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Autistas apresentam musical em teatro de Goiânia — Canal Autismo / Revista Autismo

Autistas apresentam musical em teatro de Goiânia

Tempo de Leitura: < 1 minutoAutistas goianos promoveram no último domingo (22) o musical Atipicamente, baseado no filme Divertidamente. Organizado pelo Núcleo de Apoio e Inclusão do Autista (Naia), a produção trouxe a participação de cantores e atores autistas de todas as idades, desde crianças e adultos. O espetáculo ocorreu no Teatro Goiânia, um dos locais mais tradicionais da cidade.

O musical foi dirigido por Osiene Almeida, diretora do Naia. De acordo com informações divulgadas pelo G1 Goiás, a produção trouxe a relação de autistas com as emoções.

Assista:

Pra não dizer que não falei das flores

Tempo de Leitura: 2 minutosO ano era 1968. O Brasil viveu um dos momentos mais conturbados da história, desde o golpe, em 1964. A opressão aos movimentos sociais e culturais foi se intensificando. O ápice se deu com o AI-5. Foi quando Geraldo Vandré compôs a música Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores. Aliás, ela é também conhecida como, Caminhando. Mas, essa música foi censurada. Então, o cantor precisou sair do país, em exílio, para se proteger.

Por que dizer que não falei das flores?

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

O verso descreve uma manifestação pacífica: ‘caminhando e cantando e seguindo a canção’. O compositor se refere a todos como iguais. Afinal, estão dentro de um mesmo contexto. E lutam por algo em comum: o direito à liberdade. Mas, atualmente, minha flor é outra. E, claro, ela só cresce no jardim da liberdade.

A flor da inclusão

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Não podemos retroceder em nossa história pela busca da inclusão de Pessoas com Deficiência – PCDs. Temos de estar atentos ao Decreto 10502, do Governo Federal. Ele instituiu a “Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida”. Bonito? Não! A proposta do decreto parece atraente, ao oportunizar à família e ao educando o direito de escolher a alternativa educacional mais adequada às suas necessidades. Mas não é bem assim.

Desde a promulgação da Constituição Federal, de 1988, avançamos na inclusão. Foi o resultado de um conjunto de leis e de políticas inclusivas. Por exemplo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a  Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação InclusivaEssas leis reforçaram o direito de acesso e permanência na escola para todos os cidadãos. Ou seja, era garantido às pessoas com deficiência o atendimento educacional especializado, preferencialmente, na rede regular de ensino.

Sim, sabemos de onde viemos, o que reforça em nós, a certeza de para onde queremos ir.

Pode ser que alguns de nós, pessoas consideradas ‘normais’, ainda não saibamos conviver com a diferença do outro. Dessa maneira, ora adotamos uma postura de vitimá-los e ora de segregá-los. As escolas comuns ou especiais não conseguirão corrigir a deficiência do outro. A deficiência está na sociedade. E não na pessoa. Quando as limitações de alguém se encontram com barreiras, a deficiência surge. Isso por causa da perda que traz ao indivíduo a falta de condições adequadas para que ele expresse o máximo de seu potencial.

Vem com a gente

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Espectro Artista: Fernando Pavone

Tempo de Leitura: 2 minutosOs pais de Fernando Pavone Cinelli desconfiaram de algo fora do padrão no desenvolvimento do garoto, com três anos e meio de idade,  e o levaram a um neuropediatra. Apesar de não fechar um diagnóstico, o tratamento foi iniciado com profissionais da psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia. O diagnóstico fechado veio somente entre os seis e sete anos de idade.

Nascido em 2001, Fernando atualmente faz aulas de canto, de MPB, de sertanejo, violão, bateria e saxofone, de inglês e ginástica, além de tratamento com uma psicóloga e uma psicopedagoga.

O interesse pela música veio aos 9 anos. O pai, Edison, tocou a música “Frevo mulher”, da Amelinha, no violão, e Fernando lhe disse: “Pai, eu sei cantar essa música”. Daí pra frente, o garoto mergulhou no mundo da música, inspirando-se no pai e no irmão que também toca violão.

Uma cantora chamada Tânia Cruz deu o microfone para ele cantar numa churrascaria e logo isso virou um hábito. Depois a dupla Raul e Renan começou a convidá-lo para cantar em pequenos eventos, em aniversários e bares.

“Quando se apresentou pela primeira vez, ele cantou de lado, virou de costas para o público e eu quase infartando na plateia”, contou o pai, com muito bom humor, relembrando a primeira apresentação do filho, então com 13 anos, no restaurante Florestal, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Em 2015 ele abriu o show do cantor sertanejo Daniel, em Bertioga, litoral de SP. Em 2019, em Caieiras (SP), com a dupla Rubens e Ruan (que o inclui em vários shows), abriu o show de Gustavo Lima. A veterana dupla sertaneja Roberto e Mineirinho também inclui Pavone em inúmeras de suas apresentações.

Antes da pandemia, Pavone se apresentava em diversos eventos e agora está ansioso para voltar aos palcos. Atualmente, o cantor Vanilli Villi o tem ajudado em um projeto musical.

“A música mudou completamente minha vida”, afirma Fernando Pavone, que tem na música seu hiperfoco e fica muito feliz ao se apresentar para uma plateia “seja do tamanho que for”.

Para quem quiser conhecer o trabalho artístico de Fernando Pavone, abaixo estão as redes sociais e o canal do Youtube do cantor.

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCFptbQraws3fXARiGSvhNEA

Instagram: @pavonecinelli

Pianista autista ganha bolsa de estudos no Sesi

Tempo de Leitura: < 1 minutoJosé Alberto de Carvalho é pianista e autista, e reside no interior de São Paulo, no município de Araras. Vídeos do músico nas redes sociais começaram a chamar a atenção das pessoas e, com isso, o departamento de cultura do Sesi de Araras concedeu-o uma bolsa de estudos para estudar piano.

José foi diagnosticado aos 5 anos e, em entrevista ao G1, contou como surgiu o interesse pela música. “Quando criança, eu pedi à minha mãe um teclado de brinquedo e ela deu a ideia de comprarmos um teclado de verdade, para que eu começasse a fazer aulas de música. Foi assim que me apaixonei pela música. Aos 14 anos já iniciei no piano, quando descobri que gostava muito de música clássica, barroca e rock”, afirmou.

Sheila Ferreira Tank, orientadora de qualidade de vida do Sesi, contou que as habilidades de José chamaram a atenção de funcionários da instituição. “As pessoas que não convivem com um autista sempre acham que ele(a) será uma pessoa limitada. Então, todas as famílias que têm um filho ou um sobrinho com autismo podem enxergar mais possibilidades”, concluiu.

Mãe Musical encerrou abril com canção “Nossa Voz”, em homenagem à comunidade autista

Tempo de Leitura: 2 minutos

Com videoclipe emocionante, o projeto contou com apoio de diversas instituições, além da Revista Autismo

“O calendário no decorrer do ano ganha cores e datas para dar visibilidade a causas, despertando uma sociedade mais compreensiva e acolhedora.”  O mês de abril é marcado com a cor azul, para chamar a atenção à Conscientização do Autismo. Para dar voz a esse tema, a Mãe Musical, Elisa Gatti, realizou ações ao longo do mês, trazendo  apoios do Instituto Maurício de Sousa, Revista Autismo, e Associação Amigos do Autista (AMA) e dos aplicativos Jade Autism e Rede Azul.

E agora para fechar com chave de ouro, a cantora e compositora junto com 13 autistas incríveis lançou, no fim de abril (dia 30), a canção intituladaNossa Voz. 

Assista ao vídeo

 

“Nossa Voz” fala sobre a importância de dar espaço a essas pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) e mostrando que eles não têm cara, e sim muito a ensinar sobre o mundo deles e que escutam e dizem muito mais do que imaginamos. 

“Me emocionei muito com o resultado final. Nessa canção entrei apenas para ser ouvinte e como compositora coloquei tudo que ouvi e aprendi desse universo, com quem realmente entende. Meu papel dentro do Mãe Musical é dar espaço para que projetos e pessoas possam ser vistas. Por isso escolhi fazer isso no mês de abril, com a comunidade do autismo que me encantou tanto”, conta Elisa Gatti. 

Acompanhado de um videoclipe super emocionante, Elisa, além de contar com o total apoio de quem faz esse mês ser especial, traz no vídeo a participação de 13 autistas que soltaram a voz, são eles: Giovani de Sá Milhar, Artur Siqueira Mousquer,  Joaquim Hennemann Solana, João Pedro Ribeiro Barboni, Árthur Oliveira Nogueira, Fernando Pavone Cinelli, Rafael Cariatti, Fabiola Cariatti, Germano Brissac, Julia Magalhães Albrigo Guimarães, Bruno Caruso Caldatto, Israel Rodrigues Parreira e Fernando Pavone Cinelli. Esses são apenas alguns rostos que representam toda a grande comunidade do autismo, que merece espaço. 

Acompanhe a artista no Instagram: @MaeMusical.