28 de setembro de 2023

Tempo de Leitura: 2 minutos

Você sabe o que é linguagem simples? É uma maneira de usar a linguagem de forma que:

  1. A pessoa encontre rapidamente a informação que procura;
  2. Compreenda a informação que está buscando;
  3. Saiba como utilizar a informação.

Para isso, é necessário usar uma linguagem direta e assertiva, juntamente com apoios visuais eficientes. A ilustração abaixo, por exemplo, mostra uma menininha com um rosto zangado e fazendo um gesto comummente conhecido como “pare”. Isso é o que a Linguagem Simples considera um apoio visual eficiente, que praticamente dispensa o uso de texto.

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Esse tema foi amplamente discutido na Alesp, no dia 15 de setembro, pelo Gabinete da Inclusão, na pessoa da deputada estadual Andréa Werner. O Brasil possui mais de 10 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever acima dos 15 anos, mais de 45 milhões de PCDs e 70 milhões de crianças. Esses são números mais que suficientes para validar a necessidade de acessibilidade a comunicação, sejam nos hospitais, órgãos públicos ou escolas.

Quando pensamos em adaptação curricular, imediatamente me remeto à linguagem simples: um texto curto, direto, assertivo e uma imagem eficiente. Todo material didático pode ser facilmente adaptado em linguagem simples e, oferecer o conteúdo da disciplina em questão, de forma coerente e condizente com o ano letivo. Basta selecionar todo conteúdo relevante da matéria e transformá-lo em pequenos textos e imagens relevantes.

O Brasil precisa de Linguagem simples! Informação direta, sem metáforas. Ilustrações autoexplicativas, situações concretas.

O livro Simples Assim, de Patrícia Almeida e colaboradores, publicado pela Fiocruz – Fundação Osvaldo Cruz em 2023, é um guia prático sobre linguagem simples a ser usado em todos os meios: acadêmico, mercadológico, hospitalar, enfim, onde houver algo a ser comunicado, pode e deve ser comunicado de forma simples. O guia está disponível para download na página da Fiocruz.

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É psicóloga clínica, terapeuta de família, diretora do Centro de Convivência Movimento – local de atendimento para autistas –, autora de vários artigos e capítulos de livros, membro do GT de TEA da SMPD de São Paulo e membro do Eu me Protejo (Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes 2020, na categoria Produção de Conhecimento).

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