Posts

‘Pessoas autistas geralmente crescem achando que são de outro planeta’, afirma psicóloga autista

Tempo de Leitura: < 1 minutoAline Provensi, psicóloga e também autista, é administradora da página Tirinhas da Sara no Instagram, que atualmente tem mais de 10 mil seguidores. Ela utiliza os quadrinhos para disseminar informações sobre o autismo de forma leve e divertida.

Em entrevista dada a Gazeta do Povo, Provensi falou sobre a importância do diagnóstico do autismo. “Pessoas autistas geralmente crescem achando que são de outro planeta. Quando elas têm acesso ao diagnóstico, elas têm acesso a uma comunidade autista, a uma identidade”, afirmou.

Ela ainda disse que o diagnóstico é importante para a autoaceitação e para que autistas consigam compreender quais são seus limites. “Muitas pessoas autistas, eu inclusa, não conseguem respeitar seus limites, porque ouviram a vida toda que não tentaram o suficiente, são preguiçosos”, concluiu.

Segundo ela, um livro com suas tirinhas, escrito em parceria com a também psicóloga e autista Kmylla Borges será lançado em breve.

“O tratamento psicológico no Brasil ainda é muito elitizado”, afirma Lucas Pontes

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou o seu 136º episódio nesta sexta-feira (7). Chamado “Autistas na Psicologia”, o episódio traz as participações da psicóloga Kmylla Borges e do estudante de psicologia Lucas Pontes, ambos autistas e produtores de conteúdo sobre autismo na internet.

Entre as discussões comandadas pelos podcasters Tiago Abreu e Otávio Crosara, foi o acesso aos serviços de saúde no Brasil por autistas. Sobre isso, Lucas defendeu que as mudanças positivas tem sido lentas. “Eu acho que o tratamento psicológico aqui no Brasil ainda é muito elitizado. Os profissionais estão sempre falando sobre a importância de um tratamento precoce ou de um tratamento na vida adulta e contínuo. Só que são poucos aqueles que têm capacidade financeira para arcar com os custos de um tratamento”, afirmou.

Kmylla, por sua vez, também opinou sobre o fenômeno. “Infelizmente, por diversos motivos, a gente tem que ir no profissional que tem, por conta do plano de saúde, ou pelo preço, ou algum outro motivo. E nem sempre a gente tem o privilégio de ter contato com um profissional específico de nossa escolha. E aí a gente vai estar de cara com profissionais que falam coisas absurdas do tipo: ‘Se você olha nos olhos, então você não é autista’.”, lamentou.

Durante a conversa, Lucas e Kmylla também traçaram reflexões sobre o Setembro Amarelo, suicídio entre autistas, abordagens dentro da psicologia. Além disso, os dois também compartilharam o desejo de utilizar os conhecimentos adquiridos com a profissão para ajudar outros autistas.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts, e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

ABA e o ensino da fala — Celso Goyos — Revista Autismo

ABA e o ensino da fala

Tempo de Leitura: 3 minutos

Com evidências científicas, ABA é ferramenta útil no ensino da fala como linguagem natural

A fala antecede a aquisição da linguagem complexa e é uma das características mais marcantes que o ser humano apresenta, sendo, para muitos, o divisor de águas entre seres humanos e infra-humanos. Quando, após a idade de 18 meses, a criança não apresenta a fala, ou a apresenta, mas de forma menos desenvolvida do que outras crianças de mesma idade e de nível sócio-econômico-cultural semelhante, é motivo de grande preocupação para os pais. Se a ausência, ou atraso, da fala persiste após os 18 meses, e a criança não apresenta prejuízo na estrutura auditiva e na estrutura da fala, tampouco apresenta prejuízos neurológicos significativos que justifiquem a condição, esta criança pode estar sob suspeita do diagnóstico de autismo. Este diagnóstico pode se confirmar, ou não, a depender das outras características definidoras apresentadas na condição do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A partir deste diagnóstico, a necessidade de tratamento é imediata e intensa (conforme Lovaas publicou, em 1987). Aqui, é interessante fazer uma comparação para se ter uma real dimensão do trabalho a ser imediatamente enfrentado. A criança com desenvolvimento típico adquire nove palavras novas por dia (como Gândara e Befi-Lopes escreveram, em 2010) a partir dos 18 meses, ou seja, aos três anos de idade a criança deverá apresentar um léxico correspondente a 5 mil palavras. Para não perder contato com a linha de desenvolvimento típico, é necessário atendimento imediato e eficaz. A decisão sobre qual terapia é a mais eficaz requer atenção muito especial da parte dos pais.

Dentre as possibilidades de tratamento disponíveis para o TEA, está a Análise de Comportamento Aplicada, cuja sigla mais conhecida é ABA, do inglês, Applied Behavior Analysis. Trata-se de uma ciência relativamente antiga, que se tornou mais conhecida a partir do trabalho de Lovaas em 1987. Não se trata de qualquer modismo, como muitas outras formas de tratamento atuais. A análise de comportamento tem origem no início do século 20 e, como alicerce, evidências experimentais sólidas e fidedignas e os resultados de sua tecnologia encontram-se ampla e fartamente divulgados em periódicos científicos de reconhecimento nacional e internacional.

Existem sólidas evidências científicas de que ABA se constitui na mais eficaz estratégia para o tratamento do autismo. As evidências iniciais datam da década de 1980, tendo sido o primeiro trabalho científico a mostrar como terapia comportamental intensiva e precoce pode ajudar crianças autistas, dando os primeiros sinais de esperança e alento para os pais.  Esses resultados foram replicados em diversos estudos posteriores (como Howard, Sparkman, Cohen, Green & Stanislaw, em 2005; Virués-Ortega, em 2010; Eikeseth, Klintwall, Jahr & Karlsson, em 2012; e Howard, Stanislaw, Green, Sparkman & Cohen, em 2014).

Particularmente, os avanços recentes registrados na área de linguagem foram extraordinários. A partir da concepção sobre o comportamento verbal, foram desenvolvidas novas teorias comportamentais sobre a linguagem: a Teoria da Nomeação (estudada por Horne & Lowe, em 1996), a Teoria da Equivalência de Estímulos (em 1994) e a Teoria dos Quadros Relacionais (de Hayes, Barnes-Holmes, & Roche, em 2001). O resultado destes avanços podem ser observados na enorme variedade de procedimentos de ensino que tem sido desenvolvida, com possibilidades notáveis de aplicação prática, particularmente com crianças com autismo, mas não restritamente a elas.

Um exemplo da conjunção dessas teorias comportamentais sobre o comportamento verbal encontra-se no livro “ABA: Ensino da fala para pessoas com autismo” — de minha autoria, publicado no fim de 2018. O programa de ensino proposto nesta obra é uma alternativa e/ou complemento a outros existentes, já descritos na literatura analítico-comportamental. Enfatizamos, neste livro, a importância do ensino da fala como linguagem natural da criança que não possui qualquer impedimento para a fala. A fala é entendida como comportamento como outro qualquer, com a especificidade de se apresentar como resposta verbal oral e, como tal, é instalada e mantida pelas consequências que ela produz sobre o meio ambiente.

Antes de se dar início ao desenvolvimento da fala propriamente dita, há que se pavimentar a estrada para a sua ocorrência, através da instalação de seus pré-requisitos ou de eliminação de barreiras. Os primeiros constituem-se em comportamentos pivotais ou cúspides comportamentais, tais como, contato visual sob controle instrucional, conceito de imitação generalizada, o conceito de identidade e o ouvir generalizado, dentre outros. As barreiras são basicamente todos os comportamentos que se incompatibilizam com o ensino dos comportamentos pivotais. Em seguida, ensina-se a fala, através do operante verbal conhecido como ecoico para, como base fundamental, em seguida, ensinar os operantes verbais de mando, tato e intraverbal, a leitura com compreensão, a composição da linguagem, falada e  escrita, de forma ordenada, o passado, o futuro, a linguagem matemática e mais outras formas de linguagem complexa.

ABA: uma intervenção comportamental eficaz em casos de autismo

Tempo de Leitura: 6 minutos

Por Sabrina Ribeiro

O autismo é uma condição crônica, caracterizado pela presença de importantes prejuízos em áreas do desenvolvimento, por esta razão o tratamento deve ser contínuo e envolver uma equipe multidisciplinar (Schwartzman, 2003).

A eficácia de um tratamento depende da experiência e do conhecimento dos profissionais sobre o autismo e, principalmente, de sua habilidade de trabalhar em equipe e com a família (Bosa, 2006).

Existem vários tipos de tratamento que podem ser usados para ajudar uma criança com autismo. Independente da linha escolhida, a maioria dos especialistas ressalta que: o tratamento deve começar o mais cedo possível; as terapias devem ser adaptadas às necessidades específicas de cada criança e a eficácia do tratamento deve ser medida com os avanços da criança.

Sabe-se que uma boa intervenção consegue reduzir comportamentos inadequados e minimizar os prejuízos nas áreas do desenvolvimento. Os tratamentos visam tornar os indivíduos mais independentes em todas as suas áreas de atuação, favorecendo uma melhoria na qualidade de vida das pessoas com autismo e suas famílias.

Neste artigo tentarei explicar ao leitor um pouco sobre a metodologia ABA, que é usada como um método de intervenção comportamental no tratamento dos sintomas do autismo.

A análise do comportamento aplicada, ou ABA (Applied Behavior Analysis, na sigla em inglês) é uma abordagem da psicologia que é usada para a compreensão do comportamento e vem sendo amplamente utilizada no atendimento a pessoas com desenvolvimento atípico, como os transtornos invasivos do desenvolvimento (TIDs). ABA vem do behaviorismo e observa, analisa e explica a associação entre o ambiente, o comportamento humano e a aprendizagem (Lear, K., 2004)

As origens experimentais da terapia comportamental trouxeram algumas vantagens importantes ao clínico: ele foi treinado na observação de comportamentos verbais e não verbais, seja em casa, na escola e/ou no próprio consultório, o que é fonte de dados relevantes. Ele estuda o papel que o ambiente desempenha – ambiente este onde é possível interferir e verificar as hipóteses levantadas. Outra habilidade é o entendimento do que é observado como um processo comportamental, com contínuas interações e, portanto, sujeito a mudanças (Windholz, 2002).

As técnicas de modificação comportamental têm se mostrado bastante eficazes no tratamento, principalmente em casos mais graves de autismo. Para o analista do comportamento ser terapeuta significa atuar como educador, uma vez que o tratamento envolve um processo abrangente e estruturado de ensino-aprendizagem ou reaprendizagem (Windholz, 1995).

Um dos princípios básicos da ABA é que um comportamento é qualquer ação que pode ser observada e contada, com uma freqüência e duração, e que este comportamento pode ser explicado pela identificação dos antecedentes e de suas consequências. É a identificação das relações entre os eventos ambientais e as ações do organismo. Para estabelecer estas relações devemos especificar a ocasião em que a resposta ocorre, a própria resposta e as conseqüências reforçadoras (Meyer, S.B., 2003).

Estes comportamentos são motivados, de forma prazerosa. Eles têm uma função: servem para conseguir algo que se deseja.

Sabemos que todos os comportamentos de um modo geral são aprendidos, bem como os comportamentos problemas. Isso não significa que alguém intencionalmente nos ensinou a exibir este tipo de comportamento problema, apenas que aprendemos que eles são eficazes para conseguirmos o que queremos.

O método ABA pode intencionalmente ensinar a criança a exibir comportamentos mais adequados no lugar dos comportamentos problemas.

Comportamentos estão relacionados a eventos ou estímulos que os precedem (antecedentes) e a sua probabilidade de ocorrência futura está relacionada às conseqüências que os seguem.

Todo comportamento é modificado através de suas conseqüências (Moreira e Medeiros, 2007). Tentamos fazer coisas e se elas funcionam faremos novamente; quando nossas ações não funcionam é menos provável que as realizemos novamente no futuro.

Os objetivos da intervenção são:

1. Trabalhar os déficits, identificando os comportamentos que a criança tem dificuldades ou até inabilidades e que prejudicam sua vida e suas aprendizagens.

2. Diminuir a freqüência e intensidade de comportamentos de birra ou indesejáveis, como, por exemplo: agressividade, estereotipias e outros que dificultam o convívio social e aprendizagem deste indivíduo.

3. Promover o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas, adaptativas, cognitivas, acadêmicas etc.

4. Promover comportamentos socialmente desejáveis

A intervenção é baseada em uma análise funcional, ou seja, análise da função do comportamento determinante, para eliminar comportamentos socialmente indesejáveis. Este é um ponto central para entendermos qual é o propósito do comportamento problema que a criança está apresentando e, com isso, montarmos a intervenção para modificá-lo. Se o comportamento é influenciado por suas consequências, podemos manipulá-las para entendermos melhor como essa sequência se dá e também modificar os comportamentos das pessoas, programando conseqüências especiais para tal (Moreira e Medeiros, 2007).

O primeiro passo para se resolver um comportamento problema é identificar a sua função. Se não soubermos por que uma criança deve se engajar em um comportamento adequado (qual a função ou propósito), será difícil saber como devemos ensiná-la.

Pais, terapeutas e professores tendem a imaginar ou achar um motivo para o comportamento e isso incorrerá no insucesso da intervenção. A avaliação comportamental é a fase da descoberta, e visa à identificação e o entendimento de alguns aspectos relativos à criança com autismo e seu ambiente. Alguns dos objetivos da avaliação são:

  • Entender o repertório de comunicação da criança: presença ou não de linguagem funcional, contato visual, atendimento de ordens, entre outros;
  • Como ela se relaciona em seu ambiente: brinquedos preferidos, apresenta birras frequentes, como reage às pessoas; 
  • Qual a função de seus comportamentos;
  • Em que circunstâncias certos problemas ocorrem ou deixam de ocorrer com maior freqüência ou intensidade?
  • Quais as conseqüências fornecidas a esses comportamentos problema?

Com base nestas informações, o segundo passo é traçar pequenos objetivos a curto prazo, visando à ampliação de habilidades e eliminação de comportamentos inadequados, realizando a manipulação dos antecedentes (estratégias de prevenção).

É importante que a modificação de comportamentos desafiadores seja feita gradualmente, sendo a redução da ansiedade e do sofrimento o objetivo principal. Isto é feito pelo estabelecimento de regras claras e consistentes (quando o comportamento não é admitido ou permitido); uma modificação gradativa; identificação de funções subjacentes, tais como ansiedade ou incerteza; modificações ambientais (mudança nas atitudes ou tornar a situação mais previsível) e transformação das obsessões em atividades adaptativas (Bosa, 2006).

Modificando os antecedentes podemos prevenir que o comportamento problema aconteça.

Isto é realizado de diferentes maneiras:

1. Evitando situações ou pessoas que sirvam como antecedentes para o comportamento problema;

2. Controlando o meio ambiente – no decorrer da vida do indivíduo o ambiente modela, cria um repertório comportamental e o mantém; o ambiente ainda estabelece as ocasiões nas quais o comportamento acontece, já que este não ocorre no vácuo (Windholz, 2002).

3. Dividindo as tarefas em passos menores e mais toleráveis, o que chamamos de aprendizagem sem erro. Toda a intervenção está baseada na aprendizagem sem erros, ou seja, deixamos de lado o histórico de fracassos e ensinamos a criança a aprender.

Esta aprendizagem deve ser prazerosa e divertida para a criança, podendo-se usar reforçadores para manter a criança motivada. Um reforço é uma conseqüência que aumenta a probabilidade de esta resposta acontecer novamente. Quando um comportamento é fortalecido, é mais provável que ele ocorra no futuro.

Além do reforço, usamos a hierarquia de dicas: quando iniciamos o ensino de qualquer comportamento, ajudamos a criança a realizá-lo com a dica necessária, que pode ser verbal (total ou parcial), física, leve, gestual, visual ou auditiva – e planejamos a retirada dessa dica até que a criança seja capaz de realizar o comportamento de maneira independente.

O terceiro passo é a elaboração de programas de ensino. Os programas de ensino são individualizados, geralmente ocorrem em situação de “um para um” e envolvem as diversas áreas do desenvolvimento: acadêmica, linguagem, social, verbal, motora, de brincar, pedagógica e atividades de vida diária.

A metodologia ABA e seus procedimentos são constantes e padronizados, o que possibilita que mais de um professor (pessoa que realiza os programas) trabalhe com a criança.

Este é um programa intensivo e deve ser feito de 20 a 30 horas por semana. É importante ressaltar que este programa não é aversivo e rejeita qualquer tipo de punição.

A participação dos familiares da criança no programa é de grande contribuição para seu sucesso e assegura a generalização e manutenção de todas as habilidades aprendidas pela criança.


Sabrina Helena Bandini Ribeiro é psicóloga, trabalha com pessoas com autismo desde 1995, é mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Assistência Psicoprofilática em Medicina Fetal, pela Universidade Federal de São Paulo, e atende em São Paulo e Atibaia (SP), além de ser professora do curso de graduação em Psicologia da FAAT (Faculdades Atibaia) e fez parte do grupo de pesquisa sobre transtornos invasivos do desenvolvimento e avaliação neuropsicológica do Laboratório de Distúrbios do Desenvolvimento, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. E-mail: [email protected]


Conteúdo Extra

Bibliografia:

  • Bosa, A.C.; Autismo: Intervenções Psicoeducacionais, Rev Bras Psiquiatr. 2006;28(Supl I):S47-53
  • Lear, K. Ajude-nos a Aprender. (Help us Learn: A Self-Paced Training Program for ABA Part 1:Training Manual). Traduzido por Windholz, M.H.; Vatavuk, M.C.; Dias, I. S.;Garcia Filho, A.P. e Esmeraldo, A.V.Canadá, 2004.
  • MEYER, S. B. Análise funcional do comportamento. In: COSTA, C E; LUZIA, J C; SANT’ANNA, H H N. (Org.). Primeiros Passos em Análise do Comportamento e Cognição. Santo André, 2003, p. 75-91.
  • Moreira, M.B.; Medeiros, C.A. Princípios Básicos de Análise do Comportamento, Artmed, 2007, Porto Alegre.
  • Schwartzman, J.S. Autismo infantil, Editora Memnon, 2003.São Paulo
  • Windholz. M.H.; Passo a Passo, Seu caminho: Guia Curricular para o Ensino de Habilidades Básicas, Edicon, 1988. São Paulo.
  • Windholz. M.H.; A TERAPIA COMPORTAMENTAL COM PORTADORES DE TID (Transtornos Invasivos de Desenvolvimento). In: “Transtornos Invasivos de Desenvolvimento”, 3º Milênio,Walter Camargos Jr. e cols,Brasília, DF – Ministério da Justiça, 2002.