Posts

Governo de SP anuncia vacinação de pessoas com deficiência sem BPC

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Secretaria da Pessoa com Deficiência de São Paulo, bem como o Governo de São Paulo, anunciou nesta quarta-feira (9) que pessoas com deficiência permanente de 18 a 59 anos que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão se vacinar no estado a partir de hoje, 10 de junho.

A ação beneficia pessoas com diferentes deficiências, incluindo os autistas, que já tinham sido inclusos no grupo prioritário dias antes. São quatro formas de comprovar a deficiência, as quais são: comprovação de atendimento em Centro de Reabiitação ou unidade especializada; documento oficial com indicação de deficiência; cartões de gratuidade no transporte ou autodeclaração (na ausência de outro tipo de documento).

Em outros estados, autistas e demais pessoas com deficiência permanente já estavam sendo vacinados desde abril e maio, o que levantou críticas de ativistas com deficiência e familiares. Até então, pessoas com deficiência só tinham acesso a vacina por meio da chamada “xepa“.

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a 'xepa da vacina' na Grande SP - Canal Autismo / Revista Autismo

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a ‘xepa da vacina’ na Grande SP

Tempo de Leitura: 2 minutosNa Grande SP, região metropolitana de São Paulo (SP), 10 dos 39 municípios estão oferecendo, a pessoas com deficiência, a “xepa da vacina”— uma fila de espera para receber as doses remanescentes da campanha de vacinação contra a Covid-19 que são aplicadas em outros públicos, além daqueles que já são prioritários, conforme reportagem de hoje, no G1. Em algumas cidades, estão aptos a participar da “xepa” pessoas com mais de 18 anos e que possuem comorbidades ou deficiência física. Mas cada cidade, incluíndo a capital (São Paulo), tem suas regras e requisitos, vale conferir, pois as idades e as exigências variam. Não há informações de que  autistas, sem as comorbidades exigidas, possam se candidatar.

Geralmente, não há sobra de doses da vacina, por esse motivo, ainda são poucas as cidades que adotaram essa conduta. Vale destacar também que algumas cidades fazem o agendamento prévio para vacinação, podendo assim ter um controle maior sobre o número de doses aplicadas. Toda Unidade Básica de Saúde (UBS) é orientada a não abrir novos frascos no fim do dia, exatamente para evitar qualquer excedente. Quando isso é impossível, a alternativa é aplicar as doses remanescentes nas pessoas que seriam as próximas da fila. A ordem é não desprezar nenhuma dose!

Na capital paulista, segundo o Programa Municipal de Imunização (PMI), já foram aplicadas, em média, 2.046 doses remanescentes por dia, com dados até terça-feira (25), segundo reportagem do G1. Para se inscrever na lista da “xepa”, basta comparecer à UBS mais próxima munido de um documento de identificação (RG ou CPF), comprovante de condição de risco (exames, receitas, laudo, relatório ou prescrição médica), contendo o CRM do médico, e um comprovante de residência.

Veja todos os detalhes de cada municípios na reportagem do G1.: ‘Xepa da vacina’ é oferecida em 10 dos 39 municípios da Grande São Paulo.

Pessoas com deficiência física podem se candidatar a tomar a 'xepa da vacina' na Grande SP - Canal Autismo / Revista Autismo / G1

Vacinação de autistas e demais pessoas com deficiência avança pelo Brasil

Tempo de Leitura: 2 minutosO mês de maio concentrou parte significativa da vacinação de pessoas com deficiência contra a Covid-19 em vários estados do Brasil. Apesar de alguns estados como Amapá e Rio de Janeiro terem anunciado a vacinação ainda em abril, grande parte dos estados brasileiros seguiram o Plano Nacional de Imunização (PNI), que previa a vacinação de todas as pessoas com deficiência após a fila prioritária de pessoas com comorbidades.

Vários estados, como Goiás, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pará e Paraná iniciaram a imunização de pessoas com deficiência nas duas últimas semanas. Em alguns municípios, não houve limite de idade. Em outros, foi estabelecido um escalonamento dos 59 anos até os 18. Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram imunizadas juntamente com pessoas com comorbidades.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, todas as pessoas com deficiência acima de 18 anos foram contempladas nesta segunda-feira (31). O ativista e youtuber Willian Chimura foi um deles e comentou o momento para o Canal Autismo. “Que bom que as pessoas com deficiência estão sendo consideradas na vacinação como prioridade”, comemorou.

O influenciador Vittor Guidoni, conhecido como Vittinho do SUS, também foi contemplado pela vacina em Colatina, no Espírito Santo. Na ocasião, ele disse em suas redes sociais que “espero que corra tudo bem pra vocês, e que todos consigam sua dose, porque tá difícil viu”.

A cidade de São Paulo, por sua vez, enfrenta críticas de pessoas com deficiência pela demora na vacinação. Na última sexta-feira (26), o secretário de saúde do município, Edson Aparecido, anunciou que pessoas com deficiência que não recebem BPC poderiam se inscrever para tentar ser imunizadas com doses que sobraram – a chamada “xepa”.

Em Salvador, a secretaria do município anunciou vacinação para “pessoas com transtorno intelectual moderado e severo“, o que levantou questionamentos e críticas de internautas autistas sobre uma possível exclusão de autistas “leves” da imunização.

Vacinação para Covid-19 de autistas adultos

Tempo de Leitura: 2 minutosHoje foi dia de eu e minha mãe, Selma Sueli Silva, recebermos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, por sermos pessoas com deficiência permanente (no caso, o Transtorno do Espectro do Autismo, TEA). Ficamos muito felizes por sermos vacinadas, já que o nosso quadro de saúde apresenta peculiaridades em função do tratamento medicamentoso e de questões sensoriais e motoras, dentre outras. Foi um alívio perceber uma luz no fim do túnel, o começo de uma nova esperança. 

Minha mãe estava muito nervosa para ir ao posto de vacinação, já que ela tem muita dificuldade de locomoção a locais que não conhece, principalmente se forem barulhentos ou repletos de outros estímulos sensoriais. Para aumentar a tensão, aqui em Belo Horizonte alguns postos já vacinam autistas e pessoas com outras deficiências permanentes, mas isso ainda não ocorre em todos os pontos de referência da cidade. Portanto, aqui, é preciso primeiro ligar ao local onde ocorre a aplicação da vacina para apurar se esse público já está sendo atendido.

Ficamos na fila da triagem por um bom tempo até sermos atendidas. Eu estava com meu lado de Transtorno do Espectro Autista e minha mãe, com dois relatórios, um atestado de Síndrome de Asperger e o outro também de TEA, todos os três com o mesmo CID F84.5. Apesar do código indicar a mesma condição de saúde, só foram aceitos os laudos que mencionam explicitamente o Transtorno do Espectro Autista.  Felizmente, pudemos vacinar.

Uma moça muito simpática nos recebeu para aplicar a dose da Pfizer. Minha mãe, a essa altura, já estava muito desconstruída, o que é comum acontecer em lugares públicos, e eu estava mais calma. Ainda assim, a profissional de saúde conversou muito mais comigo, foi mais cuidadosa e atenciosa até, o que me leva à hipótese de que quanto mais velha é a pessoa, mais ela se torna invisível socialmente como autista. Contudo, foi recompensador perceber que formamos uma boa dupla e que uma pode compensar as dificuldades da outra. 

Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro

Tempo de Leitura: < 1 minutoApós o anúncio do governador Cláudio Castro (PSC-RJ) de que familiares, tutores e cuidadores de pessoas com deficiência poderiam ser vacinados contra a Covid-19, surgiram críticas de familiares de autistas pela dificuldade em ter acesso à vacina.

O primeiro caso noticiado foi um incidente ocorrido com um promotor pai de autista, que procurou pela vacina na zona sul do Rio e lhe foi negada. “Informei que sou pai de criança com autismo, estava com o laudo médico descrevendo o autismo e a certidão de nascimento provando que sou o pai. A responsável pelo posto já conhecia a lei, mas disse que o município não se aplica essa lei porque o município tem calendário próprio e que não ia me vacinar”, disse ele ao G1.

Outro morador do município, na época, também relatou dificuldades. “Eu fui fazer a tentativa com minha esposa e minha irmã, que é cuidadora do meu filho. Perguntei se poderíamos receber a vacina de covid em cumprimento a essa legislação estadual e me disseram que o estado colocou essa lei, mas não estava implementada no município. Voltei lá ontem e fui informado que o município faculta a determinação do estado, o que pra mim, não tem cabimento”, disse ele ao O Dia, preferindo não se identificar.

Outros familiares deixaram seus relatos na postagem da reportagem em nossas redes sociais, confira nos links: Instagram e Facebook.

Familiares e cuidadores de autistas são inclusos em lei para vacinação no RJ

Tempo de Leitura: 2 minutosO estado do Rio de Janeiro, além de ter iniciado a vacinação de pessoas com deficiência como autistas, também incluiu familiares e cuidadores de autistas na Lei Estadual 9.264, sancionada pelo governador Cláudio Castro no início deste mês de maio. De acordo com a lei, o objetivo é que pais, mães e tutores de pessoas com deficiência intelectual são considerados, também, prioridades de vacinação contra a Covid-19.

>> ⚠️ Leia nossa reportagem “Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro”

As condições listadas como intelectuais são a Síndrome de Down, Síndrome do X-Frágil, Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Angelman, Alzheimer, Síndrome de Williams, bem como outras doenças permanentes ou temporárias que sejam incapacitantes.

Para a vacina, é necessário ter documentação. Para pais e mães, laudo de filhos e certidão de nascimento são exigidas. Para cuidadores, é requerido um relatório médico ou declaração da família.

Atualização

A efetividade da lei, porém, tem sido questionada por muitas pessoas, a exemplo do incidente ocorrido com um promotor pai de autista nesta quinta-feira. Em audiência pública na última terça (11.mai.2021), na Alerj (Assembleia Legislativa dos Estado do Rio de Janeiro), conselheiro estadual Cristiano Silveira, membro do Grupo de Trabalho de Triagem Neonatal do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ)  cobrou dos deputados o cumprimento da lei.

Segundo a leitora Ernestina Lirio , “a lei é estadual e a vacinação aconteceu até dia 10.mai.2021, em um quartel dos Bombeiros. Os municípios não acataram a lei e estão adaptando seus calendários a partir do Ministério da Saúde”, que nos enviou ainda esta reportagem do jornal Extra com mais detalhes sobre incidentes com a vacinação de autistas e familiares.

_

[Atualizado em 14/05/2021, 14:19, com informação do incidente de 13.mai.2021 e audiência publica do dia 11.mai.2021]

[Atualizado em 14/05/2021, 22:27 ,com informação da leitora Ernestina Lirio]

[Atualizado em 26/05/2021, 14:00, com link para reportagem “Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro”]

Autistas começam a receber vacina no Brasil

Tempo de Leitura: < 1 minutoEstados e cidades no Brasil iniciaram a vacinação de pessoas autistas contra a Covid-19, como Rio de Janeiro e Amapá, a partir do final de abril. A ação faz parte da vacinação de pessoas com deficiência como grupo prioritário e vulnerável em relação ao vírus.

Em entrevista ao Canal Autismo, a estudante de arquitetura Carol Cardoso, que recebeu a primeira dose da vacina em Macapá, afirmou que pretende retomar atividades essenciais assim que possível. “Na minha terapia de grupo, outros autistas também vacinaram. Então, isso pode abrir a possibilidade que eu retome a minha terapia de grupo, que tá me fazendo bastante falta”, destacou.

O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, esteve nos dois pontos de vacinação promovidos na capital do Amapá. “Aproveitamos o mês do autismo, que é uma pauta muito importante para realizar a imunização”, afirmou à prefeitura do município.

Na cidade do Rio de Janeiro, foi montado um posto especial de vacinação dentro do Maracanã. Nesta etapa, autistas foram vacinados juntamente com pessoas com Síndrome de Down e paralisia cerebral.

Em nota divulgada pelo governo estadual, o secretário de saúde Carlos Alberto Chaves assegurou que será expandida para outros municípios. “A vacinação desse público será iniciada na capital, como projeto-piloto, e poderá estar disponível a todas as regiões do estado. A SES montou um ambiente virtual para agendamento e uma logística para vacinação voltada às necessidades do grupo, respeitando suas especificidades, com conforto e segurança, contando ainda com um posto de acolhimento”, afirmou.

Como está a vacinação de pessoas autistas e demais PcD em outros países?

Tempo de Leitura: 3 minutos

Saiba qual a priorização de autistas e demais pessoas com deficiência em diversos países da Europa, além de EUA e Japão

A vacinação de autistas e demais pessoas com deficiência contra o novo coronavírus tem sido assunto nas redes sociais. Cresce um movimento pedindo a priorização dessa população nos planos de vacinação durante a pandemia. Mas, como tem acontecido isso em outros países do mundo? (Leia nossa reportagem sobre o Brasil: “Grupos ligados ao autismo e pessoas com deficiência defendem a priorização na vacinação“).

A reportagem da Revista Autismo entrevistou fontes no exterior, em sua maioria, pais de autistas residentes em outros países, para saber como o assunto tem sido tratado por lá.

Estados Unidos

“O distrito escolar de Los Angeles irá exigir a vacinação de todos os estudantes para frequentar a escola, quando as aulas presenciais forem retomadas e as vacinas infantis para Covid-19 estiverem disponíveis. Será pré-requisito obrigatório como já são as outras vacinas do programa de vacinação infantil. Agora, iniciou-se a vacinação de  maiores de 65 anos aqui. Não falaram nada ainda sobre pessoas com deficiência.”, contou a brasileira Rachel Botelho, que mora na cidade de Los Angeles. Para o estado da Califórnia como um todo, a regra é que pessoas com deficiência que tenham maior risco de gravidade de Covid-19, acima de 16 anos, entram na fase 1C, ou seja, na terceira fase da prioridade 1.

Reino Unido

Na Inglaterra, entrevistamos a Fausta Cristina Reis, mãe de uma menina autista: “Aqui se diferencia grau de autismo principalmente como: autismo e sem déficit cognitivo (learning disabilities). Os autistas com déficit cognitivo associado estão na lista de prioridades. Não há ainda nenhuma informação oficial para a sequência da segunda fase pois ainda estamos na primeira fase, que são as prioridades”, revelou ela.

Holanda

Na Holanda, segundo a jornalista brasileira Fátima de Kwant, mãe de autista radicada naquele país há mais de 30 anos, a vacinação de pessoas com deficiência começou nesta segunda (18.jan.2021). “Vejo que no Brasil ainda é motivo de discussão, mas aqui PcD são grupo de risco e recebem a vacina contra a Covid-19 logo após os profissionais de saúde”, explicou ela.

Portugal

Neste momento só são prioritários os que vivem em lares residências ou são acompanhados por serviços de saúde que estão na lista de prioridades, como cuidados continuados, em Portugal, segundo informações do português Eduardo Ribeiro a respeito do plano de imunização daquele país.

“Estamos em confinamento mas mais leve que em Março do ano passado. O alívio de medidas no Natal, altura em que eram 2 mil casos por dia, resultou que estamos nos 14 mil casos. O número de mortes diárias também mais do que duplicou, foi para 200. No sul está um pouco pior e o sistema nacional de saúde, internamentos e principalmente cuidados intensivos, está com uma pressão enorme, quase a atingir os 100%”, contou Eduardo, que é presidente da direção da AIA (Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista), em Braga.

Suécia

“Aqui na Suécia a vacinação começou pelos lares de terceira idade. Temos uma população considerável na faixa de mais de 70 anos e eles estão sendo os primeiros a serem vacinados. Esta semana começou a vacinação dos profissionais de saúde. O restante ainda não foi divulgado pela imprensa ou órgão oficial do governo sueco”, contou a mãe Gabriela Vel Kos, que mora na cidade de Gotemburgo.

Japão

No Japão, a mãe Priscila Kondo, não ouviu falar nada sobre priorização ainda. A província de Aichi, onde ela mora, entrou em estado de emergência novamente, mas só estão vacinando profissionais da saúde por enquanto.

Leia também “Grupos ligados ao autismo e pessoas com deficiência defendem a priorização na vacinação