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5 episódios do Mundo Autista para ver no Dia dos Namorados

Tempo de Leitura: 2 minutos

No canal Mundo Autista, no YouTube, Sophia Mendonça e Selma Sueli Silva compartilham vivências do dia a dia de pessoas autistas. Elas são mãe e filha autistas e, dessa maneira, elas promovem reflexões sobre as experiências das pessoas autistas desde a infância até a terceira idade. Neste Dia dos Namorados, selecionamos os cinco melhores episódios do Mundo Autista que abordam os relacionamentos amorosos.

1. A Relação Amorosa (2016)

Autista pode casar? Portanto, como é o relacionamento afetivo? É o que Selma Sueli Silva e Sophia Mendonça mostram na entrevista com o ex-marido de Selma, o jornalista e editor Roberto Mendonça. Ele conta os desafios e alegrias do casamento de 18 anos com a esposa autista.

2. O que o amor tem a ver com o autismo? (2022)

Selma Sueli Silva & Sophia Mendonça falam sobre o amor romântico no autismo. Logo, como são os relacionamentos afetivos para autistas? Confira!

3. Amores (a)Típicos (2022)

Seja para pessoas neurotípicas ou autistas, percebemos que o amor não possui uma forma única de se expressar. Não existe um amor típico. Por isso, relacionamentos e o amor romântico são desafiadores para todo mundo. Contudo, o assunto pode ganhar outras camadas de complexidade para autistas. Ou será que não? Marcos Maia e Sophia Mendonça mediam este diálogo neste episódio, com grandes convidadas/os/es.

4. Acessibilidade Amorosa (2022)

Todos tem direito de amar, se relacionar e construir algo com alguém. Com o autista não é diferente! Mas não existem fórmulas mágicas para melhorar a sua acessibilidade amorosa e a forma de lidar com relacionamentos. O que existe é você viver, entender cada relação e situação.

5. O Casamento com Asperger (2018)

Casar-se com uma pessoa autista pode trazer desafios e alegrias. A autista Selma Sueli Silva conversa com o ex-marido, Roberto Mendonça. Assim, o que era mais difícil em ser casado com uma autista e como ele lidou com esse desafio?

A relação amorosa no autismo — Canal Autismo / Revista Autismo

A relação amorosa no autismo

Tempo de Leitura: 2 minutosSemana passada eu falei sobre um tema espinhoso. Assim, eu comentei sobre aspectos da autonomia ligados à sexualidade. Afinal, uma pessoa autista pode ter condições coexistentes que dificultam essa interação. Ou mesmo, por causa do autismo, evidenciar certa ingenuidade. Ou seja, uma tendência a ser presa fácil para relacionamentos abusivos.

A gente, no entanto, precisa de afeto. Tanto no sentido do encontro com a outra pessoa, do amor e da companhia, quanto no aspecto sexual. Claro que existem pessoas assexuais, que também devem ser respeitadas e levadas em consideração. Há casos e casos e todos os aspectos devem ser avaliados.

Pensando nessa questão, fiquei mexida com o último texto. E resolvi trazer o conceito de acessibilidade amorosa.  Ele foi desenvolvido pelas pesquisadoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sônia Caldas Pessoa e Mariana Cecília da Silva. Inclusive, escrevi um artigo com a Sônia, minha orientadora no Mestrado, sobre o Transtorno do Espectro Autista e a Acessibilidade Amorosa.

Mas o que seria essa acessibilidade amorosa? As pesquisadoras partem de um conceito desenvolvido pela própria Sônia, a acessibilidade afetiva. Essa noção seria para que as relações comunicacionais entre pessoas com e sem deficiência fossem encontros em que a condição não implicasse em um impedimento para essa conversa/relação ocorrer.

Assim, a única barreira que haveria nesses relacionamentos seriam os próprios acordos entre as pessoas envolvidas. Claro, a gente coloca limites nas relações com as pessoas de acordo com nossos desejos. Já a acessibilidade amorosa expande esse conceito para a possibilidade de as pessoas com deficiência despertarem interesse e atração em outros indivíduos. Desse modo a partir do interesse haveria uma troca, uma relação.  Afinal, o sujeito com quem a pessoa autista vai se relacionar não deve carregar o papel de um cuidador. Ou uma extensão da própria pessoa. E sim, alguém que mantenha uma relação de igual para igual.

Pensando na minha própria experiência, confesso que me identificava com alguns comportamentos da personagem autista Benê, das séries “Malhação: Viva à Diferença” e “As Five”. Em um determinado capítulo, ela beija um amigo e fica na dúvida sobre o status da relação entre eles. Afinal, ela ficava confusa se eles eram crushes, ficantes ou namorados, porque não via a possibilidade de uma simples amizade englobar um beijo  daquele.

O autista tem uma maneira mais concreta de experienciar a realidade. Por outro lado, o amor apresenta um caráter mais abstrato. É um sentimento, algo que você sabe o que é, mas torna-se difícil para definir em palavras. Nos meus inícios de relacionamentos, muitos dos quais nem chegaram a se concretizar, eu senti essa confusão. Qual é o status desse relacionamento? Além disso, existem outros fatores relevantes à discussão sobre amor e sexualidade no autismo, como as sensibilidades sensoriais. Mas, todos nós, temos o direito de construir algo com alguém.

No artigo “Transtorno do Espectro Autista e Acessibilidade Amorosa”, chegamos à conclusão de que não existem fórmulas prontas para o amor ou acessibilidade amorosa. Isso, no entanto, não nos exime da responsabilidade de refletir sobre como podemos ser mais acessíveis em nossos encontros cotidianos. Nos nossos relacionamentos.

A gente merece o amor. E não um amor que venha, no pacote, com a violência. Qualquer que seja essa violência. Amor e violência não combinam. A gente merece olhar para si e descobrir o próprio prazer, também. Não é somente sobre como a gente vai agradar o outro. A gente merece descobrir com o outro essa coisa gostosa que é o amor. Numa via de mão dupla. E como canta Rita Lee, “ah, o amor… hummm, o sexo”.

Ela só quer, só pensa em namorar, ela é autista — Canal Autismo / Revista Autismo

Ela só quer, só pensa em namorar, ela é autista

Tempo de Leitura: 3 minutosEla só quer, só pensa em namorar, ela é autista. Mas ela, na década de 80, sou eu. Nessa época, eu não sabia que era autista. Pensando bem, nem o CID e nem o DSM sabiam também. Ou seja, a Síndrome de Asperger, hoje autismo de grau leve, só entrou para o DSM-IV, em 1994. Entretanto, a Selma autista existia e ninguém sabia. Muito menos eu. Hoje, eu, autista, continuo existindo e, no geral, pouca gente quer saber.

Mas, a verdade é que o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM) é a referência para médicos do mundo todo na classificação de diagnósticos de transtornos mentais. Somente, na quarta edição deste manual, lançada em 1994, o autismo e a Síndrome de Asperger foram classificados como distúrbios diferentes. Tudo passou a ser Transtorno do Espectro do Autismo em 2013.

Eu tive de me virar

O fato de a década de 80 não conhecer o autismo, grau leve, não evitou que eu, autista, existisse. Por isso, tive de me virar com minhas esquisitices. A primeira coisa que tive de dar um jeito, foi na sensação de ser sozinha no mundo. Como ter amigos me pareceu complicado, resolvi namorar. Santa ingenuidade!!!

Minha lógica era muito simples: todos à minha volta tinham vários amigos. Já namorado, só um. Bem mais fácil, não é mesmo? Não necessariamente, descobri em pouco tempo. Gente complica tudo. Numa relação afetiva, então, nem se fala. “Vá devagar, para não assustar.” “Não diga tudo o que pensa, para não se dar mal.” “Seja dependente, ou pelo menos finja ser.”

Definitivamente, essas regras não eram para mim. Não que eu não tivesse tentado. Tentei, tentei e tentei. Mas sempre me assustava com o retorno desse jeito exigido das namoradas. Por exemplo, nos anos 80, não havia nenhuma mulher virgem na minha sala. Tive vergonha e resolvi esconder que eu era. No entanto, mesmo que a maioria não fosse vigem, entre os rapazes, todas elas fingiam ser. Será por isso, que assustei vários caras, quando dizia a eles, com franqueza: “Que papo é esse que vamos ao motel só para conversar. Sei que lá é lugar para outro tipo de ação. Quer conversar? Pode falar, estou ouvindo.” Claro que o infeliz vazava.

Ela só quer, só pensa em namorar, ela é autista

Talvez por isso, atraí namorados estranhos. Quando relatava o papo para minha mãe, ela mal acreditava. Mais um exemplo: Meu namorado me buscava na faculdade, às sextas, de moto. Amava andar grudada nele, sentindo o vento no rosto.

Certa vez, fomos a uma pizzaria nos arredores da PUCMinas. Na tela de uma televisão… que eu achava dispensável. Afinal, vamos a uma pizzaria para comer pizza, ora pois, pois!. Continuando, na tela da televisão, o grupo Kid Abelha se apresentava em um programa musical.

O meu namorado (esse foi paixão, viu?) me disse, de olhos grudados na Paula Toller: “Eu daria meu salário por uma noite com ela.” O quê??? Eu e ele não fazíamos isso e ele queria pagar para ela?” Olhei de rabo de olho, aquele mulherão, na tela, no auge do sucesso. Me senti minúscula e disparei: “Perda de tempo. Ela é artista e não puta.” Pronto falei. Mas, como sempre, levei a fama de impulsiva. E ele, era o quê, então? Que grosseria.

Mais um caso

Aos 14 anos, namorei um colega de sala. Achava ele muito bonito. Ao conhecê-lo melhor, pensei: “Bonito e bobo.” Mas computei esse juízo de valores à minha pouca experiência com o sexo oposto, à época. (E hoje também, diga-se de passagem. Risos). O cara era do tipo pavão. Nosso relacionamento foi conflituoso, cheio de idas e vindas. Entretanto, um dia acabou. Será?

Não, afinal, a vida é cheia de ‘pegadinhas’. Assim, eu reencontrei o sujeito. Pai de família, casado, e continuava bonito aos meus olhos. Foi delicioso relembrar nossos encontros e desencontros. Até que veio a proposta ‘maldita’:

“Selma, eu estou casado e gosto de estar. Mas continuo sentindo muito carinho e atração por você. Vamos viver o que não vivemos na adolescência?” Oiii? Fiquei horrorizada. E devo ter demonstrado. Ele então, arrematou: “Pensa bem, você tem de aproveitar enquanto AINDA está jovem. É uma grande oportunidade. Você será um oásis para mim. E eu para você.”

Como? Será que ele se ouviu? Por que aquele sorriso indecifrável? Qual a graça? Pensei nos dois sentidos para oásis que eu conhecia:

  1. Sentido literal: pequena região fértil em pleno deserto, graças à presença de água. Não sou região, não sou fértil, não estou no deserto. Presença de água? Sim, meu corpo é constituído 75% por H2O. Mas nem por isso. Descartei.
  2. Sentido figurado: coisa, local ou situação que, em um meio hostil ou numa sequência de situações desagradáveis, proporciona prazer. Não sou coisa, não sou local, muito menos situação. Estou num meio hostil? Não! Ele está? Talvez. Mas não tenho competência para paramédica. Vou ser garantia de prazer para ele, em meio a situações desagradáveis? Nunquinha.

Conclusão: Depois dizem que autista é que é sem noção. Eu, hein? Estou bem com meu cérebro neurodivergente, obrigada!

O que o amor tem a ver com o autismo?

Tempo de Leitura: 3 minutosQuando eu era mais jovem, meu contato com o amor romântico era o que eu via na ficção. Adorava filmes de romance. Principalmente, quando me identificava com a protagonista. Tinha crushes por atores famosos. Tudo como costuma acontecer com os adolescentes. Entretanto, eu não tinha coragem de chegar perto de nenhum garoto na vida real. E me perguntava o que o amor tem a ver com o autismo?

Na realidade, nessa fase, eram poucos os meninos com os quais eu conversava. Mesmo se tratando de amizade. Em geral, os rapazes tinham comportamentos muito diferentes de mim e das outras meninas. Assim, era mais difícil compreender seus gestos e atitudes.

A minha primeira paixão aconteceu aos 17 anos. Foi quando percebi a mistura de atração física e atração pela personalidade. No entanto, apesar de ser amiga do garoto, era um desafio entender seus interesses e senso de humor. Aliás, um desafio muito maior do que quando estava com minhas colegas do sexo feminino.

Amor no Espectro

A série da Netflix “Amor no Espectro” mostra que a maior parte das pessoas deseja encontrar seu par romântico. Certamente, com quem é autista não é diferente. Assim, a ideia de que não temos interesse em criar vínculos românticos é mito. Portanto, conscientes disso, familiares e profissionais se esforçam para aprender sobre a sexualidade e a afetividade no TEA.

Em entrevista à Revista Gama, a psicóloga e pesquisadora autista Dra. Táhcita Mizael observa que: primeiro, há uma dificuldade com o uso de ironias e metáforas comuns a relacionamentos. Além disso, autistas podem não conseguir evidenciar o interesse constante no parceiro. Ou seja, os jogos do flerte são desafiadores. É que eles envolvem habilidades de comunicação verbal e não verbal.

A arte de se relacionar

Amar e ser correspondida é uma experiência intensa.  Vivenciar um romance nos tira de qualquer acomodação. Afinal, nos leva a sair da previsibilidade. Então, deixamos de ter o pensamento voltado apenas para os próprios desejos e necessidades. Dessa forma, é um convite à construção conjunta.

No caso de autistas, a experiência do amor ganha contornos ainda mais complexos. Para nós, já é desafiador entender, com clareza, os nossos sentimentos individuais. Imagina quando adicionamos uma outra pessoa ao nosso turbilhão bagunçado de emoções?

O doutor em Psicologia e autista Vicente Cassepp-Borges pondera, em artigo para “O Mundo Autista”: a hipersensibilidade é outro fator a ser considerado na relação entre amor e autismo. Portanto, autistas percebem e elaboram os sentimentos de maneira bem mais intensa que pessoas típicas. Logo, a instabilidade de um romance também, pode se manifestar intensamente.

Por isso, somente após os 20 anos de idade tentei alguns relacionamentos. A sensação de encontrar os “pretendentes” era esquisita demais. Sair com rapazes me deixava desconfortável. Por exemplo, parecia mais algo que eu precisava fazer porque todo mundo faz. E não uma possibilidade real de conhecer alguém com quem eu pudesse me envolver.

Assim, eu não tive nenhuma relação íntima durante a adolescência e início da vida adulta. Meu primeiro beijo, proposto por um amigo, só veio aos 22 anos. Embora sentisse atração pelo sexo masculino, cheguei a cogitar que eu fosse assexual. Tanto que o meu primeiro relacionamento com status de namoro se transformou em uma grande amizade.

Minha descoberta do amor

As relações que eu buscava me pareciam bem diferentes dos envolvimentos românticos mostrados nos filmes. As atitudes de muitos rapazes que se disseram interessados em mim, me fizeram mal. Sentia-me usada e enganada por eles. Na verdade, eu continuava a alimentar algumas paixões platônicas. Desse modo eu me conformava com a possibilidade de nunca ter um relacionamento sério.

Minha mãe dizia para eu não ficar ansiosa à espera de alguém. Ela usava a analogia de que, durante a enxurrada, os primeiros gravetos que aparecem são os mais frágeis. Os mais resistentes só aparecem depois. Da mesma forma, os primeiros homens que apareceram na minha vida, foram relações frágeis. Mas hoje, estou em um relacionamento com um homem maravilhoso. Ele me valoriza, me instiga a ser melhor e a construir uma nova história conjunta. Sem dúvida, isso é amor!

tio .faso: ‘O machismo causa nos homens autistas um sério problema de autoestima’

Tempo de Leitura: < 1 minutoO designer, ativista e bonequeiro Fábio Sousa, conhecido como “tio .faso” (assim mesmo, com espaço e ponto!), participou do episódio “Precisamos Falar Sobre Autistas que não Transam” do podcast Introvertendo, que é produzido por autistas adultos. Na ocasião, faso comentou as questões em torno da dificuldade de alguns homens autistas que relatam não conseguir relacionamentos e sexo em publicações nas redes sociais.

“Como o autista não vem com esse guia social para poder conviver na sociedade, o homem autista só tem como referência imediata o que ele vê. E o que ele vê é a reprodução do machismo. E a reprodução do machismo fala que ele por não conseguir transar, por não ter uma namorada, não ter nada, ele é menos homem”, disse ele.

Desta forma, .faso considerou que a sensação de inferioridade é comum entre vários homens autistas adultos. “Então, a gente acaba observando nos grupos isso, que o machismo causa nos homens autistas um sério problema de autoestima, em que eles se sentem menos homens por nunca terem transado ou se relacionado com alguém”, afirmou.

Em 2020, uma reportagem do Spectrum News demonstrou uma proximidade de autistas em comunidades de celibatários involuntários, algumas delas conhecidas apenas pela expressão “incel”. Na discussão, os podcasters também apontaram a hipótese de apenas uma parcela minoritária de pessoas em aplicativos como o Tinder terem sucesso com seus perfis.

episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Castbox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

No Dia dos Namorados: artigo trata de relacionamento entre pessoas com deficiência intelectual

Tempo de Leitura: 2 minutosCom extrema sensibilidade e delicadeza, a psicoterapeuta Nancy Pereira da Costa, da ONG Friendship Circle São Paulo, escreveu um artigo para o Dia dos Namorados (hoje, 12 de junho), falando sobre o relacionamento entre pessoas com deficiência intelectual. O texto — intitulado “Namorar para quê?” — foi publicado no Portal da Tismoo, ontem.

Nancy, que é psicoterapeuta infantil, do adolescente, de adulto e familiar, e tem especialização na área das deficiências, com enfoque em Gestalt Terapia, destacou num dos trechos: “Existem mitos e lendas criadas ao longo da história, que desfavorecem o namoro das pessoas com deficiência intelectual. Arquétipos criados pela sociedade rotulando-as como não controladoras de seus impulsos sexuais; assexuadas ou que possuem a sexualidade exacerbada; são inférteis; ou são carentes de responsabilidades“, escreveu ela, que se define como uma pessoa que atua na área da educação com o objetivo de enaltecer e valorizar a diversidade como qualidade em uma educação para todos.

Vale a leitura do artigo para esta data e refletir com humanidade a respeito de relacionamentos entre pessoas, quaisquer pessoas. Acesse o texto completo de Nancy Pereira da Costa, no Portal da Tismoo, em: tismoo.us/comunidade/namorar-para-que/.

Friendship Circle

A Friendship Circle é uma ONG de transformação e inclusão social que oferece a crianças e adolescentes com deficiência e suas famílias, a oportunidade de um convívio social sem preconceito. Visa e trabalha pela transformação da sociedade na criação de um mundo mais empático e inclusivo por meio da promoção da amizade entre crianças e jovens com deficiência e jovens voluntários.

No Dia dos Namorados: artigo trata de relacionamento entre pessoas com deficiência intelectual — Canal Autismo / Revista Autismo

O casal Francine Otte Ferreira Lima e Guilherme Campos.

Introvertendo lança episódio especial sobre aplicativos no Dia dos Namorados

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O podcast Introvertendo, produzido por autistas, lançou seu 107º episódio nesta sexta-feira (12), cujo título é Autistas em Apps de Relacionamento. Apresentado por Luca Nolasco e com a presença de Marcos Carnielo Neto e Tiago Abreu, o episódio foi divulgado como forma de comemorar o Dia dos Namorados.

O episódio centra-se em aplicativos de relacionamento pela internet, como o Tinder, e quais são as formas que autistas interagem em processos de paquera e flerte. Além disso, há uma breve discussão sobre sexualidade no autismo na vida adulta. O episódio também conta com a participação da publicitária e podcaster AnaLu Oliveira, que não é diagnosticada com autismo, mas tem um namorado autista.

Sobre aplicativos, Marcos Neto defendeu sua utilização por autistas. “Os apps oferecem uma alternativa boa porque a gente não tem muito desenvolvida aquela habilidade social de chegar pessoalmente. Muitas vezes não nos sentimos seguros o suficiente pra conhecer novas pessoas pessoalmente, então os aplicativos na internet oferecem uma opção pra quem tem poucas habilidades sociais de conhecer pessoas novas e com interesses parecidos e depois marcar de ver pessoalmente”, disse.

Autistas em Apps de Relacionamento é o primeiro episódio recente do Introvertendo apresentado por Luca Nolasco. Desde o início de 2020, além de Luca, Thaís Mösken e Yara Delgado passaram a apresentar episódios específicos. Até o ano passado, o podcast era apresentado apenas por Tiago Abreu, jornalista e um dos fundadores da produção.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Casal de autistas conversa sobre relacionamento no podcast Introvertendo

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O podcast Introvertendo liberou, nesta sexta-feira (15), o seu 79º episódio, chamado Namoro Entre Autistas. O conteúdo é baseado no relacionamento de Yara Delgado, uma das integrantes do podcast, com seu noivo Felipe Zarco. Os dois são noivos, moram juntos e possuem um filho.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e também no canal do YouTube do Introvertendo. Neste último caso, também há uma versão alternativa do episódio sem músicas de fundo, feita especialmente para autistas com sensibilidade auditiva.