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Podcast discute enquadramento da experiência no autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (17) o seu 216º episódio, chamado “O Enquadramento da Experiência”. O conteúdo, que foi apresentado e narrado pelo jornalista Tiago Abreu, aborda o seguinte questionamento: autistas falam apenas sobre o seu próprio autismo ou podem falar com um olhar externo?

Segundo Tiago, o enquadramento da experiência é uma limitação de que autistas que participam do ativismo do autismo são apenas autistas. Na opinião do podcaster, isso não reflete a comunidade do autismo de fato. “A cada ano que passa, vamos descobrindo mães e pais de autistas que na verdade são autistas, profissionais conhecidos do autismo que se descobrem autistas, e por aí vai…”, afirmou.

Ele afirmou que o tema foi inspirado por uma situação desagradável durante uma entrevista. “Fui interrompido por uma colega de profissão quando tentei falar sobre o autismo de forma mais geral ou conceitual. Ao mesmo tempo, fiquei lembrando de quantas vezes fui chamado para eventos de autismo para falar apenas sobre o autismo em primeira pessoa. E comecei a perceber que já se tinha críticas parecidas em outros âmbitos feitos por outras minorias, como pessoas negras, LGBTs e até de outras deficiências. Queria fazer uma espécie de ensaio narrado e muita gente se identificou”, afirmou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Ativistas fazem novos protestos contra rol taxativo da ANS — Canal Autismo / Revista Autismo

Ativistas fazem novos protestos contra rol taxativo da ANS

Tempo de Leitura: < 1 minutoAtivistas ligados ao autismo fizeram protestos em várias cidades do Brasil nesta quarta-feira (27). Em Brasília, a jornalista Andréa Werner, do Instituto Lagarta Vira Pupa, organizou um movimento de mães acorrentadas — a iniciativa repete um ato ocorrido em fevereiro deste ano, quando a votação sobre o rol taxativo da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) foi suspensa após pressão de manifestantes.

Outros grupos também organizaram inúmeras manifestações nas mais diversas cidades do país. Ocorreram protestos em cidades como Rio de Janeiro, Belém, Recife, Cuiabá, Natal, São Luís, Aracajú, São Paulo e Porto Alegre. Ao contrário do que ativistas previam, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não fez a votação nesta quarta.

 

[Atualizado em 28/04/2022, às 22h17 com mais cidades e destacando outros grupos também]

Ativistas indígenas contam experiências com o autismo em podcast

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (8) o seu 207º episódio, chamado “Autismo e os Povos Indígenas”. Nele, duas ativistas indígenas falam sobre suas experiências com o autismo: Deborah Martins, que também é chefe de cozinha e diagnosticada com autismo, e a escritora e artista Márcia Kambeba, que é mãe de um adolescente autista.

No episódio, Deborah disse sentir falta de mais discussões sobre autismo e as questões indígenas. “A grande maioria das pessoas desvinculam a qualquer outra característica que não seja o autismo da pessoa. E tem nuances onde as questões do autismo e as questões de ser uma pessoa indígena colidem e é importante fazer esses recortes de raça, esse recortes de comunidade LGBTQIA+ pra dentro do autismo, porque uma coisa não pode excluir a outra”, afirmou.

Márcia, que mora no Pará, contou sobre o apoio que ela e seu filho tem recebido dos profissionais de saúde do setor público e dos desafios da inclusão escolar, sobretudo quanto a preconceito de colegas e professores. “E ele faz certas perguntas assim que, às vezes como mãe, me machuca muito e eu estou sempre com ele, sempre ensinando, sempre junto, buscando estudar junto com ele, reaprendendo coisas que eu vivi lá atrás na infância”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

‘A gente não está sabendo lidar com as diferenças’, diz Carol Cardoso sobre conflitos entre autistas

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou o seu 204º episódio nesta sexta-feira (11) chamado “Precisamos Falar Sobre Autistas Excludentes”.  Apresentado por Tiago Abreu, o episódio incluiu debates sobre conflitos entre autistas na comunidade do autismo com relatos do youtuber Willian Chimura e da arquiteta Carol Cardoso. Na ocasião, Carol defendeu que existem questões além do autismo entre as pessoas diagnosticadas e que esses aspectos devem ser considerados.

“Quando a gente fala de autismo, a gente fala sobre políticas, a gente fala sobre formas de lidar com ser autista, a gente fala de diversas questões que impactam na vida de muita gente, todas as pessoas que estão dentro dessa comunidade e realmente existem muitas frentes, existem muitas visões e eu acho que a gente não está sabendo lidar com essas diferenças”, afirmou.

Carol também argumentou que críticas devem ser feitas quando necessário, mas com cuidado. “Por mais que a gente precisa questionar certas posturas, certas falas que são erradas, que enfim deveriam ser ditas de outra forma, eu acho que a gente não pode desumanizar as pessoas quando a gente faz isso”, comentou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Vereadores de Araçatuba aprovam lei que substitui sirene de escolas para autistas — Canal Autismo / Revista Autismo

Autistas e familiares fazem protesto em frente ao prédio da Unimed em Goiânia

Tempo de Leitura: < 1 minutoAtivistas de organizações do autismo em Goiânia protestaram na tarde desta sexta-feira em frente a Unimed Goiânia. Os manifestantes vestiram narizes de palhaço e camisetas com o texto “Negar tratamento adequado não!”. A iniciativa se deu depois que um grupo de mães denunciou a Unimed ao Procon por tratamentos inadequados que, segundo elas, fizeram seus filhos regredirem na autonomia.

Entre as associações envolvidas no ato, estão o Núcleo de Apoio e Inclusão do Autista (Naia), que é formado por autistas e familiares de autistas, além do grupo Mães em Movimento pelo Autismo.

Assista o vídeo:

Ativistas se acorrentam em frente ao STJ e julgamento é adiado

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento sobre a cobertura de tratamentos pelos planos de saúde nesta quarta-feira (23). Na ocasião, um grupo de ativistas que era composto por pessoas com deficiência e mães de pessoas com deficiência estavam em frente ao STJ acorrentados em manifesto.

A jornalista e ativista Andréa Werner publicou atualizações sobre a ação em sua conta no Twitter. O tema alcançou o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados na rede social, e atraiu comentários de outras figuras públicas, como a ex-BBB Juliette e o apresentador Marcos Mion.

Em suas redes, Andréa comemorou o apoio. “Só posso agradecer a todos que repercutiram. Não fiz nada sozinha!”, afirmou.

Entenda o caso

A votação corresponde ao processo que pode modificar e restringir os procedimentos médicos obrigatórios cobertos pelos planos de saúde em todo o Brasil. Na prática, se aprovado, procedimentos que não estão na lista da Associação Nacional de Saúde (ANS) podem não ser cobertos pelos planos.

Entidades e ativistas afirmam que, se a lista da ANS for considerada taxativa ao invés de exemplificativa, pessoas com deficiência, doenças graves e raras podem ser afetadas.

‘O futuro do autismo no Brasil é junto com os autistas’, diz Tiago Abreu

Tempo de Leitura: 2 minutosTiago Abreu, que lançou o primeiro livro sobre neurodiversidade do Brasil cujo título é O que é neurodiversidade?, comentou sobre o desenvolvimento do ativismo do autismo no Brasil no episódio 202 do podcast Introvertendo lançado nesta sexta-feira (11). Na ocasião, ele defendeu que autistas ganharam relevância na comunidade nos últimos 10 anos, e que isso é apenas o começo.

“Aquilo que a gente chama de movimento da neurodiversidade no Brasil está muito intricado aos próprios autistas e ao surgimento de um ativismo autista na década de 2010 que é pouco documentado ainda na literatura. E se as pessoas realmente querem pensar o futuro do autismo no Brasil, tem que pensar junto com os autistas. Porque essa parte da comunidade vai só crescer daqui pra frente”, disse ele.

O ativismo de autistas surgiu mais tarde no Brasil em comparação a outros países. Sobre isso, Tiago afirmou que a participação recente de autistas se dá por vários fatores, incluindo as mudanças nos manuais médicos. “É na década de 2010 que a gente tem [acesso ao] 4G, mais uso de smartphones e WhatsApp. As redes sociais acabam chegando de uma forma mais massiva para uma parte da população que antes não era incluída digitalmente. Então começou-se a falar muito mais sobre autismo publicamente. E tem muita água pra rolar porque ainda é uma cena muito recente”, afirmou.

“A primeira comunidade virtual sobre autismo que surge [no Brasil] é no final da década de 1990, que é uma lista no Yahoo. Lá no exterior, nesse período aí da década de 1990, já tinha fóruns e grupos de autistas. Aqui no Brasil estavam surgindo as primeiras comunidades de pais. Muita coisa foi acontecendo tardiamente no Brasil porque basicamente não tinha autista diagnosticado na vida adulta pra discutir esses temas”, complementou.

O que é neurodiversidade? foi lançado em formato físico e digital em 4 de fevereiro e, atualmente, o livro está entre os 25 mais vendidos na categoria de saúde na Amazon. O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

GDF solicita suspensão de despejo contra AMA do Distrito Federal

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm reunião ocorrida nesta quinta-feira (10) entre diretores da Associação de Amigos do Autista do Distrito Federal (AMA-DF), representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Procuradoria-Geral na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a procuradora Ludmila Galvão solicitará ao Judiciário a suspensão do processo de despejo da atual sede da AMA-DF.

Segundo a Agência Brasília, em conversa com membros da AMA, houve convergência entre as entidades sobre a importância dos trabalhos da organização. “Acreditamos que depois dessa reunião seja feita uma proposta para fechar novos convênios, inclusive com outras entidades que atendem autistas”, disse Gisele Montenegro.

AMA do DF busca soluções contra despejo

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA-DF) recebeu uma notificação de despejo da atual sede por parte do governo estadual. A decisão provocou revolta em famílias que dependem dos serviços e ações da associação. Com isso, políticos e outros parlamentares tem tentado reverter a decisão.

Em entrevista ao Metrópoles, Gisele Montenegro, a presidente da AMA, afirmou que várias figuras tem manifestado apoio a associação. “Recebemos manifestações de apoio de Robério Negreiros (PSD), Leandro Grass (PV) e Cláudio Abrantes (PDT)”. Além disso, na próxima quinta-feira (10), representantes da organização tem uma reunião marcada com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa (CLDF), coordenada pelo deputado Fábio Felix (PSOL).

A organização também lançou um vídeo comentando o despejo e as ações existentes na atual unidade da organização:

Resposta do governador

Em resposta oficial, através das redes sociais, o governador do DF, Ibaneis Rocha, nos enviou:

“Olá! Já me manifestei oficialmente: O despejo da Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA) foi pedido em 2017, pela gestão que nos antecedeu no Governo do Distrito Federal. O processo, no entanto, só se tornou público em 24 de janeiro de 2022. Não concordo com a ação. Determinei ao Secretário de Saúde que, obedecendo a legalidade, resolva a questão. A primeira reunião, com a participação da AMA, será realizada nesta quinta-feira (10). Nós não vamos permitir que o belo trabalho desenvolvido pela associação seja interrompido. Suspendi a tramitação administrativa relativa ao despejo do imóvel localizado no Riacho Fundo. Não vamos descumprir uma ordem judicial, mas estou certo de que encontraremos uma saída para a situação. O trabalho da Ama não será prejudicado e tem todo o meu apoio.”

 

[Atualizado em 09/02/2022, às 14h01 com resposta oficial do governador do DF]

Ativista no autismo, “ser ou não ser…”

Ativista no autismo, “ser ou não ser…”

Tempo de Leitura: < 1 minutoAtivista no Autismo, “ser ou não ser, eis a questão.” A realidade é que eu não escolhi ser. Mas sou. Afinal, sou defensora da inclusão social de pessoas com deficiência – PCDs. E autista é PCD. Assim, me tornei membro de um agrupamento de pessoas que lutam por essa causa. Mesmo sem assinar documentos para validar o ativismo. Ser ativista nos permite essa liberdade.

Quanto a ser militante… bem, penso não ter perfil para tanto. Tudo bem que na militância a pessoa também defende uma causa. Entretanto, a ação tende a valorizar disciplina, centralização e a ausência de autonomia. Enquanto, no ativismo há o incentivo à experimentação, horizontalidade e autonomia.

Ativismo humanista

Humanismo é uma missão social na qual o princípio é garantir o bem-estar dos seres humanos e da condição humana. É nisso que eu acredito. Assim, o palco de meu ativismo são as redes sociais e o ambiente virtual. Dessa forma, o ativismo nas redes sociais executa ações online, realizadas para difundir ideias e causas, obter suporte e organizar atos presenciais, como as manifestações. Claro, se for o caso!

Ativista no Autismo, “ser ou não ser…”

As pessoas com deficiência precisam mostrar a sua cara à sociedade. O ativismo nas redes sociais facilita e amplia a visibilidade e o apoio a diversas causas. Enquanto as pautas gerais contribuem para melhorar a qualidade de vida de grandes grupos, as pautas locais fazem a diferença na vida de cidadãos.

Portanto, desmistifica a ideia de que a vida da PCD é uma vida de menor valor. As pessoas são diferentes e é necessário entender essas diferenças para que possamos construir uma sociedade mais democrática, igualitária, equânime, justa e inclusiva. Ou seja, mais humanizada, em que a sociedade não classifique a vida humana e não permita assim, que ninguém fique para trás.

O que ergue barreiras entre nós é a atitude de permanecer ignorante em relação aos outros. Por isso, o diálogo é decisivo. Tudo começa com o diálogo. (Daisaku Ikeda – filósofo humanista)

 

Ativistas do autismo fazem nova manifestação em Macapá por profissionais especializados

Tempo de Leitura: < 1 minutoFamiliares, autistas e pessoas relacionadas a causa do autismo se manifestaram novamente nesta sexta-feira (3) em frente do Palácio do Setentrião, em Macapá.

Os ativistas, que já tinham se manifestado em 25 de novembro, aproveitaram o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência para queixar a ausência de profissionais especializados em autismo na rede pública do estado.

Manifestantes reclamam sobre falta de médicos para autistas no Amapá — Canal Autismo / Revista Autismo

Manifestantes reclamam sobre falta de médicos para autistas no Amapá

Tempo de Leitura: < 1 minutoFamiliares, autistas e simpatizantes se manifestaram nesta quinta-feira (25) em frente do Palácio do Setentrião, em Macapá, sobre a falta de médicos especializados para atender autistas na rede pública do estado.

A reinvindicação dos ativistas é que sejam contratados neurologistas, neuropediatras e psiquiatras. Além disso, também existiria a demanda por terapeutas para o atendimento de pessoas autistas de diferentes idades, incluindo adultos.