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Netflix apresenta versão norte-americana de Amor no Espectro

Tempo de Leitura: < 1 minuto18 de maio é a data de estreia de Amor no Espectro: EUA (Love on the Spectrum: US), a versão norte-americana da série que traz autistas em encontros e relacionamentos amorosos. A produção, de origem australiana, recebeu um trailer oficial. A série tem produção da Northern Pictures com direção de Karina Holden e Cian O’Clery.

Assista o trailer:

Michael, de Amor no Espectro, lança podcast — Canal Autismo / Revista Autismo

Michael, de Amor no Espectro, lança podcast

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Michael Theo, um dos participantes recorrentes da série australiana Amor no Espectro, lançou um podcast. Mr A+ foi lançado em outubro e tem episódios às terças-feiras. Os temas envolvem conversas com convidados sobre temas de seus interesses e de Michael.

A temporada mais recente de Amor no Espectro foi disponibilizada em setembro deste ano pela Netflix Brasil.

Ouça o episódio mais recente do podcast de Michael publicado até agora:

Autista brasileira faz dublagem em Amor no Espectro na Netflix

Tempo de Leitura: 2 minutos

A escritora Kenya Diehl fez participação especial dublando a voz da personagem Charlotte na segunda temporada da série

Uma das melhores surpresas da estreia da segunda temporada da série Amor no Espectro nesta terça-feira (21), foi a participação especial de uma pessoa autista, Kenya Diehl, dublando a voz da personagem Charlotte (como pode ser visto nos créditos ao final da série). A influencer, consultora em autismo e escritora foi indicada por Marcos Mion à equipe da Netflix no Brasil.

A série documental, uma produção australiana que traz autistas adultos em encontros amorosos, teve sua primeira temporada originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

Autismo e neurodiversidade

Com sua contratação pela Netflix, Marcos Mion levou junto uma visão de maior importância para o autismo e a neurodiversidade como um todo. Como ele já me revelou em entrevista exclusiva em junho último (que foi capa da Revista Autismo daquele trimestre), o apresentador sugeriu o envolvimento de uma autistas adulta, para as dublagens da série Amor no Espectro. E o nome não poderia ser outro: Kenya Diehl, que trabalha com Mion na Comunidade Pró-Autismo, no Facebook.

Kenya, que teve seu diagnóstico de autismo aos 9 anos de idade (hoje ela tem 38), contou sobre sua satisfação em fazer essa participação especial: “Não tenho a pretensão de me tornar uma dubladora como profissão, mas foi muito especial para trazer uma veracidade maior à dublagem desta série”, declarou ela.

Além de fazer uma consultoria para a versão brasileira da dublagem da série, Kenya Diehl também dua contribuições para a áudio-descrição das temporadas um e dois.

Segunda temporada

Assista ao trailer:

Leia mais nos nossos artigos:

Amor no Espectro estreia segunda temporada hoje

Tempo de Leitura: < 1 minutoHoje (21.set.2021) é o dia da estreia da segunda temporada da série documental Amor no Espectro na plataforma de streaming Netflix. A produção australiana, que traz autistas adultos em encontros amorosos, foi originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

Um surpresa positiva foi saber da dublagem feita por uma pessoa autista, Kenya Diehl, que é influencer, consultora em autismo e escritora. Ela fez uma participação especial, dublando a voz da personagem Charlotte, como pode ser visto nos créditos finais da série.

 

Leia mais no nosso artigo “Netflix anuncia segunda temporada de Amor no Espectro“.

 

Assista ao trailer:

[Atualizado em 21/09/2021, 16h10 — com a participação de Kenya Kiehl na dublagem]

Netflix anuncia segunda temporada de Amor no Espectro

Tempo de Leitura: < 1 minuto21 de setembro é a data de estreia da segunda temporada da série Amor no Espectro na plataforma de streaming Netflix. A produção australiana, que traz autistas adultos em encontros amorosos, foi originalmente lançada em 2019 pela ABC TV e, transmitida no Brasil pela Netflix em 2020. A nova temporada apresenta personagens já introduzidos na primeira temporada, mas também inclui novas pessoas, todas dentro do espectro do autismo.

A temporada já foi exibida no país original. Em entrevista ao Autism Awareness Australia, parte do cast comentou as expectativas e como foi participar da segunda temporada. Mark, por exemplo, disse que “o programa ficou melhor e muito maior, e o fato de ter ido ao ar na Netflix fez eu sentir que Love on the Spectrum se tornou mundialmente conhecido. Sempre me senti confiante trabalhando na primeira temporada, na segunda não foi diferente”, destacou.

Ronan é uma das novidades da segunda temporada. Ele decidiu participar da série após assistir a primeira temporada e disse ter gostado da experiência. “Eu realmente não tinha certeza do que esperar porque era muito novo para mim, mas eu sempre gosto de tentar coisas novas e estava animado para fazer parte do show. Aprendi muito durante as filmagens e toda a equipe foi tão legal e me fez sentir valorizado”, comentou.

Por abordar namoro e relacionamento, a primeira temporada recebeu atenção e comentários de autistas, inclusive no Brasil.

Assista ao trailer:

[Atualizado em 19/09/2021 com a data de estreia para 21.set.2021]

Amor no Espectro: segunda temporada no ar na Austrália

Tempo de Leitura: < 1 minutoA série australiana Amor no Espectro, cuja primeira temporada foi retransmitida no Brasil pela Netflix e conta a história de autistas que buscam relacionamentos amorosos, ganhou uma segunda temporada, já disponível na Austrália por sua emissora original, a ABC TV. A história dá seguimento a alguns personagens da primeira, e insere novos nomes, todos autistas.

Em entrevista ao Autism Awareness Australia, parte do cast comentou as expectativas e como foi participar da segunda temporada. Mark, por exemplo, disse que “o programa ficou melhor e muito maior, e o fato de ter ido ao ar na Netflix fez eu sentir que Love on the Spectrum se tornou mundialmente conhecido. Sempre me senti confiante trabalhando na primeira temporada, na segunda não foi diferente”, destacou.

Ronan é uma das novidades da segunda temporada. Ele decidiu participar da série após assistir a primeira temporada e disse ter gostado da experiência. “Eu realmente não tinha certeza do que esperar porque era muito novo para mim, mas eu sempre gosto de tentar coisas novas e estava animado para fazer parte do show. Aprendi muito durante as filmagens e toda a equipe foi tão legal e me fez sentir valorizado”, comentou.

Por abordar namoro e relacionamento, a primeira temporada recebeu atenção e comentários de autistas, inclusive no Brasil. Apesar disso, ainda não há informações se a segunda temporada será retransmitida pela Netflix.

Amor no Espectro: No autismo, a vida real supera a ficção

Tempo de Leitura: 2 minutos“Amor no Espectro” é um delicioso reality show que retrata o autismo com bom humor e responsabilidade, além de conferir protagonismo às pessoas com essa condição. A série apresenta uma perspectiva quase completa dos relacionamentos entre autistas. O processo de flerte, as habilidades sociais, as questões de hiper ou hipossensibilidade sensorial, as expectativas individuais e familiares, as pressões sociais e visões sobre o amor, tudo isso é abordado na produção. A série é repleta de detalhes no que se refere à linguagem corporal, reciprocidade, coordenação motora, hiperfoco e diferenças culturais. Há até uma leve discussão sobre racismo e xenofobia. 

A série é uma grata surpresa da plataforma de streaming Netflix no que se refere a abordagem do tema. Afinal, se os meios de comunicação necessitam construir narrativas que tenham princípio, meio e fim bem delineados, a complexa rede de vivências que atravessa cada espectador pode abrir margem para uma série de percepções e questionamentos. Portanto, como cada autista é único, é sempre desafiador abordar as intrincadas nuances do espectro em seriados. Haverá sempre abertura para novas discussões e, mesmo que não seja totalmente diferente com esse caso específico, há significativos diferenciais.

“Amor no Espectro” aproxima-se muito mais do que os pares fictícios (como “Atypical” e “The Good Doctor”) da “missão impossível” que é sintetizar a heterogeneidade da condição autista. Esse resultado é, em grande medida, reflexo do próprio conceito documental da série. O formato permite que sejam selecionados personagens de personalidades, etnias e orientações sexuais diversas, agindo como eles mesmos, às vezes com um desconforto natural das câmeras por perto. Isso permite uma boa noção do comportamento autista no cotidiano. 

Percebe-se o cuidado dos produtores também ao trazerem uma visão científica atualizada. Isso não se restringe à presença de especialistas, mas também diz respeito a debates que surgem de maneira natural, como o subdiagnóstico em mulheres autistas. Olivia, jovem atriz diagnosticada aos 18 anos de idade como autista, é a principal personagem a suscitar essa discussão. Ela se apresenta com um jeito alegre e aparentemente extrovertido que camufla todo um “nervosismo” vindo dos desafios de interação social. Ela se destaca em meio a personagens cujas dificuldades e habilidades são bastante distintas e ora óbvias, ora sutis. A história de Mark, jovem com hiperfoco em paleontologia, também merece uma menção especial. Embora ele seja na superfície alguém bastante educado e sociável, o contato mais próximo com sua trama revela muitas dificuldades de variar os interesses e  habilidades sociais.  

Algumas cenas mostram-se constrangedoras ou desconfortáveis, bem como o sentimento de frustração e dor contida, mas também há muita alegria no desenrolar dos capítulos. É certo que as relações amorosas são desafiadoras até para pessoas típicas. Entretanto, a série evidencia, sem estereótipos, o quanto uma rede de fatores, de naturezas diversas e por vezes quase imperceptíveis, tornam a busca e o envolvimento nesses relacionamentos ainda mais complexos para autistas.

Amor no Espectro, mas com spoilers

Tempo de Leitura: 3 minutosHoje, eu vou falar um pouco sobre a série “Amor no Espectro”, da Netflix, que eu assisti recentemente e achei excelente. Bom, antes de tudo, algumas pessoas que ainda não assistiram a essa série podem se interessar em assistir, mas já aviso que esse texto tem spoiler. Então, para quem ainda não assistiu e se incomoda com isso, eu vou recomendar que ainda não leiam este texto. Assiste lá e volta aqui, ok? Bom, “alerta de spoiler” dado, vamos prosseguir.

Eu adorei essa série, pois retrata pessoas com autismo que têm dificuldades de comunicação e querem um relacionamento. Cada um deles segue um rumo na vida com planos e jornadas diferentes. Por exemplo, nós temos o Michael que é um autista adulto e que tem planos de se casar em um futuro próximo. Ele tem planos de ter uma mulher na vida, mas sem ter filhos, porque, segundo ele, ter filhos pode prejudicar a vida financeira dele, e isso é engraçado. Ele também é muito romântico e tem um ideal de fazer sua esposa uma rainha em sua vida e ele diz que fará de tudo por ela.

No decorrer da história, vamos conhecendo mais pessoas com autismos diferentes e cada uma delas vai tendo encontros para ver se consegue encontrar um par. Para algumas delas, é a primeira vez que têm um encontro romântico e muitas nunca nem beijaram na boca, mesmo já tendo mais de 20 anos de idade. É possível ver nos encontros, como essas pessoas têm potencial e boa vontade, mas também têm muitas dificuldades de comunicação, o que atrapalha bastante para o encontro ter sucesso.

Meus pais me ensinam constantemente sobre relacionamentos e me dão muitos exemplos sempre. Até fazemos “histórias sociais” para praticar uma possível paquera e isso me deixa mais confortável e confiante. E assistindo ao seriado, eu aprendi muitas outras coisas que me ajudaram a entender ainda mais o que se deve ou não dizer ou fazer. Por exemplo, [Spoiler alert!] tem um momento na série em que o Mark e a Maddi, ambos autistas, vão se encontrar em um restaurante. Ao pedir a conta, Mark fica insatisfeito com o valor da conta, porque Maddi havia pedido um prato que, para ele, era bastante caro e decidiu que os dois pagariam separados. Eu percebi que a Maddi ficou sem graça, mas não disse nada. Aquilo mexeu muito comigo e já perguntei à minha mãe qual é a coisa certa a se fazer, e ela me ensinou, me dando exemplos de possíveis situações.

Aprendi muito em relação às pessoas que são apresentadas nessa série e acredito que isso sirva para ajudar pessoas neurotípicas também a ver como é difícil para algumas pessoas com TEA se comunicarem. Além disso, a série também mostra casais com TEA, como é o caso do Jimmy e da Sharnae, que falam bastante sobre como é a relação deles e de como eles planejam o casamento deles, que inclusive eu achei bem legal.

Bom, para resumir, a série nos ensina bastante de como pode ser o amor no espectro e nos dá dicas do que fazer e não fazer com as pessoas com TEA. Inclusive, tem coisas na série que eu vi e me identifiquei, outras nem tanto.

E sobre meu futuro, eu acredito que tenha aprendido com meu passado e planejo me casar e ter uma família linda! Eu quero ser um marido excelente e ter as tarefas de casa bem divididas para eu ajudar minha esposa e, talvez, meus filhos. E é por isso que eu busco minha independência para, um dia, poder ter minha família e fazê-los felizes.

Autistas comentam sobre Amor no Espectro, nova série Netflix

Tempo de Leitura: 2 minutos

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou o seu 122º episódio nesta sexta-feira (14). “Amor no Espectro” é baseado na série Amor no Espectro, produção australiana distribuída globalmente pela Netflix no final de julho deste ano, e originalmente lançada pela emissora ABC no final de 2019.

O episódio, apresentado por Tiago Abreu, que é jornalista e autista, contou com as participações do epidemiologista e professor universitário Paulo Martins-Filho, a estudante de arquitetura Carol Cardoso e de Táhcita Mizael, que é doutora em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Os três são diagnosticados com autismo.

Na ocasião, os três falaram sobre pontos positivos da série. “É uma série que mostra o autismo na vida real, sem o viés da ficção ou de extrapolar a forma como é o realmente o autismo se coloca. E a série é interessante porque realmente ela desmistifica muitas ideias que rodeiam o transtorno”, disse Paulo Martins-Filho.

Táhcita, que é psicóloga, fez elogios à Jodi Rodgers, uma das profissionais que aparecem na série. “Ela vai primeiro vendo qual que é a concepção que cada uma das pessoas tem. Do ponto de vista profissional, isso é o que a gente chama de linha de base, você vê qual que é o repertório que a pessoa tem para a partir disso verificar quais habilidades que a gente pode aprimorar, que a gente pode trabalhar para que essas dificuldades que foram trazidas pela própria pessoa possam ser trabalhadas”, contou.

Entre as discussões, os três disseram que não se identificaram com um personagem específico, mas com as situações em geral contadas na produção. Carol chegou a fazer observações pontuais sobre o comportamento de alguns personagens na série; Paulo, por sua vez, se incomodou com a predominância de encontros apenas entre pessoas com deficiência.

Sobre as questões de sexualidade na série, Carol fez críticas pontuais. “Eu sinto que já é difícil ter representação de pessoas LGBT nas mídias de um modo geral, quando a gente faz um recorte ainda mais restrito como o do autismo acaba sendo um pouco complicado. Como uma mulher lésbica, sinto muita falta desse tipo de representação”, destacou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.