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‘Não podemos relativizar nossos direitos’, diz Willian Chimura sobre vacinas para autistas

26 de junho de 2021Imagem: Gustavo Mansur/Reprodução

Tempo de Leitura: 2 minutosO ativista e youtuber Willian Chimura comentou a aplicação de vacinas em autistas no episódio 180 do podcast Introvertendo, cujo título é “Os Autistas Foram se Vacinar e Olha no que Deu”. Na ocasião, Chimura discutiu sobre casos de diferenciação entre autistas “leves”, “moderados” e “severos” no processo de vacinação contra a Covid-19 em municípios como Salvador, na Bahia.

“Eu vejo que esse caso de Salvador tá um pouco nebuloso da gente conseguir descriminar o o que realmente foi falado, como está sendo feito, se houve ou não discriminação nesse sentido. O que é plenamente possível de ser feito porém no meu entendimento leigo, é que o município poderia priorizar um grupo, por exemplo, de pessoas com deficiência com comorbidade, e aí essa comorbidade seria, por exemplo, deficiência intelectual, por exemplo, para priorizar ela, como aconteceu no caso da Síndrome de Down”, afirmou.

Em seguida, Willian completou. “O que não pode ser feito é: ‘vamos vacinar pessoas com deficiência’, chega lá na hora e se vacina todas as pessoas com deficiência exceto autismo leve, porque afinal de contas autismo, para todos os efeitos legais, de acordo com a Lei Berenice Piana, é uma condição de deficiência”, destacou.

Outros conflitos comuns no processo de vacinação se deram na avaliação de profissionais que a Síndrome de Asperger, por exemplo, não estaria enquadrada nos critérios de deficiência permanente. Sobre isso, Willian Chimura defendeu a importância de pessoas autistas terem um apoio de psiquiatras e outros profissionais para a emissão de laudos conforme a necessidade. Ele também criticou uma percepção opinativa de pessoas sobre quem tem direito a vacina ou não.

“A gente não pode relativizar o que é do nosso direito. Se vai vacinar pessoas com deficiência, temos que vacinar autistas. Por mais que no seu critério não mereceriam. ‘Ah, mas aí ele trabalha. Ai, mas ele estuda. Ah, mas ele tem uma vida independente’. Não importa. A gente não pode flexibilizar garantias de direito. Porque na medida que a gente começa a fazer isso, nenhuma lei, nenhuma política faz mais sentido de existir na sociedade. Então é extremamente importante a comunidade se mobilizar para que garanta sim o direito de vacinação, não importa o nível de prejuízo, comprometimento, grau, se tem ou não tem deficiência intelectual”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

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