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Em sessão com debate, filme ‘Lá Vamos Nós’ mostra jornada de pai e seu filho autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoNesta segunda-feira (18.abr.2022), às 20h00, em São Paulo (SP), acontece uma sessão de cinema especial no Reserva Cultural (Av. Paulista, 900), com o filme israelense “Lá Vamos Nós!“, que conta a história de um pai e seu filho autista. O ingresso custa R$30.

O filme conta a história de Aharon, que dedicou sua vida a criar seu filho autista, Uri. Eles vivem juntos em uma rotina tranquila, longe do mundo real. Mas Uri é agora um jovem adulto, e pode ser hora d’ele morar em uma residência para autistas. No caminho para a instituição, Aharon decide fugir com seu filho e cair na estrada, sabendo que Uri não está pronto para essa separação. Mas o filme traz um questionamento: quem não está pronto? Uri ou Aharon?

Sessões às segundas

As sessões com filmes independentes acontecem toda segunda-feira, no Reserva Cultural, organizada pelo jornalista Miguel Barbieri, para incentivar a volta do público aos cinemas independentes. Após a exibição, haverá um debate com pais de autistas a respeito do filme. Barbieri foi crítico de cinema do Diário Popular (1992-1999) e da Veja São Paulo (2000-2021).

 

Trailer

Veja a seguir o trailer do filme, com legendas em português:

Ficha técnica

  • Título original: Here We Are
  • Duração: 1h34min
  • Países de origem: Israel / Itália
  • Idioma: Hebraico
  • Ano de produção: 2020

Sia afirma que pensou em suicídio após críticas de autistas ao filme Music

Tempo de Leitura: < 1 minutoA cantora e compositora Sia comentou a repercussão negativa do filme Music, lançado em 2021, na comunidade do autismo. Em entrevista ao The New York Times, a intérprete afirmou que pensou em suicídio.

“Eu era suicida, tive uma recaída e fui para a reabilitação”, afirmou. Sia disse que sua principal ajuda foi a atriz e comediante Kathy Griffin.

Os comentários de Sia não foram bem recebidos por algumas figuras autistas. O ativista e jornalista britânico Liam O’Dell afirmou que a fala da cantora é “gaslighting puro e simples”. A comediante Sara Gibbs lamentou a tentativa de suicídio de Sia, mas que “você não pode fazer todas essas escolhas e culpar as pessoas por estarem chateadas”.

Documentário ‘Stimados Autistas’ conta experiência de adultos autistas

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Feito por um autista, Cristiano de Oliveira, o documentário recebeu o nome de “Stimados Autistas”, que é um trocadilho com termo stim (expressão em inglês para comportamentos repetitivos e estereotipados) e a palavra “estimados”. Lançado no fim de 2020, seis adultos autistas diagnosticados tardiamente falam sobre como foi crescer sem o diagnóstico, relatam a busca por profissionais e a respeito das adaptações feitas após descobrirem que são autistas.

Disponível no Youtube, o documentário — que tem pouco menos de  56 minutos de duração — foi gravado durante a pandemia de Covid-19, no período de isolamento social, e demorou cerca de dois meses para ser produzido.

Assista ao filme abaixo ou em: https://www.youtube.com/watch?v=qR5JIrKboso

https://www.youtube.com/watch?v=qR5JIrKboso

Ficha técnica:

Direção: Cristiano de Oliveira
Entrevistados: Alice Casimiro, Fábio Sousa, Fernanda Beatriz, Lucas Pontes, Pedro Jailson e Polyana Sá.
Entrevistas por: Cristiano de Oliveira
Gênero: Documentário
Duração: 55 minutos
Criação e Distribuição: Paradoxa

Brad Pitt é astronauta autista no filme 'Ad Astra' — Revista Autismo

Brad Pitt é astronauta autista no filme ‘Ad Astra’

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Brad Pitt interpreta um engenheiro espacial com autismo de alto funcionamento, um grau leve dentro do espectro, no filme “Ad Astra”, ficção científica que terá lançamento mundial no próximo dia 26 de setembro (2019). A coprodução é da RT Features, empresa cinematográfica comandada pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, que financiou o projeto desde o desenvolvimento do roteiro, numa parceria entre Brasil e Estados Unidos.

O astronauta autista Roy McBride embarca na maior jornada de sua vida: uma viagem ao espaço para cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu vinte anos atrás no caminho para Netuno para encontrar sinais de vida inteligente. Ao mesmo tempo, o personagem de Brad Pitt terá de evitar uma catástrofe que acabe com a vida humana após um evento apocalíptico inexplicável que ameaça a Terra.

Saiba mais no Portal da Tismoo em:
https://tismoo.us/cultura/brad-pitt-vive-autista-no-cinema-em-ad-astra/

Brad Pitt é astronauta autista no filme 'Ad Astra' — Revista Autismo
Fake News: Um Autista No Filme ‘Amargo Pesadelo’ - Revista Autismo

Fake news: Um autista no filme ‘Amargo Pesadelo’

Tempo de Leitura: 2 minutos

Há muitos anos circula na internet um boato que sempre reaparece e se relaciona a um duelo musical entre um banjo e um violão, no filme “Amargo Pesadelo” (“Deliverance”, no título original, em inglês), de 1972. Dirigido por John Boorman, a película é baseada no romance de mesmo nome, escrito por James Dickey, que aparece no filme, no papel de um xerife.

O boato original:

Consta ser uma cena verídica. O garoto da cena não é ator, apenas um autista e cego que residia no local onde estavam sendo feitas as filmagens. A equipe parou num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme. No início está distante, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos sua alegria. A alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada “por acaso” no filme “Amargo Pesadelo” (Ano: 1972).

Tudo Mentira

Fake News: Um Autista No Filme ‘Amargo Pesadelo’ - Revista Autismo
Billy Ridden atualmente (foto: Bobby Bank/WireImage)

Na verdade, o jovem Billy Redden — nascido em 1956, em Rabun County, na época tinha 16 anos — teria sido escolhido em sua escola, Clayton Elementary School, para fazer uma participação no filme por conta de sua “aparência exótica”, mas não é autista e não tem qualquer deficiência ou síndrome.
Sua extrema habilidade com o banjo também é fake. Um músico profissional fica por trás dele, vestindo uma camisa de quatro mangas, e faz parecer que o garoto é um gênio do banjo. Depois deste filme, o ator fez “Peixe Grande” (“Big Fish”, em 2003) e “Outrage: Born in Terror” (2009). Para o filme de 2003 ele teria sido “descoberto” pelo diretor Tim Burton, num minúsculo estabelecimento, o “Cookie Jar Café”, lavando pratos e servindo mesas, na cidade de sua infância: Clayton, Georgia (EUA).
Em 2012, 40 anos após o emblemático filme, ele teria dito para um documentário: “Eu gostaria de ter todo o dinheiro que pensei que ganharia após aquele filme. Eu não estaria trabalhando no Walmart agora. E me esforçando para sobreviver.”
Na versão online deste texto você pode ver a cena do duelo musical, o trailer do filme e trechos do documentário com o ator em 2012.

CONTEÚDO EXTRA

Vídeo da cena:

Billy Redden mais velho: