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Saúde mental das mulheres autistas

Tempo de Leitura: 3 minutos

Por Profª Cláudia Moraes, autista diagnosticada aos 56 anos

Vice-presidenta da ONDA-Autismo

Em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), muito se tem falado no país sobre o diagnóstico precoce, a inclusão escolar, as terapêuticas e as metodologias que envolvem crianças. Falar sobre adultos é muito esporádico, falar de mulheres adultas mais esporádico ainda.

Até nas práticas baseadas em evidências se fala pouco sobre mulheres, e é natural pensarmos que pouca prevenção para a saúde mental desse público tem sido feita, ignorando-se fatores importantes como a alta taxa de suicídio e as condições associadas como ansiedade, depressão, automutilação, fibromialgia, entre outras.

Segundo o estudo “Morte por Suicídio entre Pessoas com Autismo: Para além do Zebrafish”, as taxas de suicídio em moças e mulheres (que tenham outros diagnósticos psiquiátricos, como ansiedade e transtornos do humor)são devastadoramente maiores do que em rapazes e homens.

Alguns fatores são apontados como risco para saúde mental das autistas, o que me leva a refletir: com a dificuldade dos profissionais para diagnosticarem mulheres, e que ainda apresentem outros transtornos, pode-se ver como resultado os riscos serem desapercebidos ocasionando maus diagnósticos, falta de intervenções ou até mesmo não diagnósticos.

A expectativa social que se cria para que as autistas mascarem estereotipias e stimming (stimming ou stim são movimentos corporais repetitivos que autoestimulam um ou mais sentidos de maneira regulada), agindo assim como se fossem típicas, é o maior fator de risco para a saúde mental dessas mulheres, pois isso gera ansiedade e diminuição de autoestima. Desrespeita-se, assim, um dos principais déficits do autismo que é de interação social e também as individualidades dos sujeitos.

A parte feminina do autismo é mais afetada por condições como Ansiedade, Depressão e Transtornos Alimentares, além de maior propensão a demonstrarem sofrimento psicológico, o que também podemos relacionar ao diagnóstico tardio. Os critérios diagnósticos para homens são mais claros, o que facilita que recebam seus laudos mais precocemente.

Outro fator importante a ser observado é que quanto mais tardio o diagnóstico, maiores são as propensões apresentadas para o suicídio. Se no Brasil ainda não falamos de autismo em mulheres adultas, o que sabemos do autismo em mulheres idosas?

Mulheres autistas desenvolvem algo que é chamado masking (mascaramento ou camuflagem) devido à maior pressão recebida de familiares e entorno para que sejam mais hábeis nas interações sociais. Então, para que consigam lidar com as pressões e tentar ser aceitas, elas mascaram os sintomas do autismo o que, ao longo do tempo, torna-se uma bomba pronta a explodir, cujo resultado é o aparecimento e agravamento de processos dolorosos mentais e físicos como fibromialgia, depressão, mutilações…

Não só no caso de profissionais de saúde, mas também daqueles que convivem com autistas, é bom observarem comportamentos que podem indicar pensamentos suicidas, não negar o que diz a pessoa, demonstrar empatia, e levar a sério qualquer relato desse tipo.

Também dentro da saúde mental das mulheres autistas, quero salientar que tanto a família, amigos, colegas de trabalho esperam que elas se adaptem e não o contrário, que se aumentam a pressão já vivida e as expectativas que se espera de que acertem sempre. Adaptações deveriam vir de forma empática, e não esperar que apenas a pessoa autista dê conta de tudo o que se espera dela, sem que isso lhe cause maiores sofrimentos.

A inclusão é muito citada em belos discursos, mas no geral não se dá conta que, para que ela se torne real é preciso flexibilização e adaptações “com” e “para” as pessoas autistas. Que os neurotípicosinseridos nesse processo não se eximam de suas responsabilidades com a desculpa de que o autismo delas é “levinho”.

Se você convive com uma mulher autista, recorde-se do que foi dito acima e utilize-se de maior sensibilidade com quem nos estudos se mostra o público mais afetado e vulnerável.

REFERÊNCIAS:

Death by Suicide Among People With Autism: Beyond Zebrafish

Mikle South, PhD1; Andreia P. Costa, PhD2; Carly McMorris, PhD3

Author Affiliations Article Information

JAMA Netw Open. 2021;4(1):e2034018. doi:10.1001/jamanetworkopen.2020.34018

On-line: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2774853

Evento em Belém discute saúde mental de cuidadores de autistas

Tempo de Leitura: < 1 minutoA Frente parlamentar em Defesa dos Direitos de Pessoas com Autismo, da Assembléia Legislativa do Estado promoveu, neste sábado (29), um evento na Praça Batista Campos em Belém com base no Janeiro Branco.

O evento teve como intenção discutir a saúde mental de cuidadores de autistas e promover atividades de estímulo ao autocuidado deste público. Segundo o Roma News, o evento ocorreu no turno da manhã.

Estudo afirma que adul — Canal Autismo / Revista Autismotos autistas com diagnóstico tardio podem ter problemas emocionais

Estudo afirma que adultos autistas com diagnóstico tardio podem ter problemas emocionais

Tempo de Leitura: < 1 minutoPesquisadores da Edge Hill University publicaram um estudo que analisa as diferenças do diagnóstico de autismo conforme a idade dos sujeitos diagnosticados. De acordo com a pesquisa, adultos autistas que receberam diagnóstico tardio tinham um nível mais baixo de qualidade de vida e mais traços autistas relacionados à idade. Os resultados qualitativos também indicaram que, apesar do diagnóstico tardio, um suporte profissional era fundamental.

O estudo foi publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders e está aberto para leitura do público.

TEAcolher: autoimagem e autocuidado — Canal Autismo / Revista Autismo

TEAcolher: autoimagem e autocuidado

Tempo de Leitura: 2 minutos

Por Carla Mandolesi

Representante nacional do TEAcolher, grupo de mães da Onda-Autismo, formada em english as a second language na Texas University, bacharela em relações internacionais, especialista em política e estratégia, mestranda em ciência da educação.

Seja honesta, qual foi a última vez que se olhou no espelho, apaixonada por você?

Sabe aquele olhar que você nem procura defeito, pois sabe que não tem, pois pensou em cada detalhe do que usava.
Pensou no cabelo, na lingerie , na roupa, na biju, no perfume, no hidratante… lembrou?

Infelizmente , certamente todo esse cuidado foi  buscando conquistar alguém.

Planejou, em sua mente, cada detalhe de como seria aquele encontro, queria se sentir no seu máximo poder!

Só que pela razão errada. Ele, e não você!

O nosso cuidado deve ser voltado para nós mesmas, da escolha do batom ao detalhe do sapato.

Sabe aquele salto que deixa suas pernas desenhadas? Ele só deve ser usado se não lhe causar dor, se o tal formato for bonito para você!

Caso contrário, desapegue!  Mas não é necessário substituir o salto agulha por um ortopédico, tá?
O autocuidado possui uma relação direta com bem-estar, o que para algumas pessoas é um grupo de amigos e vinhos, para outras é chocolate, um bom filme e uma cama confortável!

Uma coisa é fato, quando não estamos bem por dentro, isso impacta no exterior!

O curioso é que, quando não estamos bem por dentro, cuidar da nossa imagem, nos sentir mais bonitas, ajuda a organizar as insatisfações e as dores internas, além de mudar a forma como nos veem, nos olham, nos tratam e nos valorizam.

Não posso exigir do outro aquilo que não faço comigo!

Respeite seus sentimentos, entenda o que está sentindo, valide cada sentimento e se liberte dele, se perdoe!

Chore se preciso, mas faça disso um ciclo de início,  meio e fim! Sendo o fim, você ressurgindo das cinzas e, como uma fênix, ressurja ainda mais forte, confiante e bela.
Não é preciso muito, uma unha feita, uma hidratação com itens caseiros e baratos,  um batom, um corte de cabelo, fazer as sobrancelhas…
Se olhe no espelho, qual imagem vê ali? É essa a impressão que quer que o mundo tenha de você?

Se a sua resposta for não, então comece a mudança, doe aquelas roupas que não usa, que só ocupam espaço no guarda-roupa, ainda esperando perder os quilos do Natal passado. Jogue fora as bijuterias quebradas, itens furados. Renove-se, crie a imagem do que deseja representar, de como deseja que o mundo a reconheça!
Não caia na história de que um livro não se compra pela capa, pois podemos até não comprar o modelo com a capa mais bonita, mas certamente, é o que nos chama mais atenção, desperta os melhores interesses e maiores expectativas!

Determine quem quer ser, como quer ser vista,  inicie o movimento para ser essa mulher, a que deseja, a que merece ser!

Desequilíbrio na saúde da mente não é vergonha e nem sinal de fraqueza

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Nas Olimpíadas de Tóquio, a ginasta Simone Biles admitiu dificuldades psicológicas.

Uma das surpresas da Olimpíada de Tóquio foi a comunicação de Simone Biles, estrela dos Estados Unidos, de desistir de boa parte das decisões da ginástica artística. E não foi somente ela. Após a conquista da medalha de bronze nos 200m rasos, o velocista Noah Lyles também falou sobre a saúde mental e revelou que tem utilizado antidepressivos. Lyles alertou: “… se vocês me veem sob uma ótima luz, eu quero que vocês saibam que não há problema em não se sentir bem. … Isso é um problema sério. Eu não quero acordar um dia e pensar: ‘Não quero mais estar aqui’”.

Noah Lyles falou sobre a saúde mental após participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio (AFP) Foto: Lance!
Noah Lyles falou sobre a saúde mental após participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio (AFP)
Foto: Lance!

Simone Biles, depois que desistiu de participar da final do individual geral da ginástica artística, ao cometer uma falha em sua primeira tentativa, no salto, explicou: “Depois do desempenho que tive, eu só não queria continuar. Preciso focar em minha saúde mental. Eu realmente sinto que às vezes tenho o peso do mundo sobre meus ombros. Eu sei que eu ignoro e faço parecer que a pressão não me afeta, mas às vezes é difícil”

Os números da depressão e ansiedade no mundo

Mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. No Brasil, existem cerca de 11,5 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença, (Dados do 1º semestre de 2021). Além disso, em 2017, 18,6 milhões de brasileiros tinham o transtorno da ansiedade, o que corresponde a quase 10% da população, (Dados da World Health Organization. Depression and Other Common Mental Disorders.)

De acordo com a OMS, as doenças relacionadas à saúde mental afetam mais de 400 milhões de pessoas no mundo. Mas, mesmo com a alta incidência, o preconceito ainda é uma realidade frequente. E não devia ser assim. O desequilíbrio na saúde mental não é motivo para vergonha, não é falha de caráter ou, muito menos, sinal de fraqueza. É uma questão de saúde, o cérebro faz parte de nosso corpo e pode funcionar dentro de determinada normalidade ou não, dependendo, para isso, de uma série de fatores..

Obrigada pela coragem, Simone Biles

É bom sempre lembrar do que disse a grande ginasta: “Fiquei muito feliz por poder competir, independentemente do resultado. Fiz isso por mim e estou orgulhosa por ser capaz de competir mais uma vez“. E ela complementa com naturalidade: “Todos os dias eu tinha que ser avaliada pelos médicos, e fazia duas sessões com um psicólogo esportivo que me ajudou a me manter mais equilibrada.” Todos nós, enquanto sociedade, precisamos buscar informações e acolher cada ser humano para, dessa maneira, eliminar toda e qualquer discriminação e o preconceito.

Cérebro: por que as pessoas negam as doenças mentais e a neurodivergência?

Tempo de Leitura: 2 minutosPsicofobia – o preconceito contra as pessoas que apresentam transtornos e/ou deficiências mentais.

Você nasceu com a perna com músculos que apresentam um funcionamento diferente do padrão, sua caminhada é um tantinho cambaleante. Não é doença, não há como ‘consertar’. Ninguém te julga. Ao contrário, perguntam se você precisa de ajuda, tiram obstáculos de seu caminho.

Porém, se você está em meio à uma crise de ansiedade, ou com depressão, ou é disléxico, tem TOC, cérebro neurodivergente, a maioria das pessoas julga você. Essas pessoas cobram que você reaja, seja forte. Não oferecem ajuda e, ao contrário, passam a evitar você. É como se isso fosse contagioso ou depusesse contra você o que, mesmo que inconscientemente, justifica essa ação.

Saúde do corpo e da mente são igualmente importantes

Por que as pessoas têm aversão a qualquer assunto relacionado à mente, ao cérebro? Por que ignoram ou debocham, ou julgam ou desejam segregar quem tem cérebro neurodivergente, diferente ou alguma outra condição que não esteja dentro de uma ‘normalidade’ que ninguém sabe de onde surgiu? Ninguém é só cérebro ou só corpo. Somos um inteiro chamado ser humano. Essa humanidade se dá exatamente, nas relações sociais. A pessoa se faz ser humano na convivência que permite a troca de códigos sociais e culturais dessa humanidade.

Nós somos coletivos, por isso criamos valores materiais trocamos coisas, estabelecemos trocas sociais e de comunicação. A base fundamental dos seres humanos é serem criadores de valor. Negar isso a qualquer pessoa, é negar a ela a sua própria humanidade. Por que tanto medo da mente? Do cérebro?

A evolução do cérebro

O homem da caverna possuía o cérebro reptiliano que garantiu a sobrevivência de sua espécie. Essa parte do cérebro, ainda existente em nós, é responsável pelas rotinas, hábitos, rituais, a disciplina e o fazer diário constante.

Com a nossa evolução, desenvolvemos uma parte do cérebro chamada de límbico, que é a estrutura cerebral que todo o mamífero tem. A palavra límbico significa fronteira. O cérebro límbico é responsável pelas emoções e sentimentos. É onde processamos o que queremos e desejamos.

Já a terceira parte de nosso cérebro é a neo-cortex que ocupa 85% de nossa massa cerebral – é o nosso intelecto, que representa o pensamento lógico e criativo. No cérebro neo-cortex criamos nossos mapas mentais.

Plasticidade cerebral

A plasticidade cerebral é a capacidade de nosso sistema nervoso mudar sua estrutura e seu funcionamento ao decorrer de nossa vida, como reação a diversidade de nosso entorno. As conexões cerebrais se processam em nossa vida de acordo com nossas vivências. Portanto, negar as fragilidades ou diferenças cerebrais é impedir o desenvolvimento pleno da humanidade.

Empatia é inclusão

Esta semana, estava numa reunião de palestra com minha filha Sophia e ela falava de seus desafios e consequentes vitórias da faculdade até o mestrado. De repente, ela me forneceu um novo e amplo conceito de inclusão: “A rede de amigos que finalmente, consegui criar na universidade foi a minha Rede de Inclusão. Houve troca, aprendi e ensinei por meio do diálogo empático e humanístico com meus amigos.”

Essa fala tão simples quanto profunda nos faz voltar à essência de nossa humanidade: “O ser humano só é ser humano na convivência que permite as trocas sociais.” Para essa prática criativa, não precisamos de métodos. Precisamos sim, resgatar nossos princípios humanísticos.

Referência: Curso Certificación Internacional Licensed Practitioner en PNL, Programaciòn Neurolinguística.

Efeitos da pandemia em minha saúde mental

Tempo de Leitura: 2 minutosNo início de 2020, quando recebi a notícia da quarentena, estava preparada pois, como jornalista,  já acompanhava a trilha do coronavirus. Era uma situação que exigiria o esforço do governo,  das entidades,  das empresas e da sociedade civil.

Entretanto,  com o passar dos dias percebi que todos os setores,  todos,  estavam completamente despreparados para uma pandemia mundial. Vi cientistas agindo contra o tempo,  profissionais de saúde sucumbindo ao desconhecido,  sem, contudo, abandonar a linha de frente contra o inimigo.

Países que reconheceram nossa completa ignorância diante da doença,  seguiram os protocolos e saíram mais cedo da situação de caos que se alastrava. O governo de Jacinda Ardern, na Nova Zelândia, foi elogiado por sua estratégia frente à pandemia e o país está no topo da lista da Bloomberg (empresa global de informações financeiras e notícias), depois da Nova Zelândia, seguem Japão, Taiwan, Coreia do Sul, Finlândia, Noruega, Austrália e China, nessa ordem.

O último lugar é ocupado pelo México, que, com mais de 100 mil mortes, é o quarto país com mais mortes, atrás da Índia, Brasil e Estados Unidos. Esses países ignoraram autoridades científicas e chafurdaram, dia após dia,  num mar de vidas ceifadas pela ignorância humana.

Aqui,  na terrinha,  tivemos empresários caindo no conto do vigário e, claro,  como vigaristas que são, tomaram soro no lugar da vacina. Uma lástima se considerarmos que vigário e vigaristas só queriam salvar o seu,  conforme suas convicções: em caso de crise eu, somente eu, primeiro.

Assim, do início de 2020, até agora temos mais de 520 mil vidas interrompidas,  famílias dilaceradas, talentos perdidos e o vírus se fortalecendo.

Esse é o pior quadro para o autista que precisa da previsibilidade para se organizar,  se sentir seguro. Há pouco mais de dez dias,  saí do pesadelo da síndrome de burnout. Não desejo a ninguém.  Desde o último domingo,  estou com uma dor que não me abandona.  Escrevo esse texto na sala de espera do clínico geral.

Independente do que seja,  acabo de decidir.  Não vou adoecer, vou cuidar de minha mente. Não vou dar espaço aos conhecidos pensamentos fatalistas, nem à frustração de tanta coisa ruim acontecendo.  Seguirei firme,  sabendo que tudo passa e esse momento também vai passar.  Sobrevive aquele com maior capacidade de adaptação em tempos adversos.  Sempre fui uma sobrevivente e vou continuar sendo.  E você? Vem comigo?

Autocrítica extrema no autismo é tema de podcast

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O podcast Introvertendo liberou, nesta sexta-feira (27), o seu 94º episódio, cujo título é Autocrítica. O episódio contou com a estreia da podcaster autista Thaís Mösken como apresentadora, que recebeu para a discussão a participação especial de Stella Dauer, do podcast Sensivelmente e também diagnosticada com autismo.

A autocrítica elevada é uma das principais dificuldades no convívio social de autistas leves. Na discussão, as podcasters elencaram que a autocrítica, quando encarada apenas pelos aspectos negativos, é paralisante. “Isso impede que a gente, mesmo sendo bons em várias coisas e tendo muita capacidade, a paralisar e deixar de fazer coisas legais para o mundo e para a gente”, disse Stella, que também possui um canal no YouTube chamado Eu Testei.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo.