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Introvertendo e O Mundo Autista liberam áudio reportagem sobre neurodiversidade

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Em comemoração ao Dia do Orgulho Autista, celebrado anualmente em todo 18 de junho, o podcast Introvertendo e o portal O Mundo Autista anunciaram o lançamento da áudio reportagem “Neurodiversidade”. Constituída de quatro partes, liberadas diariamente entre 15 a 18 de junho, o material incluiu entrevistas com autistas, profissionais, além de material documental sobre a neurodiversidade.

“A neurodiversidade (e o movimento político em torno dela) é um dos temas mais populares sobre o autismo na última década, mas eu nunca vi sendo discutida numa perspectiva brasileira. O nosso referencial é sempre estrangeiro e nós queríamos apresentar uma visão inédita em áudio”, contou o podcaster Tiago Abreu.

A reportagem foi construída por um dos apresentadores do podcast, o jornalista Tiago Abreu, em parceria com o jornalista Victor Mendonça, ambos autistas. Na ocasião, os jornalistas conversaram com ativistas autistas, consultaram vários livros e materiais sobre o movimento da neurodiversidade, o que resultou numa série de quatro episódios.

O último episódio da série, que trata sobre o Dia do Orgulho Autista, inclusive, também é um artigo escrito por Victor Mendonça que faz parte da edição nº 009 da Revista Autismo, disponibilizada este mês em formato físico e digital.

A ideia é que reportagens sejam lançadas de tempos em tempos no Introvertendo. “É um formato que queremos apresentar pelo menos uma vez a cada três meses, e o Victor já é um parceiro nesse trabalho jornalístico. Já temos planos de falar ainda este ano de temas como mercado de trabalho e religião no contexto da comunidade do autismo”, disse Tiago.

“Essa reportagem corrobora a minha ideia de que o jornalismo científico pode ser algo ao mesmo tempo interessante, esclarecedor, acessível e, em alguns momentos, até engraçado. Espero que os ouvintes se divirtam e aprendam tanto quanto eu e o Tiago durante esses quatro episódios”, afirmou Victor Mendonça.

A série “Neurodiversidade” pode ser ouvida em aplicativos de música e podcast como o Spotify, na playlist abaixo:

Dificuldades do diagnóstico tardio

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Coluna: Liga dos Autistas

Ser Autista não é fácil, viver anos sem saber é ainda pior: tempo perdido! A falta de tratamento adequado, inúmeras adaptações, lidar com expectativas, não ter o acompanhamento necessário são alguns dos efeitos negativos na vida de um neurodiverso sem diagnóstico.

Todos (quase todos) com diagnóstico tardio descrevem a sensação da descoberta: alívio e libertação! Na verdade, temos um sistema operacional cerebral diferente. Mas ser diferente para a sociedade… incomoda!

Saga para obter diagnóstico? Ah! Esse momento é provação, resistência, teste de paciência e sanidade! Alguns profissionais conseguem ser mais autistas que nós no sentido de interpretar literalmente características não tão padronizadas como se imagina. Não possuem empatia, têm julgamentos infundados, nos ridicularizam, sequer investigam nossos questionamentos e ainda soltam o jargão medicinal da ignorância: “você não é Autista, dê graças a Deus por ser normal!”. Por que não nos escutam, ou dão atendimento humanizado? Devemos ser gratos por não sermos considerados anormais!?

Mudar essa visão equivocada é extremamente importante, pois precisamos de parceiros e de solidariedade, não de inimigos! Apoio, compreensão e aceitação são fundamentais antes, durante e após o diagnóstico. Pois, mesmo com o laudo atestando essa neurodiversidade, as dificuldades e limitações ainda existirão.