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Os mitos da Comunicação Suplementar Alternativa

Tempo de Leitura: 3 minutosA Comunicação Aumentativa ou Suplementar Alternativa (CAA ou CSA) é a área de prática clínica que dá suporte às necessidades complexas de comunicação (NCC), caracterizadas por comprometimento temporário ou permanente da produção e/ou compreensão da fala e da linguagem. Essa definição é dada pela American Speech-Language-Hearing Association-ASHA (Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição) e resume bem como podemos dar suporte ao desenvolvimento de linguagem de pessoas dentro do transtorno do espectro do autismo. 

Além de ser um direito humano, a comunicação eficiente é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo em todos os aspectos. 

Nesse sentido, temos relatos de pessoas dentro do espectro que não desenvolveram fala, desenvolveram tardiamente ou têm uma fala que não dá conta de todas as necessidades de comunicação, que vão muito além de conseguir pedir um item desejado. Comunicamo-nos, sim, para ter nossas necessidades atendidas e nossos desejos considerados, mas também para estabelecer proximidade social, relatar fatos, demonstrar o que sabemos e esclarecer o que não sabemos, enfim, são muitos os motivos pelos quais nós nos comunicamos.

Embora a intervenção com CSA seja baseada em evidências, ainda existem muitos mitos acerca do uso de recursos alternativos de comunicação, o que acaba atrasando esse tipo de intervenção e prejudicando o desenvolvimento das pessoas com NCC.
Elegi aqui os sete mitos mais citados ainda hoje: 

1- “Ele ainda é muito novo para esse tipo de intervenção”.  

– Todos nós recebemos estimulação de linguagem muito precocemente nas nossas vidas, então, por que uma pessoa que tem uma necessidade complexa de comunicação teria uma idade mínima para iniciar sua estimulação auxiliada por símbolos?

2- “Se usarmos comunicação alternativa, ele vai ficar preguiçoso e não vai falar” ou “o uso de símbolos vai impedir o desenvolvimento da fala”.

– Existem evidências científicas de que a CSA estimula o desenvolvimento das funções comunicativas, o vocabulário, a construção de sentenças e até a fala.

3- “Primeiro precisamos melhorar o comportamento para depois iniciarmos com CSA”.

– Não existe nenhum pré-requisito para implementação de CSA, seja de ordem motora, sensorial, cognitiva ou comportamental. Aliás, é muito frequente que a pessoa utilize um comportamento inapropriado socialmente como forma de se comunicar. Ensinar uma modalidade de comunicação alternativa só vai ajudar na melhora das questões comportamentais relacionadas a uma comunicação ineficiente.

4- “CSA é o último recurso na intervenção da fala e linguagem das crianças”.

– CSA deve ser usada para prevenir falhas no desenvolvimento da comunicação ANTES que isso aconteça. Crianças com NCC estão em risco, pois a literatura relata desamparo aprendido, passividades, co-dependência e falta de iniciativa em função das experiências repetidas de falha ao tentar comunicar suas mensagens.

5- “Só ‘autistas não verbais’ precisam de CAA”. 

– Em momentos de estresse, por exemplo, pessoas com autismo que se comunicam no cotidiano com fala, muitas vezes não conseguem se comunicar efetivamente. Além disso, é preciso diferenciar fala de comunicação efetiva e funcional; existem ainda as pessoas que conseguem articular as palavras, mas não se comunicam com elas efetivamente.

6- “Só é útil para crianças muito novas”.

– Quanto mais cedo melhor, mas nunca é tarde demais. Temos relatos de autistas adultos que, embora tenham desenvolvido fala, encontraram na CSA uma forma de expressar assuntos de maior complexidade, ou em situações de muita tensão, por exemplo.

7- “As crianças devem passar por uma hierarquia de aprendizado de como os símbolos representam o significado, começando com objetos e progredindo para palavras escritas”

– Nós não somos expostos a uma hierarquia de estímulos relacionados à comunicação oral. Desde muito cedo recebemos modelos de fala a todo momento e com o desenvolvimento de habilidades sensoriais e motoras passamos a reproduzir os modelos aos quais somos expostos. Da mesma forma, pessoas com NCC, precisam receber modelos que elas possam reproduzir. Precisamos, portanto, usar o recurso de CSA apoiando a nossa fala como forma de estimular seu uso e sua validação como um meio de comunicação efetivo entre as pessoas a sua volta.

A implementação de CSA deve ser precedida de uma avaliação especializada para a indicação da melhor organização de linguagem para cada fase do desenvolvimento da criança. O recurso deve se adequar às necessidades e favorecer as potencialidades de cada um. Treinar parceiros de comunicação para serem eficientes fornecedores de modelos que possam ser reproduzidos pelas pessoas com NCC é de fundamental importância para uma implementação bem-sucedida. 

Assim, com um recurso bem indicado, personalizado, parceiros treinados e ambiente preparado, cada indivíduo tem a oportunidade de se desenvolver no máximo das suas potencialidades, pois a comunicação é um direito de todos. 

Ilustração: Alexandre Beraldo

Fonoaudióloga explica comunicação alternativa em podcast de autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoLeiza Leite é fonoaudióloga e possui cerca de 10 anos de trabalho no campo da saúde em Taubaté, no interior de São Paulo. Em entrevista ao podcast Introvertendo, no episódio “Comunicação Alternativa e o Problema da Comunicação Facilitada”, lançado na última sexta-feira (22), ela explicou o que é comunicação alternativa e aumentativa (CAA).

“Todos nós usamos outras formas de comunicação além da verbal. Qualquer outra forma de comunicação, seja o olhar, o gesto, expressão facial, tudo isso já é uma outra forma, já é uma comunicação alternativa que não seja a fala. Porém existe uma forma das pessoas se comunicarem através de figuras, através de desenhos, através de sistemas de comunicação e isso é que se dá o nome de sistema de comunicação alternativa”, disse ela.

A fonoaudióloga também explicou que a CAA pode ser entendida como uma tecnologia assistiva. “Tudo o que você usa de suporte, tanto para locomoção como pra fala, tudo é considerada uma tecnologia assistiva. E a comunicação alternativa é um tipo de tecnologia assistiva. Existem recursos tecnológicos de todas as formas hoje em dia, inclusive gratuitos, que você consegue baixar em celular, em tablets pra ter uma prancha de comunicação ou ter figuras que inclusive você aperta e você tem o recurso da fala”, destacou.

Ouça o episódio completo:

Comunicação alternativa para autistas não verbais

Tempo de Leitura: 3 minutosA dificuldade na comunicação é um dos principais sinais de autismo. Segundo dados divulgados pelo site Autism Speaks, em 2009, 25% das crianças com TEA eram não verbais. A estimativa foi feita tendo como base uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.

Sendo assim, é difícil para a maioria das famílias estabelecer uma forma de comunicação não verbal para compreender os desejos e necessidades desses indivíduos. Para driblar esse desafio diário e conseguir entendê-los, temos a comunicação alternativa e aumentativa.

Importância da comunicação verbal

A comunicação é considerada uma das principais características de uma inteligência avançada. De fato, é exatamente a capacidade de se comunicar de diversas formas que distingue o ser humano dos demais animais. Embora a comunicação não verbal também seja importante para estabelecer relações, a verbal é a mais usada em todas as esferas sociais, especialmente para ensinar crianças a realizar tarefas.

“Primeiro que todas as relações humanas são complexas, o autismo não seria diferente. O autismo é um transtorno neurobiológico cuja principal consequência são alterações da interação precoce. Os humanos precisam dos outros para aprender, precisam dos outros para sobreviver. Então qualquer humano que nasça com falhas nessa interação vai ter muitos problemas para conseguir, inclusive, a partir da interação, aprender com os outros”, explica a psicóloga Roberta Ecleide. 

Vale ressaltar, no entanto, que muitos autistas, especialmente os moderados, podem saber falar, mas continuam tendo dificuldades na comunicação social. Ou seja, embora eles tenham capacidade de verbalizar, a usam para repetir frases de filmes e programas de TV (ecolalia) e não conseguem realmente expressar o que desejam ou o que necessitam. 

Instrumentos que podem ajudar

As PECS (Picture Exchange Communication System – Sistema de Comunicação por Troca de Figuras) são o método de intervenção mais conhecido para driblar a dificuldade de comunicação verbal em autistas. Desenvolvido nos Estados Unidos e trazido para o Brasil, esse recurso consiste em um álbum de figuras no qual o autista selecionada aquilo que ele precisa na hora e mostra para um mediador, que poderá ajudá-lo a conseguir. 

Pensando em otimizar esse processo e reduzir o material que as famílias de autistas precisam carregar para todo lado, essas imagens passaram a ser catalogadas em aplicativos para celulares, tablets e computadores. Assim, basta que a pessoa com TEA selecione a figura que mostra aquilo que ela precisa, e o aplicativo informa por meio de áudio aos mediadores.

Comunicação alternativa para autistas não verbais — Canal Autismo / Revista Autismo

Imagem: Olhares do Autismo/Reprodução

Exemplo disso é o ‘Matraquinha’, aplicativo brasileiro criado pelo técnico em eletrônica Wagner Yamuto e sua esposa Grazyelle. Em entrevista ao portal Singularidades, ele contou que a motivação para criar o software foi o diagnóstico de autismo do próprio filho, Gabriel.

“Carregar aquela pasta é complicado e, em teoria, deveríamos levar até para ir na padaria. Afinal de contas, quando você sai de casa sua língua tem que ir junto, querendo ou não. A pasta é a língua do Gabriel, mas é complicado levar uma pasta para todos os lugares. Além disso as figuras se perdem, o que causa muita frustração e irritabilidade nele. Podendo chegar ao ponto dele ter crises agressivas no meio da rua”, diz.

Assim como o aplicativo desenvolvido por Yamuto, existem versões como o Proloquo2go, bastante usado nos Estados Unidos e que converte imagens em sons. No software, é possível que as famílias escolham as vozes que melhor se adequam, podendo ser femininas ou masculinas e até de crianças. 

Na prática

Mais que entender quais são as formas de comunicação alternativa para autistas, é necessário que tanto as famílias quanto os profissionais e cuidadores daquele indivíduo entendam a maneira correta de aplicar essa comunicação, a fim de alcançar os objetivos esperados. Vale ressaltar que, além de permitir à pessoa no TEA que ela tenha uma linguagem para expressar, também serve para reduzir os comportamentos considerados inadequados e ensinar habilidades sociais e funcionais.

Fonte: Academia do Autismo, Olhares do Autismo.

Autoria: Gabriela Bandeira.

‘A gente fica emocionado em ver o alcance e poder dessa ferramenta’, diz pai que criou app para ajudar filho autista a se comunicar

Tempo de Leitura: < 1 minutoWagner Yamuto é um dos responsáveis pelo Matraquinha, um aplicativo de comunicação alternativa que ajuda crianças e adolescentes autistas a expressar sentimentos sobre questões do dia a dia. Ele contou, em entrevista ao UOL, que a iniciativa surgiu para ajudar seu filho, que não tinha desenvolvido fala, e utilizava uma prancha de fala por sugestão da fonoaudióloga.

Com o apoio do irmão e da esposa, o aplicativo foi desenvolvido e lançado em 2018. “Com isso, o Gabriel passou a transmitir com mais assertividade o que quer, e isso reduziu bastante as crises que ele tem quando está irritado. A gente fica emocionado em ver o alcance e poder dessa ferramenta”, contou ele.

9 elementos – Como tornar seu filho/aluno o mais independente possível?

Tempo de Leitura: 3 minutosMuitos anos atrás, enquanto dirigia um programa numa escola estadual para alunos com autismo, o Dr Andy Bondy, PhD, (co-criador do PECS- Sistema de Comunicação por Troca de Figuras) desenvolveu a Abordagem Educacional em Pirâmide®. A Abordagem em Pirâmide é uma estrutura abrangente para estabelecer e apoiar ambientes de aprendizagem eficazes e aptos a ensinar pessoas com dificuldades variadas em qualquer ambiente: escola, casa, comunidade.

O Dr. Andy Bondy escolheu a forma de uma pirâmide como um guia visual para esse processo, por causa da interdependência de todos os componentes e para nos lembrar que a construção de uma pirâmide estável começa com uma base sólida. A Abordagem em Pirâmide combina uma ênfase na comunicação funcional com as melhores estratégias baseadas em evidência no campo da Análise Comportamental Aplicada (ABA). Os nove elementos da Abordagem Educacional em Pirâmide são áreas importantes dentro da ABA. 

O que ensinar?

O Dr. Andy Bondy reconheceu que alguns elementos importantes de ABA devem ser abordados primeiro. Estes servem como base, ou elementos básicos, da pirâmide. Se esses elementos não forem devidamente abordados, a lição pode não ser tão eficaz. Os elementos são: atividades funcionais, reforços, comunicação e comportamento.

  1. Atividades Funcionais: Habilidades ensinadas hoje devem ter utilidade para seu filho/aluno no presente ou no futuro. É preciso envolver seu filho/aluno em atividades relevantes, com os materiais mais úteis para ensinar essas competências. Durante essas atividades, o foco se dirige a alcançar um objetivo de cada vez. 
  2. Reforços Poderosos: É necessário avaliar as questões motivacionais, planejando o uso de reforços poderosos apoiando-se em princípios simples, tais como usar a estratégia do “reforço-primeiro” e sistemas de reforço visual.  Se a atividade não for motivadora pode-se acrescentar um reforçador. Pode-se começar com acordo simples: “Para ganhar” ___ /“Faça” ___ e depois avançar para cartões visuais mais complexos “Estou trabalhando para” _____
  3. Comunicação Funcional e Habilidades Sociais: Ensinar ou aperfeiçoar certas habilidades essenciais de comunicação funcional, independentemente de qual seja a modalidade usada por seu filho/aluno (PECS®, língua de sinais, vocalizadores, fala etc). Se ele ainda não tiver um meio de comunicação, a sugestão é iniciar a implementação do PECS. Aprender as habilidades essenciais de comunicação é crucial para a independência dele. Existe um webinar gratuito, “Uma imagem clara: o  uso e benefícios do PECS®”, disponível no site https://pecs-brazil.com/videos/
  4. Comportamento Contextualmente Inadequado: Ao implementar os  três primeiros elementos, provavelmente haverá menos comportamentos inadequados.  Se mesmo assim eles ocorrerem, é preciso determinar a razão de estarem ocorrendo, ou como estão funcionalmente relacionados com acontecimentos circundantes. Uma vez determinado o motivo, cabe ensinar o comportamento substituto que tenha a mesma função: um comportamento alternativo funcionalmente equivalente.

Como ensinar?

Assim como a construção de uma pirâmide começa com a criação de uma fundação firme antes de construir o corpo do edifício, a Abordagem da Pirâmide começa com uma base forte, contando com uma abordagem baseada na ciência da aprendizagem. 

Uma vez implementados os elementos da base, é hora de começar a abordar os elementos do topo da pirâmide, relacionados com o “como” ensinar. Estes são os elementos instrucionais: generalização, lições eficazes, estratégia de ensino, correção de erros e coleta de dados.

  1. Generalização: As metas de longo prazo são planejadas antes do início do ensino, abordando tanto a generalização do estímulo quanto da resposta. A generalização deve ser planejada antes da primeira aula.
  2. Lições Eficazes: Identificar se o tipo de habilidade a ensinar é uma lição discreta (direta e curta) ou sequencial (série de pequenas etapas), e também se será iniciada pelo filho/aluno ou iniciada por você.
  3. Estratégias de Ensino: Identificar as estratégias específicas de ajuda ou modelagem mais adequadas ao tipo de lição. Mais uma vez, antes de ensinar a primeira lição, é necessário um plano para eliminar a ajuda de modo que a nova habilidade ou comportamento ocorra em resposta a estímulos naturais e não à ajuda, visando atingir a independência.
  4. Correção de Erros: Esteja pronto para o erro, quando ele ocorrer, para que seu filho/aluno tenha oportunidade de aprender. Planejar estratégias de correção de erros que levem à aquisição rápida de habilidades. 
  5. Coleta e Análise dos Dados: Finalmente, todo o modelo assenta sobre este elemento porque não há lições perfeitas. A coleta e análise de dados são a “cola” que mantém tudo junto. É preciso monitorar se seu filho/aluno está progredindo e, se não estiver, deve-se planejar alterações da lição de forma sistemática.

Ao implementar a Abordagem Educacional em Pirâmide, você construirá um ambiente de aprendizagem eficaz que resultará em progresso e maior independência para seu filho/aluno.

PECS

Tempo de Leitura: 3 minutos

Sistema por figuras é boa ferramenta de comunicação para autistas

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) abarca um amplo universo de alunos com quadro clínico de déficit, em maior ou menor grau, nas áreas de interação social, comportamento e comunicação. Aqui darei foco na área da comunicação.

Para ensinar comunicação, precisamos entendê-la melhor: o que é comunicação? É um comportamento que exige duas pessoas. Uma pessoa identificada como “falante” (que entrega a mensagem) e a outra como “ouvinte” (que recebe esta mensagem e responde adequadamente). O método de comunicação mais difundido e usado com alunos com TEA é o PECS.

O PECS — Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (Picture Exchange Communication System) — é um sistema para ajudar pessoas de várias idades que não conseguem se fazer entender através da fala, ou que têm uma fala muito limitada. Ou seja, o PECS é uma comunicação aumentativa e alternativa.

É equivalente à voz do aluno. Cada um precisará ter sua própria voz, sua pasta de comunicação PECS. Nós não compartilhamos vozes, então os alunos não devem compartilhar as pastas de comunicação. O aluno será ensinado a carregar a pasta para todos os lugares.

Para o sucesso no sistema, o elemento mais importante é a identificação de um poderoso conjunto de reforçadores. A equipe deve identificar itens e atividades que o aluno goste ao longo do dia. Oportunidades de comunicação devem ser planejadas e monitoradas cuidadosamente para que o acesso aos reforçadores identificados seja limitado.

As figuras deverão ser feitas antes da primeira lição do PECS. Recomendamos que seja identificado um conjunto de figuras, fácil para reproduzir e manter. O aluno poderá pedir vários itens diferentes durante uma atividade. Cada vez que o reforçador muda, a figura correspondente é colocada diretamente na frente do aluno.

Durante as fases iniciais, a figura funciona como um ticket que o aluno deve trocar com um parceiro de comunicação. Nas fases mais avançadas, os alunos aprendem a discriminar, formar frases, usar modificadores/atributos, responder perguntas e fazer comentários.

O PECS foi desenvolvido há 33 anos, nos EUA. O protocolo que está associado com o PECS é de propriedade intelectual de seus criadores, Andy Bondy e Lori Frost, fundadores da Pyramid Educational Consultants, nos EUA, e donos da empresa Pyramid Consultoria Educacional, no Brasil.

Várias instituições, clínicas, famílias e escolas no Brasil já adotaram o método PECS, que está se tornando popular por ser baseado em evidência, bem estabelecido, manualizado e de baixo custo para implementar. A eficácia do método é atestada por 150 publicações.

Para o aluno aprender a usar o PECS, é preciso ser ensinado por alguém treinado no método. Pesquisas mostraram que são obtidos maiores benefícios quando o PECS é implementado com fidelidade. Pais e profissionais de várias áreas podem fazer o curso para aprender a utilizar este sistema.

Convido a assistirem ao vídeo “Uma Imagem Clara:  O uso e benefício do PECS”, no site www.pecs-brazil.com/videos.php, apresentado pela cocriadora do PECS, Lori Frost. Esse vídeo não é  um substituto para o treinamento do PECS, ele fornece apenas uma boa visão geral sobre o protocolo.

Acredito que ensinando uma comunicação funcional ao aluno, este conseguirá expressar-se em relação ao mundo ao seu redor e uma vez que essa comunicação passe a ser compreendida, ele irá interagir melhor com as pessoas com quem convive. Desta forma, ensinando comunicação estamos melhorando a qualidade de vida dos alunos e de  seus familiares.

Para maiores informações sobre Pyramid Consultoria Educacional do Brasil e PECS, acesse www.pecs-brazil.com ou entre em contato com [email protected].