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Famílias de autistas denunciam exclusão escolar em diferentes lugares do Brasil

Tempo de Leitura: < 1 minutoAlém dos relatos de exclusão escolar em processo de matrícula por famílias de autistas em janeiro, mais denúncias ocorreram nas últimas semanas em estados como Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Dayane de Lemos, que reside na Pavuna, bairro do Rio de Janeiro, alegou não conseguir renovar a matrícula do filho de Joaquim, de 7 anos. Ela disse ao O Dia que “fui renovar a matrícula dele na escola que ele estuda desde o maternal e agora recusaram. Alegam não ter mediador para atender a condição dele”.

Em Juiz de Fora, uma mãe denunciou à Polícia Militar que o Colégio Stella Matutina recusou a matrícula de seu filho autista, de 3 anos. Em entrevista ao G1, ela disse que “meu filho tem apenas 3 anos de idade, ver ele passar por isso, realmente é muito triste. Preciso de forças para seguir a luta em encontrar um local que aceite meu filho”, afirmou.

Outro caso ocorreu em Cuiabá. Um menino de 6 anos, chamado Lorenzo, não iniciou as aulas na escola em que ganhou uma bolsa para iniciar o ensino fundamental. Kamila Ribeiro, que é contadora e mãe da criança, disse que a vaga foi negada depois que descobriram que ele era autista. “[Eles disseram] que só aceita autista leve e com acompanhante terapêutica dele na escola”, afirmou.

Em Goiânia, a recusa de matrícula de uma criança no espectro do autismo motivou uma audiência pública na Câmara dos Vereadores. O evento ocorreu nesta segunda-feira (21) e contou com a participação de entidades ligadas ao autismo e ativistas. Na ocasião, foi sugerida a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão.

Matrícula negada para criança autista em Goiânia será tema de audiência pública

Tempo de Leitura: < 1 minutoNas últimas semanas, uma mãe relatou que uma escola de Goiânia recusou a matrícula de seu filho autista. O caso movimentou a comunidade do autismo na cidade e pelo país por acompanhar outros casos de exclusão ocorridos em janeiro por outras famílias no Brasil.

Por isso, nesta segunda-feira (21) às 9h, a Câmara Municipal de Goiânia fará uma audiência pública sobre autismo e os casos de exclusão educacional. A pauta foi proposta pela vereadora Sabrina Garcez (PSD).

A audiência contará com membros do Núcleo de Apoio e Inclusão do Autista (Naia), da Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Municipal de Educação, do Conselho Estadual de Educação, do Ministério Público, do Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro), do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Goiás (Sinepe), além da Comissão Especial de Defesa dos Direitos das Pessoas Autistas do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Famílias de autistas reclamam de exclusão em matrículas escolares pelo Brasil

Tempo de Leitura: 2 minutosAssim como em períodos de matrícula escolar, famílias de pessoas autistas tem denunciado exclusões em colégios em vários lugares do Brasil. Em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, um casal acusa o Colégio Stella Matutina de recusar a matrícula do filho, que está no espectro do autismo.

“A coordenadora disse que não poderia matricular o Murilo porque ele era autista. Havia, sim, vagas, porém para crianças típicas – ou seja, sem deficiência. Ela também falou que já tinha dois alunos com autismo e, com base no regulamento interno da instituição, não poderia aceitar outra criança nessas condições”, disse Karla Bronzato, mãe do menino, ao Estado de Minas.

Outra família, em Aracaju, tem afirmado dificuldades semelhantes em escolas particulares da cidade. “A gente sente uma impotência, porque sabe que são resguardados por lei, sabe que tem todo esse direito da inclusão, mas não sabe a quem recorrer para corrigir essas falhas”, disse Jonatan Marinho, pai de uma criança de cinco anos, ao G1.

Já Joyce Brito, em Curitiba, diz que chorou por três dias após uma série de recusas. “As que aceitam são escolas com valores muito, muito acima e não entram no meu orçamento. Isso é muito complicado. Com tantas escolas aqui perto eu estou tendo dificuldade de encontrar uma escola que aceite meu filho”, afirmou ela ao Plural.

Após a recusa de matrícula de outra pessoa autista em Ananindeua, no Pará, uma frente parlamentar tem discutido a recusa no estado. “Vamos acompanhar e propor todas as demandas que envolvem os direitos da pessoa com autismo e em conjunto com a Alepa vamos tratar da negativa de matrículas que infelizmente é muito comum. Todo início de ano temos essa demanda. Vamos acompanhar a execução dessas propostas para que não tenham esses tristes casos”, disse a advogada Nayara Barbalho em nota da Assembleia Legislativa do Pará.

‘Estou cansada de passar por isso’, diz mãe sobre exclusão de filho em escola de São Paulo

Tempo de Leitura: < 1 minutoAmanda Cristina de Souza Olivo é doceira e mãe de um menino autista de 11 anos que estuda em uma escola estadual na zona oeste de São Paulo. Na última terça-feira (12), a mãe denunciou a exclusão do filho no ensino da instituição.

Em entrevista ao G1, ela disse que a diretora da escola disse que não teria ninguém para cuidar do filho. “Fiquei meio chocada, não estava acreditando que estava acontecendo isso. Estou cansada de passar por isso”, afirmou.

Embora a Secretaria Estadual da Educação tenha justificado que a criança “estaria muito agitada”, a família deve entrar com uma ação de indenização na Justiça por constrangimento.

Criança autista em Porto Velho é impedida de assistir aula por falta de cuidador; mãe questiona nas redes

Tempo de Leitura: < 1 minutoMabel Colares é mãe de Gustavo Berillo, de 9 anos, que é autista. Na última segunda-feira (16), Mabel publicou um vídeo no Instagram afirmando que seu filho foi impedido de assistir aulas presenciais pela escola por falta de cuidadores. Isso, segundo ela, causou um desconforto em Gustavo, que questionou o fato de sua irmã continuar na escola e ele não. O caso viralizou nas redes.

Em entrevista ao G1, ela explicou o desconforto. “Me programei, estou desde a semana passada conversando com ele que ele vai pra escola, que tem que ir pra escola pra ficar inteligente, comprei uniforme novo, comprei tênis novo, comprei material que precisa, sacolinha pra guardar a máscara, máscara nova, álcool, organizei a mochila dele. Vim trazer ele hoje e ele foi retirado de sala, porque não tem ninguém que olha meu filho, não tem ninguém que possa acompanhar ele, isso é uma injustiça com uma mãe que tem um filho autista”, afirmou.

Mabel registrou boletim de ocorrência. A unidade de ensino, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta edição. O apresentador Marcos Mion, por sua vez, chegou a conversar publicamente com o prefeito de Porto Velho em busca de providências e o cumprimento de políticas públicas em Rondônia.

Vídeo

Na noite desta terça-feira (17), o apresentador Marcos Mion fez um vídeo com Mabel e o prefeito de Porto Velho. Nele, a autoridade municipal oferece uma vaga para o Gustavo numa escola pública municipal. Assista a seguir:

 

[Atualizado em 18/08/2021 com o vídeo do Marcos Mion com a mãe e o prefeito da cidade]