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Redação da Revista Autismo

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Autistas comentam sobre Amor no Espectro, nova série Netflix

14 de agosto de 2020

Tempo de Leitura: 2 minutos

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou o seu 122º episódio nesta sexta-feira (14). “Amor no Espectro” é baseado na série Amor no Espectro, produção australiana distribuída globalmente pela Netflix no final de julho deste ano, e originalmente lançada pela emissora ABC no final de 2019.

O episódio, apresentado por Tiago Abreu, que é jornalista e autista, contou com as participações do epidemiologista e professor universitário Paulo Martins-Filho, a estudante de arquitetura Carol Cardoso e de Táhcita Mizael, que é doutora em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Os três são diagnosticados com autismo.

Na ocasião, os três falaram sobre pontos positivos da série. “É uma série que mostra o autismo na vida real, sem o viés da ficção ou de extrapolar a forma como é o realmente o autismo se coloca. E a série é interessante porque realmente ela desmistifica muitas ideias que rodeiam o transtorno”, disse Paulo Martins-Filho.

Táhcita, que é psicóloga, fez elogios à Jodi Rodgers, uma das profissionais que aparecem na série. “Ela vai primeiro vendo qual que é a concepção que cada uma das pessoas tem. Do ponto de vista profissional, isso é o que a gente chama de linha de base, você vê qual que é o repertório que a pessoa tem para a partir disso verificar quais habilidades que a gente pode aprimorar, que a gente pode trabalhar para que essas dificuldades que foram trazidas pela própria pessoa possam ser trabalhadas”, contou.

Entre as discussões, os três disseram que não se identificaram com um personagem específico, mas com as situações em geral contadas na produção. Carol chegou a fazer observações pontuais sobre o comportamento de alguns personagens na série; Paulo, por sua vez, se incomodou com a predominância de encontros apenas entre pessoas com deficiência.

Sobre as questões de sexualidade na série, Carol fez críticas pontuais. “Eu sinto que já é difícil ter representação de pessoas LGBT nas mídias de um modo geral, quando a gente faz um recorte ainda mais restrito como o do autismo acaba sendo um pouco complicado. Como uma mulher lésbica, sinto muita falta desse tipo de representação”, destacou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

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