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Emojis e acessibilidade para pessoas com autismo

Tempo de Leitura: 4 minutosOs emojis vieram para ficar mesmo. Como esses símbolos e desenhos facilitam a comunicação e economizam digitação no dia a dia de todo mundo, não é mesmo? Talvez não. Não para todo mundo!

Os emojis foram uma criação japonesa, do final da década de 1990. O objetivo do primeiro conjunto, com 172 emojis, foi de facilitar a comunicação por meios eletrônicos. Dali em diante, virou uma febre no Japão e em poucos anos alastrou-se para o mundo todo, como vemos hoje em todos os celulares, aplicativos de mensagens e redes sociais.

Há quem já esteja reclamando do uso excessivo e de quase uma “desalfabetização” das pessoas no ambiente online por conta de usar mais símbolos que palavras atualmente — quase voltamos à era dos hieróglifos egípcios. Mas não é bem esse o problema a que me refiro aqui.

Interpretação

Algumas pessoas autistas podem se incomodar ou ter dificuldades ao interpretar os emojis. São dois grupos distintos dentro do espectro, mas deve também haver uma intersecção entre eles. O primeiro abrange as pessoas que têm uma leitura muito literal e muito concreta (com dificuldade para entender figuras de linguagem, como ironia, duplo sentido, sarcasmo e alguns trocadilhos) e também quem não tem facilidade para “ler” as emoções faciais. Se é difícil compreender a emoção expressada por uma face humana, imagine num “rosto” formado por uma bolinha amarela minúscula com uma ou duas “dicas visuais”, como um olho fechado ou uma boca aberta. 

Esse assunto foi destaque no episódio “O problema dos emojis” (de setembro de 2020), do podcast Introvertendo — feito somente por autistas — número 135, em que participaram: Paulo Alarcón, Thaís Mösken, Tiago Abreu e Willian Chimura. “Uma conversa pela internet já se tornou confusa demais pra você por causa de emojis?” Nesse episódio, nossos podcasters relacionam esse fenômeno da interação online com a dificuldade de autistas em reconhecerem o significado de expressões faciais e os contextos adequados para uso dessas “carinhas”, diz a descrição desse episódio. Paulo Alarcón ainda conta o que originou essa pauta: “A ideia para esse episódio surgiu quando eu estava na integração da empresa onde eu trabalho, questionaram sobre a questão de emojis e eu citei minha dificuldade. Em seguida, no mesmo dia, minha noiva fez um teste comigo, me passando vários emojis aleatoriamente e pedindo pra eu dizer o que eles significavam. E aí eu percebi que eu não conseguia entender esses emojis. Eu só entendo a cara sorrindo e a cara chorando, basicamente”.

Hipersensibilidade

O segundo grupo é de autistas com hipersensibilidade visual ao ponto de os emojis atrapalharem a leitura. Não só os emojis, aliás. Há quem cubra com a mão parte da tela do celular, ou do computador, ao tentar ler um texto permeado por anúncios animados ou muitos emojis. Alguns desses relatos podem ser ouvidos no episódio 116 do Introvertendo — “Acessibilidade na internet” (de julho de 2020). “​​Como, por exemplo, ter um GIF (arquivo de imagem com uma animação curta) no meio de um texto prejudica e às vezes impossibilita pra mim a leitura do texto. É muito comum, se tem uma alguma coisa piscando ou se mexendo, eu ter que colocar uma tela na frente daquilo ou colocar minha mão na frente da tela pra conseguir ler o conteúdo inteiro”, explicou Thaís Mösken, no podcast.

Fica claro, portanto, uma necessidade de adequação em algumas situações para pessoas dentro do espectro do autismo, principalmente no ambiente digital. Necessidades estas não só ignoradas pela sociedade até então, como quase impossíveis de ganharem repercussão suficiente para serem notadas antes do aumento de casos de diagnósticos de adultos autistas. Esquecida também tem ficado a conscientização da sociedade para a urgente necessidade de dar voz aos autistas que têm condição de se expressar em qualquer nível.

Acessibilidade

Pensando nessa adequação, vi o local ideal para desenvolver um recurso de acessibilidade pensando para os autistas: a Tismoo.me, a ​​primeira rede social do mundo dedicada ao autismo. À frente deste projeto, esta foi uma das primeiras coisas que expliquei ao time de programadores: faríamos um recurso que ninguém tinha, nem as grandes redes sociais e aplicativos!

Desde a última versão, o aplicativo Tismoo.me possui o primeiro recurso de acessibilidade para autistas. Com ele, é possível simplesmente desligar a exibição de emojis e todas as pessoas que se sentem desconfortáveis com essas “carinhas” se livram delas imediatamente. Também é possível ligar a descrição de emojis, assim, mesmo com eles desligados, é possível saber o que as pessoas postaram, através de um texto descritivo. Por exemplo: um texto com “Oi! 😁”, passa a ser mostrado como “Oi! {emoji: rosto sorrindo}“.

Outra possibilidade deste recurso é manter ligada a exibição dos emojis e também a descrição, o que auxilia quem tem dúvida ao interpretar um emoji, pois poderá não só saber o significado de cada símbolo, como aprender o que cada um deles significa. Dessa forma, os emojis passam a serem mostrados ao lado de sua descrição. Vamos a um exemplo. Um texto que originalmente seria assim: “Parabéns! 🎂❤️”, passa a ser exibido assim: “Parabéns! 🎂{emoji: bolo de aniversário}❤️{emoji: coração vermelho}“.

Prático, empático e simples de resolver, não acham?

PS: Ah! A rede Tismoo.me só aceita cadastros a convidados atualmente, então segue um convite pessoal meu para você, neste link (acesse-o pelo celular!). Espero que goste!😉{emoji: rosto piscando um olho}

Francisco Paiva Junior é editor-chefe e cofundador da Revista Autismo, jornalista, pós-graduado em jornalismo e segmentação editorial, CEO e cofundador da Tismoo.me e pai do Giovani, de 14 anos (autista), e da Samanta, de 12 anos.

Desenvolvimento do app Tismoo.me está a todo vapor

Startup Tismoo.me é destaque no portal Tecmundo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Tecmundo, um dos maiores portais de tecnologia do país, destacou a startup Tismoo.me nesta quinta (20), com o título: “Startup anuncia a 1ª rede social do mundo dedicada ao autismo” — falando sobre a inovação deste projeto dentro do ecossistema que envolve o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Na reportagem, o autor Reinaldo Zaruvni, destaca “a ambiciosa meta de tornar os desafios de se conseguir diagnósticos, cuidados e tratamentos um processo cada vez mais rápido, eficiente e, principalmente, menos dolorido”, por meio da organização e estruturação de dados, usando a tecnologia para trazer benefícios à pessoa com autismo e outras síndromes relacionadas e seus familiares.

Acessibilidade para autistas

Outro ponto em destaque foi sobre a acessibilidade e inovação: “Dentre as características da Tismoo.me estão recursos de acessibilidade pensados para as pessoas com autismo, que permitem, por exemplo, desligar a exibição de emojis e ligar a visualização da descrição ao lado de cada ilustração, evitando que o público ao qual são direcionados se sinta hiperestimulado visualmente ou não entenda os significados”.

A reportagem completa está no site do Tecmundo (https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/217668-startup-anuncia-1-rede-social-mundo-dedicada-autismo.htm).

Convite para a Tismoo.me

Quem ainda não está na Tismoo.me, pode criar sua conta acessando, diretamente do seu celular, o convite exclusivo do Canal Autismo, neste link: https://app.tismoo.me/1PFN15JnU2VPLWac8.

Tismoo.me é rede social voltada ao autismo

Texto original do Portal da Tismoo.

Tismoo.me lança sua segunda fase

Tempo de Leitura: 2 minutos

Com a nova versão do app, é possível convidar amigos para a rede social

Tismoo.me lança sua segunda fase — TismooNesta segunda (19.abr.2021), a Tismoo.me lança a segunda fase do seu projeto, em que as pessoas que já estão na rede social conseguem convidar seus amigos para também entrarem. O lançamento oficial desta fase 2 será numa live do Instagram @tismoo.me nesta segunda, às 18h00, com a presença do neurocientista Alysson Muotri, direto da Universidade da Califórnia, e outros convidados, como a CSO (chief scientific officer) da Tismoo Biotech, a cientista Graciela Pignatari e o CTO (chief technology officer) da Tismoo.me, Eduardo Guilhon, sócio da startup e responsável por toda tecnologia por trás da rede.

Na live serão apresentadas as novas funcionalidades do app, além do envio de convites, e deveremos ter alguns spoilers sobre o que ainda teremos pela frente na primeira rede social do mundo dedicada ao autismo e síndromes relacionadas.

Fase 1

Live de lançamento da FASE 2 da Tismoo.me

Na primeira fase desde o lançamento (que aconteceu em 16.nov.2020) só pessoas convidadas podiam acessar a Tismoo.me, que se cadastraram em 2019, no anúncio do projeto. Agora, todas as milhares de  pessoas que entraram na lista de espera já estão com convite e também poderão convidar seus amigos com uma funcionalidade no próprio aplicativo da Tismoo.me.

Para mais informações, acesse o site: www.tismoo.me.

Se quiser saber mais sobre o que é a Tismoo.me, assista ao vídeo do lançamento clicando abaixo:

Live de lançamento da Tismoo.me, 16.nov.2020Artigo publicado originalmente no Portal da Tismoo.

Brasil lança primeira rede social do mundo dedicada ao autismo: Tismoo.me — Revista Autismo

Brasil lança primeira rede social do mundo dedicada ao autismo: Tismoo.me

Tempo de Leitura: 3 minutos

Com versões em inglês e português, a plataforma pretende impactar a vida de mais de 350 milhões de pessoas com autismo e síndromes relacionadas ao redor do planeta.

Brasil lança primeira rede social do mundo dedicada ao autismo: Tismoo.me — Revista Autismo

Uma startup fundada por brasileiros lançará, nesta segunda-feira, dia 16, a primeira rede social do mundo dedicada exclusivamente ao autismo e síndromes relacionadas. Fruto da  sinergia entre a startup de biotecnologia Tismoo e da Revista Autismo, o aplicativo TISMOO.ME reúne ciência, tecnologia e informação de qualidade em um ambiente seguro. O processo de desenvolvimento envolveu, ao longo de 3 anos e meio, mais de 120 pessoas como médicos, terapeutas, educadores, cientistas, designers, profissionais de tecnologia, especialistas em conteúdo, além de autistas e seus familiares.

A ideia da plataforma é oferecer uma ferramenta para o avanço da chamada medicina personalizada: a estruturação dos dados de saúde.  A falta de informação de qualidade e confiável a respeito de autismo é uma demanda latente em todo o mundo e, talvez, uma das principais causas para a dificuldade em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

A TISMOO.ME tem como objetivo compartilhar conteúdos de qualidade para os diferentes participantes deste enorme ecossistema, como, por exemplo, um artigo sobre comunicação alternativa para quem tem filho não verbal, ou um estudo sobre genética e fármacos a um médico especialista.

A startup tem entre seus cofundadores, o renomado neurocientista brasileiro Alysson Muotri, professor da faculdade de medicina da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) e um dos nomes mais respeitados da neurociência na atualidade. “A plataforma vai estimular muito a produção científica relacionada ao autismo, conectando grandes pesquisadores a autistas e familiares, fazendo o que hoje é muito difícil: encontrar autistas com o perfil correto para para cada estudo científico. Estou certo de que, aqui nos Estados Unidos, isso fará uma verdadeira revolução!”, explica Muotri.

Para o médico neuropediatra Carlos Gadia, cofundador da Tismoo, a plataforma “não é uma rede social comum, somente para fazer amigos. A TISMOO.ME surge para conectar as pessoas em prol da saúde, conectar médicos a terapeutas, a familiares a autistas”, ressaltou ele.

“Utilizando de inteligência artificial (IA), aprendizagem de máquina e, uma robusta camada de segurança, a plataforma irá garantir a privacidade dos dados de cada um de seus participantes”, destaca Francisco Paiva Junior, CEO da TISMOO.ME.

O aplicativo, compatível com iOS e Android, é gratuito e inicia a primeira fase apenas com convidados. São 2 mil pessoas que se cadastraram durante o ano de 2019. Já há uma lista de espera (no site www.tismoo.me) com mais de 5 mil pessoas aguardando a próxima etapa para fazer parte da rede social.

O lançamento acontece na próxima segunda-feira, dia 16 de novembro de 2020, em uma live no Instagram @tismoo.me, às 20h00, com a participação do dr. Muotri, direto da Califórnia.

Sobre a Tismoo

A Tismoo é uma empresa de biotecnologia de relevância global, comprometida em melhorar a qualidade de vida de pacientes e famílias afetadas pelo Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e outros transtornos neurológicos de origem genética relacionados, tais como: Síndrome de Rett, CDKL5, Síndrome de Timothy, Síndrome do X-Frágil, Síndrome de Angelman, Síndrome de Phelan-McDermid, entre outras. A Tismoo busca oferecer tecnologias verdadeiramente inovadoras e que tenham o potencial de mudar efetivamente a qualidade de vida das pessoas.

Sobre a Canal Autismo

A Revista Autismo, impressa e digital, é uma publicação gratuita, servindo ao propósito social de disseminar informação de qualidade a respeito de autismo no Brasil todo. A respeito de autismo, é a única revista impressa periódica da América Latina e a única, do mundo, em língua portuguesa.

Desenvolvimento do app Tismoo.me está a todo vapor

A todo vapor

Tempo de Leitura: 2 minutos

Desenvolvimento do aplicativo Tismoo.me, que beneficiará toda a comunidade ligada ao autismo no Brasil e EUA, está em fase adiantada

A Tismoo.me, a primeira rede social do mundo exclusiva para o autismo, está com seu desenvolvimento a todo vapor, com previsão de chegar à versão beta no próximo dia 30 de junho. Será um aplicativo único, para smartphones Android e iOS.

Inicialmente com o acesso apenas aos usuários de teste (os beta testers), a rede deve abrir para os primeiros cadastrados (que se inscreveram em 2019) até o fim de julho, iniciando a primeira fase de usuários.

Para a segunda fase, que deve acontecer algumas semanas depois, a Tismoo.me estará aberta para os usuários que estão na lista de espera (aliás, o cadastro para lista de espera ainda está aberto em www.tismoo.me — corra lá!). Nessa fase, os primeiros usuários terão direito a enviar um convite fechado para um número limitado de amigos. E, finalmente, mais algumas semanas depois, deve iniciar-se a terceira e última fase, abrindo a rede social exclusiva para o autismo a todos os usuários interessados.

Para encerrar, vale aqui um spoiler: alguns usuários que produzem conteúdo de excelência serão escolhidos como “Top Voices” da rede, uma lista que se atualizará anualmente.

O aplicativo está ficando muito bonito e funcional, utilizando o que há de mais moderno, como a tecnologia “High Touch”, uma nova abordagem tecnológica totalmente centrada no indivíduo. Sem dúvida, fará a diferença na vida de muitas pessoas ligadas à causa, sobretudo às pessoas com autismo. Valerá a espera!

 

Tismoo.me é rede social voltada ao autismo

Lançamento 2020! Rede social Tismoo.me

Tempo de Leitura: 5 minutos

Com mais de 2 anos de muito trabalho, envolvendo 120 pessoas, a plataforma pretende beneficiar, só no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas conectadas diretamente ao autismo

Tismoo.me, primeira rede social do mundo dedicada ao autismo — Revista Autismo

Com lançamento agendado para o primeiro semestre de 2020 (já lançada a versão beta em 30.jun.2020), já está no ar um cadastro aos interessados em receber convite para estrear a Tismoo.me, uma rede social com o propósito de trazer benefícios a autistas e seus familiares, além de unir todos os envolvidos na causa numa única plataforma, médicos, terapeutas, educadores, escolas, cientistas, indústria farmacêutica, clínicas, hospitais, planos de saúde, familiares e, principalmente, os pais e as pessoas com autismo. Tudo isso com uma forte camada de segurança e privacidade. Cadastre-se acessando tismoo.me.

Fruto de mais de dois anos de desenvolvimento, a iniciativa está sendo liderada pelo jornalista Francisco Paiva Junior, atual head de conteúdo da Tismoo e editor-chefe da Revista Autismo. “O Paiva tem um histórico de comunicação com autistas e com as famílias das pessoas com autismo que é admirável, é um dos criadores da Revista Autismo e mantém essa publicação de qualidade viva desde 2010. Todos o admiram muito pela competência e a capacidade de se manter neutro, mesmo num ambiente conturbado como o do espectro do autismo, além dele sempre buscar a veracidade das informações. Por todas essas características, entendemos que ele era a pessoa ideal para liderar este projeto e estamos muito felizes com isso”, revelou o neurocientista Alysson Muotri, cofundador da Tismoo e professor da faculdade de medicina da Universidade de Califórnia, em San Diego (Estados Unidos).

A ideia da plataforma é entregar conteúdo de qualidade para os diferentes participantes deste enorme ecossistema que é o autismo, como um artigo sobre comunicação alternativa para quem tem filho não verbal, ou um estudo sobre genética e fármacos a um médico, assim como dicas de empregabilidade a uma pessoa jovem ou adulta com autismo. Enfim, saber identificar o perfil de cada um e poder oferecer um conteúdo relevante e personalizado. “Além disso, pretendemos ‘plugar’ diversos outros serviços na Tismoo.me, sem ‘reinventar a roda’. Convergir o que houver de bom e inovador no mercado que possa trazer benefícios reais à comunidade conectada ao autismo. Enfim, teremos várias outras novidades que ainda não podemos revelar”, disse Paiva.

12 milhões só no Brasil

A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que tenhamos 70 milhões de autistas no mundo. Só no Brasil, estima-se mais de 2 milhões de pessoas. Como o autismo impacta a família, estamos falando em mais de 12 milhões de pessoas se considerarmos uma família com 6 pessoas diretamente conectados à causa — além do autista, pais, irmãos e avós. Isso sem contar os profissionais de saúde e educação envolvidos. É um mercado com um potencial muito abrangente.

Utilizando de inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquina, fruto de parceria com a Nindoo, startup de IA acelerada pelo Facebook e Artemísia, a Tismoo.me pretende unir mais rapidamente as pessoas com semelhanças clínicas e genéticas ajudando a  estratificar os pacientes e assim permitir a conexão e uma troca de informações mais útil entre esses grupos (saiba mais neste artigo da Revista Autismo).

Desde 2015

Numa união de esforços da startup de biotecnologia Tismoo e da Revista Autismo, a iniciativa Tismoo.me está em desenvolvimento desde maio de 2017, utilizando uma abordagem de design thinking, em um longo processo de imersão junto aos principais stakeholdersenvolvidos com a causa do autismo no Brasil e no mundo — como: médicos, terapeutas, educadores, cientistas, designers, profissionais de tecnologia, especialistas em conteúdo, além de autistas e seus familiares, num total de 120 pessoas.

A ideia, no entanto, não é nova, já tem quatro anos: “Uma plataforma de conteúdo já era nosso objetivo desde o início, em 2015, quando iniciamos a Tismoo. Este projeto começou a tomar forma, porém, quando convidamos o Paiva para liderar essa iniciativa”, relembrou Gian Franco Rocchiccioli, cofundador da Tismoo. “Este é o  segundo passo que damos em direção à medicina personalizada, avançando agora o pilar de data science, depois de uma primeira fase toda dedicada à construção de uma nova plataforma de análise genética especificamente pensada para o autismo”, explicou.

A cientista Graciela Pignatari, cofundadora e diretora executiva da Tismoo, lembra que “desde o início sabíamos da importância de sermos uma fonte confiável de informação para as famílias. Justamente por isso, nos dedicamos a construir o  Portal da Tismoo publicando apenas estudos validados e fazendo palestras em todo o Brasil”. Diferente da maioria das startups que focam em alavancar suas vendas, a Tismoo que é uma social enterprise, manteve-se inicialmente focada em construir um contexto mais favorável para a adoção das novas tecnologias no dia a dia das famílias (conheça nossa newsletter).

“A nova plataforma também permitirá a troca de informações mais precisa entre famílias que estão enfrentando realidades semelhantes e permitirá muita troca de experiências”, considerou Graciela, enfatizando a estruturação de dados e data science que são o cerne da nova rede social.

“Esclarecer o papel, o significado e a importância da genética era necessariamente o primeiro passo. Com a evolução deste processo, e para dar um passo além, estamos agora levando adiante o projeto de construir uma plataforma que promova a integração de todos os principais stakeholders deste ecossistema, fazendo assim avançar uma parte importante do projeto da Tismoo”, conta Gian.

Sobre a Revista Autismo

Revista Autismo, impressa e digital, é uma publicação gratuita, servindo ao propósito social de disseminar informação de qualidade a respeito de autismo no Brasil todo através de uma social startup. Informação servindo à causa! A respeito de autismo, é a única revista impressa periódica da América Latina e a única, do mundo, em língua portuguesa.

Sobre a Tismoo

Tismoo é uma empresa de biotecnologia de relevância global, comprometida em melhorar a qualidade de vida de pacientes e famílias afetadas pelo Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e outros transtornos neurológicos de origem genética relacionados, tais como a Síndrome de Rett, CDKL5, Síndrome de Timothy, Síndrome do X-Frágil, Síndrome de Angelman, Síndrome de Phelan-McDermid, entre outras. A Tismoo busca oferecer tecnologias verdadeiramente inovadoras e que tenham o potencial de mudar efetivamente a qualidade de vida das pessoas.

Desenvolvimento do app Tismoo.me está a todo vapor
Telas do aplicativo Tismoo.me

Fotos dos workshops de design thinking da Tismoo.me

[Atualizado em 30/06/2020, com telas do aplicativo]