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A revista Superinteressante publicou uma reportagem de capa sobre o autismo, com o título A era do autismo, assinada por Bruno Garattoni e Eduardo Szklarz. Publicada online nesta sexta-feira (18), a reportagem discute o aumento dos diagnósticos de autismo, pesquisas sobre possíveis fatores associados ao transtorno e as mudanças nos critérios utilizados para identificação da condição.
O texto parte da história de Donald Triplett, identificado como o caso nº 1 no artigo publicado por Leo Kanner em 1943, que descreveu o chamado “autismo infantil precoce”. A reportagem apresenta sua trajetória até a morte, aos 89 anos, e utiliza o caso para introduzir mudanças na compreensão do autismo ao longo das décadas.
Entre os dados apresentados está o crescimento da identificação de pessoas autistas. Segundo a reportagem, dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos apontam que uma em cada 31 crianças é identificada como autista atualmente. No Brasil, o texto cita o Censo 2022 do IBGE, segundo o qual 2,4 milhões de pessoas declararam ter diagnóstico de TEA. A reportagem também aborda o aumento da produção científica sobre o tema, que passou de 938 estudos publicados em 2005 para 9045 em 2025, de acordo com dados do National Institutes of Health.
A reportagem apresenta pesquisas sobre fatores genéticos e ambientais relacionados ao autismo e aborda estudos sobre medicamentos utilizados durante a gravidez, exposição a agrotóxicos, idade dos pais, obesidade materna e prematuridade. O texto também trata de associações que foram posteriormente questionadas ou não se mostraram significativas após a consideração de fatores de confusão, além de abordar a relação entre vacinas e autismo e a fraude do estudo publicado por Andrew Wakefield em 1998.
Outra parte da publicação trata da evolução dos critérios diagnósticos e da introdução do conceito de espectro. O texto apresenta opiniões de pesquisadores sobre a possibilidade de parte do crescimento dos diagnósticos estar relacionada à ampliação dos critérios, ao reconhecimento de características anteriormente não associadas ao autismo e ao acesso de adultos ao diagnóstico. Também são abordados temas como camuflagem social, burnout autista, inclusão escolar, terapias, acesso a atendimento e neurodiversidade.
A capa da edição utiliza uma ilustração de Tayrine Cruz com um símbolo do infinito em meio a formas e cores, enquanto a reportagem é acompanhada por infográficos sobre dados demográficos, terapias, comorbidades, níveis de suporte e pesquisas relacionadas ao autismo.
Canal Autismo





