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Specialisterne anuncia seleção e capacitação de autistas para vagas na IBM

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Specialisterne Brasil anunciou, nesta terça-feira (14), um processo de seleção de candidatos autistas para participar da capacitação profissional para futura atuação na IBM, em Hortolândia (SP), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Para os contemplados, o treinamento se dará de forma online, durante 5 semanas.

Foram anunciadas cinco posições para o processo seletivo: software developer, technical owner, tester, business analyst e digital chance. Para todas as vagas, é fundamental ter diagnóstico de autismo e proficiência em inglês. Experiência profissional não é exigida.

Confira a publicação da Specialisterne Brasil com detalhes da vaga:

[Atualizado em 16/09/2021 com expansão das vagas para incluir SP e RJ]

Google Cloud lança programa de carreira para autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Google Cloud anunciou a criação de um programa mundial de carreira para autistas, cujo objetivo é de contratar e apoiar autistas para atuar na área de armazenamento em nuvem. O projeto é desenvolvido em parceria com a Stanford Neurodiversity Project e tem o objetivo de treinar mais de 500 gerentes do Google Cloud para facilitar a contratação de profissionais autistas.

Segundo o comunicado da empresa, o objetivo é diminuir as barreiras existentes no processo de recrutamento e entrevista de autistas no mercado de trabalho. “Por esses motivos, ofereceremos aos candidatos deste programa acomodações razoáveis, como tempo de entrevista prolongado, perguntas com antecedência ou condução da entrevista por escrito em um documento Google, em vez de verbalmente por telefone”, afirmam.

Empresa Amiga da Pessoa Autista: a inclusão na prática

Tempo de Leitura: 2 minutosComo as pessoas autistas e seus familiares estão sendo tratados nas empresas e instituições, públicas ou privadas, em relação ao atendimento, mercado de trabalho e acesso aos serviços e execução de sua cidadania na realidade do nosso cotidiano?

Foi com essa demanda que a REUNIDA-Autismo idealizou o projeto Empresa Amiga da Pessoa Autista, em que pretende oferecer, em três etapas, treinamento e consultoria para as diversas instituições, para que a comunidade do autismo seja tratada com respeito, dignidade e conforme o previsto na Lei 12.764/2012, que visa garantir os direitos da pessoa com TEA.

Entendemos que muitas vezes os atos de discriminação e preconceito nos meios profissional e corporativo, provém de desconhecimento e falta de treinamento. E já está mais do que na hora das empresas se preocuparem com a responsabilidade social.

Apesar das garantias legais, todos os dias temos relatos de familiares e de pessoas autistas que tiveram sua dignidade ferida e seus direitos desrespeitados como cidadãos e pessoas com deficiência.

Para combater isso, usando da educação como caminho de inclusão, esse projeto da REUNIDA-Autismo traz esse compilado de palestras, sendo uma etapa voltada ao atendimento, a seguinte para a adaptação dos processos de contratação de pessoas autistas e o último visando a permanência do indivíduo no emprego propiciando adequações estruturais, atitudinais e orientação aos colegas de trabalho para otimização do ambiente.

Posto isso, a primeira etapa desse nosso projeto já está em execução, pronta para tornar qualquer empresa que trabalhe com atendimento ao público mais inclusiva e capaz de atender a comunidade do autismo da maneira que ela tem direito e merece.

Acreditamos que com isso todos ganham, porque essa comunidade, além de ser uma parcela volumosa da nossa sociedade, que se bem tratada e fidelizada pode trazer maiores lucros e prestígio aos estabelecimentos, temos também a convicção de que uma sociedade mais inclusiva é um ganho para todos pois a diversidade está em todo lugar e ela que nos faz crescer.

Para solicitar informações do projeto Empresa Amiga da Pessoa Autista, requerer os treinamentos para sua Empresa/Instituição ou para sugerir para uma empresa que você ache que precisa conhecer essa iniciativa da REUNIDA-Autismo, entre em contato pelo e-mail: [email protected].

 

‘As pessoas acham que o autista só serve pra arrumar prateleira e não é bem assim’, diz ativista

Tempo de Leitura: < 1 minutoMembro da Associação da Síndrome de Asperger no Transtorno do Espectro do Autismo (ASA-TEA MG), a ativista Izabel Barros deu uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo sobre a inclusão de autistas no mercado de trabalho, e falou sobre ações para ajudar autistas a encontrarem vagas condizentes com seus perfis profissionais.

“As pessoas acham que o autista só serve pra arrumar prateleira e não é bem assim. A gente procura talentos para sair do empilhar caixa, porque as pessoas com TEA têm talentos apurados e hiperfoco”, disse ela, que também destacou a importância da aceitação do autismo.

A ativista também abordou a questão da acessibilidade. “Muitas vezes as empresas preferem contratar pessoas com deficiência que é cadeirante, por exemplo, porque constroem uma rampa e está tudo bem. Com um autista a rampa não é física, é uma rampa que a gente chama de atitudinal. Essas rampas atitudinais demandam um maior afeto, um olhar mais aberto, sair da caixinha. Não é só uma barreira física”, disse.

Dirigido por Sophia Mendonça e Selma Sueli Silva, documentário ‘AutWork’ é selecionado para festival no Reino Unido

Tempo de Leitura: 2 minutosO curta-metragem documental “AutWork – Autistas no Mercado de Trabalho“, uma produção do “Mundo Autista” dirigida por Sophia Mendonça & Selma Sueli Silva, mãe e filha diagnosticadas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), foi classificado para a seleção oficial do festival “List-Off Global Network: First-Time Filmmaker Sessions“.  O documentário, que concorre na categoria Melhor Curta-Metragem, marca a estreia na direção cinematográfica da dupla de jornalistas e escritoras e investiga a inclusão de autistas no mercado de trabalho.

Dirigido por Sophia Mendonça & Selma Sueli Silva, documentário "AutWork" é selecionado para festival no Reino Unido — Canal Autismo / Revista AutismoO evento é sediado em Pinewood Road, na Inglaterra e ocorre entre 24 e 31 de maio deste ano. Os cinco melhores filmes de cada categoria serão selecionados pelo público após exibição e votação online. Os finalistas serão avaliados pelo júri interno do festival, que definirá os vencedores, e exibidos no Pinewood Road e no Los Angeles Lift-Off Film Festival em Raleigh Studios, Hollywood. Para Selma Sueli Silva, a repercussão internacional é uma oportunidade de “ampliar a visibilidade do Espectro e da pessoa autista, facilitando a oportunidade de mais acolhimento e menos preconceito”.

A dupla de cineastas atualmente se vê envolvida em novos projetos no cinema e o próximo documentário tem previsão de lançamento no final deste ano. “Como contadoras de histórias, estamos sempre em busca da oportunidade de ampliar o repertório sobre temas que foram pouco ou nada discutidos, ou não tiveram a chance de serem discutidos sob determinada ótica”, analisa Sophia Mendonça.

Trailer

Confira o trailer de “AutWork – Autistas no Mercado de Trabalho”:

 

Documentário

 

 

Iniciativas vitoriosas de autistas ganham o mundo

Tempo de Leitura: 3 minutosNo início deste segundo ano de confinamento forçado, nos reunimos com editor da Revista Autismo e propusemos a pauta sobre autistas e mercado de trabalho. Francisco Paiva Júnior ponderou que já tinham sido abordados vários aspectos desse assunto. Como eu e minha filha Sophia Mendonça já estávamos esboçando o roteiro de um documentário que iria ao encontro dos autistas que já estivessem no mercado, resolvemos manter a pauta e escrever sobre isso. E assim fizemos. (Matéria Autwork, da Revista Autismo número 12, de março.2021, páginas 12 e 13).

Nesta quinta, 13.mai.2021, recebemos o comunicado de que o filme “AutWork – Autistas no Mercado de Trabalho”, uma produção do “Mundo Autista” dirigida por Sophia Mendonça & Selma Sueli Silva, com edição da cineasta Radija Ohanna de Oliveira, foi selecionado para o festival “List-Off Global Network: First-Time Filmmaker Sessions”, no Reino Unido.

Ficamos animadas, pois já havíamos recebido vários retornos de como “esse trabalho tocou a alma e coração de quem o assistiu, dando voz a tantos e diferentes autistas”, conforme palavras da terapeuta ericksoniana, Mônica Cabanas, que atualmente reside na cidade do México.

Uma de nossas entrevistadas, à época, foi Joyce Rocha, 28 anos, UX Designer, abreviação de User Experience ou “Experiência do Usuário”, com foco em acessibilidade digital. Ela é autista e teve o diagnóstico há 6 anos.

Joyce atua, também, no Hackathon Autismo Tech, elaborado e promovido pela FIAP – Faculdade de Tecnologia de São Paulo, em parceria com a startup aTip. Nascido em 2018, o Hackathon Autismo Tech já está na terceira edição e busca encontrar soluções tecnológicas que promovam a inclusão de profissionais no espectro autista. Depois de integrar a primeira edição, Joyce sugeriu a participação expressiva de autistas, por serem eles, a fonte das demandas da competição. “Eu sou UX Designer, trabalho com a experiência do usuário, então não adianta criar nada para um usuário que você não tenha o contato direto com ele”.

A segunda edição aconteceu durante a pandemia e o Hackathon Autismo Tech foi readaptado para ocorrer virtualmente, o que foi, segundo os participantes, um grande aprendizado e oportunidade para receber equipes de todo o Brasil, o que resultou em variadas maneiras de se pensar a inclusão. Nasceu, nesta edição, a empresa Inclusão Humanizada que hoje atua na área da consultoria a empresas que se abrem para a contratação de pessoas autistas.

Milena Yamamoto é fundadora da iniciativa Inclusão Humanizada, e embaixadora do movimento “Autismo Tech”. É pós-graduanda em Web Full Stack pela PUC Minas e teve o diagnóstico em 2018, aos 28 anos e, desde então, se empenha em construir projetos voltados para autistas.

Ela explica que na terceira edição, além do Hackathon, a competição em que a galera vira a noite trabalhando em ideias inovadoras, alguns autistas serão capacitados em 3 trilhas, mini-cursos, que são: game Developer (jogos), Salesforce Developer (programação), Testes & QA (testes e controle de qualidade). Ao todo, serão selecionados 60 autistas, 20 por trilha (curso), que serão capacitados em 11 semanas. As inscrições foram abertas em 02 de abril e se encerram em 20 de junho.

Já para o Hackathon as inscrições serão abertas em 05 de julho e vão se encerrar em 29 de agosto. O evento é totalmente on line e gratuito e contará com uma semana para o desenvolvimento do projeto, de 04 a 10 de outubro. São 150 vagas (considerando as 60 pessoas já inscritas nas trilhas de capacitação) para times multidisciplinares.

Milena enfatiza a oportunidade de os autistas se unirem em torno desse propósito de capacitação e da competição, para fazer uso como plataformas de transformação social, empoderamento e inclusão, com os autistas como protagonistas de todo esse processo.

Os times possuem autistas que se identificam com gênero diferente dos padrões pré-estabelecidos socialmente e isso é algo muito amplo, o que levou inclusive, à criação de um chat, o Discord, para interação entre os autistas. Muitos dos participantes se dizem, finalmente acolhidos como pessoas e não como o rótulo do autismo. Hoje, portanto, o Hackathon AutismoTech deixou de ser somente um evento e passou a ser um movimento, um coletivo, um espaço para discussão, debate e acolhimento.

Confira o documentário “Autwork – Autistas no Mercado de Trabalho”:

Empresa em SP cria programa para contratação de autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoA unidade da Johnson & Johnson em São José dos Campos, no interior de São Paulo, abriu um programa para contratar autistas. O objetivo é de que pessoas dentro do espectro do autismo ocupem vagas em diferentes atividades.

De acordo com informações publicadas pelo G1, o programa já contemplou a contratação de cinco autistas, apesar de ser recente. Os selecionados desempenharão atividades até junho em duas divisões – negócios e áreas corporativas. A gerência do processo seletivo é da Specialisterne, empresa internacional notável por oferecer apoio e capacitação a autistas.

Trabalho no Espectro: Iniciativa que deu certo! Inclusão e impacto social — 5 anos no Brasil

Tempo de Leitura: 3 minutosUm casal de advogados, Simone e André, após receber o diagnóstico de autismo de seu filho Dudu com 7 anos, começou a buscar por programas que atuassem com o tema. Naquele momento, já iniciava também a preocupação com o futuro de Dudu em relação ao mercado de trabalho, fazendo com que André encontrasse a Specialisterne – organização dinamarquesa que atua na formação e inclusão profissional de autistas, e, num impulso, enviasse um e-mail para as Unidades da Dinamarca e Espanha. Sem muita expectativa, André recebeu um retorno de Francesc – CEO na Espanha e, a partir daí, começam as conversas e estudos para trazer a Specialisterne para o Brasil. Aos poucos, estas conversas se tornaram cada vez mais tangíveis. Com o investimento de Ramon Bernat, pai de um jovem com autismo em Barcelona, empreendedor social e fundador da Specialisterne Espanha, foi possível viabilizar a expansão do projeto aqui, e a criação de uma Unidade na cidade de São Paulo, primeira experiência na América Latina.

E não é que deu certo! Com muita alegria, comemoramos 5 anos de atuação no Brasil. Neste período, conseguimos abordar o tema da inclusão das pessoas com autismo no mercado de trabalho e a necessidade de as empresas olharem para o potencial das pessoas autistas, além de formar e capacitar mais de 170 pessoas com autismo e contribuir com a inclusão de mais de 120 no mercado de trabalho. Este trabalho tem sido reconhecido por diversas pessoas autistas, familiares e organizações devido ao seu impacto social. Sabemos que é preciso fazer muito mais, mas temos muito orgulho dos resultados alcançados até aqui.

Nossa história só é possível com a participação de pessoas que, desde o início, confiaram no projeto e hoje estão trabalhando e sendo reconhecidas profissionalmente. Por isso, compartilhamos alguns relatos:

“Sempre fui boa aluna com boas notas e nunca reprovei em nenhuma matéria. Estudei em uma escola normal. Hoje sou formada em Economia, com especialização em Economia Financeira. Sofri preconceito no passado. Hoje não. Mas ainda sou excluída da sociedade por ser quieta, tímida e não gostar muito de conversar. Por exemplo, até os 25 anos nunca consegui um emprego ou mesmo passar em entrevistas e processos seletivos para emprego devido a essas minhas características. Até eu conhecer a Specialisterne.” – Laura V. Após participar de alguns projetos da Specialisterne, internos e em clientes, hoje ela trabalha em uma importante multinacional de tecnologia.

“Sou formado em Design de Games e agora [estou] me formando em Ciências da Computação. Fui diagnosticado com autismo aos 10 anos. A Specialisterne me ajudou a reconhecer minhas habilidades e a me incluir no mercado de trabalho. Infelizmente, na faculdade, acabaram me excluindo, por não saberem lidar comigo, mas hoje as pessoas têm entendido que o autismo não é um ‘bicho de sete cabeças’. Fico muito feliz de ter sido incluído pela Specialisterne. Afinal, todos merecem a inclusão, seja qual for a [característica da] pessoa.” – Henryque R. S., Cientista de Dados no Itaú.

“Antes de trabalhar na Specialisterne havia uma incerteza na minha percepção sobre a minha segurança no trabalho. Não conseguia trabalhar sem ter medo de pessoas deduzirem coisas sobre meu comportamento e criarem um círculo de desconfiança. Tudo baseado em deduções. Ao trabalhar na Specialisterne e depois [disso], eu consegui ter maior confiança no trabalho. [O trabalho] me deu independência financeira. E aumentou minha auto-estima.” – Lucas, o primeiro profissional incluído pela Specialisterne no Brasil e que hoje está trabalhando em um banco de investimentos.

Que tenhamos mais histórias de inclusão com qualidade, políticas públicas adequadas às necessidades das pessoas e seus familiares e uma sociedade mais acolhedora às pessoas neurodiversas.

Agradecemos às pessoas que participaram do programa, à equipe técnica, às empresas parceiras e clientes. Um agradecimento especial a Ramon, em nome de todas as pessoas beneficiadas pela Specialisterne no Brasil.