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‘Lugar de autista é em todo lugar’ é tema da campanha 2022 para o 2 de abril

Tempo de Leitura: 2 minutosO tema da campanha nacional deste ano (2022) para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo — que acontece todo 2 de abril — é “Lugar de autista é em todo lugar“, com a hashtag #AutistaEmTodoLugar, para promover uma mensagem inclusiva à sociedade em relação às pessoas autistas. O tema, escolhido em votação popular, com 51,6% do votos, entre três opções de mensagens, é uma frase de Fátima de Kwant, que está em destaque do cartaz oficial, estrelado pelo André, o personagem autista da Turma da Mônica.

Cartaz da campanha 2022 do Dia Mundial de Conscientização do Autismo - Canal Autismo / Revista Autismo

Cartaz da campanha 2022 do Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

O objetivo desta campanha é conscientizar as pessoas a respeito do autismo. É uma mensagem da comunidade ligada ao autismo para toda a sociedade (de dentro para fora). Portanto, vamos usar a hashtag nas redes sociais e mostrar que lugar de autista é em todo lugar, com direito a ser incluído em todos os âmbitos, aspectos e contextos em nossa sociedade.

Gratuita

Esta é uma campanha para todo o Brasil, de uso irrestrito e gratuito por parte de qualquer pessoa ou instituição interessada em divulgar informação sobre autismo. Vamos unir forças para fazermos uma conscientização nacional muito mais efetiva.

As peças para divulgação foram criadas pelo designer Alexandre Beraldo (diretor de arte da Revista Autismo), com a colaboração do Instituto Mauricio de Sousa — nosso muito obrigado a todos eles!

Mais informações (e mais material para a campanha) será disponibilizado nos próximo dias aqui no site do Canal Autismo / Revista Autismo e divulgado nas nossas redes sociais.

ONU

A ONU (Organização das Nações Unidas), no fim de 2007, definiu todo 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (no original em inglês: World Autism Awareness Day), quando cartões-postais de todo o planeta se iluminam de azul — no Brasil, o mais famoso é o Cristo Redentor — para lembrar a data e chamar a atenção da mídia e da sociedade para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Em 2020 e 2021, pela primeira vez, a comunidade envolvida com a causa do autismo no Brasil todo segue, unida, em uma campanha nacional com tema único: “Respeito para todo o espectro”, para celebrar a data, usando a hashtag #RESPECTRO nas redes sociais.

O tema da ONU para o ano passado foi “Inclusion in the Workplace: Challenges & Opportunities in a Post-Pandemic World” (em tradução livre: “Inclusão no local de trabalho: desafios & oportunidades num mundo pós-pandemia”).

Material gratuito

Acesse o material da campanha deste ano em: Campanha.RevistaAutismo.com.br.

#AutistaEmTodoLugar

 

[Atualizado em 14/03/2022, 09h29]

Sua escola realiza inclusão ou integração de alunos autistas?

Tempo de Leitura: 2 minutos

Por Jeane Cerqueira

Conselheira Estadual de Minas Gerais ONDA-Autismo.  Terapeuta, mãe atípica e autista.  

Confesso que nunca me preocupei tanto como me preocupo hoje com a inclusão escolar, especialmente de pessoas autistas.

E minha preocupação se fundamenta na minha realidade de vida.

Sou uma mulher autista, mãe de uma criança autista e que trabalho como terapeuta de crianças e adolescentes, em sua maioria, autistas também.

Além disso, sou voluntária na Onda – Autismo, Organização Neurodiversa pelos Direitos dos Autistas. E na organização recebemos demandas, quase diárias, que em grande número são de pais e cuidadores de crianças e adolescentes autistas que literalmente sofrem com a falsa inclusão que se instala nas escolas públicas e particulares, Brasil afora.

Mas o que é inclusão? Como realizar a inclusão escolar de alunos autistas? O que a lei nos diz sobre isso?

Antes de responder a estas questões, preciso dizer que muitas escolas têm realizado a integração de alunos autistas acreditando erroneamente estar promovendo inclusão.

É necessário entender que o simples fato de um aluno autista estar dentro de uma sala de aula de ensino regular, não significa que ele esteja efetivamente incluído nela.

Inclusão é muito mais que isso!

Quando apenas temos um aluno autista na sala de aula sem que nenhuma adaptação curricular tenha sido feita para promover seu ensino e facilitar-lhe a interação social, estamos realizando integração. E só.

Incluir significa reconhecer e entender o outro. Com toda sua potencialidade e com todas as suas dificuldades também.

A Lei Brasileira de Inclusão também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência é um conjunto de normativas que visa assegurar e promover igualdade de condições em todos os âmbitos, e neles se inclui o educacional.  E entre os direitos previstos temos, por exemplo, a matrícula obrigatória em escolas regulares, a não limitação do número de alunos com deficiência, a adaptação curricular, a oferta de monitor ou acompanhante especializado quando houver indicação de sua necessidade.

E quando paramos para analisar estes direitos nos deparamos com a triste realidade enfrentada por nós autistas e pais de autistas: Esses direitos são rotineiramente confundidos com “favor” ou “bônus” por parte de muitas instituições de ensino.

E os absurdos são muitos! Retirada de bolsa de estudos após o recebimento de diagnóstico de TEA. Cobrança de “taxa especial” para oferta de monitor. Plano de Ensino Individual – PEI feito de forma padronizada; e o que era para ser individual se torna algo coletivo: todos os alunos autistas com o mesmo plano de ensino. E isso é lamentável!

Eu poderia citar aqui tantos outros direitos e tantos outros absurdos ocorridos todos os dias. Mas o que pretendo com este texto vai, além disso. Quero deixar às instituições de ensino brasileiras, públicas e privadas, um desafio: Me façam reescrever este texto dentro em breve. Façam-me ter que dizer que esta não é mais nossa realidade. Façam-me não ter que me preocupar tanto com isso.

Sejam realmente escolas inclusivas!

Terei o maior prazer e alegria em dar outro título e conteúdo para este texto. Inclusão é direito. Não é favor. E a integração é apenas o primeiro passo.

Reflexão para ‘todes’

Tempo de Leitura: 3 minutos

Por Fábio Cordeiro

Presidente da ONDA-Autismo

Hoje, a reflexão que proponho a vossa mercê, trata-se da língua que falamos. Língua é cultura, é expressão, também mostra muito de uma pessoa ou de um povo.

Como nos apresentamos, a maneira com que somos vistos tem muito a ver com a língua que falamos e, principalmente, como a falamos.
Muitas vezes, somos julgados pelo modo como expomos nossa fala. É verdade que ela expõe, geralmente, o meio em que habitamos ou de onde viemos. Ela mostra origem e desnuda, por vezes, ideologias, posições políticas ou preferências de grupos de convívio.
E, nessa reflexão, proponho a vosmecê estímulo a pensar aí quantas vezes já foi julgado pela sua maneira de fala ou até mesmo quantas vezes já julgou alguém.
Nossas estruturas sociais são muito alicerçadas ainda em preconceitos, e, nessa questão, não é diferente, pois quando implicamos inteligência maior ou menor a alguém apenas pela maneira como o indivíduo fala, nada mais é do que o preconceito linguístico sendo exposto sem que nem percebamos muitas vezes.
Todas as pessoas têm uma maneira individual de expressar sua fala. Na prática, ninguém se expressa verbalmente fazendo uso da norma culta da língua.
Como a pessoa vai falar, depende muito de vários fatores como: ambiente em que se encontra, meio de socialização, nível de escolaridade, região em que habita, entre outros.
Sendo assim, é completamente normal que a comunicação entre os seres, considerando que comunicar exige uma troca e nunca é uma via de mão única, se dê de forma que, em determinados grupos, ela ocorra por meio de maneiras muito distintas se comparada com outros grupos.
O problema ocorre quando, na intersecção desses grupos, um se coloca, ou tenta se colocar, como o mais correto em relação aos outros. E aí entra o preconceito, pois geralmente há um grupo que visa estar mais correto, achando que fala da maneira certa enquanto os outros estão errados. Isso está diretamente ligado aos demais preconceitos em nossa sociedade.
Os grupos que têm uma classe social mais elevada, de pessoas brancas, heterossexuais, com mais acesso à educação, que vivem em regiões mais desenvolvidas economicamente, por via de regra são os mesmos que se consideram os mais assertivos na hora da fala, julgando, por consequência, os demais grupos como incapazes, menos inteligentes, não dignos dos melhores cargos, etc.
Vemos isso acontecer com os estilos musicais. Por exemplo, aqueles que são mais comuns na comunidade periférica, como o funk, são julgados como os que apresentam expressões  mais chulas.
Mas, nessa reflexão que proponho a você, quero que perceba e entenda que a língua não é estática. Ela muda e evolui com o tempo, e muitas dessas mudanças têm origem nesses grupos periféricos, menos favorecidos que, mesmo com a resistência das elites a princípio, seja pelo preconceito citado ou por qualquer outro motivo, acabam por serem aceitas por todos, inclusive pelos grupos que a rejeitavam, modernizando a língua e tornando uma expressão mais verdadeira da cultura atual.
E é isso, a língua uma das protagonistas da expressão cultural de um povo. Isso nos mostra como o preconceito linguístico, ligado a outros preconceitos arraigados em nossa sociedade, atua para colocar uma escala de qual cultura é mais apropriada para nossa população, porém, não tem cultura melhor ou pior quando o que ela representa é o próprio povo.
A fala representa o que de fato existe em nosso meio, do contrário, determinada demanda não estaria representada caso fosse irrelevante na sociedade. E existir não é irrelevante. Todos existimos, nos representamos pela nossa fala e queremos ser ouvidos. Ao negar a maneira de se expressar de alguém, estamos negando nossa própria evolução enquanto seres que existimos dentro de uma diversidade que faz a língua evoluir e, por consequência, fotografa de maneira mais real a nossa existência em coletividade.

O vossa mercê evoluiu para chegar até você e representar muito bem o nós. Quem sabe em breve teremos novas evoluções que representem melhor todos, todas e “todes”!

‘Muitas pessoas não acreditavam que eu conseguiria’, diz autista premiado por nota na Universidade de Coimbra

Tempo de Leitura: < 1 minutoDiogo Nolasco ingressou no curso de História na Universidade de Coimbra, em Portugal, com uma das maiores notas. Diagnosticado com autismo, ele ganhou o prêmio UC à Frente. Com uma paixão pela área reconhecida por colegas e professores, ele afirmou que, no entanto, não foi sempre assim.

“Ao longo do meu percurso escolar, muitas pessoas não acreditavam que eu conseguiria fazer o que quer que fosse. Sofri bullying, humilhação e sempre tive bastante dificuldade em socializar”, disse ele em entrevista dada a instituição. Ele também contou que, no ensino fundamental, recebeu apoio profissional para concluir os estudos e, desta forma, conseguiu.

Ele também falou sobre sua paixão pelo curso. “A História sempre foi a minha grande obsessão! As pessoas com as minhas características, dentro do espectro do autismo de nível 1, costumam ter, desde pequenas, um interesse particular por um tema específico e isso reflete-se, depois, ao nível das suas escolhas em termos de curso, de carreira. Há áreas da História pelas quais me interesso mais, nomeadamente o Cristianismo (a origem, a atualidade, as evoluções e as mutações) ou a Segunda Guerra Mundial. Estudar História sempre foi o que quis fazer, não me imaginava noutro curso”.

Apesar disso, Diogo também afirma que possui dificuldades no dia a dia. O estudante afirma que não acredita que possa ter carteira de motorista, por exemplo. Atualmente, uma vizinha o auxilia em sua ida para a universidade, dando-lhe carona.

Assista o vídeo completo da entrevista:

Professora da UFG lança livro sobre inclusão escolar

Tempo de Leitura: < 1 minutoAna Flávia Teodoro, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), lançou o livro Autistas e os Espaços Escolares Adaptados. A obra reúne, segundo a autora, estudos nacionais e internacionais sobre adaptação física de espaços escolares para autistas, com o objetivo de auxiliar profissionais que trabalham com inclusão escolar e também de informar familiares de autistas.

“Dedico este livro a todas as crianças e jovens autistas que precisam com urgência de espaços escolares pensados e adaptados de acordo com suas necessidades. Estudantes autistas que ao longo dos anos foram negligenciados em seu direito de ser e estar no ambiente escolar em condições de igualdade em relação aos demais colegas”, disse Ana Flávia Teodoro, que também possui uma página no Instagram.

A obra foi publicada pela editora Mercado de Letras e está disponível para compra online.

Escola no DF usa animais para ajudar na inclusão de autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Escola Classe Granja do Torto, no Distrito Federal, é pública e foi fundada na década de 1960 pela Embaixada do México. Recentemente, a instituição ganhou destaque por utilizar animais para ajudar na adaptação e inclusão de três alunos autistas matriculados na escola.

De acordo com o G1, tudo começou em 2019, quando familiares de uma menina autista queriam matriculá-la na escola. “Aí vi uma reportagem onde um veterinário levou para o apartamento dele uma mini cabra que tinha sido rejeitada pela mãe, e a filha dele melhorou em todos os aspectos pedagógicos, criando essa mini cabra. Aí, nós fomos atrás”, disse a diretora Danielle Vieira Salles.

Segundo Danielle, a ideia de ajudar autistas no ambiente escolar com animais tem dado certo. “Eles se aproximam mais. A interação, primeiro com os animais, leva à interação com o ambiente e, consequentemente, com as outras crianças que fazem parte desse ambiente. Acaba aproximando tudo, é muito natural”, completou.

Dia Mundial de Conscientização do Autismo de 2016 - Revista Autismo

Secretário-geral da ONU publica mensagem para o Dia Mundial do Autismo

Tempo de Leitura: 2 minutos

António Guterres, secretário-geral da ONU (foto: The British Foreign and Commonwealth Office)

Anualmente, a ONU publica uma mensagem do secretário-geral para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Como neste ano (2019) o tema é  “Tecnologias assistivas, participação ativa” — tratando do uso de ferramentas tecnológicas para auxiliar no dia a dia, além de proporcionar voz aos autistas (veja o texto da Revista Autismo sobre o tema) —, o secretário-geral, o português António Guterres, frisou a importância das tecnologias e, principalmente, no intuito de usá-las para a inclusão, citando também a Agenda 2030 da ONU.

Guterres, que foi primeiro-ministro de Portugal de 1995 a 2002, citou ainda o documento “Estratégia para Novas Tecnologias” (veja o PDF aqui), lançado por ele em 2018, a fim de alinhar a inovações tecnológicas com os valores humanitários da ONU.

Abaixo, segue uma tradução livre da mensagem, cujo texto original (em inglês) pode ser visto no site da ONU em: https://www.un.org/en/events/autismday/sgmessage.shtml.

Mensagem do secretário-geral

“No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, nos manifestamos contra a discriminação, celebramos a diversidade de nossa comunidade global e fortalecemos nosso compromisso com a plena inclusão e participação de pessoas com autismo. Apoiá-los para atingir seu pleno potencial é uma parte vital de nossos esforços para manter a promessa central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: não deixar ninguém para trás.

O debate deste ano ressalta a importância de tecnologias assistenciais acessíveis para apoiar pessoas com autismo a viver vidas independentes e, de fato, exercer seus direitos humanos básicos. No mundo todo, ainda existem grandes barreiras ao acesso a essas tecnologias, incluindo altos custos, indisponibilidade e falta de consciência de seu potencial.

No ano passado, lancei o [documento] “Estratégia para Novas Tecnologias” para garantir que as tecnologias novas e emergentes estejam alinhadas com os valores consagrados na Declaração das Nações Unidas, no direito internacional e nas convenções de direitos humanos, incluindo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, reafirmamos nosso compromisso com esses valores — que incluem igualdade, equidade e inclusão — e promovemos a plena participação de todas as pessoas com autismo, assegurando que tenham as ferramentas necessárias para exercer seus direitos e liberdades fundamentais.”

(António Guterres)

A educação de pessoas adultas com autismo

Tempo de Leitura: 3 minutos

Investir na educação de autistas adultos é investir na capacidade humana

No Brasil, sentimos uma grande lacuna na oferta de serviços educacionais e outras intervenções para adultos com TEA. Penso ser pelo fato de que ainda não conseguimos desconsiderar o autismo como sendo especificamente infantil, então não nos damos conta de que jovens e adultos continuam ao longo da vida necessitando de atenção. Se apenas ofertamos educação em período obrigatório, impedimos que pessoas adultas usufruam de atenção educativa.

É necessário e urgente que pensemos na ampliação do conceito de educação que contemple todas as etapas da vida do indivíduo, levando em conta que o autismo é de ordem crônica, e não se limita à infância.

Ninguém é impassível às mudanças proporcionadas por uma educação adequada, que entenda especificidades, respeite estilos de aprendizagem, contemple habilidades e ofereça possibilidades.

Ao pensarmos em bom programa educacional para adultos, ter em mente a promoção de: habilidades de comunicação, sociais, emocionais, cognitivas e também as vocacionais — investirmos de forma positiva em áreas como atenção, memória e funções executivas.

Proporcionar flexibilidade na formação, pode fazer com que adultos autistas desenvolvam melhor o controle de situações, encontrem soluções para reduzir o estresse e a ansiedade, sejam capazes de melhor generalizar, desenvolver ou aumentar empatia, lidar com as emoções, ter mais auto-estima, entre outros.

Em relação a adaptações curriculares, o que é algo ainda difícil para educadores que lidam com pessoas autistas adultas, é preciso propor conteúdos com bastante estrutura e pistas visuais, respeitar o ritmo de aprendizagem, eleger prioridades, sequenciar, respeitar os gostos e a vontade do aluno quanto a conteúdos (pode ser que o aluno já tenha visto o conteúdo proposto repetidamente ou que este fuja aos seus centros de interesse, aí ele não se anima, ou até mesmo se nega a cumprir as atividades) e, por fim, é imprescindível que o currículo proposto seja adequado ao nível de funcionamento da pessoa com TEA. Educadores, busquem aprimorar e obter formação para o atendimento educacional de adultos, e não pensem que conhecimentos relativos ao desenvolvimento infantil sejam adequados para atender aos de idade mais avançada.

Também vemos ser importante perceber que muitos alunos com autismo podem estar mais aptos para lidar com questões de aprendizagem aos 20 anos, do que estavam com 10; sendo que ao chegarem à idade adulta, muitos deles podem ter aprendido a lidar melhor com certos comportamentos, a gerir conflitos relativos ao estresse e ansiedade, a lidar melhor com as dificuldades relativas aos interesses restritos.

Na vida e na educação, é essencial termos objetivos. Para educar adultos com TEA, os objetivos devem ser voltados às competências, identificar os interesses pessoais e os vocacionais, priorizar habilidades e aptidões para orientar os alunos em formações acadêmicas e profissionais, visando também a sua empregabilidade.

Autistas apresentam potenciais que por vezes nem sequer imaginamos, isso se dá por colocarmos mais foco às limitações do que às possibilidades, a nossa visão limitada aliada por vezes à nossa inércia, faz com que desprezemos imensas capacidades.

Arregacemos as mangas e lutemos para que todos possam ter acesso à educação ao longo da vida e ao mercado de trabalho, não apenas os considerados “grau leve” ou os que usufruem de privilégios econômicos. Para sermos uma sociedade mais justa, a educação deve realmente ser direito de todos.

Que o trabalho e contribuição dos pais sejam valorizados e reconhecidos, abrindo espaço para parceria entre educadores e pais. Antes de planejar programas, adaptar e promover ações, consultar os pais ou outros membros da família que sejam importantes para o desenvolvimento do adulto com TEA é primordial.

Investir na educação de pessoas adultas com autismo é investir na capacidade humana de se desenvolver ao longo da vida; todos podem aprender e seguir no aprendizado, adquirir novas habilidades e se tornar seres humanos mais completos, mais produtivos e mais felizes!