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Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro

Tempo de Leitura: < 1 minutoApós o anúncio do governador Cláudio Castro (PSC-RJ) de que familiares, tutores e cuidadores de pessoas com deficiência poderiam ser vacinados contra a Covid-19, surgiram críticas de familiares de autistas pela dificuldade em ter acesso à vacina.

O primeiro caso noticiado foi um incidente ocorrido com um promotor pai de autista, que procurou pela vacina na zona sul do Rio e lhe foi negada. “Informei que sou pai de criança com autismo, estava com o laudo médico descrevendo o autismo e a certidão de nascimento provando que sou o pai. A responsável pelo posto já conhecia a lei, mas disse que o município não se aplica essa lei porque o município tem calendário próprio e que não ia me vacinar”, disse ele ao G1.

Outro morador do município, na época, também relatou dificuldades. “Eu fui fazer a tentativa com minha esposa e minha irmã, que é cuidadora do meu filho. Perguntei se poderíamos receber a vacina de covid em cumprimento a essa legislação estadual e me disseram que o estado colocou essa lei, mas não estava implementada no município. Voltei lá ontem e fui informado que o município faculta a determinação do estado, o que pra mim, não tem cabimento”, disse ele ao O Dia, preferindo não se identificar.

Outros familiares deixaram seus relatos na postagem da reportagem em nossas redes sociais, confira nos links: Instagram e Facebook.

Familiares e cuidadores de autistas são inclusos em lei para vacinação no RJ

Tempo de Leitura: 2 minutosO estado do Rio de Janeiro, além de ter iniciado a vacinação de pessoas com deficiência como autistas, também incluiu familiares e cuidadores de autistas na Lei Estadual 9.264, sancionada pelo governador Cláudio Castro no início deste mês de maio. De acordo com a lei, o objetivo é que pais, mães e tutores de pessoas com deficiência intelectual são considerados, também, prioridades de vacinação contra a Covid-19.

>> ⚠️ Leia nossa reportagem “Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro”

As condições listadas como intelectuais são a Síndrome de Down, Síndrome do X-Frágil, Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Angelman, Alzheimer, Síndrome de Williams, bem como outras doenças permanentes ou temporárias que sejam incapacitantes.

Para a vacina, é necessário ter documentação. Para pais e mães, laudo de filhos e certidão de nascimento são exigidas. Para cuidadores, é requerido um relatório médico ou declaração da família.

Atualização

A efetividade da lei, porém, tem sido questionada por muitas pessoas, a exemplo do incidente ocorrido com um promotor pai de autista nesta quinta-feira. Em audiência pública na última terça (11.mai.2021), na Alerj (Assembleia Legislativa dos Estado do Rio de Janeiro), conselheiro estadual Cristiano Silveira, membro do Grupo de Trabalho de Triagem Neonatal do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ)  cobrou dos deputados o cumprimento da lei.

Segundo a leitora Ernestina Lirio , “a lei é estadual e a vacinação aconteceu até dia 10.mai.2021, em um quartel dos Bombeiros. Os municípios não acataram a lei e estão adaptando seus calendários a partir do Ministério da Saúde”, que nos enviou ainda esta reportagem do jornal Extra com mais detalhes sobre incidentes com a vacinação de autistas e familiares.

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[Atualizado em 14/05/2021, 14:19, com informação do incidente de 13.mai.2021 e audiência publica do dia 11.mai.2021]

[Atualizado em 14/05/2021, 22:27 ,com informação da leitora Ernestina Lirio]

[Atualizado em 26/05/2021, 14:00, com link para reportagem “Familiares e cuidadores relatam dificuldades de vacinação no Rio de Janeiro”]

Autistas começam a receber vacina no Brasil

Tempo de Leitura: < 1 minutoEstados e cidades no Brasil iniciaram a vacinação de pessoas autistas contra a Covid-19, como Rio de Janeiro e Amapá, a partir do final de abril. A ação faz parte da vacinação de pessoas com deficiência como grupo prioritário e vulnerável em relação ao vírus.

Em entrevista ao Canal Autismo, a estudante de arquitetura Carol Cardoso, que recebeu a primeira dose da vacina em Macapá, afirmou que pretende retomar atividades essenciais assim que possível. “Na minha terapia de grupo, outros autistas também vacinaram. Então, isso pode abrir a possibilidade que eu retome a minha terapia de grupo, que tá me fazendo bastante falta”, destacou.

O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, esteve nos dois pontos de vacinação promovidos na capital do Amapá. “Aproveitamos o mês do autismo, que é uma pauta muito importante para realizar a imunização”, afirmou à prefeitura do município.

Na cidade do Rio de Janeiro, foi montado um posto especial de vacinação dentro do Maracanã. Nesta etapa, autistas foram vacinados juntamente com pessoas com Síndrome de Down e paralisia cerebral.

Em nota divulgada pelo governo estadual, o secretário de saúde Carlos Alberto Chaves assegurou que será expandida para outros municípios. “A vacinação desse público será iniciada na capital, como projeto-piloto, e poderá estar disponível a todas as regiões do estado. A SES montou um ambiente virtual para agendamento e uma logística para vacinação voltada às necessidades do grupo, respeitando suas especificidades, com conforto e segurança, contando ainda com um posto de acolhimento”, afirmou.

Como está a vacinação de pessoas autistas e demais PcD em outros países?

Tempo de Leitura: 3 minutos

Saiba qual a priorização de autistas e demais pessoas com deficiência em diversos países da Europa, além de EUA e Japão

A vacinação de autistas e demais pessoas com deficiência contra o novo coronavírus tem sido assunto nas redes sociais. Cresce um movimento pedindo a priorização dessa população nos planos de vacinação durante a pandemia. Mas, como tem acontecido isso em outros países do mundo? (Leia nossa reportagem sobre o Brasil: “Grupos ligados ao autismo e pessoas com deficiência defendem a priorização na vacinação“).

A reportagem da Revista Autismo entrevistou fontes no exterior, em sua maioria, pais de autistas residentes em outros países, para saber como o assunto tem sido tratado por lá.

Estados Unidos

“O distrito escolar de Los Angeles irá exigir a vacinação de todos os estudantes para frequentar a escola, quando as aulas presenciais forem retomadas e as vacinas infantis para Covid-19 estiverem disponíveis. Será pré-requisito obrigatório como já são as outras vacinas do programa de vacinação infantil. Agora, iniciou-se a vacinação de  maiores de 65 anos aqui. Não falaram nada ainda sobre pessoas com deficiência.”, contou a brasileira Rachel Botelho, que mora na cidade de Los Angeles. Para o estado da Califórnia como um todo, a regra é que pessoas com deficiência que tenham maior risco de gravidade de Covid-19, acima de 16 anos, entram na fase 1C, ou seja, na terceira fase da prioridade 1.

Reino Unido

Na Inglaterra, entrevistamos a Fausta Cristina Reis, mãe de uma menina autista: “Aqui se diferencia grau de autismo principalmente como: autismo e sem déficit cognitivo (learning disabilities). Os autistas com déficit cognitivo associado estão na lista de prioridades. Não há ainda nenhuma informação oficial para a sequência da segunda fase pois ainda estamos na primeira fase, que são as prioridades”, revelou ela.

Holanda

Na Holanda, segundo a jornalista brasileira Fátima de Kwant, mãe de autista radicada naquele país há mais de 30 anos, a vacinação de pessoas com deficiência começou nesta segunda (18.jan.2021). “Vejo que no Brasil ainda é motivo de discussão, mas aqui PcD são grupo de risco e recebem a vacina contra a Covid-19 logo após os profissionais de saúde”, explicou ela.

Portugal

Neste momento só são prioritários os que vivem em lares residências ou são acompanhados por serviços de saúde que estão na lista de prioridades, como cuidados continuados, em Portugal, segundo informações do português Eduardo Ribeiro a respeito do plano de imunização daquele país.

“Estamos em confinamento mas mais leve que em Março do ano passado. O alívio de medidas no Natal, altura em que eram 2 mil casos por dia, resultou que estamos nos 14 mil casos. O número de mortes diárias também mais do que duplicou, foi para 200. No sul está um pouco pior e o sistema nacional de saúde, internamentos e principalmente cuidados intensivos, está com uma pressão enorme, quase a atingir os 100%”, contou Eduardo, que é presidente da direção da AIA (Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista), em Braga.

Suécia

“Aqui na Suécia a vacinação começou pelos lares de terceira idade. Temos uma população considerável na faixa de mais de 70 anos e eles estão sendo os primeiros a serem vacinados. Esta semana começou a vacinação dos profissionais de saúde. O restante ainda não foi divulgado pela imprensa ou órgão oficial do governo sueco”, contou a mãe Gabriela Vel Kos, que mora na cidade de Gotemburgo.

Japão

No Japão, a mãe Priscila Kondo, não ouviu falar nada sobre priorização ainda. A província de Aichi, onde ela mora, entrou em estado de emergência novamente, mas só estão vacinando profissionais da saúde por enquanto.

Leia também “Grupos ligados ao autismo e pessoas com deficiência defendem a priorização na vacinação