Arquivo para Tag: Sìndrome de Asperger

Em reportagem, CNN destaca o Dia da Síndrome de Asperger, 18.fev

Tempo de Leitura: < 1 minutoNuma reportagem, que relembra o Dia da Síndrome de Asperger, hoje, 18 de fevereiro, a CNN Brasil mencionou a “alteração de nome” para Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e entrevistou três pessoas autistas para falarem sobre o tema.

Em seu texto, o jornalista da CNN Lucas Rocha trata de temas importantes para a causa e dá voz à escritora Kenya Diehl (38 anos, de Santos – SP), ao jornalista Tiago Abreu (26 anos, que mora em Porto Alegre – RS) e também ao professor de história Rafael Alves Viana (38 anos, de São Paulo – SP). Eles falam da condição, da comunidade e de suas experiências, além do ativismo na causa.

A prevalência de autismo nos EUA (de 1 caso para cada 44 crianças) também foi citada, assim como a relação entre o médico que dá nome à síndrome e o regime nazista.

Vale ler o texto completo no link abaixo.

CONTEÚDO EXTRA

Link da reportagem original da CNN Brasil: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sindrome-de-asperger-conheca-as-diferentes-nuances-do-transtorno-do-autismo/

Autistas discutem em podcast o fim do diagnóstico de Síndrome de Asperger

Tempo de Leitura: < 1 minutoO podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou nesta sexta-feira (3) o seu 198º episódio, chamado “O Fim da Síndrome de Asperger e a Supremacia Aspie”, que aborda a descontinuidade do diagnóstico de Asperger na nova edição da Classificação Internacional de Doenças (CID), a CID-11, que entra em vigor em 2022.

A discussão, que contou com o jornalista Tiago Abreu e a arquiteta Carol Cardoso, aborda o contexto histórico em que o diagnóstico de Síndrome de Asperger surge, o impacto sociocultural que trouxe para a comunidade do autismo, a discussão para o fim do diagnóstico em 2013 no DSM-V e, mais recentemente, o polêmico fenômeno da “supremacia aspie” – relacionada a autistas que se consideram superiores em relação a população em geral.

No episódio, Carol Cardoso afirmou a importância do tema. “Aprender mais sobre a história do autismo é muito importante para ter mais clareza sobre esse diagnóstico. E inegavelmente a Síndrome de Asperger é um aspecto muito importante da nossa história”, destacou.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Autistas preferem o termo TEA ou síndrome de Asperger?

Tempo de Leitura: 3 minutos

Apesar da substituição de síndrome de Asperger por TEA, ainda há divergência na preferência do uso dos termos ‘aspie’ e ‘autista’’. 

Layne Bregantini - Canal Autismo / Revista Autismo

Layne Bregantini.

O termo “síndrome de Asperger” e os seus diminutivos, como “aspie”, podem incomodar pessoas autistas, como é o caso da vestibulanda de 18 anos, Layne Bregantini, que já foi alvo de ataques em seu Instagram (@laynebregantiniautista) por ser autista e sonhar em ser médica. Layne prefere o termo Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) com nível 1 de suporte ou autismo leve. Do mesmo modo, Priscila Corrêa, de 28 anos, mestranda em Oceanografia pela Universidade de São Paulo (USP),  também prefere não fazer uso da nomenclatura pois essa “exclui a ideia de que o autismo é um espectro totalmente diverso e passa a ideia errônea de que o autismo é linear e os indivíduos com asperger seriam menos autistas que os demais autistas.” Priscila enfatizou:  “todos autistas, somos únicos e diferentes, cada um com as suas limitações e habilidades”.

Priscila Corrêa - Canal Autismo / Revista Autismo

Priscila Corrêa.

Vale lembrar que o Hans Asperger, médico austríaco que descreveu pela primeira vez o ‘autismo leve’, nomeado como “síndrome de Asperger”, contribuiu com o programa de eutanásia nazista e realizou experientos com centenas de crianças com com distúrbios neurológicos na clínica de Am Spiegelgrund. Entretanto, o diagnóstico de síndrome de Asperger entrou em desuso desde maio de 2013, quando foi lançado o quinto Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), substituindo o DSM-4 e unindo vários diagnósticos em um: o Transtorno do Espectro do Autismo. A CID-11 (nova versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) também seguiu o mesmo caminho, e passa a abranger todo o espectro com a mesma nomenclatura, TEA, que entra em vigor no início de 2022.

Vitor Monri - Canal Autismo / Revista Autismo

Vitor Monri.

Estigma

Além disso, no Brasil, até hoje, uma grande parcela dos autistas ainda utiliza o termo asperger. Os motivos são vários, como os seus médicos não terem atualizado o diagnóstico para TEA. Também há casos de autistas de nível 1 que preferem o termo asperger como uma forma de distanciamento do estigma que envolve a palavra “autista”, evitando, dessa forma, os preconceitos. Esse é o caso do Vitor Monri, poeta de 24 anos, que prefere utilizar asperger ou aspie, “pois é mais bonito e prático, além de não subestimar o indivíduo”. 

É essencial conscientizarmos as pessoas de que o TEA não é uma doença, mas um “neurotipo” de espectro infinito. Por isso muitos autistas  preferem usar o símbolo da neurodiversidade (infinito preenchido com o espectro de cores do arco-íris) ao invés do tradicional quebra-cabeças, símbolo do autismo.

Elon Musk e a ideia de superioridade ou inferioridade de autistas

Tempo de Leitura: 2 minutosDono de uma das maiores fortunas do planeta, Elon Musk, CEO da Tesla e fundador da SpaceX, afirmou ser diagnosticado autista durante a apresentação do programa americano de grande audiência “Saturday Night Live” (SNL). A revelação tem mobilizado reações distintas de afetos e desafetos na comunidade do autismo, inclusive no Brasil. A repercussão do diagnóstico de uma figura pública extremamente notória e controversa leva à reflexão sobre pontos importantes concernentes às narrativas acerca do autismo.

A situação abre discussões para refletirmos acerca tanto de questões éticas que ajudam a desconstruir o mito de pessoa autista totalmente pura e sem malícia quanto sobre a própria ideia de superioridade (ou inferioridade) que se encontram arraigadas nas redes comunicacionais sobre autismo.

Precisamos trazer à tona outros fatores que devem ser considerados, como oportunidades e traços de personalidade, para entendermos como ele chegou no patamar em que está.  Assim, o que para muitos se apresenta como um sinal de esperança, por evidenciar que existem pessoas no Espectro Autista bem-sucedidas e pertencentes às mais altas camadas sociais e econômicas, deve ser observado com cautela.

Outro ponto é a problematização em torno do termo Síndrome de Asperger, hoje englobada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizado por Musk para a declaração. Embora esse diagnóstico tenha se popularizado entre pessoas com menor nível de suporte dentro da condição autista, não é mais considerado como uma identificação separada do autismo.

Muitas vezes o nome “Asperger” é utilizado, mesmo por autistas e familiares, para minimizar características do autismo e maximizar estereótipos de genialidade. Além disso, mas não menos importante, é que vários autistas não aderem a essa nomenclatura devido a pesquisas que revelam a contribuição de Hans Asperger, que dá nome a essa manifestação do TEA, ao regime nazista.

Musk não é bilionário por ser autista nem apesar disso, e o seu autismo não o afasta dos desafios e interesses da vida cotidiana. A narrativa de alguém bem-sucedido que se enquadre ao diagnóstico de TEA é, entretanto, sedutora. Mais ainda quando se trata de uma pessoa que se encaixe em diversos parâmetros sociais normativos, os quais contribuem, inclusive, para minimizar possíveis questionamentos ao laudo por leigos (situação pela qual muitos autistas adultos revelam passar).

História da Síndrome de Asperger é tema de podcast

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O podcast Introvertendo, atualmente o principal podcast sobre autismo do Brasil, lançou nesta sexta-feira (15), o seu 101º episódio, cujo título é Diagnóstico de Síndrome de Asperger. Apresentado por Tiago Abreu e com as participações dos podcasters Michael Ulian e Paulo Alarcón, o episódio da semana é uma regravação do episódio de estreia do Introvertendo.

Durante o episódio, os três podcasters, que também são diagnosticados com a síndrome, explicam a relação do tema com o autismo, o trabalho de Hans Asperger, as mudanças do DSM-V e o porquê o termo será abolido em 2022, com a chegada da nova classificação de autismo trazida pelo CID-11.

“Quando pensamos em criar o Introvertendo no primeiro semestre de 2018, foi fácil definir que o nosso episódio de estreia seria sobre a Síndrome de Asperger, até porque é o diagnóstico que inclui a todos nós. Mas, naquela época, não sabíamos muito bem o que gravar. Fazer uma nova gravação deste tema sempre foi um plano nosso”, disse Tiago.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.