não se pode afirmar que de fato isso seja uma verdade. Atualmente ainda vemos muitos resquícios dessas barbáries citadas e não podemos mais admitir ou inventar desculpas para isso.

Não pode o costume, o estrutural ser uma venda que nos fecha os olhos para a verdadeira evolução da humanização em nosso meio. Não dá pra continuar discriminando com o subterfúgio de que sempre foi assim, de que não teve intenção ou de que não sabia.

Mesmo sem intenção, somos capazes de machucar. Se não sabemos, precisamos de humildade para aprender, com nossos erros, com os dos outros e com ouvidos receptivos para quem está disposto a nos ensinar. Menos desculpas e mais flexibilidade quando ofendemos, discriminamos ou somos preconceituosos.

Não nos justifiquemos, escutemos! Não somos os seres soberanos que decidimos quando algo afeta alguém. Quem sabe o quanto dói é o ser que foi ferido e não quem atingiu.

E, se sempre foi assim, então sempre esteve errado, e é tempo de mudança, tempo de crescer. Não espere que alguma das causas passíveis de sofrer com o preconceito e a discriminação atinja você ou alguém próximo para que você lute contra, pois essa é uma causa de todos. Não ache que apenas as minorias sofrem com essas questões, porque a verdade é que toda a sociedade perde quando as diferenças não são respeitadas. O normal é ser diferente e ainda bem que é assim.

Por fim, repetindo o que disse no início, vamos começar por nós a mudança que queremos. Não espere aceitação para um filho seu se você não aceita o filho do próximo. Não existem dois tipos de preconceito. Estamos todos na mesma causa, e a intolerância contra um é a intolerância contra todos, pois, ao diminuir outro ser humano, estamos nos diminuindo enquanto humanidade.

Pai de autista, baterista do Molejo denuncia capacitismo; vizinha é indiciada

Tempo de Leitura: < 1 minutoJimmy, baterista do Molejo, denunciou à Polícia Civil juntamente com a esposa, Cristiane Sales, que o filho do casal George, autista e com 7 anos de idade, foi vítima de capacitismo. A ocorrência se deu com uma vizinha que mora no mesmo condomínio que a família, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que afirmou: “depois que autismo virou moda, retardado tinha mudado de nome”.

Em entrevista ao G1, Cristiane afirmou que as ofensas se deram quando George brincava com outra criança. “Começou a querer me identificar através do meu filho. Que ele seria um doente, uma criança com problemas. E como eu não atendi nessa identificação, ela também perguntou se era o filho de um preto, um pagodeiro, favelado, pai de uma criança doentinha”, disse.

Na última terça-feira (14), a polícia indiciou a vizinha que teria sido responsável pelo ato. “Se eu deixar para lá, vou estar virando as costas para tudo aquilo que eu acredito, e para outros Georges também. Meu filho não pode crescer achando que ser ofendido é normal. Vamos até o final com isso aí”, Jimmy afirmou na ocasião.

Jimmy e George chegaram a gravar um vídeo, divulgado nas redes sociais, com detalhes sobre a situação.

Criança autista em Porto Velho é impedida de assistir aula por falta de cuidador; mãe questiona nas redes

Tempo de Leitura: < 1 minutoMabel Colares é mãe de Gustavo Berillo, de 9 anos, que é autista. Na última segunda-feira (16), Mabel publicou um vídeo no Instagram afirmando que seu filho foi impedido de assistir aulas presenciais pela escola por falta de cuidadores. Isso, segundo ela, causou um desconforto em Gustavo, que questionou o fato de sua irmã continuar na escola e ele não. O caso viralizou nas redes.

Em entrevista ao G1, ela explicou o desconforto. “Me programei, estou desde a semana passada conversando com ele que ele vai pra escola, que tem que ir pra escola pra ficar inteligente, comprei uniforme novo, comprei tênis novo, comprei material que precisa, sacolinha pra guardar a máscara, máscara nova, álcool, organizei a mochila dele. Vim trazer ele hoje e ele foi retirado de sala, porque não tem ninguém que olha meu filho, não tem ninguém que possa acompanhar ele, isso é uma injustiça com uma mãe que tem um filho autista”, afirmou.

Mabel registrou boletim de ocorrência. A unidade de ensino, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta edição. O apresentador Marcos Mion, por sua vez, chegou a conversar publicamente com o prefeito de Porto Velho em busca de providências e o cumprimento de políticas públicas em Rondônia.

Vídeo

Na noite desta terça-feira (17), o apresentador Marcos Mion fez um vídeo com Mabel e o prefeito de Porto Velho. Nele, a autoridade municipal oferece uma vaga para o Gustavo numa escola pública municipal. Assista a seguir:

 

[Atualizado em 18/08/2021 com o vídeo do Marcos Mion com a mãe e o prefeito da cidade]

Mãe relata capacitismo com criança autista em shopping: ‘seu filho é um risco para as outras crianças’

Tempo de Leitura: < 1 minutoDébora Aldeia, uma mãe de uma criança autista de 6 anos, publicou um desabafo no Instagram no último sábado (24). Segundo ela, ao visitar um parquinho de brinquedos de um shopping com seu filho, foi alertada por um dos responsáveis que “o seu filho apresenta um risco as outras crianças”.

No texto, Débora se queixa que, dias antes, quando ainda não havia comunicado que a criança é autista, nenhum comentário pejorativo ou diferencial tinha sido feito. A diferença é que, naquela ocasião, a mãe tinha contado antes que seu filho era autista. Depois disso, foi informada que a criança só poderia entrar dentro do parquinho com o acompanhamento da mãe.

Em seu desabafo, que foi replicado inúmeras vezes nas redes sociais, Débora cita: “A Lei 13.146 de 06/07/2015 em seu artigo 4 diz ‘Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação'”.

Como a mãe não citou em qual shopping ocorreu o fato, a reportagem da Revista Autismo não pode entrar em contato para pedir esclarecimentos.

Globo Repórter conta história de autista em série sobre preconceito

Tempo de Leitura: < 1 minutoO programa Globo Repórter (Rede Globo) publicou na última sexta-feira (25) uma série de entrevistas baseadas no tema preconceito. Baseadas em temas como homofobia, racismo, intolerância religiosa e capacitismo, a edição conversou com pessoas que conseguiram desvencilhar situações de preconceito. Uma das entrevistadas, que representou o capacitismo, foi uma mulher autista adulta.

Rosely Claro recebeu o diagnóstico de autismo na vida adulta e trabalha como secretária numa clínica terapêutica para crianças autistas. Ela foi contratada depois de enviar um currículo para a psicóloga Meca Andrade, responsável pela direção do Grupo Método, após vê-la em uma palestra sobre autismo.

A entrevista pode ser assistida na Globoplay.

‘As pessoas são cruéis’, diz mãe atípica sobre preconceito

Tempo de Leitura: < 1 minutoMariana Aguiar, estudante de jornalismo, recebeu o diagnóstico de autismo de sua filha aos 2 anos de idade após perceber várias atipicidades no comportamento da criança. Em entrevista, ela contou sobre a experiência da maternidade e o receio de como a sociedade encara autistas.

“As pessoas são cruéis, ainda existe muito preconceito em todos os lugares, então quando eu penso sobre isso eu realmente fico triste”, disse ela. Mariana acabou largando a graduação em Jornalismo em 2021 para dedicar-se à filha.

A reportagem ainda contou com comentários de Cristiano de Oliveira (autista adulto e responsável pelo documentário Stimados Autistas), Hugo Ênio Braz (moderador da rede Gaúcha Pró-Autismo), Francisco Paiva Jr. (editor da Revista Autismo), entre outros.

Willian Chimura: ‘Acho muito não empático pedir para que autistas tolerem capacitismo’

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ativista e youtuber Willian Chimura concedeu entrevista ao portal Autismo e Realidade em matéria publicada nesta quarta-feira (27). Na ocasião, Chimura comentou as reações de autistas consideradas extremas ou radicais pela internet frente a atos preconceituosos de figuras públicas.

“Seria muito não empático julgarmos essa pessoa por conta de uma reatividade mais agressiva frente uma situação de preconceito. Eu acho muito não empático pedir para que autistas tolerem preconceito, tolerem capacitismo. Até formular a própria frase soa errado por si só”, observou.

Apesar disso, ele considerou que a agressividade pode gerar efeitos negativos. “Aí fica agressão contra agressão e o produto final disso acaba não sendo tão benéfico”, afirmou. Para isso, Willian afirmou que pretende ter uma postura mais moderada. Isso não significa, segundo ele, que ações mais enérgicas de outros autistas não sejam necessárias.

“Entendo que o movimento como um todo, inevitavelmente, vai ser composto por uma parte de autistas, de ativistas que também vão reagir dessa forma mais agressiva e eu considero, sim, uma parcela importante. Acho que é só uma questão de ponderar. A gente não pode ser quase 100% agressivo e também não podem faltar formas mais incisivas de se cobrar mudanças, principalmente em situações que envolvem mudanças sociais importantes. Também vejo importância na história do ativismo e dos movimentos sociais em que reações ditas violentas, ditas agressivas, em algumas situações foram as atitudes necessárias para provocar mudanças importantes”, completou.

“As pessoas infantilizam o adulto autista”, afirma Sara Rocha

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou nesta sexta-feira (4) o seu 150º episódio, chamado “Capacitismo”. O episódio trouxe a participação de três ativistas e foi apresentado pelo jornalista Tiago Abreu, que é autista.

Um dos convidados foi o pesquisador Marco Antônio Gavério, doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e um dos teóricos sobre capacitismo no Brasil, a ativista e mãe Lau Patrón e a ativista portuguesa Sara Rocha, diagnosticada com autismo.

Sara Rocha reside no Reino Unido e possui uma página chamada “Autismo em Português”, onde fala sobre autismo para o público português e brasileiro. Ela criticou a infantilização de autistas, sobretudo por expressões como “anjo azul”. “A coisa do anjo realmente é algo que me incomoda bastante”, lamentou.

“O que acontece é que as pessoas infantilizam o adulto, ou seja, eles falam com o adulto como se fosse uma criança, ou então falam com uma criança como se ela não fosse inteligente apenas por ser não-verbal, por exemplo. E é algo que me incomoda bastante, porque só por ser não-verbal não significa que não é inteligente. Só por ser adulto autista não significa que não temos capacidades cognitivas de um adulto”, afirmou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.