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Autismo e games

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Neste mês (mar.2022) publico um artigo bem extenso sobre gaming e autismo na Revista Novas Perspectivas Sistêmicas.

O que trago hoje para reflexão é o quanto nos afastamos nos nossos filhos lhes dando uma tela para “se distrairem um pouquinho” enquanto temos uma tarefa a fazer que exige concentração. Ou ainda, quando estamos num restaurante e ligamos um desenho para, novamente, entretê-los.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um manual de orientação para uso de telas de crianças e adolescentes. Vale a leitura e cada item da orientação.

O mundo dos games não é um ‘lugar’ onde deixamos nossos filhos sozinhos; é um ‘lugar’ onde navegamos juntos. Aprendemos e ensinamos e, acima de tudo, juntos. 

É fato que nossos jovens estão cada vez mais imersos na web e que a cada dia fica mais difícil tirá-los de lá. Mas não estamos todos? Não estamos imersos e dizemos que estamos trabalhando? Pois bem, o gaming para muitos é também ocupação. É compromisso e encontro com amigos. 

A conversa de hoje é sobre: o que seu filho joga? Você já fez alguma partida com ele/ela? Você sabe o que eles assistem, quem eles seguem? Se a resposta for não, está em tempo de conhecer esse mundo distante que o atrai e o tira do convívio por tantas horas. 

Ainda, de acordo com as orientações da SBP, diálogo e respeito fazem parte dos fatores de proteção ao jovem.

Proibir não é mais uma opção: presença é.

Em tempo, autismo não é doença, mas uma condição genética, portanto, totalmente falsa a afirmação de que as telas “causam autismo”. 

 

CONTEÚDO EXTRA

Jogo é remasterizado e relançado após pedido de autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoSean Murray, responsável pela Hello Games, está atualmente focado em No Man’s Sky, o jogo mais famoso da empresa. No entanto, o pedido de um autista fez com que a empresa empenhasse esforços para relançar Joe Danger, que estava fora do ar.

O anúncio de que a nova versão do jogo estava disponível para iOS foi feito em seu Twitter. Na ocasião, Sean disse que a nova versão contava com “visuais aprimorados, alta taxa de quadros, suporte a ProMotion e Gamepad”.

Confira a publicação:

Jogador profissional de Counter-Strike revela diagnóstico de autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoNBK, um dos jogadores mais conhecidos do mundo de Counter-Strike (CS), revelou nesta segunda-feira (3) que foi diagnosticado com autismo. O francês fez uma publicação no Twitter com um comunicado sobre o seu diagnóstico.

Ele chegou a afirmar que o autismo lhe trouxe características positivas, mas também problemas de relacionamento. “Minha obsessão autista pelo sucesso com minhas equipes às vezes me deixava muito insensível e sempre pressionava por mais, sem levar em conta o panorama geral e os companheiros de equipe como um todo”, afirmou.

NBK também disse para outros autistas que se sentem mal compreendidos para encontrarem o próprio potencial. “Encontre as pessoas certas para estarem perto de você e explore o seu dom da melhor maneira possível! Por último, para qualquer cara que me chamou de autista quando se enfureceu comigo… Parabéns, vocês estavam certos, seus babacas!”, concluiu.

Em 2021, NBK afirmou que estaria se aposentando de jogar Counter-Strike e atuaria com Valorant. No entanto, há rumores de que o jogador voltaria ao CS em 2022.

Irmã de autista cria jogo de reconhecimento de expressões faciais

Tempo de Leitura: < 1 minutoMaria Elisa Zaia França, de 29 anos, criou um jogo de reconhecimento de expressões faciais inspirado no seu irmão, que é autista. O jogo foi criado em 2013, na universidade, e agora se tornou “Caras e Emoções”, vendido pela empresa Estrela.

“Durante a nossa pesquisa, aprendemos que o sucesso de um jogo para esse público mora nos detalhes. Cada pessoa autista é diferente, mas alguns padrões se repetiram e ajudaram no nosso processo de criação. Por exemplo, aprendemos logo no começo a fazer peças grandes, para auxiliar na coordenação motora. Também vimos que elas deveriam ser resistentes e com cores vivas”, disse ela ao UOL.

Jogos de RPG e relação com autismo são discutidos em podcast

Tempo de Leitura: 2 minutosO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com conversas sobre autismo, lançou nesta sexta-feira (4) o seu 177º episódio, chamado “Autismo e RPG”. O episódio foi conduzido pela engenheira Thaís Mösken, o youtuber e ativista Willian Chimura e o estudante Michael Ulian, todos autistas.

“O RPG é um jogo de interpretação de papéis, então cada jogador costuma ter um personagem criado pra aquela história, as pessoas podem jogar várias histórias, pode ser um jogo eletrônico, ou um jogo presencial, a questão é que você vai ter que interpretar o que aquele personagem faz, tomar decisões que seriam as decisões dele, não necessariamente são as suas. E tem uma história que se cria em torno disso”, conceituou Thaís.

Segundo os podcasters, existem jogos de RPG presenciais, feitos em mesas, mas também jogos eletrônicos. Willian, por exemplo, tem maior predileção por jogos eletrônicos e destacou a série Final Fantasy como uma de suas principais experiências com o gênero. Por isso, Chimura ainda não teve o interesse de participar de uma mesa presencial de RPG.

“Até o momento eu não joguei, porque eu vejo que eu tenho esse processo com atividades novas, que eu passo por muito tempo estudando sobre, tentando entender, observando, só então a primeira vez dar um passo. E eu relaciono isso muito ao autismo também, que pra muitas atividades, pra mim, programação foi assim, eu passei muito tempo pensando, estudando e tentando entender como seria programar um software pra depois efetivamente, escrever a minha primeira linha de código”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.