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Empresa Amiga da Pessoa Autista: a inclusão na prática

Tempo de Leitura: 2 minutosComo as pessoas autistas e seus familiares estão sendo tratados nas empresas e instituições, públicas ou privadas, em relação ao atendimento, mercado de trabalho e acesso aos serviços e execução de sua cidadania na realidade do nosso cotidiano?

Foi com essa demanda que a REUNIDA-Autismo idealizou o projeto Empresa Amiga da Pessoa Autista, em que pretende oferecer, em três etapas, treinamento e consultoria para as diversas instituições, para que a comunidade do autismo seja tratada com respeito, dignidade e conforme o previsto na Lei 12.764/2012, que visa garantir os direitos da pessoa com TEA.

Entendemos que muitas vezes os atos de discriminação e preconceito nos meios profissional e corporativo, provém de desconhecimento e falta de treinamento. E já está mais do que na hora das empresas se preocuparem com a responsabilidade social.

Apesar das garantias legais, todos os dias temos relatos de familiares e de pessoas autistas que tiveram sua dignidade ferida e seus direitos desrespeitados como cidadãos e pessoas com deficiência.

Para combater isso, usando da educação como caminho de inclusão, esse projeto da REUNIDA-Autismo traz esse compilado de palestras, sendo uma etapa voltada ao atendimento, a seguinte para a adaptação dos processos de contratação de pessoas autistas e o último visando a permanência do indivíduo no emprego propiciando adequações estruturais, atitudinais e orientação aos colegas de trabalho para otimização do ambiente.

Posto isso, a primeira etapa desse nosso projeto já está em execução, pronta para tornar qualquer empresa que trabalhe com atendimento ao público mais inclusiva e capaz de atender a comunidade do autismo da maneira que ela tem direito e merece.

Acreditamos que com isso todos ganham, porque essa comunidade, além de ser uma parcela volumosa da nossa sociedade, que se bem tratada e fidelizada pode trazer maiores lucros e prestígio aos estabelecimentos, temos também a convicção de que uma sociedade mais inclusiva é um ganho para todos pois a diversidade está em todo lugar e ela que nos faz crescer.

Para solicitar informações do projeto Empresa Amiga da Pessoa Autista, requerer os treinamentos para sua Empresa/Instituição ou para sugerir para uma empresa que você ache que precisa conhecer essa iniciativa da REUNIDA-Autismo, entre em contato pelo e-mail: [email protected].

Reunida-Autismo - empresa amiga da pessoa autista - Canal Autismo / Revista Autismo

‘As pessoas acham que o autista só serve pra arrumar prateleira e não é bem assim’, diz ativista

Tempo de Leitura: < 1 minutoMembro da Associação da Síndrome de Asperger no Transtorno do Espectro do Autismo (ASA-TEA MG), a ativista Izabel Barros deu uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo sobre a inclusão de autistas no mercado de trabalho, e falou sobre ações para ajudar autistas a encontrarem vagas condizentes com seus perfis profissionais.

“As pessoas acham que o autista só serve pra arrumar prateleira e não é bem assim. A gente procura talentos para sair do empilhar caixa, porque as pessoas com TEA têm talentos apurados e hiperfoco”, disse ela, que também destacou a importância da aceitação do autismo.

A ativista também abordou a questão da acessibilidade. “Muitas vezes as empresas preferem contratar pessoas com deficiência que é cadeirante, por exemplo, porque constroem uma rampa e está tudo bem. Com um autista a rampa não é física, é uma rampa que a gente chama de atitudinal. Essas rampas atitudinais demandam um maior afeto, um olhar mais aberto, sair da caixinha. Não é só uma barreira física”, disse.

Iniciativas vitoriosas de autistas ganham o mundo

Tempo de Leitura: 3 minutosNo início deste segundo ano de confinamento forçado, nos reunimos com editor da Revista Autismo e propusemos a pauta sobre autistas e mercado de trabalho. Francisco Paiva Júnior ponderou que já tinham sido abordados vários aspectos desse assunto. Como eu e minha filha Sophia Mendonça já estávamos esboçando o roteiro de um documentário que iria ao encontro dos autistas que já estivessem no mercado, resolvemos manter a pauta e escrever sobre isso. E assim fizemos. (Matéria Autwork, da Revista Autismo número 12, de março.2021, páginas 12 e 13).

Nesta quinta, 13.mai.2021, recebemos o comunicado de que o filme “AutWork – Autistas no Mercado de Trabalho”, uma produção do “Mundo Autista” dirigida por Sophia Mendonça & Selma Sueli Silva, com edição da cineasta Radija Ohanna de Oliveira, foi selecionado para o festival “List-Off Global Network: First-Time Filmmaker Sessions”, no Reino Unido.

Ficamos animadas, pois já havíamos recebido vários retornos de como “esse trabalho tocou a alma e coração de quem o assistiu, dando voz a tantos e diferentes autistas”, conforme palavras da terapeuta ericksoniana, Mônica Cabanas, que atualmente reside na cidade do México.

Uma de nossas entrevistadas, à época, foi Joyce Rocha, 28 anos, UX Designer, abreviação de User Experience ou “Experiência do Usuário”, com foco em acessibilidade digital. Ela é autista e teve o diagnóstico há 6 anos.

Joyce atua, também, no Hackathon Autismo Tech, elaborado e promovido pela FIAP – Faculdade de Tecnologia de São Paulo, em parceria com a startup aTip. Nascido em 2018, o Hackathon Autismo Tech já está na terceira edição e busca encontrar soluções tecnológicas que promovam a inclusão de profissionais no espectro autista. Depois de integrar a primeira edição, Joyce sugeriu a participação expressiva de autistas, por serem eles, a fonte das demandas da competição. “Eu sou UX Designer, trabalho com a experiência do usuário, então não adianta criar nada para um usuário que você não tenha o contato direto com ele”.

A segunda edição aconteceu durante a pandemia e o Hackathon Autismo Tech foi readaptado para ocorrer virtualmente, o que foi, segundo os participantes, um grande aprendizado e oportunidade para receber equipes de todo o Brasil, o que resultou em variadas maneiras de se pensar a inclusão. Nasceu, nesta edição, a empresa Inclusão Humanizada que hoje atua na área da consultoria a empresas que se abrem para a contratação de pessoas autistas.

Milena Yamamoto é fundadora da iniciativa Inclusão Humanizada, e embaixadora do movimento “Autismo Tech”. É pós-graduanda em Web Full Stack pela PUC Minas e teve o diagnóstico em 2018, aos 28 anos e, desde então, se empenha em construir projetos voltados para autistas.

Ela explica que na terceira edição, além do Hackathon, a competição em que a galera vira a noite trabalhando em ideias inovadoras, alguns autistas serão capacitados em 3 trilhas, mini-cursos, que são: game Developer (jogos), Salesforce Developer (programação), Testes & QA (testes e controle de qualidade). Ao todo, serão selecionados 60 autistas, 20 por trilha (curso), que serão capacitados em 11 semanas. As inscrições foram abertas em 02 de abril e se encerram em 20 de junho.

Já para o Hackathon as inscrições serão abertas em 05 de julho e vão se encerrar em 29 de agosto. O evento é totalmente on line e gratuito e contará com uma semana para o desenvolvimento do projeto, de 04 a 10 de outubro. São 150 vagas (considerando as 60 pessoas já inscritas nas trilhas de capacitação) para times multidisciplinares.

Milena enfatiza a oportunidade de os autistas se unirem em torno desse propósito de capacitação e da competição, para fazer uso como plataformas de transformação social, empoderamento e inclusão, com os autistas como protagonistas de todo esse processo.

Os times possuem autistas que se identificam com gênero diferente dos padrões pré-estabelecidos socialmente e isso é algo muito amplo, o que levou inclusive, à criação de um chat, o Discord, para interação entre os autistas. Muitos dos participantes se dizem, finalmente acolhidos como pessoas e não como o rótulo do autismo. Hoje, portanto, o Hackathon AutismoTech deixou de ser somente um evento e passou a ser um movimento, um coletivo, um espaço para discussão, debate e acolhimento.

Confira o documentário “Autwork – Autistas no Mercado de Trabalho”:

Empresa em SP cria programa para contratação de autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoA unidade da Johnson & Johnson em São José dos Campos, no interior de São Paulo, abriu um programa para contratar autistas. O objetivo é de que pessoas dentro do espectro do autismo ocupem vagas em diferentes atividades.

De acordo com informações publicadas pelo G1, o programa já contemplou a contratação de cinco autistas, apesar de ser recente. Os selecionados desempenharão atividades até junho em duas divisões – negócios e áreas corporativas. A gerência do processo seletivo é da Specialisterne, empresa internacional notável por oferecer apoio e capacitação a autistas.