Posts

Defensoria de SP defende inclusão de adolescentes com deficiência na prioridade de vacinação

Tempo de Leitura: < 1 minutoApós a inclusão definitiva de adolescentes com deficiência e comorbidades como grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19 por meio de lei sancionada pelo Governo Federal, a Defensoria Pública de São Paulo lançou, nesta terça-feira (10), um ofício à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, para solicitar informações sobre prazos de vacinação deste grupo de pessoas e a inclusão delas no Plano Nacional de Imunização, o PNI.

Segundo a nota, divulgada nas redes da Defensoria Pública de SP, o ofício é assinado pela defensora Renata Tibyriçá e pelos defensores Rodrigo Gruppi, Daniel Secco e João Paulo Dorini. A única vacina contra Covid-19 aprovada pela Anvisa para aplicação em adolescentes a partir de 12 anos é a Pfizer/BioNTech.

Adolescentes com deficiência entram na prioridade de vacinação contra Covid

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Governo Federal publicou a alteração da Lei 14.124, sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 no Diário Oficial da União nesta última sexta-feira (30). A partir de agora, crianças e adolescentes com deficiência permanente (o que inclui autismo, como já aconteceu para as pessoas com mais de 18 anos) e privados de liberdade, além de grávidas, fazem parte do grupo prioritário de vacinação.

Segundo a Agência Brasil, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava ao Ministério da Saúde a análise da inclusão dos adolescentes no Plano Nacional de Imunização (PNI) influenciou na decisão.

Em alguns estados, como Mato Grosso do Sul, adolescentes com deficiência permanente já começaram a receber vacina ainda em julho, com o imunizante da Pfizer.

Autistas adolescentes começam a ter direito a vacinação em SP, ES e MS

Tempo de Leitura: < 1 minutoOs estados de São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul incluíram adolescentes de 12 a 17 anos com deficiência no calendário de vacinação. Com isso, além dos autistas adultos já vacinados pelo país nos últimos meses, adolescentes dentro do espectro também começam a ser contemplados.

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação de pessoas com comorbidades e deficiência permanente nessa faixa etária começaram a ser vacinadas desde julho, de acordo com informações do G1. No estado, a vacina aplicada tem sido a Pfizer, a única com autorização da Anvisa para ser aplicada em adolescentes.

Outro estado que já começou a aplicar vacinas para este grupo de pessoas com deficiência permanente, incluindo autistas, foi o Espírito Santo, a partir da última segunda-feira (12). Assim como no Mato Grosso do Sul, a Pfizer foi a vacina aplicada.

O Governo de São Paulo anunciou a alteração do calendário de vacinação para contemplar todos os adolescentes. Autistas podem começar a ser vacinados no estado a partir de 23 de agosto, de acordo com o plano estadual.

Efeitos da pandemia em minha saúde mental

Tempo de Leitura: 2 minutosNo início de 2020, quando recebi a notícia da quarentena, estava preparada pois, como jornalista,  já acompanhava a trilha do coronavirus. Era uma situação que exigiria o esforço do governo,  das entidades,  das empresas e da sociedade civil.

Entretanto,  com o passar dos dias percebi que todos os setores,  todos,  estavam completamente despreparados para uma pandemia mundial. Vi cientistas agindo contra o tempo,  profissionais de saúde sucumbindo ao desconhecido,  sem, contudo, abandonar a linha de frente contra o inimigo.

Países que reconheceram nossa completa ignorância diante da doença,  seguiram os protocolos e saíram mais cedo da situação de caos que se alastrava. O governo de Jacinda Ardern, na Nova Zelândia, foi elogiado por sua estratégia frente à pandemia e o país está no topo da lista da Bloomberg (empresa global de informações financeiras e notícias), depois da Nova Zelândia, seguem Japão, Taiwan, Coreia do Sul, Finlândia, Noruega, Austrália e China, nessa ordem.

O último lugar é ocupado pelo México, que, com mais de 100 mil mortes, é o quarto país com mais mortes, atrás da Índia, Brasil e Estados Unidos. Esses países ignoraram autoridades científicas e chafurdaram, dia após dia,  num mar de vidas ceifadas pela ignorância humana.

Aqui,  na terrinha,  tivemos empresários caindo no conto do vigário e, claro,  como vigaristas que são, tomaram soro no lugar da vacina. Uma lástima se considerarmos que vigário e vigaristas só queriam salvar o seu,  conforme suas convicções: em caso de crise eu, somente eu, primeiro.

Assim, do início de 2020, até agora temos mais de 520 mil vidas interrompidas,  famílias dilaceradas, talentos perdidos e o vírus se fortalecendo.

Esse é o pior quadro para o autista que precisa da previsibilidade para se organizar,  se sentir seguro. Há pouco mais de dez dias,  saí do pesadelo da síndrome de burnout. Não desejo a ninguém.  Desde o último domingo,  estou com uma dor que não me abandona.  Escrevo esse texto na sala de espera do clínico geral.

Independente do que seja,  acabo de decidir.  Não vou adoecer, vou cuidar de minha mente. Não vou dar espaço aos conhecidos pensamentos fatalistas, nem à frustração de tanta coisa ruim acontecendo.  Seguirei firme,  sabendo que tudo passa e esse momento também vai passar.  Sobrevive aquele com maior capacidade de adaptação em tempos adversos.  Sempre fui uma sobrevivente e vou continuar sendo.  E você? Vem comigo?

‘Não podemos relativizar nossos direitos’, diz Willian Chimura sobre vacinas para autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosO ativista e youtuber Willian Chimura comentou a aplicação de vacinas em autistas no episódio 180 do podcast Introvertendo, cujo título é “Os Autistas Foram se Vacinar e Olha no que Deu”. Na ocasião, Chimura discutiu sobre casos de diferenciação entre autistas “leves”, “moderados” e “severos” no processo de vacinação contra a Covid-19 em municípios como Salvador, na Bahia.

“Eu vejo que esse caso de Salvador tá um pouco nebuloso da gente conseguir descriminar o o que realmente foi falado, como está sendo feito, se houve ou não discriminação nesse sentido. O que é plenamente possível de ser feito porém no meu entendimento leigo, é que o município poderia priorizar um grupo, por exemplo, de pessoas com deficiência com comorbidade, e aí essa comorbidade seria, por exemplo, deficiência intelectual, por exemplo, para priorizar ela, como aconteceu no caso da Síndrome de Down”, afirmou.

Em seguida, Willian completou. “O que não pode ser feito é: ‘vamos vacinar pessoas com deficiência’, chega lá na hora e se vacina todas as pessoas com deficiência exceto autismo leve, porque afinal de contas autismo, para todos os efeitos legais, de acordo com a Lei Berenice Piana, é uma condição de deficiência”, destacou.

Outros conflitos comuns no processo de vacinação se deram na avaliação de profissionais que a Síndrome de Asperger, por exemplo, não estaria enquadrada nos critérios de deficiência permanente. Sobre isso, Willian Chimura defendeu a importância de pessoas autistas terem um apoio de psiquiatras e outros profissionais para a emissão de laudos conforme a necessidade. Ele também criticou uma percepção opinativa de pessoas sobre quem tem direito a vacina ou não.

“A gente não pode relativizar o que é do nosso direito. Se vai vacinar pessoas com deficiência, temos que vacinar autistas. Por mais que no seu critério não mereceriam. ‘Ah, mas aí ele trabalha. Ai, mas ele estuda. Ah, mas ele tem uma vida independente’. Não importa. A gente não pode flexibilizar garantias de direito. Porque na medida que a gente começa a fazer isso, nenhuma lei, nenhuma política faz mais sentido de existir na sociedade. Então é extremamente importante a comunidade se mobilizar para que garanta sim o direito de vacinação, não importa o nível de prejuízo, comprometimento, grau, se tem ou não tem deficiência intelectual”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Governo de SP anuncia vacinação de pessoas com deficiência sem BPC

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Secretaria da Pessoa com Deficiência de São Paulo, bem como o Governo de São Paulo, anunciou nesta quarta-feira (9) que pessoas com deficiência permanente de 18 a 59 anos que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão se vacinar no estado a partir de hoje, 10 de junho.

A ação beneficia pessoas com diferentes deficiências, incluindo os autistas, que já tinham sido inclusos no grupo prioritário dias antes. São quatro formas de comprovar a deficiência, as quais são: comprovação de atendimento em Centro de Reabiitação ou unidade especializada; documento oficial com indicação de deficiência; cartões de gratuidade no transporte ou autodeclaração (na ausência de outro tipo de documento).

Em outros estados, autistas e demais pessoas com deficiência permanente já estavam sendo vacinados desde abril e maio, o que levantou críticas de ativistas com deficiência e familiares. Até então, pessoas com deficiência só tinham acesso a vacina por meio da chamada “xepa“.

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a 'xepa da vacina' na Grande SP - Canal Autismo / Revista Autismo

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a ‘xepa da vacina’ na Grande SP

Tempo de Leitura: 2 minutosNa Grande SP, região metropolitana de São Paulo (SP), 10 dos 39 municípios estão oferecendo, a pessoas com deficiência, a “xepa da vacina”— uma fila de espera para receber as doses remanescentes da campanha de vacinação contra a Covid-19 que são aplicadas em outros públicos, além daqueles que já são prioritários, conforme reportagem de hoje, no G1. Em algumas cidades, estão aptos a participar da “xepa” pessoas com mais de 18 anos e que possuem comorbidades ou deficiência física. Mas cada cidade, incluíndo a capital (São Paulo), tem suas regras e requisitos, vale conferir, pois as idades e as exigências variam. Não há informações de que  autistas, sem as comorbidades exigidas, possam se candidatar.

Geralmente, não há sobra de doses da vacina, por esse motivo, ainda são poucas as cidades que adotaram essa conduta. Vale destacar também que algumas cidades fazem o agendamento prévio para vacinação, podendo assim ter um controle maior sobre o número de doses aplicadas. Toda Unidade Básica de Saúde (UBS) é orientada a não abrir novos frascos no fim do dia, exatamente para evitar qualquer excedente. Quando isso é impossível, a alternativa é aplicar as doses remanescentes nas pessoas que seriam as próximas da fila. A ordem é não desprezar nenhuma dose!

Na capital paulista, segundo o Programa Municipal de Imunização (PMI), já foram aplicadas, em média, 2.046 doses remanescentes por dia, com dados até terça-feira (25), segundo reportagem do G1. Para se inscrever na lista da “xepa”, basta comparecer à UBS mais próxima munido de um documento de identificação (RG ou CPF), comprovante de condição de risco (exames, receitas, laudo, relatório ou prescrição médica), contendo o CRM do médico, e um comprovante de residência.

Veja todos os detalhes de cada municípios na reportagem do G1.: ‘Xepa da vacina’ é oferecida em 10 dos 39 municípios da Grande São Paulo.

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a 'xepa da vacina' na Grande SP - Canal Autismo / Revista Autismo / G1

Vacinação de autistas e demais pessoas com deficiência avança pelo Brasil

Tempo de Leitura: 2 minutosO mês de maio concentrou parte significativa da vacinação de pessoas com deficiência contra a Covid-19 em vários estados do Brasil. Apesar de alguns estados como Amapá e Rio de Janeiro terem anunciado a vacinação ainda em abril, grande parte dos estados brasileiros seguiram o Plano Nacional de Imunização (PNI), que previa a vacinação de todas as pessoas com deficiência após a fila prioritária de pessoas com comorbidades.

Vários estados, como Goiás, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pará e Paraná iniciaram a imunização de pessoas com deficiência nas duas últimas semanas. Em alguns municípios, não houve limite de idade. Em outros, foi estabelecido um escalonamento dos 59 anos até os 18. Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram imunizadas juntamente com pessoas com comorbidades.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, todas as pessoas com deficiência acima de 18 anos foram contempladas nesta segunda-feira (31). O ativista e youtuber Willian Chimura foi um deles e comentou o momento para o Canal Autismo. “Que bom que as pessoas com deficiência estão sendo consideradas na vacinação como prioridade”, comemorou.

O influenciador Vittor Guidoni, conhecido como Vittinho do SUS, também foi contemplado pela vacina em Colatina, no Espírito Santo. Na ocasião, ele disse em suas redes sociais que “espero que corra tudo bem pra vocês, e que todos consigam sua dose, porque tá difícil viu”.

A cidade de São Paulo, por sua vez, enfrenta críticas de pessoas com deficiência pela demora na vacinação. Na última sexta-feira (26), o secretário de saúde do município, Edson Aparecido, anunciou que pessoas com deficiência que não recebem BPC poderiam se inscrever para tentar ser imunizadas com doses que sobraram – a chamada “xepa”.

Em Salvador, a secretaria do município anunciou vacinação para “pessoas com transtorno intelectual moderado e severo“, o que levantou questionamentos e críticas de internautas autistas sobre uma possível exclusão de autistas “leves” da imunização.

Vacinação para Covid-19 de autistas adultos

Tempo de Leitura: 2 minutosHoje foi dia de eu e minha mãe, Selma Sueli Silva, recebermos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, por sermos pessoas com deficiência permanente (no caso, o Transtorno do Espectro do Autismo, TEA). Ficamos muito felizes por sermos vacinadas, já que o nosso quadro de saúde apresenta peculiaridades em função do tratamento medicamentoso e de questões sensoriais e motoras, dentre outras. Foi um alívio perceber uma luz no fim do túnel, o começo de uma nova esperança. 

Minha mãe estava muito nervosa para ir ao posto de vacinação, já que ela tem muita dificuldade de locomoção a locais que não conhece, principalmente se forem barulhentos ou repletos de outros estímulos sensoriais. Para aumentar a tensão, aqui em Belo Horizonte alguns postos já vacinam autistas e pessoas com outras deficiências permanentes, mas isso ainda não ocorre em todos os pontos de referência da cidade. Portanto, aqui, é preciso primeiro ligar ao local onde ocorre a aplicação da vacina para apurar se esse público já está sendo atendido.

Ficamos na fila da triagem por um bom tempo até sermos atendidas. Eu estava com meu lado de Transtorno do Espectro Autista e minha mãe, com dois relatórios, um atestado de Síndrome de Asperger e o outro também de TEA, todos os três com o mesmo CID F84.5. Apesar do código indicar a mesma condição de saúde, só foram aceitos os laudos que mencionam explicitamente o Transtorno do Espectro Autista.  Felizmente, pudemos vacinar.

Uma moça muito simpática nos recebeu para aplicar a dose da Pfizer. Minha mãe, a essa altura, já estava muito desconstruída, o que é comum acontecer em lugares públicos, e eu estava mais calma. Ainda assim, a profissional de saúde conversou muito mais comigo, foi mais cuidadosa e atenciosa até, o que me leva à hipótese de que quanto mais velha é a pessoa, mais ela se torna invisível socialmente como autista. Contudo, foi recompensador perceber que formamos uma boa dupla e que uma pode compensar as dificuldades da outra. 

Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro

Tempo de Leitura: < 1 minutoApós o anúncio do governador Cláudio Castro (PSC-RJ) de que familiares, tutores e cuidadores de pessoas com deficiência poderiam ser vacinados contra a Covid-19, surgiram críticas de familiares de autistas pela dificuldade em ter acesso à vacina.

O primeiro caso noticiado foi um incidente ocorrido com um promotor pai de autista, que procurou pela vacina na zona sul do Rio e lhe foi negada. “Informei que sou pai de criança com autismo, estava com o laudo médico descrevendo o autismo e a certidão de nascimento provando que sou o pai. A responsável pelo posto já conhecia a lei, mas disse que o município não se aplica essa lei porque o município tem calendário próprio e que não ia me vacinar”, disse ele ao G1.

Outro morador do município, na época, também relatou dificuldades. “Eu fui fazer a tentativa com minha esposa e minha irmã, que é cuidadora do meu filho. Perguntei se poderíamos receber a vacina de covid em cumprimento a essa legislação estadual e me disseram que o estado colocou essa lei, mas não estava implementada no município. Voltei lá ontem e fui informado que o município faculta a determinação do estado, o que pra mim, não tem cabimento”, disse ele ao O Dia, preferindo não se identificar.

Outros familiares deixaram seus relatos na postagem da reportagem em nossas redes sociais, confira nos links: Instagram e Facebook.

Audiência pública discute impactos da pandemia na vida de autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública nesta segunda-feira (17) sobre os impactos da pandemia na vida de pessoas autistas. A audiência foi organizada pela deputada Tereza Nelma (PSDB-AL) e trouxe a participação de mães e profissionais.

Para a audiência, foram convidadas Camilla Varella (da OAB/SP), a mãe Margareth Kalil Sphair, a médica Fátima Dourado e a ativista e mãe Adriana Godoy. A advogada e mãe Tatiana Takeda também foi convidada, mas não pode estar no evento.

Margareth Kalil contou sua experiência com três filhos autistas. O caçula, segundo ela, necessita de maior suporte. Por isso, ela criticou a divisão no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 de pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em relação a quem não recebe.

“Já tentei de todas as formas colocar a máscara nele, mas ele não aceita. A gente corre riscos cada vez que vai à cidade, porque ele não usa máscara. O retorno às aulas também seria mais rápido, a parte presencial, se tivéssemos a vacina”, disse Margareth.

Já Fátima Dourado, notória por suas atividades na Casa da Esperança, instituição ativa no Ceará desde a década de 1990 no atendimento de autistas, salientou a importância do ativismo autista, comorbidades como ansiedade vividas por autistas e comentou a impossibilidade de se trabalhar intervenção precoce com crianças. “Nós estamos mantendo o tratamento individual, mas não é a mesma coisa”, lamentou.

Assista a audiência:

Familiares e cuidadores de autistas são inclusos em lei para vacinação no RJ

Tempo de Leitura: 2 minutosO estado do Rio de Janeiro, além de ter iniciado a vacinação de pessoas com deficiência como autistas, também incluiu familiares e cuidadores de autistas na Lei Estadual 9.264, sancionada pelo governador Cláudio Castro no início deste mês de maio. De acordo com a lei, o objetivo é que pais, mães e tutores de pessoas com deficiência intelectual são considerados, também, prioridades de vacinação contra a Covid-19.

>> ⚠️ Leia nossa reportagem “Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro”

As condições listadas como intelectuais são a Síndrome de Down, Síndrome do X-Frágil, Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Angelman, Alzheimer, Síndrome de Williams, bem como outras doenças permanentes ou temporárias que sejam incapacitantes.

Para a vacina, é necessário ter documentação. Para pais e mães, laudo de filhos e certidão de nascimento são exigidas. Para cuidadores, é requerido um relatório médico ou declaração da família.

Atualização

A efetividade da lei, porém, tem sido questionada por muitas pessoas, a exemplo do incidente ocorrido com um promotor pai de autista nesta quinta-feira. Em audiência pública na última terça (11.mai.2021), na Alerj (Assembleia Legislativa dos Estado do Rio de Janeiro), conselheiro estadual Cristiano Silveira, membro do Grupo de Trabalho de Triagem Neonatal do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ)  cobrou dos deputados o cumprimento da lei.

Segundo a leitora Ernestina Lirio , “a lei é estadual e a vacinação aconteceu até dia 10.mai.2021, em um quartel dos Bombeiros. Os municípios não acataram a lei e estão adaptando seus calendários a partir do Ministério da Saúde”, que nos enviou ainda esta reportagem do jornal Extra com mais detalhes sobre incidentes com a vacinação de autistas e familiares.

_

[Atualizado em 14/05/2021, 14:19, com informação do incidente de 13.mai.2021 e audiência publica do dia 11.mai.2021]

[Atualizado em 14/05/2021, 22:27 ,com informação da leitora Ernestina Lirio]

[Atualizado em 26/05/2021, 14:00, com link para reportagem “Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro”]