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‘Volta às aulas se aproximando, e mais um ano eu fico a meditar’

Tempo de Leitura: 2 minutosSerá que este ano as crianças irão respeitar as crianças com deficiência?

E acredite, esse tal respeito deveria ser ensinado em casa, e infelizmente temos pais que não fazem o menor esforço para educarem seus filhos ditos “normais” a respeitarem o coleguinha que tem algum tipo de deficiência, seja ela visível ou não.

O recado é para esses pais, os pais de crianças típicas (sem deficiência), então vamos lá responder:

— Será que, se fosse seu filho o motivo de exclusão, de piadinha na escola, você gostaria?

— Você gostaria que seu filho chegasse ao ponto de não querer ir mais para a escola porque o colega da escola faz bullying com ele?

— Você ficaria bem com seu filho sendo excluído na hora do recreio pelo fato de não conseguir iniciar um diálogo?
Pelo fato dele ter dificuldade de socializar?

— Você gostaria que seu filho não fosse convidado para a festinha do amiguinho pelo fato de ter uma deficiência que compromete o comportamento dele diante dos convidados?

— Você gostaria que seu filho não tivesse nenhum amigo para fazer os trabalhos em grupo?

Pais, eeei, acordem!
Não dá mais para tolerar esse tipo de preconceito e não fazer nada, deixarem que seus filhos ditos “normais” continuem tratando os nossos com deficiência de forma cruel.

Esse tipo de educação é de responsabilidade dos pais, e não somente da escola. É de dentro de casa que vem a educação, já dizia o ditado: “educação vem de berço”.

Pensem nisso, eduquem seus filhos para respeitarem a diferença, a conviverem com quem não tem voz, não tem pernas, a conviverem com os autistas. Ensinem! Não vai lhes custar nada, a não ser um diálogo entre vocês e seus filhos. E isso não dói, o que dói é continuarmos vendo o que nossos filhos sofrem dentro das escolas com tanto preconceito.

“As pessoas infantilizam o adulto autista”, afirma Sara Rocha

Tempo de Leitura: < 1 minuto

O podcast Introvertendo, produzido por autistas e dedicado a discutir autismo, lançou nesta sexta-feira (4) o seu 150º episódio, chamado “Capacitismo”. O episódio trouxe a participação de três ativistas e foi apresentado pelo jornalista Tiago Abreu, que é autista.

Um dos convidados foi o pesquisador Marco Antônio Gavério, doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e um dos teóricos sobre capacitismo no Brasil, a ativista e mãe Lau Patrón e a ativista portuguesa Sara Rocha, diagnosticada com autismo.

Sara Rocha reside no Reino Unido e possui uma página chamada “Autismo em Português”, onde fala sobre autismo para o público português e brasileiro. Ela criticou a infantilização de autistas, sobretudo por expressões como “anjo azul”. “A coisa do anjo realmente é algo que me incomoda bastante”, lamentou.

“O que acontece é que as pessoas infantilizam o adulto, ou seja, eles falam com o adulto como se fosse uma criança, ou então falam com uma criança como se ela não fosse inteligente apenas por ser não-verbal, por exemplo. E é algo que me incomoda bastante, porque só por ser não-verbal não significa que não é inteligente. Só por ser adulto autista não significa que não temos capacidades cognitivas de um adulto”, afirmou.

O episódio está disponível para audição em diferentes plataformas, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.