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Evento recreativo recebe crianças autistas em João Pessoa

Tempo de Leitura: < 1 minutoA prefeitura de João Pessoa promoveu, no último domingo (27) um evento no bairro Mangabeira, no Centro Cultural Mangabeira Tenente Lucena. Parte do projeto “Somos capazes – Inclusão pela arte”, contou com organizações parceiras e a Fundação Cultural (Funjope). Com edições voltadas a vários tipos de deficiência, desta vez foi focada em autismo.

Segundo nota da prefeitura, a iniciativa retornou após ter sido paralisada pela pandemia. “Começamos o projeto no ano passado e, agora, vamos incrementar ainda mais com outras atrações, fazendo com que a inclusão das crianças seja permanente com o evento ocorrendo no último domingo de todo mês. Tudo foi feito com muito carinho. A avaliação que fazemos é que foi tudo positivo”, disse Marcus Alves, diretor executivo da Funjope.

Crianças com autismo de 5 a 11 anos já podem se vacinar contra a Covid-19

Tempo de Leitura: 2 minutos

A vacinação contra a Covid-19 foi liberada para crianças de 5 a 11 anos, iniciada para grupos prioritários como indígenas, quilombolas, crianças com deficiência e/ou comorbidades.

Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) dessa faixa etária já podem, portanto, se vacinar, pois o autismo é considerado uma deficiência permanente, de acordo com a Lei 12.764, a “Lei Berenice Piana”.

Essa informação é essencial para combater questionamentos e até mesmo para reforçar junto às famílias esse direito.

Por que vacinar?

Primeiramente pela saúde do seu filho. Por mais que as crianças, em geral, não tenham sido preocupação-alvo desde o início da pandemia, sabemos que muitas foram afetadas de diferentes maneiras por esse vírus e podem, assim como os adultos, ficar com sequelas. Há relatos de crianças que, após se recuperarem da doença, seguem, por exemplo, com o olfato distorcido, com tendência a ficarem mais seletivos em relação à alimentação – problema que se agrava ainda mais no contexto do TEA, no qual comumente há desafios com a alimentação. Há o risco ainda das crianças, não somente aquelas no espectro autista, desenvolverem um quadro raro chamado Síndrome Inflamatória Multissistêmica.

É importante vacinar crianças também pela sua contribuição na transmissão do vírus.

Quando comemoramos a chegada da vacina para esse grupo em especial, devemos lembrar que as crianças com TEA estiveram todo esse tempo mais suscetíveis à contaminação pela Covid, por diversos motivos, como:

  • Dificuldades para adotar medidas básicas de higiene e prevenção, como lavagem das mãos; uso de máscaras, álcool gel, etc;
  • Dificuldade em compreender e seguir recomendações como a necessidade de distanciamento, devido rigidez comportamental e, por vezes, déficits na linguagem receptiva;
  • Dificuldade em comunicar os próprios sintomas da Covid; 
  • Questões sensoriais, como, por exemplo, levar objetos e mãos à boca, o que as expõem a maiores riscos de contaminação;
  • Muitas crianças com TEA possuem seletividade alimentar, podendo ter uma alimentação com baixo valor nutricional;
  • Maior risco de comorbidades que possam agravar o quadro infeccioso.
  • É natural que os pais fiquem receosos, porém precisa ficar claro que a vacina é segura. 

A vacina disponibilizada e aprovada pela Anvisa para crianças de 5 a11 anos é a da Pfizer. É uma vacina de mRNA e não de vetor viral (vírus atenuado). E não se preocupem, a vacina não interage com nosso DNA. É utilizada em dose e quantidade de mRNA menores que a dos adultos, reduzindo ainda mais a chance de possíveis efeitos adversos. A vacina para crianças vem em um frasco de cor diferente, com a tampa laranja.

Por tudo isso, ter hoje a oportunidade de vacinar nossas crianças – e falando aqui especificamente das que estão no espectro autista –, é uma conquista muito importante!

Atentem-se a fontes confiáveis!

Diante de dúvida, não hesitem em conversar com profissionais de confiança e que já acompanham a criança, para se sentirem seguros em relação à vacinação.

Informem-se sobre o calendário de vacinação da sua cidade e sobre orientações para o agendamento.

Antes de vacinar é essencial dar previsibilidade sobre a vacinação. Expliquem de maneira simples, clara e com a linguagem que seu filho compreenda.

No dia da vacinação não se esqueçam de levar os documentos de identificação da criança e aqueles que comprovem o autismo ou outra deficiência e/ou comorbidade.

Vale esclarecer que esta vacina não é experimental e teve seu registro definitivo concedido pela Anvisa após ensaios clínicos (veja neste link da agência de notícias do Governo Federal).

Vacinas salvam vidas!

Referências

[Atualizado em 19/01/2022, 19h05 com link para o registro definitivo da vacina junto à Anvisa]

Crianças autistas participam de evento no Maranhão

Tempo de Leitura: < 1 minutoO Governo do Maranhão promoveu em São Luís, nesta segunda-feira (11), um evento com crianças autistas atendidas pelo serviço especializado para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Segundo nota do governo, o evento comemorou o Dia das Crianças e contou com brincadeiras como pula-pula, pega-pega e futebol, além de distribuição de pipoca e algodão doce. Ana Eugênia Furtado Almeida, diretora do Centro Especializado em Reabilitação (CER) do Olho d’Água, na capital maranhense, comentou o evento.

“Esse momento, na realidade, foi uma culminância do que já é realizado no dia a dia no tratamento com as nossas crianças, com momentos de interação, socialização, quando têm oportunidade para usufruir de algumas habilidades conquistadas dentro das terapias”, disse Ana.

Professora descobre autismo de enteado

Tempo de Leitura: < 1 minutoAdrieli Patrícia Garcia Barbosa, de 30 anos, é professora de matemática e descobriu que seu enteado, agora oficialmente filho, é autista. Ela contou ao G1 que se aproximou da criança a partir do pai, porque a mãe biológica o abandonou com 5 meses e logo passou a perceber alguns traços, como a seletividade alimentar.

“Eu descobri o autismo do Vinícius durante a pandemia. Ele tinha problemas de comportamento e já fazíamos acompanhamento com a psicóloga desde que ele tinha mais ou menos 1 aninho. Mas quando tive a licença e veio a pandemia, que ele ficou trancado dentro de casa comigo, foi que eu percebi que alguns comportamentos dele iam além daquilo que a gente imaginava falando com a psicóloga”, disse ela.

Segundo ela, Vinícius tem hiperfoco em carros, e conhece mais de 200 modelos. Além disso, a rotina é agitada. “O Vinícius faz inglês uma vez na semana, tem aulas online e as professoras também me ajudam fazendo acompanhamento individual. Ele também faz terapia ABA de reforço comportamental para trabalhar a socialização e terapia ocupacional para trabalhar a coordenação motora, cognitividade, a parte escolar mesmo. Nós saímos de Vera Cruz e vamos até Marília. Eu dou aulas online meio período e no outro, eu cuido dele”, afirmou.

Mãe abandona criança autista no Paraná e vai para Santa Catarina

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma criança autista de 8 anos teria sido abandonada por sua família em Cascavel, no interior do Paraná, de acordo com o Conselho Tutelar do município. O caso foi atendido pelo órgão na última segunda-feira (17), após denúncias de vizinhos.

Segundo os vizinhos, a criança estava só numa residência pelo menos desde o dia 13 de maio, quando começou a receber cuidados de moradores próximos. Com a ausência da mãe por mais dias, as autoridades foram chamadas por meio de denúncia.

Até o momento, sabe-se que a criança residia com seus familiares, incluindo a mãe. No entanto, ela não participava diretamente da vida escolar do filho. A escola relata que o tio da criança buscava as atividades porque a mãe alegava ter que cuidar de outro filho recém-nascido.

O Conselho Tutelar afirma que mãe e tio viajaram para Santa Catarina e a mãe tentará ser localizada para prestar esclarecimentos. A criança autista, por sua vez, será encaminhada ao Programa Família Acolhedora.

Criança autista vítima de maus tratos por mãe e avó é liberta de canil no Rio

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma criança autista residente em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi liberta nesta terça-feira (18) pela Polícia Civil e pelo Conselho Tutelar do município. De acordo com a polícia, a criança vivia com a mãe a avó em cárcere privado dentro de um canil.

De acordo com o delegado José Mário Salomão, da 54ª DP, a criança sofria maus tratos de suas próprias familiares. “A criança era mantida em um cercadinho de madeira, uma coisa bem suja, bem pequena. E ela era mantida o dia todo lá. Segundo a denúncia dos moradores, as mulheres mantinham o garoto preso dentro do canil para evitar que ele fugisse enquanto as duas não estivessem em casa. Uma situação bem constrangedora, triste e humilhante para o ser humano”, disse ele ao O Dia.

A criança foi encontrada com ferimentos no corpo, desidratada e sem o peso ideal. Assim, foi encaminhada para avaliações profissionais devido ao seu estado frágil de saúde. O delegado, ainda, afirmou que a operação se deu em área comandada pelo Comando Vermelho, o que demandou maior cuidado da polícia no ato da prisão. Mãe e avó foram presas em flagrante.

“Eu luto pra que o autismo seja reconhecido”, diz Pedro Melim Alonso

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O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou nesta sexta-feira (16) o seu 138º episódio, chamado “Crianças Autistas'”. O conteúdo foi apresentado pelo jornalista Tiago Abreu e por Yara Delgado, ambos autistas, e contou com três participações, entre elas a de Pedro Melim Alonso, que tem 12 anos.

Pedro ficou conhecido após participar do programa Caldeirão do Huck. Na época, esteve no quadro Pequenos Gênios, que explorou seu diagnóstico conjunto de Altas Habilidades. Desde então, ele tem participado da comunidade do autismo.

“Eu sou autista de grau leve, eu luto muito assim pra que o autismo tenha um reconhecimento, que ele seja reconhecido e que mude muitas coisas na sociedade”, afirmou. Entre os assuntos comentados, Pedro comentou seus temas de interesses e relações sociais com outros autistas. Ele também se declarou fã do livro A Diferença Invisível, de Julie Dachez, uma autista francesa.

O episódio, em comemoração ao Dia das Crianças, abordou vivências de autistas na infância e na pré-adolescência. “Crianças Autistas” ainda teve as participações de Gabriel Bertin, do portal Autismo Legal, e da estudante Laura Espíndola.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.