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Mães denunciam agressões contra crianças autistas em clínica no interior de São Paulo — Canal Autismo / Revista Autismo

Mães denunciam agressões contra crianças autistas em clínica no interior de São Paulo

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm grupo de mães que tinham filhos autistas atendidos em uma clínica de Duartina, localizada no interior de São Paulo, denunciaram à polícia que as crianças eram vítimas de maus tratos. Segundo apuração do UOL Universa, elas começaram a estranhar que as crianças não estavam se desenvolvendo.

“Meu filho fazia 40 horas por semana de terapia ABA, mas não conseguia sentar para almoçar. Descobrimos que as crianças ficavam ali como se fosse uma creche, sem atendimento, numa sala em comum, sendo que Aba é uma terapia individualizada”, disse a mãe em entrevista.

Paulo Calil, delegado da Polícia Civil de Duartina, recebeu relatos de ex-funcionários e teve acesso a mensagens. Um inquérito policial está em andamento. “Após essa análise dará para saber se foi maus-tratos ou tortura”, afirmou.

Violência na infância

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm recente publicação de revisão da The Lancet, sobre estudos e pesquisas de violência na infância com e sem deficiência entre 2010 e 2020, houve uma diferença muito alta entre os dois grupos. A estimativa de incidência da ocorrência no grupo de crianças com deficiência é 1 para 3 crianças. O estudo eliminou pesquisas com adultos com deficiência, o que poderia elevar ainda mais a vulnerabilidade do grupo.

Em outras palavras, a criança com deficiência está mais vulnerável a viver a violência que uma criança sem deficiência. Os motivos que impulsionam a violência são heterogêneos e, de fato possuem menor importância diante das sequelas deixadas até a vida adulta.

A violência perpetrada contra crianças representa um problema substancial e generalizado”, segundo outro artigo da mesma revista, “aumentando o risco de psicopatologias adultas, doenças crônicas, doenças infecciosas e problemas reprodutivos”.

A violência na infância é um fato doloroso e que precisa ser encarado de frente com parcerias na saúde e na educação, buscando a prevenção do problema.

Educação e informação podem salvar uma criança. O grupo colaborativo Eu Me Protejo (www.eumeprotejo.com) vem atuando nessa área com material em linguagem simples para que crianças com deficiência tenham acesso às informações.

O assunto é grave e precisamos conversar sobre isso.

Jovem autista é suspeito de planejar atentado em universidade de Lisboa

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm jovem autista de 18 anos e estudante de engenharia foi preso preventivamente nesta quinta-feira (10) suspeito de planejar um atentado na Universidade de Lisboa contra outros alunos. A ação, que estava planejada para ocorrer na sexta-feira, estava detalhada em um plano escrito na casa do jovem.

De acordo com informações divulgadas pelo SIC Notícias, o jovem preso é autista, diagnosticado com a Síndrome de Asperger. Ele mora sozinho num apartamento em Lisboa e sempre foi caracterizado como um bom aluno e introvertido.

A ativista Sara Rocha, da organização portuguesa Voz do Autista, afirmou em suas redes que “em poucas horas a história tornou se sobre isso. O autismo não aumenta a agressividade e vários estudos indicam que mais provavelmente somos vitimas de crimes violentos do que os perpetuadores. Ele ser Asperger (já não existe o termo) ou não, não influencia uma maior probabilidade de cometer o crime e apenas criminaliza e patologiza uma deficiência que é extremamente mal conhecido em Portugal”.

Caso Pablo: violência contra menino autista movimenta comunidade do autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoNo último domingo (14), um menino autista de Sorocaba (SP) foi encontrado com lesões pelo corpo e sinais de tortura. Ao longo da semana, Pablo, de 8 anos, afirmou que foi agredido por dois vizinhos de uma residência após tentar consertar uma câmera de segurança. O vídeo da câmera foi divulgado nas redes.

O caso gerou revolta na comunidade do autismo, especialmente pela proximidade com o Dia da Consciência Negra, já que Pablo é negro e foi encontrado em um matagal por um morador de rua. A ativista Luciana Viegas, pelo Twitter, levantou a hashtag #JustiçaParaPablo, e se tornou um dos assuntos mais comentados nesta última sexta-feira.

A Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas Autistas (Abraça), segundo a presidente Rita Louzeiro, está acompanhando o caso com assistência jurídica para a família da criança.

A delegada responsável pelo caso, Ana Luiza Carvalho, chegou a dizer que o caso “foi um dos mais cruéis em toda nossa carreira”. O G1 afirma que parte da orelha do menino foi tirada com o uso de um alicate pelos agressores.

Menino autista desaparecido em SP é encontrado com sinais de tortura

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm menino autista de 8 anos foi encontrado em Sorocaba, interior de São Paulo, após ficar desaparecido desde domingo (14). Ele foi encontrado com ferimentos no rosto, lesões na orelha e desorientado, o que fez a família levantar a hipótese de tortura.

Segundo o UOL, o caso foi encaminhado às autoridades. O menino relatou sobre dois adultos “muito bravos”. A irmã dele, em entrevista a uma emissora, afirmou que ele “foi amarrado na boca, amarrado nos braços. Foi torturado. Se quisessem matar ele, matavam, porque ele é uma criança e fizeram para torturar mesmo”.

‘Uma angústia gigantesca’, diz mãe de menino autista agredido por terapeuta em Manaus

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm menino autista de 8 anos residente em Manaus foi agredido de forma recorrente pela terapeuta. O caso foi descoberto após relato da criança aos pais. Em seguida, a mãe assistiu vídeos gravados pela clínica entre maio e junho deste ano e se assustou com as imagens.

O caso foi divulgado pelo portal Dia a Dia Notícia e, mais tarde, a mãe cedeu uma entrevista anonimamente à revista Crescer para falar sobre o caso. “Depois de um tempo, avisaram que eu poderia ir à clínica para assistir. Senti uma angústia gigantesca desde o primeiro vídeo e segui chorando do início ao fim, pois vi claramente que ela não realizava nenhum tipo de intervenção terapêutica com ele — ora ficava no celular, ora conversava com algumas pessoas que estavam na sala. Meu filho ficava ‘preso’ em uma mesa o tempo inteiro. É nítida a opressão que ela o submetia. Depois, não aguentei e parei de assistir”, descreveu.

Sâmia Watanabe, a terapeuta acusada, foi desligada da clínica em questão. A família denunciou ao caso à polícia e aguarda o desenrolar da situação.

Policial que agrediu autista é condenado a pagar indenização

Policial que agrediu autista no Reino Unido é condenado a pagar indenização

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm janeiro de 2020, um vídeo de um policial agredindo um autista de 10 anos numa escola para pessoas com deficiência do Reino Unido viralizou. Em agosto deste ano, Christopher Cruise, de 57 anos, participou de uma audiência disciplinar e foi multado e condenado a pagar taxas de multa e indenização pela atitude.

De acordo com a revista Crescer, a família não ficou satisfeita com a decisão e acreditam que a punição deveria ser maior. “Acho que ele deveria ter sido preso. A sentença dele foi tão branda. Ele é um valentão, isso é tudo que ele é, apenas um valentão”, afirmou um parente.

Rapper autista é assassinado a facadas na Espanha; polícia investiga caso

Tempo de Leitura: < 1 minutoLittle Kinki, um rapper e intérprete de reggaeton autista de 18 anos, foi assassinado em Madrid, capital da Espanha, no dia 14 de julho. O jovem foi morto a facadas ao sair de casa para gravar um videoclipe. A polícia investiga o caso, e há suspeitas de que membros de uma gangue da região tenham sido os autores do crime.

De acordo com o jornal espanhol La Razón, Kinki recebeu um diagnóstico precoce de Síndrome de Asperger e se desenvolveu bem nas funções sociais, especialmente a partir de seu interesse pela música. O jovem morava com a mãe e participava de batalhas de rap em sua região, e chegou a lançar alguns singles como artista solo.

Um dos amigos do músico relata que, na ocasião do assassinato, Kinki saiu de casa para gravar um videoclipe, e fez uma ligação. Pouco tempo antes do crime, o rapper teria dito por telefone que “eles estão me seguindo, mano”. A polícia descarta a hipótese de assalto, já que o jovem não teve pertences roubados, e suspeita que a gangue Dominicans Don’t Play esteja por trás do ato.

A mãe de Little, Mari Ángeles Tirado, participou de um ato em homenagem ao filho juntamente com músicos e amigos do rapper. A cerimônia ocorreu próximo ao Arco de la Victoria, com o acender de velas e discursos em memória de Little Kinki.

Violência sexual contra crianças e pessoas com deficiência: um assunto de saúde pública

Tempo de Leitura: 3 minutosO projeto Eu me Protejo, iniciado em 2018 pela jornalista Patrícia Almeida, trouxe à luz uma preocupação que muitos mantinham em silêncio: a violência sexual contra crianças e pessoas com deficiência. Patrícia é mãe de Amanda, uma jovem com síndrome de Down e autista, preocupada em encontrar formas de ensinar sua filha a proteger seu corpo de outras pessoas. 

Surgiu então a primeira versão do que seria a cartilha “Eu me Protejo”. Pouco a pouco, Patrícia foi reunindo profissionais de várias áreas, em diferentes estados do Brasil e no exterior, contando hoje com mais de 50 profissionais voluntários. A proteção contra a violência foi pauta de longas conversas. Com desenhos de compreensão universal e linguagem simples, a cartilha explica as partes do corpo e as partes íntimas, aquelas em que ninguém pode tocar sem a permissão da pessoa. 

Nesse contexto, no ano de 2020 chegou uma doença que assolou o planeta. Um vírus desconhecido que voava livre pela sociedade infectando pessoas, levando muitas delas à morte. “Fiquem em casa” foi a ordem da Organização Mundial de Saúde, além do uso de máscaras e higienização das mãos. Muitas pessoas se recolheram aos seus domicílios e aguardaram que o vírus fosse combatido em curto espaço de tempo. Infelizmente essa história ainda não acabou. 

Dentro de casa, pessoas estudando em EAD, aumento do desemprego, a exaustão pelo uso contínuo de telas, a necessidade de buscar meios para esse uso, e milhares de pessoas sem acesso à internet, além da interrupção dos atendimentos às pessoas com deficiência e autistas. sses são ingredientes que tivemos (e continuamos a ter) para um aumento significativo da violência contra mulheres, crianças e pessoas com deficiência.

Segundo a revista Piauí, de 21 de abril de 2021, com dados de 2019, a cada hora temos 4 crianças sofrendo violência doméstica. A cada 15 minutos há uma criança sendo espancada ou violentada sexualmente. A violência sexual é o quarto maior índice quando falamos de violência contra a criança, segundo informações da Childhood Brasil. O índice é ainda maior quando falamos de violência contra pessoas com deficiência. Em maio de 2020, a CNN Brasil apontou um aumento de 47% das denúncias no Disque 100 ― canal de atendimento que recebe, analisa e encaminha denúncias de violação dos direitos humanos para os órgãos responsáveis ― ocorridas entre abril de 2019 e maio de 2020.

Diante de tal cenário, a resposta, além de políticas públicas urgentes para acompanhar os casos denunciados e evitar esse aumento, é a informação. 

Atualmente, o grupo colaborativo Eu me Protejo tem um site onde oferece uma cartilha em português, usando linguagem simples, com versões em libras, áudio descrição, espanhol, inglês, música e peça de teatro: ações totalmente pautadas na educação preventiva.

Em março de 2020 o Eu me Protejo auxiliou na campanha do uso de máscaras e, também em linguagem simples, procurou ilustrar para crianças pequenas e pessoas com deficiência o que é o vírus e como se proteger dele.

O Eu Me Protejo acredita que a solução do problema é evitar que ele ocorra. Quanto mais pais, professores, pediatras e profissionais da saúde divulgarem que a informação salva vidas, mais crianças serão protegidas.

A cartilha não é sobre gênero ou sobre sexualidade, é sobre conhecer seu próprio corpo e suas partes íntimas e como evitar que pessoas não confiáveis possam fazer coisas que as deixam desconfortáveis ou com vergonha. É sobre reconhecimento, respeito e se sentir dono de seu próprio corpo.

Um segundo ponto, não menos importante, é sobre o reconhecimento de sinais que possam indicar que a criança ou pessoa com deficiência esteja sofrendo violência. Toda e qualquer mudança brusca de comportamento – como insônia, ou hipersonia, diminuição ou aumento exagerado do apetite, hematomas pelo corpo, muitas quedas sem motivo, agressividade, isolamento, aumento ou surgimento de comportamentos de automutilação (puxar os cabelos, por exemplo), baixa no rendimento escolar, podem indicar que a criança esteja sofrendo violência física e/ou sexual. Um sinal é apenas um sinal, um conjunto deles indica que uma investigação mais cuidadosa precisa ser feita. Para pessoas e crianças autistas, o aumento dos SIB (self injurious behavior, ou comportamento auto lesivo, em português) de forma exagerada pode ser um sinal a ser avaliado mais de perto.

O site www.eumeprotejo.com.br oferece informações sobre a prevenção e os caminhos de denúncia e abre espaço para possíveis encaminhamentos.  O Disque 100 vem trabalhando de forma bastante eficiente, encaminhando muitos casos denunciados.

Se você sabe de alguma criança que esteja sofrendo maus tratos, denuncie. Você pode salvar vidas. Disque 100, a denúncia é anônima.

Jovem autista é acusado de roubo no Reino Unido e caso provoca protestos

Tempo de Leitura: < 1 minutoOsime Brown, um jovem autista de 22 anos, foi acusado de roubar o celular de um amigo, foi preso e condenado a 5 anos de prisão por roubo. Brown e outros amigos negaram o crime. No entanto, o governo britânico cogitou deportá-lo para a Jamaica, de onde saiu com sua mãe. A decisão gerou uma onda de protestos no país, segundo o The Guardian.

Além do autismo, Osime também tem problemas cardíacos e é diagnosticado com depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Sua mãe, Joan Martin, se mobilizou para que o filho não fosse deportado, com a justificativa de que Brown é inocente e não teria uma rede de apoio em seu país natal pelas questões de deficiência.

“Meu filho é a luz em minhas trevas. Eu tenho que continuar lutando por ele. A vida dele depende disso e ele não pode lutar por si mesmo”, disse a mãe dele.

O caso ganhou apoio de políticos do Partido Trabalhista britânico, além de outras figuras públicas como líderes religiosos. Depois das mobilizações, o governo desistiu de deportar o jovem. A família agradeceu em um comunicado. “Tenho o prazer de informar que o Home Office tomou a decisão certa para Osime permanecer com sua família amorosa e atenciosa”, disseram.

Ex-funcionários de orfanato denunciam abuso de autistas no País de Gales

Tempo de Leitura: < 1 minutoQuatro ex-funcionários da Ty Coryton, um orfanato no País de Gales que oferece residência e escola a crianças e jovens autistas, fizeram uma denúncia divulgada pela BBC nesta quarta-feira (9). Segundo eles, autistas eram submetidos a maus tratos, como contenções e trancamentos desnecessários. Um dos relatos é de que uma adolescente autista menstruada era trancada regularmente em seu quarto.

Uma das denunciantes, Kristy Edwards trabalhou na casa entre 2019 e 2020 e relatou que uma das pessoas autistas foi mantida por mais de 20 minutos presa ao chão. Por isso, achou que ela iria morrer. Edwards também afirmou que presenciou um funcionário xingando uma criança autista, ao dizer que ela “fedia a merda”.

Kristy ainda afirma que o estado de alguns autistas é delicado. “Essa pessoa provavelmente vai ficar institucionalizada, sua equipe de apoio já está dizendo que ele precisa ser sedado, mas não precisa. Ele só precisa de estratégias comportamentais terapêuticas corretas e de alguém para trabalhar com ele em vez de trabalhar contra ele”, afirmou.

A residência é administrada pela organização Orbis Education and Care Ltd, que está colaborando com as investigações.

Adolescentes autistas que sofrem bullying tem 2 vezes mais chances de pensar em suicídio, diz estudo

Tempo de Leitura: < 1 minutoOs pesquisadores Johnny Downs e Rachel Holden publicaram um artigo chamado “Por que é fundamental perguntar a adolescentes autistas sobre o bullying” no Spectrum News, um portal de divulgação científica sobre o autismo. O texto chama a atenção para o risco de suicídio entre pessoas diagnosticadas com o autismo, sobretudo na adolescência.

De acordo com os autores, o bullying é um dos fatores para suicídio para adolescentes de desenvolvimento típico. No caso do autismo, o estudo destacou que adolescentes autistas que sofrem bullying têm duas vezes mais chances de terem pensamentos suicidas.

“Pedimos aos médicos que lutem contra essa tendência e façam um esforço conjunto para perguntar às crianças com autismo sobre o bullying. E quando um jovem autista relata o bullying a profissionais de saúde mental, isso precisa ser levado a sério. Nossa pesquisa sugere que o bullying não apenas contribui para o risco de suicídio, mas também impacta no tratamento dos jovens”, dizem os autores do estudo.