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‘S’ do ESG: empresas terão selo para inclusão social reconhecido pelo Inmetro

Tempo de Leitura: 3 minutos

Métrica desenvolvida pelo Instituto Olga Kos obteve reconhecimento do Inmetro e deu origem a um novo programa de acreditação, inédito no mundo

O Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, ONG brasileira que apoia pessoas com deficiência, acaba de obter do Inmetro o reconhecimento do programa de acreditação para a certificação da Escala Cidadã Olga Kos (Ecok), instrumento que avalia a inclusão social em empresas e entidades públicas. Isso significa que as corporações poderão ter suas atividades de inclusão avaliadas por organismos independentes acreditados pelo Inmetro e receberão um “selo” para comprovar suas práticas inclusivas.

O head de mentoria do ESA (programa de Empreendedorismo Social com foco no Autismo, da Revista Autismo), Luiz Trivelatto, esteve no evento de lançamento do selo Ecok e elogiou a iniciativa: “Sabemos o quanto em nosso país é difícil alinharmos interesses políticos de órgãos reguladores e privados. É louvável o que o Instituto Olga Kos conseguiu! Acreditando este selo pelo Inmetro, esperamos que traga para todas as instituições envolvidas o resultado que precisamos tendo em mãos métricas sobre o impacto social de tantos projetos que existem hoje no Brasil. E que esse selo possa favorecer programas de inovação aberta e o ecossistema startup, envolvendo grandes empresas e nossos jovens empreendedores”, argumentou Tivelatto, que é estrategista de mercado, especialista em empreendedorismo.

A iniciativa é inédita no mundo e contribuirá para que a dimensão social da gestão de empresas seja baseada em métricas bem definidas. “Com essa certificação, as empresas poderão comprovar valores inclusivos, a partir de uma avaliação isenta e com lastro em uma cadeia de confiança reconhecida em todo o mundo. É uma forma de agregar valor à marca e, sobretudo, de impactar positivamente a sociedade”, comentou Andrea Melo, chefe da Divisão de Desenvolvimento de Programas de Acreditação do Inmetro.

“Hoje é possível medir o ‘E’ (de ambiental [do inglês: environmental]) e do ‘G’ (de governança) que compõem a sigla ESG, contudo, o ‘S’ (de social) ainda não é gerido com base em indicadores bem definidos e estruturados. Há 10 anos estamos trabalhando no desenvolvimento desta métrica, a Escala Cidadã Olga Kos (Ecok), que agora recebe o reconhecimento do Inmetro”, explicou Wolf Kos. O objetivo é disponibilizar instrumentos para que as empresas pratiquem e meçam o ‘S’ do ESG, com o propósito de corrigir práticas e prevenir desvios e não punir.

Indicadores

A Ecok é formada por 5 variáveis, 20 indicadores e 37 requisitos, que avaliam o quanto uma empresa é inclusiva e a qualidade dos ambientes organizacionais para integração de diferenças, sejam elas por gênero, idade, deficiência, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual ou qualquer outro fator de exclusão.

Com o reconhecimento pelo Inmetro, organismos de avaliação da conformidade podem se acreditar neste novo escopo. Isso significa que sua expertise técnica e isenção serão avaliados periodicamente pelo Inmetro, em um processo estruturado com reconhecimento internacional. Ou seja, somente práticas inclusivas de instituições públicas e privadas aprovadas receberão o “selo inclusão”.

As certificadoras que desejarem se acreditar para oferecer este serviço às organizações devem formalizar sua solicitação junto à Coordenação-Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE), pelo site orquestra.inmetro.gov.br/inmetrobcweb/.

Na TV

A notícia foi destaque também no Jornal da Band de ontem:

Olga Kos ao lado de Luiz Trivelatto, head de mentoria do ESA, da Revista Autismo.

Instituto Olga Kos

Fundado em 2007, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) é uma associação sem fins lucrativos, que desenvolve projetos artísticos e desportivos para apoiar, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência, sobretudo a nível intelectual, mas também pessoas em situação de grande vulnerabilidade econômica e social.

Programa de empreendedorismo e autismo, ESA tem início com 2 projetos

Tempo de Leitura: 2 minutosHoje (14.abr.2022) aconteceu a reunião inaugural do programa de Empreendedorismo Social com foco no Autismo (ESA) atendendo dois projetos de negócios (saiba mais sobre o ESA aqui), que é liderado pelo estrategista de mercado Luiz Trivelatto e tem como objetivo oferecer mentoria gratuita a projetos que visem causar um impacto social no ecossistema do autismo e a pessoas autistas que queiram empreender.

Como um piloto do programa, o ESA começa mentorando dois projetos: o Matraquinha, de Wagner Yamuto junto com a esposa e o irmão, e o projeto Jovem Solidário, da psicóloga Paula Ayub. O foco do programa está em impulsionar iniciativas empreendedoras que buscam resolver as principais questões relacionadas ao autismo, além de iniciativas empreendedoras de pessoas autistas, e assim construir um futuro melhor, mais justo, mais inclusivo e, não só com mais diversidade, como também mais neurodiversidade.

ESG

O programa está totalmente alinhado com as tendências de “ESG” do mercado, tanto no social como na governança — a sigla vem do inglês Environmental (Ambiental, “E“), Social (Social, “S“) e Governance (Governança, “G“).
(Leia mais sobre a relação entre ESG e autismo no artigo “Vamos falar de ESG e inclusão?“, na Revista Autismo nº 15.)

Vamos falar sobre ESG e inclusão - Canal Autismo / Revista Autismo

Ilustração de Samanta Paiva para Revista Autismo nº 15.

Comandando o ESA, Luiz Trivellato, que é mentor de empresários e executivos, palestrante e educador, comemora o início dos trabalhos efetivos com os projetos desde seu início em agosto de 2020, depois de um período de preparação e estruturação do ESA e treinamento dos mentores voluntários. “Depois de um ano e meio de muita elaboração, o início do ESA é uma resposta às demandas de mercado, que já vem sendo cada vez mais inclusivo, com autistas colocados em grandes corporações e que vê, aos poucos, autistas trabalhando com empreendedores ou como empreendedores. O ESA é uma resposta à tempo a essas demandas e às oportunidades que o mercado traz e todo avanço tecnológico que se alinha aos interesses e à ‘pegada’ que muitos autistas têm”, salientou “Triva”.

Com grande experiência em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o psicólogo Marcelo Vitoriano, um dos conselheiros do ESA, destacou a importância da iniciativa: “Precisamos falar sobre iniciativas de impacto social para a comunidade autista! Poder contribuir com o ESA, para o nascimento e consolidação destas iniciativas, é um privilégio para todos nós!”, disse ele, que é mestre em psicologia da saúde e CEO da Specialisterne Brasil.

O programa conta atualmente com três mentores voluntários: a professora universitária Alessandra Pontes; o publicitário Gian Franco Rocchiccioli; e o economista Odair Gomes Salles. Na próxima temporada as inscrições deverão ser abertas para novos projetos serem mentorados. Os interessados devem acompanhar no site: CanalAutismo.com.br/ESA.

Empreendedorismo Social com foco no Autismo (ESA) do Canal Autismo / Revista Autismo

Casal de autistas vende brigadeiros em Curitiba

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm casal de autistas em Curitiba está empreendendo com a produção e venda de brigadeiros. O nome do projeto é Autisdoces.

Segundo a Tribuna do Paraná, Wandy de Carvalho e Daniel de Oliveira são de São Paulo e moram em Curitiba desde 2021. Após uma experiência negativa de vender doces na rua, eles decidiram tornar o negócio virtual, o que tem dado certo.

“Lembro que foi o Daniel que postou e o retorno está acima do esperado. Tem muita gente pedindo e elogiando. Dizem que é o melhor brigadeiro que já comeram e estamos agora com muitas encomendas”, disse Wandy.

ESA é destaque no Summit Êxito, em painel sobre empreendedorismo e autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm dos destaques do evento Summit Êxito deste ano, que aconteceu 100% online, de 20 a 28 de novembro de 2021, foi um painel sobre empreendedorismo social e autismo, que contou com os coordenadores do programa de Empreendedorismo Social com foco no Autismo (ESA) do Canal Autismo.

Conduzido por Nayara Mota Oliveira Souza, coordenadora da Câmara de Diversidade e Inclusão do Instituto Êxito de Empreendedorismo, empresa organizadora do evento, o painel “Autismo, mercado de trabalho e empreendedorismo: mundo que se conversa” teve a presença de Luiz Trivelatto, head de mentoria do ESA, Marcelo Vitoriano, colunista da Revista Autismo e diretor da Specialisterne Brasil e América Latina e Francisco Paiva Junior, editor-chefe e cofundador da Revista Autismo.

Num papo descontraído e intimista, os convidados falaram da importância de empreender com propósito, por um impacto social, e da relevância de dar oportunidade para que autistas empreendam. O mercado de trabalho para pessoas com autismo foi o principal assunto da conversa, falando principalmente da valorização do potencial dessas pessoas — sejam autistas ou não. O painel foi exibido no dia 27.nov.2021, às 13h00.

O ESA tem o apoio do Instituto Mauricio de Sousa, Insper, Fiap, Specialisterne e da Trivelatto Empreendedorismo.

Assista ao painel a seguir

Mães e pais de autistas criam produtos e negócios para autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoDiante da falta de serviços especializados para autistas em questões médicas e sociais, mães e pais de autistas pelo país estão desenvolvendo negócios para atendê-los, de acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo no último sábado (22).

Uma das histórias contadas foi a de Julia Nycolack, que criou uma linha de roupas após seu filho enfrentar dificuldades com certos tecidos. “A primeira camisa polo que pus, ele gritava e se debatia como se estivesse pegando fogo. Descobri essas disfunções sensoriais antes mesmo de ele receber o diagnóstico de autismo”, contou.

A reportagem também aborda as histórias de Rafael Abreu Mendes, Ronaldo Cohin e outros familiares, bem como a criação da organização Genial Care.

Mais exemplos

Além das iniciativas citadas pelo texto da Folha, vale destacar também este Canal Autismo / Revista Autismo, o laboratório Tismoo Biotech e a startup Tismoo.me, primeira rede social do mundo dedicada ao autismo, todas iniciativas de pais de autistas, dentre tantas outras.

Família que criou app para autistas, recebe capacitação do programa HealthTech Barretos

Tempo de Leitura: < 1 minutoUma iniciativa do Sebrae-SP e Hospital de Amor, por meio do Hub Harena Inovação, o programa HealthTech Barretos selecionou o Matraquinha, aplicativo de comunicação alternativa para participar do processo de aceleração, todo o programa será online e terá duração de 12 semanas. Ao todo, participam 14 startups do setor de saúde.

As startups inscritas passaram por uma análise inicial da equipe do Sebrae para avaliar a aderência aos critérios do programa: grau de inovação, modelo de negócio e potencial de escala. As startups qualificadas foram convidadas para apresentar o pitch (apresentação rápida de uma ideia ou oportunidade de negócio) para uma banca formada por dois profissionais do Sebrae, um médico do Hospital de Amor e um representante da comunidade de startups de Barretos, o Bruto Valley.

“A aprovação neste programa é mais um indicador que estamos no caminho certo e será de extrema importância para a evolução do Matraquinha”, ressalta Wagner Yamuto, co-fundador da empresa.

Aplicativo

Matraquinha é um app de comunicação alternativa para ajudar crianças e adolescentes com autismo a transmitirem seus desejos, emoções e necessidades através de dispositivos móveis (smartphones e tablets).

A comunicação da criança é feita através de figuras e que, ao serem clicadas, fazem com que uma voz reproduza o que a criança deseja transmitir.

Mais informação sobre o programa estão no site contato.sebraesp.com.br/healthtech/. E, sobre o Matraquinhahttps://www.matraquinha.com.br.

Família que criou app para autistas, recebe capacitação do programa Healthtech Barretos - Canal Autismo / Revista Autismo

Telas do aplicativo Matraquinha.

 

Empreendedorismo Social com foco no Autismo (ESA) — Revista Autismo

Revista Autismo lança o ESA, programa de Empreendedorismo Social com foco no Autismo

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Programa incentivará startups com foco na comunidade ligada ao autismo e autistas que criarem startups para qualquer setor

Empreendedorismo Social com foco no Autismo (ESA) — Revista Autismo

Com diversos parceiros importantes, como Insper, FIAP e Instituto Mauricio de Sousa, a Revista Autismo está lançando o programa ESA — Empreendedorismo Social com foco no Autismo, um programa de estímulo ao empreendedorismo de impacto social com foco na geração de transformações positivas para a pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e toda a comunidade ligada a esta condição de saúde.

O foco do programa está em impulsionar iniciativas empreendedoras que buscam resolver as principais questões relacionadas ao autismo, além de iniciativas empreendedora de pessoas autistas com startups em qualquer setor.

“Acredito que neste momento existem inúmeros projetos importantes para o ecossistema do autismo que podem e devem ser impulsionados o quanto antes, e para isso podem contar com os programas de mentoria que estamos criando” argumentou Luiz Trivelatto, head de mentoria do ESA, coordenador do programa.

Parcerias

Para o Centro de Empreendedorismo do Insper (Cemp), a parceria mostra a sinergia com o programa: “O Cemp tem como pilar estratégico ser um Hub de conexões produtivas na comunidade Insper. Abrimos, assim, mais uma iniciativa para cumprir nosso papel no ecossistema: conectar pessoas com a finalidade de desenvolver projetos que possam transformar a realidade ao nosso redor”, ressalta Víctor Macul, coordenador do Cemp.

“Assim, buscamos construir um futuro melhor, mais justo, mais inclusivo e não só com mais diversidade, como também com mais neurodiversidade. A ideia do programa é oferecer mentorias de alto padrão no mercado e um suporte de extrema qualidade”, explica Francisco Paiva Junior, cofundador e editor-chefe da Revista Autismo.

A Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) também apoia o projeto com seu time de mentores, liderados por Guilherme Estevão. “Venho atuando com projetos de hackathons para inclusão de autistas no mercado de trabalho há 2 anos e parte importante da jornada é dar continuidade aos projetos e isso só é possível com conteúdos, mentorias e recursos que pavimentam a jornada empreendedora das pessoas, e participar de um programa com este enfoque só nos motiva a ampliar esse movimento a gerar impacto positivo nos projetos”, contou Guilherme, que é Head de Relações Corporativas da Fiap.

O Instituto Mauricio de Sousa (IMS), outro parceiro do ESA, está preparando um conteúdo sobre a vida empreendedora do próprio Mauricio de Sousa. “O Instituto Mauricio de Sousa se orgulha em poder participar de um projeto que, através do empreendedorismo social, com certeza revelará novos talentos que farão a diferença na comunidade ligada ao autismo. Sempre apoiaremos essas ações!”, comemorou Amauri Sousa, diretor-executivo do IMS.

Veja também

>> Divulgação do Insper em apoio ao ESA: “Cemp apoia empreendimento social com foco em autismo”