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Editorial — Revista Autismo nº 17

Tempo de Leitura: 2 minutosNesta edição, como você já deve ter visto na capa, o destaque é a síndrome do X Frágil, uma condição de saúde muito ligada ao espectro (estudos apontam atingir 2% a 5% dos autistas), porém, estima-se ser muito subdiagnosticada no Brasil. E a informação e conscientização ainda são o melhor caminho!

Outro assunto nesta edição é a síndrome de Rett, com o artigo de uma mãe, a Paula Godke, que tem mergulhado fundo na busca por informação a respeito das pesquisas científicas nessa área.

Para completar os tópicos referentes a síndromes, temos um estudo com minicérebros do neurocientista brasileiro Alysson Muotri, a respeito da síndrome de Pitt-Hopkins, que traz novas possibilidades de tratamento para esse tipo de autismo sindrômico.

O autismo em mulheres também é destaque nesta edição, com um artigo muito atual e imensamente importante da médica neuropediatra Deborah Kerches. Ela escreveu sobre o diagnóstico de autismo em meninas, uma tendência mundial para que se coloque luz nessa questão, visto que os critérios diagnósticos e instrumentos de rastreio sempre foram muito pensados para o sexo masculino.

Também importante é a reportagem de Sophia Mendonça sobre as cotas para autistas nas universidades brasileiras. Ainda mais após o incidente ocorrido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que cancelou a matrícula de uma aluna autista, após um parecer da Banca de Validação e Verificação PcD (pessoa com deficiência) da universidade.

E na sessão “Espectro Artista”, temos Arthur Barros, autor de diversos livros, numa carreira que começou aos 12 anos de idade — e que fez os pais, Dricka e Junior, fundarem uma editora. História incrível da família que olhou muito mais para seus potenciais do que para as limitações.

Além, claro, dos nossos colunistas com textos fantásticos e o André, na HQ, encontrando um dos personagens mais inusitados da Turma da Mônica, o Do Contra!

Enfim, a revista está linda e recheada de bom conteúdo (sim, sou suspeito para afirmar isso, eu sei), feitos com muita dedicação.

Espero que seja uma leitura aprazível e profícua!

Editorial — Revista Autismo nº 16

Tempo de Leitura: < 1 minutoChegamos a mais um Dia Mundial de Conscientização do Autismo, mais um 2 de abril. Ainda sob uma pandemia, o que limita os eventos e manifestações públicas e nos exige muita criatividade para romper a bolha da comunidade ligada ao autismo e conseguir comunicar uma mensagem de conscientização à sociedade.

Conscientizar para incluir, em todos os aspectos, em todas as áreas a pessoa autista para que seus direitos — os escritos e os não escritos — não sejam negados, tolhidos ou limitados. Incluir.

Conscientizar em busca da aceitação, seja da sociedade para com os autistas, sejam entre os próprios autistas, sejam de pais a seus filhos ou outros autistas da comunidade ou vice-versa. Aceitar é o primeiro passo para a busca de uma melhor qualidade de vida, independente de quais sejam os desafios de cada um, de cada história, de cada contexto. Aceitar inclui!

Conscientizar a fim de mais diagnósticos, mais informação, mais gente autista que possa saber que é autista, mais pais que não só corroboram a hereditariedade (de cerca de 81%) apontada por estudos científicos, mas que possam reconhecer-se a si mesmos autistas e lidar com suas questões pessoais com mais propriedade, mais suporte, mais ajuda, mais autoaceitação e mais compreensão e mais tolerância com seus filhos e a comunidade como um todo. Diagnóstico inclui.

Conscientizar por respeito e menos preconceito, por um olhar mais vigoroso sobre os potenciais em detrimento das limitações, mais valorização das habilidades que das fraquezas. Respeito inclui.

Por fim, todo mundo tem o direito de ser respeitado e incluído, por isso: lugar de autista é em todo lugar!

(Este foi o editorial da Revista Autismo nº 16, para o trimestre de março/2022 a maio/2022 — veja aqui o índice da edição completa ou baixe a versão digital neste link)

Editorial — Revista Autismo nº 15

Tempo de Leitura: 2 minutosO autismo é um alvo em movimento. A frase não é minha, é do neurocientista brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), ao falar sobre a definição de autismo.

Nesta edição, trazemos uma atualização (ainda que possa parecer até mesmo tardia) da CID — que tem um nome oficial grande e pomposo: “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde” — da versão 10 para seguinte, a CID-11, a partir de janeiro de 2022.

E o que uma coisa tem a ver com a outra? Muito. A CID, feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é o instrumento oficialmente utilizado no Brasil para “codificar” as condições de saúde e causas de morte. Portanto, diagnósticos de autismo e síndromes relacionadas vêm da CID, principalmente se estivermos falando de saúde pública e de questões oficiais. Ainda que muitos psiquiatras, por exemplo, utilizem já há alguns anos os critérios diagnósticos do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais) — que é da Associação Americana de Psiquiatria — na hora de fazer o laudo, só tem valor no Brasil se contiver o código da CID.

E, com a mudança da sua versão, atualizam-se todos os códigos envolvendo diagnósticos de autismo e de síndromes relacionadas ao espectro. Aliás, oficialmente, somente agora passa a “não existir” a síndrome de Asperger, por exemplo, como um diagnóstico na CID e o autismo passa a, enfim, ter o nome técnico de “Transtorno do Espectro do Autismo” (TEA), o qual já utilizamos no dia a dia desde 2013 (após a quinta atualização do DSM).

Na prática, muito pouco muda. Mas agora alinhamos os dois principais “guias” de diagnósticos médicos para o “guarda-chuva” de diagnósticos que passou a ser o TEA, não só unificando códigos, mas unificando direitos, ativismo, conscientização e o reconhecimento de que autismo é uma questão muito mais comum do que se pensava a cada década do passado.

Mas não é só isso que tem nesta edição. Tem muito mais e vale a pena esmiuçar cada página desta Revista Autismo. E que você tenha um ótimo 2022!

 

(Este foi o editorial da Revista Autismo nº 15, para o trimestre de dezembro/2021 a fevereiro/2022 — veja aqui o índice da edição completa ou baixe a versão digital neste link)

Editorial – Revista Autismo nº 14

Tempo de Leitura: 2 minutosHá oito anos eu aguardo para publicar esta reportagem sobre a fake news de que o mundialmente famoso jogador de futebol Lionel Messi seria autista. Conforme o tempo passava, apareciam mais e mais evidências de a notícia ser fraudulenta. Eu, sempre tentando um contato com o jogador para ouvir diretamente dele tal informação, ou da família, porém celebridades quase sempre são inacessíveis. Recorri a amigos na Argentina, Portugal e Espanha… nada. Desisti. Resolvi publicar sem ouvir o craque.

O Messi até poderia ser autista. Mas, quem teria o direito de revelar isso seria o próprio jogador, assim como fez recentemente o bilionário sul-africano Elon Musk, ao vivo, num programa de TV nos EUA. Dizer isso contra a vontade dele já é um tremendo desrespeito. Agora, inventar essa história é ainda pior. Um motivo a mais para lamentar foi isso ter tido origem no Brasil.

Numa era em que o acesso à informação nunca foi tão facilmente obtido, ironicamente, é quando mais estamos suscetíveis a fake news, a notícias intencionalmente criadas para enganar. Quase toda informação hoje pode ser verificada em poucos minutos. Porém, a ânsia por compartilhar nos meios digitais, por demonstrar saber mais ou saber primeiro que o outro, nos faz cada vez menos leitores, cada vez mais disseminadores de informação — falsa ou não — sem curadoria, sem cuidado, sem o mínimo de atenção. Mal se lê o título! Aposto que muita gente verá a capa desta edição e nem ao menos perceberá aquele “não” na manchete. Pelo contrário, irá dizer algo como “Viu que o Messi é autista? Está na capa da Revista Autismo. Eu já sabia!”, como se fosse uma confirmação. Recorro a James Hetfield numa das melhores músicas do Metallica: “triste mas verdadeiro”.

Já que mencionei a capa, tenho de destacar que foi totalmente criada e desenhada por um autista, o talentosíssimo Lucas Ksenhuk, artista que já faz ilustrações para toda edição da Revista Autismo há muito tempo. Desta vez nos brindou com uma capa digna de ser emoldurada. Um craque!

Editorial – Revista Autismo nº 13

Tempo de Leitura: 2 minutosEstamos de casa nova, ao menos virtualmente! No mês de abril a Revista Autismo inaugurou seu no site: o Canal Autismo (www.CanalAutismo.com.br). E desde 1º de maio, publica notícias diárias sobre autismo. Sim, você leu certo: notícias diárias! Todo dia uma ou mais publicações — sejam notícias, artigos, colunas, vídeos, podcasts, eventos ou ebooks — estampam o maior canal de conteúdo a respeito de autismo da América Latina. O Canal é casa digital da revista e todas as nossas demais iniciativas analógicas e digitais, como os congressos online, o ESA (programa de Empreendedorismo Social com foco no Autismo), os ebooks gratuitos (como as “Dicas de atividades para crianças, especialmente as autistas, fazerem em casa”, em parceria com o Instituto Mauricio de Sousa) e muito mais que virá por aí.

Já que o assunto é internet… Depois do Dia Mundial de Conscientização do Autismo mais online da história (por motivos óbvios), fico feliz pela maior facilidade de muitos autistas, familiares e profissionais participarem de eventos, seminários e congressos, sem sair de casa, sem precisar fazer uma viagem e podendo até participar junto com mais gente da família. Algo impensável antes da pandemia de Covid-19, da aceleração forçada da tecnologia e da aceitação dos meios online como uma boa opção.

Por outro lado, minha preocupação nunca foi tão grande quanto às pessoas sem acesso à internet no país. Fora dessa “inclusão digital” toda que citei, autistas e familiares sem conexão nunca estiveram tão desassistidos, tão abandonados, tão invisíveis. Esta Revista Autismo ainda chega impressa a muita gente sem internet. Porém, está a anos-luz de ser o suficiente, o aceitável. Segundo o IBGE, são mais de 40 milhões de pessoas sem internet no Brasil.

Enfim, no papel ou online, vem ler esta edição, se informar e não deixe de conferir as reportagem sobre autistas LGBTQIA+, o Dia do Orgulho Autista, além da entrevista exclusiva que fiz com o pai do Romeo, Marcos Mion, a pessoa com maior visibilidade no país a falar de autismo abertamente e levar o tema à mídia.

Editorial – Revista Autismo nº 12

Tempo de Leitura: 2 minutosImersos numa pandemia, chegamos novamente às celebrações pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril). Infelizmente, a esperança de que não haveria mais pandemia este ano esvaiu-se em cada boletim diário de mortes no país. Mas continuamos firmes por aqui, repetindo o tema do ano passado — “Respeito para todo o espectro” — para frisar nossa campanha nacional de conscientização, que virou 2020/2021, assim como o congresso online da Revista Autismo, 100% gratuito, que pode ser assistido no site RevistaAutismo.com.br, no dia 2 de abril. Ainda que todos estejam cansados e os últimos meses não tenham sido fáceis, principalmente no Brasil, não podemos esmorecer e vamos avante levando a mensagem de que é preciso falar sobre autismo!

Nesta edição destaco a excelente reportagem das jornalistas Selma Sueli Silva e Sophia Mendonça (mãe e filha, ambas autistas) sobre o mercado de trabalho para as pessoas com autismo, que deu origem, inclusive, ao documentário em vídeo “AutWork”. Vale assistir no canal do Youtube delas, o “Mundo Autista”, e no conteúdo extra dessa reportagem online, no site da revista — aliás, tem também uma versão estendida do texto para quem quiser mergulhar fundo nesse tema.

O André, personagem autista da Turma da Mônica, vem com mais uma história em quadrinhos exclusiva mostrando uma característica muito peculiar de algumas pessoas com autismo, a hipersensibilidade olfativa, ou seja, ter um olfato mais aguçado que a média das pessoas. Novamente, a generosidade de Mauricio de Sousa traz uma história que inclui o autismo com suas características de forma leve e natural — e sempre com muito bom humor, claro!

Outra excelente contribuição é da mãe ativista Carol Aguiar, que escreveu um artigo sobre síndrome de Angelman, condição de saúde que está dentro do espectro do autismo. Ela é presidente da Associação Angelman Brasil e membro do Conselho Científico da ISAAC-Brasil (Capítulo Brasileiro da International Society for Augmentative and Alternative Communication).

E, claro, nossos colunistas trazem (como sempre), temas interessantes e atuais do ecossistema do autismo. Em resumo, esta edição está (com toda suspeição óbvia que recai sobre mim ao dizer isso) 100% imperdível!

Editorial – Revista Autismo nº 11

Tempo de Leitura: 2 minutos

Não deixei Alysson Muotri escrever artigo para esta edição da Revista Autismo. Seria demais. Está parecendo até a Muotri Magazine, hahaha. Brincadeiras à parte, o neurocientista brasileiro é destaque desta edição por ter encontrado dois fármacos que são fortes candidatos ao tratamento da Síndrome de Rett — e sua louvável tentativa de fazer esses testes clínicos aqui no Brasil. Torçamos. Tudo possível graças à tecnologia de “minicérebros” utilizada em seu laboratório, na Universidade da Califórnia em San Diego (EUA). Uma esperança para um tratamento inovador para Rett. Se isso não bastasse, ele ainda mandou, neste mês, a segunda “remessa” de organoides cerebrais para a Estação Espacial Internacional, em parceria com a Nasa!

Outra figurinha carimbada aqui é Mauricio de Sousa, que, além das HQs do André que publicamos em toda edição — desta vez com Chico Bento! —, fez um vídeo espetacular com histórias reais e inéditas sobre empreender (contando, por exemplo, como que ele ganhou “seu primeiro dinheirinho”) para o nosso novo programa de Empreendedorismo Social com foco em Autismo (ESA). Na sequência, participei com ele de uma live para a Bienal Virtual do Livro de São Paulo. Fui o mediador do debate, com o tema da inclusão de personagens com deficiência nas histórias infantis. Imperdível. Ambos os vídeos estão disponíveis no nosso site. Como generosidade é a palavra-chave ligada ao pai da Turminha, ele ainda fez uma tirinha exclusiva para nós, um especial de Natal com o André presenteando o Papai Noel. Ficou muito fofa!

Destaque também, claro, para o lançamento da Tismoo.me, a primeira rede social do mundo dedicada ao autismo. Sucesso total e com uma lista de espera que só cresce e deve ter todos os convites ativados em muito breve. Quem está usando tem adorado.

Outra inovação que fizemos foi a criação de uma skill para a Alexa (uma espécie de aplicativo com interação por voz). Dessa forma, gratuitamente é possível ativar a skill nos equipamentos com a assistente virtual da Amazon. Vale ler a reportagem.

Como nem tudo são flores, perdemos o inigualável ativista Nilton Salvador. Perda inestimável para a causa. A amiga Claudia Moraes fez uma homenagem que está publicada nesta edição e tem seu texto completo na versão online.

Por último, destaco a reportagem “Recortes de Raça”, feita por 3 jornalistas autistas, sobre racismo no espectro, preconceito e autistas pretos.

Boa leitura e nosso desejo de um ano bem melhor!

Editorial — Revista Autismo nº 10

Tempo de Leitura: 2 minutosFazer uma reportagem sobre religião e autismo é, sem dúvida, um desafio que muitos recusariam. Não só pela complexidade, mas também pela controvérsia do tema. Mas os dedicados jornalistas Tiago Abreu e Sophia Mendonça não se deram por satisfeitos até conduzir essa empreitada até o fim. Aqui, nesta edição, você os lê e, no podcast Introvertendo, os ouve — são duas versões da reportagem, em texto e áudio.

Mesmo com a limitação de fazê-lo num espaço restrito, com vistas a não escreverem um verdadeiro livro sobre o assunto, ambos conseguiram sintetizar muitos aspectos importantes da fé no espectro, desde abordar diversas religiões diferentes, como o ateísmo e também projetos sociais oriundos de instituições religiosas em benefício dos autistas. Há muito a dizer ainda, claro. Sem dúvida voltaremos ao tema.

Outro conteúdo que merece destaque nesta edição é o artigo da professora Luciana Viegas Caetano — como ela mesma se define: “negra, mãe de um menino autista negro não oralizado”. Num irretocável texto, ela discorre sobre racismo e capacitismo envolvendo o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Mas o que quero destacar é o quão assustado fiquei (por ser tão distante da minha realidade pessoal) quando conversei com ela ao telefone para convidá-la a escrever o artigo. Ouvi dela: “Apesar de meu filho ter 3 anos apenas, eu já ensino os comandos policiais a ele, pois o mais importante é que ele entenda os comandos e os respeite, caso seja alvo de abordagem policial. E, mais importante ainda, que volte vivo para casa”. Fiquei, confesso, alguns segundos em silêncio, pensando naquilo que eu nunca havia pensado. Em tantas coisas que eu classificaria como básicas, essenciais, super importantes a serem ensinadas a um autista que não fala. Menos isso. Eu, tão privilegiado — latino branco no Brasil, heterosexual, sem ser pobre ou morar na periferia —, não pude, jamais, imaginar tal perspectiva. Na hora disse a ela: “Você tem que escrever isso!”. Todo mundo tem que saber desta realidade. Não que fosse uma surpresa o racismo estrutural de nossa sociedade ou das condições de vida na periferia. Mas juntar isso ao desafio de criar uma criança autista que não fala (“não oralizada” ou “não verbal”, ou “não vocal” — há uma polêmica sobre qual seria o termo correto) é de constranger. Eu me constrangi. É preciso bradar. É preciso mudar!

Ah! Uma característica em comum nos três profissionais que citei: todos são talentosíssimos.

Contracapa da Revista Autismo edição número 9 de junho/2020

Editorial

Tempo de Leitura: 2 minutos

Edição nº 9, junho.2020

Revista Autismo nº 9 - jun/jul/ago/2020 - Os impactos da pandemia

Tempos difíceis. Mas nada como uma crise para nos reinventarmos.

A crise financeira gerada pela pandemia de Covid-19 não poupou quase ninguém. E não foi diferente com esta Revista Autismo e todo o ecossistema da causa. Primeiro nos sentimos chamados a fazer algo pelos eventos do Dia Mundial de Conscientização do Autismo (majoritariamente em março e abril) na iminência de serem cancelados. Nos dias 12 e 13 de março, com o crescimento vertiginoso de mortes pelo novo coronavírus na Itália, vimos que seriam inevitáveis os cancelamentos e adiamentos. Do dia pra noite, organizamos o 1º Congresso Online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo — que teve um público de mais de 40 mil pessoas, assistindo a 12 horas de conteúdo, em 34 palestras de autistas, pais, especialistas e até Mauricio de Sousa e sua filha Marina. Tamanho foi o sucesso que já planejamos repeti-lo todo ano.

Num segundo momento, nos vimos sem patrocinadores e sem a menor perspectiva de publicar esta edição de junho. Mas, é nessa hora que precisamos seguir a velha expressão “do limão fazer a limonada”. Saímos em busca de novos patrocinadores, de apoio, de suporte, de doações até, para manter a revista viva.

E foi aí que construímos uma edição maravilhosa, não só de conteúdo e design (modéstia à parte), mas também pela maneira como ela foi feita, com a ajuda de muitos: além da compreensão e auxílio dos nossos parceiros e fornecedores, tivemos doações de inúmeros anônimos e o apoio de novos patrocinadores, novos amigos da causa, aos quais somos imensamente gratos — inclusive fizemos, a eles, uma página de agradecimento (veja nossa contracapa e na imagem de destaque deste texto, no topo).

Saímos desta edição, que começou com nada mais que incertezas, aliviados por não interromper nosso ciclo de publicações trimestrais e, mais do que isso, revigorados e muito mais esperançosos. Ainda que estejamos passando por descomunal crise (estabelecendo um novo “normal” para todas as áreas, quiçá, para a vida humana), sobrevivemos e estamos ainda mais confiantes em manter e expandir nossa missão de levar informação de qualidade a respeito de autismo Brasil afora, quem sabe mundo afora!

Mais uma vez, nosso muito obrigado a todos que colaboraram para que esta edição pudesse existir!

Ícone: peça de quebra-cabeça - Revista Autismo

 

Revista Autismo nº 9 - jun/jul/ago/2020 - Os impactos da pandemia

Editorial – Revista Autismo nº 9

Tempo de Leitura: 2 minutosTempos difíceis. Mas nada como uma crise para nos reinventarmos.

A crise financeira gerada pela pandemia de Covid-19 não poupou quase ninguém. E não foi diferente com esta Revista Autismo e todo o ecossistema da causa. Primeiro nos sentimo chamados a fazer algo pelos eventos do Dia Mundial de Conscientização do Autismo (majoritariamente em março e abril) na iminência de serem cancelados. Nos dias 12 e 13 de março, com o crescimento vertiginoso de mortes pelo novo coronavírus na Itália, vimos que seriam inevitáveis os cancelamentos e adiamentos. Do dia pra noite, organizamos o 1º Congresso Online pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo — que teve um público de mais de 40 mil pessoas, assistindo a 12 horas de conteúdo, em 34 palestras de autistas, pais, especialistas e até Mauricio de Sousa e sua filha Marina. Tamanho foi o sucesso que já planejamos repeti-lo todo ano.

Num segundo momento, nos vimos sem patrocinadores e sem a menor perspectiva de publicar esta edição de junho. Mas, é nessa hora que precisamos seguir a velha expressão “do limão fazer a limonada”. Saímos em busca de novos patrocinadores, de apoio, de suporte, de doações até, para manter a revista viva.

E foi aí que construímos uma edição maravilhosa, não só de conteúdo e design (modéstia à parte), mas também pela maneira como ela foi feita, com a ajuda de muitos: além da compreensão e auxílio dos nossos parceiros e fornecedores, tivemos doações de inúmeros anônimos e o apoio de novos patrocinadores, novos amigos da causa, aos quais somos imensamente gratos — inclusive fizemos, a eles, uma página de agradecimento (veja nossa contracapa).

Saímos desta edição, que começou com nada mais que incertezas, aliviados por não interromper nosso ciclo de publicações trimestrais e, mais do que isso, revigorados e muito mais esperançosos. Ainda que estejamos passando por descomunal crise (estabelecendo um novo “normal” para todas as áreas, quiçá, para a vida humana), sobrevivemos e estamos ainda mais confiantes em manter e expandir nossa missão de levar informação de qualidade a respeito de autismo Brasil afora, quem sabe mundo afora!

Mais uma vez, nosso muito obrigado a todos que colaboraram para que esta edição pudesse existir!

(Este foi o editorial da Revista Autismo nº 9, para o trimestre de junho/2020 a agosto/2020 — veja aqui o índice da edição completa ou baixe a versão digital neste link)

Editorial – edição 5

Tempo de Leitura: 2 minutos

Nosso número anterior foi um sucesso. Chegamos gratuitamente (graças à Jamef Transportadora e à Azul Cargo) a mais de 60 cidades no Brasil. E outras em Portugal (graças à TAP Cargo). Parcerias que nos ajudaram a levar informação, sem nenhum custo, a milhares de autistas, famílias e profissionais. Nosso muito obrigado!

A reportagem de capa desta edição trata do mercado de trabalho para pessoas com autismo. Tentei abranger todo o espectro e procurar informação dos mais diversos tipos de modalidade de trabalho, de empregos comuns e cotas a emprego apoiado.

A sessão Fake News desta edição ficou a cargo da mãe e jornalista Andréa Werner, que alerta para o perigo do dióxido de cloro, um alvejante potente batizado de MMS ou CDS que promete a cura de câncer a autismo — produto já proibido pela Anvisa. Famílias têm sido induzidas a crer que essa substância faz milagres e têm submetido crianças a este tratamento, que chega a causar descamação do intestino. É uma denúncia séria!

Uma longa entrevista é outro destaque. O cientista Diogo Lovato, especialista em genética do autismo, conversou comigo abordando um aspecto inusitado: poderia o autismo ser considerado uma evolução do ser humano, do ponto de vista da genética? Vale conferir e depois assistir ao vídeo do papo todo, sem cortes.

Nossa parceria com o Instituto Mauricio de Sousa traz outra história exclusiva. Desta vez, André e a Turma da Mônica explicam que devemos tomar cuidado com as expressões que usamos com alguns autistas, pois muitos deles levam as palavras ao pé da letra.

E neste número temos algo inédito! Uma verdadeira metarreportagem: um jornalista autista fazendo a cobertura do Dia do Autistão para a Revista Autismo (é quase a versão autista do filme Inception — A Origem). Tiago Abreu participou do evento e trouxe em texto e áudio uma reportagem com detalhes dos debates e do que é, exatamente, o país Autistão.

Boa leitura.

Francisco Paiva Junior, editor-chefe da Revista Autismo, é jornalista, pós-graduado em jornalismo e segmentação editorial, autor do livro “Autismo — Não espere, aja logo!” (editora M.Books) e pai do Giovani, de 12 anos, que tem autismo e é muito rápido para fazer contas de cabeça, e da Samanta, de 10 anos, que tem chulé e é exímia desenhista.

Editorial – edição 4

Tempo de Leitura: 2 minutos

Após cinco anos sem publicarmos, estamos de volta. Não mais como um projeto social numa ONG, mantendo-se apenas por doações e sem anúncios publicitários. Infelizmente, aquele modelo de negócio se mostrou insustentável. Agora somos uma social startup, uma empresa privada, para fazer a revista de uma forma profissional, como qualquer negócio comercial. Porém, com o mesmo propósito social que nos move desde o início: disseminar informação de qualidade a respeito de autismo, inclusive mantendo a revista gratuita, como sempre foi. Nossa missão.

Pra chegar até aqui, muitas pessoas acreditaram e colaboraram para este projeto tornar-se real. Não posso deixar de agradecer ao pai e publicitário Martim Fanucchi, que fundou a Revista Autismo junto comigo, em 2010.
Só nós dois sabemos o quão difícil foi. Muito obrigado, Martim, que esteve comigo neste projeto até dezembro de 2018. Não esqueço também do pai Zinho Casagrande, que doou toda a impressão da primeira revista, o número zero. E à Associação Areópago Atibaiense, que patrocinou toda uma edição da revista. Eles fizeram justo o que seria perfeito para aquele início de história: acreditaram. Sou grato também à nossa revisora oficial até hoje, a mãe Marcia Lombo.

E não posso me furtar de agradecer à ONG Consciência Solidária, de Atibaia (SP), que abraçou nosso projeto sem medir esforços, em 2011, principalmente à eterna presidente Lucila Mari Hashimoto e sua escudeira, Sonia Andrade Guedes. Vocês duas não têm ideia de quantas famílias ajudaram mantendo este projeto vivo.

Agora seguimos nossa estrada, por um novo rumo. Mas sem perder jamais a essência. E já sendo gratos a parceiros que estão acreditando nesta nossa nova fase, além dos anunciantes, à Sociedade Brasileira de Pediatria, que tem uma coluna aqui, e às empresas que levam a revista para chegar gratuitamente a mais de 50 cidades em todos os estados do Brasil: pelas rodovias, à Jamef Transportadora, e via aérea, à Azul Cargo. E um agradecimento especial a ninguém menos que Maurício de Sousa, que terá uma página em todo número da Revista Autismo, uma parceria com a Turma da Mônica falando de autismo.

Neste número, temos vários artigos, reportagens e colunas, de pais e de autistas, pois a ideia é também dar voz a autistas adultos, muitas vezes negligenciados na sociedade. Em resumo: aqui tem muita informação — a mais eficaz arma contra o preconceito.

Vem comigo devorar esta revista!