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Crianças com autismo de 5 a 11 anos já podem se vacinar contra a Covid-19

Tempo de Leitura: 2 minutos

A vacinação contra a Covid-19 foi liberada para crianças de 5 a 11 anos, iniciada para grupos prioritários como indígenas, quilombolas, crianças com deficiência e/ou comorbidades.

Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) dessa faixa etária já podem, portanto, se vacinar, pois o autismo é considerado uma deficiência permanente, de acordo com a Lei 12.764, a “Lei Berenice Piana”.

Essa informação é essencial para combater questionamentos e até mesmo para reforçar junto às famílias esse direito.

Por que vacinar?

Primeiramente pela saúde do seu filho. Por mais que as crianças, em geral, não tenham sido preocupação-alvo desde o início da pandemia, sabemos que muitas foram afetadas de diferentes maneiras por esse vírus e podem, assim como os adultos, ficar com sequelas. Há relatos de crianças que, após se recuperarem da doença, seguem, por exemplo, com o olfato distorcido, com tendência a ficarem mais seletivos em relação à alimentação – problema que se agrava ainda mais no contexto do TEA, no qual comumente há desafios com a alimentação. Há o risco ainda das crianças, não somente aquelas no espectro autista, desenvolverem um quadro raro chamado Síndrome Inflamatória Multissistêmica.

É importante vacinar crianças também pela sua contribuição na transmissão do vírus.

Quando comemoramos a chegada da vacina para esse grupo em especial, devemos lembrar que as crianças com TEA estiveram todo esse tempo mais suscetíveis à contaminação pela Covid, por diversos motivos, como:

  • Dificuldades para adotar medidas básicas de higiene e prevenção, como lavagem das mãos; uso de máscaras, álcool gel, etc;
  • Dificuldade em compreender e seguir recomendações como a necessidade de distanciamento, devido rigidez comportamental e, por vezes, déficits na linguagem receptiva;
  • Dificuldade em comunicar os próprios sintomas da Covid; 
  • Questões sensoriais, como, por exemplo, levar objetos e mãos à boca, o que as expõem a maiores riscos de contaminação;
  • Muitas crianças com TEA possuem seletividade alimentar, podendo ter uma alimentação com baixo valor nutricional;
  • Maior risco de comorbidades que possam agravar o quadro infeccioso.
  • É natural que os pais fiquem receosos, porém precisa ficar claro que a vacina é segura. 

A vacina disponibilizada e aprovada pela Anvisa para crianças de 5 a11 anos é a da Pfizer. É uma vacina de mRNA e não de vetor viral (vírus atenuado). E não se preocupem, a vacina não interage com nosso DNA. É utilizada em dose e quantidade de mRNA menores que a dos adultos, reduzindo ainda mais a chance de possíveis efeitos adversos. A vacina para crianças vem em um frasco de cor diferente, com a tampa laranja.

Por tudo isso, ter hoje a oportunidade de vacinar nossas crianças – e falando aqui especificamente das que estão no espectro autista –, é uma conquista muito importante!

Atentem-se a fontes confiáveis!

Diante de dúvida, não hesitem em conversar com profissionais de confiança e que já acompanham a criança, para se sentirem seguros em relação à vacinação.

Informem-se sobre o calendário de vacinação da sua cidade e sobre orientações para o agendamento.

Antes de vacinar é essencial dar previsibilidade sobre a vacinação. Expliquem de maneira simples, clara e com a linguagem que seu filho compreenda.

No dia da vacinação não se esqueçam de levar os documentos de identificação da criança e aqueles que comprovem o autismo ou outra deficiência e/ou comorbidade.

Vale esclarecer que esta vacina não é experimental e teve seu registro definitivo concedido pela Anvisa após ensaios clínicos (veja neste link da agência de notícias do Governo Federal).

Vacinas salvam vidas!

Referências

[Atualizado em 19/01/2022, 19h05 com link para o registro definitivo da vacina junto à Anvisa]

Instituto Lagarta Vira Pupa pede aprovação de vacina à Anvisa para crianças

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Instituto Lagarta Vira Pupa está coletando assinaturas em uma petição online para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) protocole a aprovação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.

Em entrevista a Crescer, Andréa Werner justificou a iniciativa com base na aprovação da vacina em outros países. “Por mais que os números absolutos não sejam altos como os números de adultos, é absurdo perdermos crianças para uma doença que já tem vacina testada para essa faixa etária (de 5 a 11 anos)!”, disse.

Andréa também afirmou mais tarde, em suas redes sociais, que está recebendo ataques de grupos anti-vacina após divulgar a petição. “Eu achei que estava acostumada com esse pessoal antivax pq são frequentes no meio do autismo, mas estão conseguindo se superar”, publicou no Twitter na última segunda-feira (6).

Pandemia e vulnerabilidades exacerbadas

Tempo de Leitura: 2 minutosHá mais de um ano estamos vivenciando uma pandemia, e o pior é que ainda não sabemos quando isso irá terminar. Durante esse período tive de me adaptar por diversas vezes e confesso que ainda tenho receio de mudanças, mas tenho ciência de que todas elas foram necessárias.

A pandemia veio em um momento inesperado, e tive que parar tudo por causa do distanciamento social imposto. No entanto, sei que essa é uma medida de suma importância para diminuir a propagação do vírus. Diante disso, deixei de ir à faculdade, à igreja e, consequentemente, não via mais meus amigos. Pensei que essas medidas durariam alguns meses, mas os meses foram se passando, e cada vez mais a pandemia foi se agravando sem a previsão de quando tudo iria terminar. Toda essa incerteza me deixava mais angustiada.

Durante a pandemia surgiram estratégias sobre o que fazer, e os coaches falavam em aproveitar o tempo, já que todos estavam em casa, indicando que seria uma época de estudar para concursos, aprender um novo idioma, conhecer novas receitas ou praticar exercícios em casa, entre outras atividades. Contudo, eu estava mais cansada do que nunca e me sentia pressionada já que todos estavam fazendo  coisas novas, e eu não conseguia fazer o básico. 

Em muitas manhãs nem arrumei minha cama. Deixei matérias da faculdade acumularem-se, não tive ânimo algum para fazer coisas novas e, muitas vezes, faltou vontade de fazer até mesmo as coisas que eu gosto.

Na faculdade, tive que me adaptar ao ensino online. No começo, as aulas foram terríveis para mim, achei bem cansativo e não conseguia me concentrar. Eu me sentia incomodada sempre que minha mãe entrava no meu quarto durante a aula e me perguntava o que eu estava fazendo. Era aula de que? Eu estava entendendo? Eu gostava da matéria? A aula já estava acabando? Parecia que minha mãe ficava sempre me observando, e que eu não tinha mais tempo só para mim. 

Julgo essencial ter esse tempo para estar de bom humor. Muitas vezes quero ficar quieta no meu canto, ouvindo minha música, mexendo em meu celular, sem interagir com ninguém, e isso não significa que aconteceu alguma coisa, ou que eu esteja de mau humor, significa apenas que gosto de ter momentos só para mim.

Assim, durante a pandemia, esses momentos “só meus” diminuíram bastante, pois meus pais e meus irmãos estavam o tempo todo em casa. Eu estava a todo momento sob algum estímulo, ou sob vários, o que me deixava extremamente cansada. As discussões se tornaram mais frequentes, a TV estava sempre ligada e eu recebia, em um dia, notícias equivalentes às de um mês. 

Tantas notícias ruins me deixavam ansiosa e chorei diversas vezes por medo de perder alguém que eu amo. Outras vezes chorei por me comover com a perda do outro, o que me fez perceber o quanto somos vulneráveis diante da morte. E apesar de muitos questionarem a empatia dos autistas, quando as pessoas começam a conviver conosco percebem que autistas são pessoas como as demais, que somos seres humanos com sentimentos presentes. Embora tenhamos dificuldades em retratar o que sentimos, principalmente durante esta pandemia em que, inúmeras vezes, não consegui colocar o que eu sentia em palavras.

Natalia Batista Quirino de Morais é estudante de nutrição, nascida em Brasília (DF), tem 25 anos e recebeu o diagnóstico de autismo aos 13 anos.

Defensoria de SP defende inclusão de adolescentes com deficiência na prioridade de vacinação

Tempo de Leitura: < 1 minutoApós a inclusão definitiva de adolescentes com deficiência e comorbidades como grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19 por meio de lei sancionada pelo Governo Federal, a Defensoria Pública de São Paulo lançou, nesta terça-feira (10), um ofício à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, para solicitar informações sobre prazos de vacinação deste grupo de pessoas e a inclusão delas no Plano Nacional de Imunização, o PNI.

Segundo a nota, divulgada nas redes da Defensoria Pública de SP, o ofício é assinado pela defensora Renata Tibyriçá e pelos defensores Rodrigo Gruppi, Daniel Secco e João Paulo Dorini. A única vacina contra Covid-19 aprovada pela Anvisa para aplicação em adolescentes a partir de 12 anos é a Pfizer/BioNTech.

Adolescentes com deficiência entram na prioridade de vacinação contra Covid

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Governo Federal publicou a alteração da Lei 14.124, sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 no Diário Oficial da União nesta última sexta-feira (30). A partir de agora, crianças e adolescentes com deficiência permanente (o que inclui autismo, como já aconteceu para as pessoas com mais de 18 anos) e privados de liberdade, além de grávidas, fazem parte do grupo prioritário de vacinação.

Segundo a Agência Brasil, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava ao Ministério da Saúde a análise da inclusão dos adolescentes no Plano Nacional de Imunização (PNI) influenciou na decisão.

Em alguns estados, como Mato Grosso do Sul, adolescentes com deficiência permanente já começaram a receber vacina ainda em julho, com o imunizante da Pfizer.

Autistas adolescentes começam a ter direito a vacinação em SP, ES e MS

Tempo de Leitura: < 1 minutoOs estados de São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul incluíram adolescentes de 12 a 17 anos com deficiência no calendário de vacinação. Com isso, além dos autistas adultos já vacinados pelo país nos últimos meses, adolescentes dentro do espectro também começam a ser contemplados.

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação de pessoas com comorbidades e deficiência permanente nessa faixa etária começaram a ser vacinadas desde julho, de acordo com informações do G1. No estado, a vacina aplicada tem sido a Pfizer, a única com autorização da Anvisa para ser aplicada em adolescentes.

Outro estado que já começou a aplicar vacinas para este grupo de pessoas com deficiência permanente, incluindo autistas, foi o Espírito Santo, a partir da última segunda-feira (12). Assim como no Mato Grosso do Sul, a Pfizer foi a vacina aplicada.

O Governo de São Paulo anunciou a alteração do calendário de vacinação para contemplar todos os adolescentes. Autistas podem começar a ser vacinados no estado a partir de 23 de agosto, de acordo com o plano estadual.

‘Não podemos relativizar nossos direitos’, diz Willian Chimura sobre vacinas para autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosO ativista e youtuber Willian Chimura comentou a aplicação de vacinas em autistas no episódio 180 do podcast Introvertendo, cujo título é “Os Autistas Foram se Vacinar e Olha no que Deu”. Na ocasião, Chimura discutiu sobre casos de diferenciação entre autistas “leves”, “moderados” e “severos” no processo de vacinação contra a Covid-19 em municípios como Salvador, na Bahia.

“Eu vejo que esse caso de Salvador tá um pouco nebuloso da gente conseguir descriminar o o que realmente foi falado, como está sendo feito, se houve ou não discriminação nesse sentido. O que é plenamente possível de ser feito porém no meu entendimento leigo, é que o município poderia priorizar um grupo, por exemplo, de pessoas com deficiência com comorbidade, e aí essa comorbidade seria, por exemplo, deficiência intelectual, por exemplo, para priorizar ela, como aconteceu no caso da Síndrome de Down”, afirmou.

Em seguida, Willian completou. “O que não pode ser feito é: ‘vamos vacinar pessoas com deficiência’, chega lá na hora e se vacina todas as pessoas com deficiência exceto autismo leve, porque afinal de contas autismo, para todos os efeitos legais, de acordo com a Lei Berenice Piana, é uma condição de deficiência”, destacou.

Outros conflitos comuns no processo de vacinação se deram na avaliação de profissionais que a Síndrome de Asperger, por exemplo, não estaria enquadrada nos critérios de deficiência permanente. Sobre isso, Willian Chimura defendeu a importância de pessoas autistas terem um apoio de psiquiatras e outros profissionais para a emissão de laudos conforme a necessidade. Ele também criticou uma percepção opinativa de pessoas sobre quem tem direito a vacina ou não.

“A gente não pode relativizar o que é do nosso direito. Se vai vacinar pessoas com deficiência, temos que vacinar autistas. Por mais que no seu critério não mereceriam. ‘Ah, mas aí ele trabalha. Ai, mas ele estuda. Ah, mas ele tem uma vida independente’. Não importa. A gente não pode flexibilizar garantias de direito. Porque na medida que a gente começa a fazer isso, nenhuma lei, nenhuma política faz mais sentido de existir na sociedade. Então é extremamente importante a comunidade se mobilizar para que garanta sim o direito de vacinação, não importa o nível de prejuízo, comprometimento, grau, se tem ou não tem deficiência intelectual”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Governo de SP anuncia vacinação de pessoas com deficiência sem BPC

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Secretaria da Pessoa com Deficiência de São Paulo, bem como o Governo de São Paulo, anunciou nesta quarta-feira (9) que pessoas com deficiência permanente de 18 a 59 anos que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão se vacinar no estado a partir de hoje, 10 de junho.

A ação beneficia pessoas com diferentes deficiências, incluindo os autistas, que já tinham sido inclusos no grupo prioritário dias antes. São quatro formas de comprovar a deficiência, as quais são: comprovação de atendimento em Centro de Reabiitação ou unidade especializada; documento oficial com indicação de deficiência; cartões de gratuidade no transporte ou autodeclaração (na ausência de outro tipo de documento).

Em outros estados, autistas e demais pessoas com deficiência permanente já estavam sendo vacinados desde abril e maio, o que levantou críticas de ativistas com deficiência e familiares. Até então, pessoas com deficiência só tinham acesso a vacina por meio da chamada “xepa“.

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a 'xepa da vacina' na Grande SP - Canal Autismo / Revista Autismo

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a ‘xepa da vacina’ na Grande SP

Tempo de Leitura: 2 minutosNa Grande SP, região metropolitana de São Paulo (SP), 10 dos 39 municípios estão oferecendo, a pessoas com deficiência, a “xepa da vacina”— uma fila de espera para receber as doses remanescentes da campanha de vacinação contra a Covid-19 que são aplicadas em outros públicos, além daqueles que já são prioritários, conforme reportagem de hoje, no G1. Em algumas cidades, estão aptos a participar da “xepa” pessoas com mais de 18 anos e que possuem comorbidades ou deficiência física. Mas cada cidade, incluíndo a capital (São Paulo), tem suas regras e requisitos, vale conferir, pois as idades e as exigências variam. Não há informações de que  autistas, sem as comorbidades exigidas, possam se candidatar.

Geralmente, não há sobra de doses da vacina, por esse motivo, ainda são poucas as cidades que adotaram essa conduta. Vale destacar também que algumas cidades fazem o agendamento prévio para vacinação, podendo assim ter um controle maior sobre o número de doses aplicadas. Toda Unidade Básica de Saúde (UBS) é orientada a não abrir novos frascos no fim do dia, exatamente para evitar qualquer excedente. Quando isso é impossível, a alternativa é aplicar as doses remanescentes nas pessoas que seriam as próximas da fila. A ordem é não desprezar nenhuma dose!

Na capital paulista, segundo o Programa Municipal de Imunização (PMI), já foram aplicadas, em média, 2.046 doses remanescentes por dia, com dados até terça-feira (25), segundo reportagem do G1. Para se inscrever na lista da “xepa”, basta comparecer à UBS mais próxima munido de um documento de identificação (RG ou CPF), comprovante de condição de risco (exames, receitas, laudo, relatório ou prescrição médica), contendo o CRM do médico, e um comprovante de residência.

Veja todos os detalhes de cada municípios na reportagem do G1.: ‘Xepa da vacina’ é oferecida em 10 dos 39 municípios da Grande São Paulo.

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a 'xepa da vacina' na Grande SP - Canal Autismo / Revista Autismo / G1

Vacinação de autistas e demais pessoas com deficiência avança pelo Brasil

Tempo de Leitura: 2 minutosO mês de maio concentrou parte significativa da vacinação de pessoas com deficiência contra a Covid-19 em vários estados do Brasil. Apesar de alguns estados como Amapá e Rio de Janeiro terem anunciado a vacinação ainda em abril, grande parte dos estados brasileiros seguiram o Plano Nacional de Imunização (PNI), que previa a vacinação de todas as pessoas com deficiência após a fila prioritária de pessoas com comorbidades.

Vários estados, como Goiás, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pará e Paraná iniciaram a imunização de pessoas com deficiência nas duas últimas semanas. Em alguns municípios, não houve limite de idade. Em outros, foi estabelecido um escalonamento dos 59 anos até os 18. Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram imunizadas juntamente com pessoas com comorbidades.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, todas as pessoas com deficiência acima de 18 anos foram contempladas nesta segunda-feira (31). O ativista e youtuber Willian Chimura foi um deles e comentou o momento para o Canal Autismo. “Que bom que as pessoas com deficiência estão sendo consideradas na vacinação como prioridade”, comemorou.

O influenciador Vittor Guidoni, conhecido como Vittinho do SUS, também foi contemplado pela vacina em Colatina, no Espírito Santo. Na ocasião, ele disse em suas redes sociais que “espero que corra tudo bem pra vocês, e que todos consigam sua dose, porque tá difícil viu”.

A cidade de São Paulo, por sua vez, enfrenta críticas de pessoas com deficiência pela demora na vacinação. Na última sexta-feira (26), o secretário de saúde do município, Edson Aparecido, anunciou que pessoas com deficiência que não recebem BPC poderiam se inscrever para tentar ser imunizadas com doses que sobraram – a chamada “xepa”.

Em Salvador, a secretaria do município anunciou vacinação para “pessoas com transtorno intelectual moderado e severo“, o que levantou questionamentos e críticas de internautas autistas sobre uma possível exclusão de autistas “leves” da imunização.

Vacinação para Covid-19 de autistas adultos

Tempo de Leitura: 2 minutosHoje foi dia de eu e minha mãe, Selma Sueli Silva, recebermos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, por sermos pessoas com deficiência permanente (no caso, o Transtorno do Espectro do Autismo, TEA). Ficamos muito felizes por sermos vacinadas, já que o nosso quadro de saúde apresenta peculiaridades em função do tratamento medicamentoso e de questões sensoriais e motoras, dentre outras. Foi um alívio perceber uma luz no fim do túnel, o começo de uma nova esperança. 

Minha mãe estava muito nervosa para ir ao posto de vacinação, já que ela tem muita dificuldade de locomoção a locais que não conhece, principalmente se forem barulhentos ou repletos de outros estímulos sensoriais. Para aumentar a tensão, aqui em Belo Horizonte alguns postos já vacinam autistas e pessoas com outras deficiências permanentes, mas isso ainda não ocorre em todos os pontos de referência da cidade. Portanto, aqui, é preciso primeiro ligar ao local onde ocorre a aplicação da vacina para apurar se esse público já está sendo atendido.

Ficamos na fila da triagem por um bom tempo até sermos atendidas. Eu estava com meu lado de Transtorno do Espectro Autista e minha mãe, com dois relatórios, um atestado de Síndrome de Asperger e o outro também de TEA, todos os três com o mesmo CID F84.5. Apesar do código indicar a mesma condição de saúde, só foram aceitos os laudos que mencionam explicitamente o Transtorno do Espectro Autista.  Felizmente, pudemos vacinar.

Uma moça muito simpática nos recebeu para aplicar a dose da Pfizer. Minha mãe, a essa altura, já estava muito desconstruída, o que é comum acontecer em lugares públicos, e eu estava mais calma. Ainda assim, a profissional de saúde conversou muito mais comigo, foi mais cuidadosa e atenciosa até, o que me leva à hipótese de que quanto mais velha é a pessoa, mais ela se torna invisível socialmente como autista. Contudo, foi recompensador perceber que formamos uma boa dupla e que uma pode compensar as dificuldades da outra. 

Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro

Tempo de Leitura: < 1 minutoApós o anúncio do governador Cláudio Castro (PSC-RJ) de que familiares, tutores e cuidadores de pessoas com deficiência poderiam ser vacinados contra a Covid-19, surgiram críticas de familiares de autistas pela dificuldade em ter acesso à vacina.

O primeiro caso noticiado foi um incidente ocorrido com um promotor pai de autista, que procurou pela vacina na zona sul do Rio e lhe foi negada. “Informei que sou pai de criança com autismo, estava com o laudo médico descrevendo o autismo e a certidão de nascimento provando que sou o pai. A responsável pelo posto já conhecia a lei, mas disse que o município não se aplica essa lei porque o município tem calendário próprio e que não ia me vacinar”, disse ele ao G1.

Outro morador do município, na época, também relatou dificuldades. “Eu fui fazer a tentativa com minha esposa e minha irmã, que é cuidadora do meu filho. Perguntei se poderíamos receber a vacina de covid em cumprimento a essa legislação estadual e me disseram que o estado colocou essa lei, mas não estava implementada no município. Voltei lá ontem e fui informado que o município faculta a determinação do estado, o que pra mim, não tem cabimento”, disse ele ao O Dia, preferindo não se identificar.

Outros familiares deixaram seus relatos na postagem da reportagem em nossas redes sociais, confira nos links: Instagram e Facebook.