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Wentworth Miller relata que foi diagnosticado com autismo

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Wentworth Miller, mais conhecido por sua atuação na série Prision Break, revelou ter sido diagnosticado com autismo. Em um relato publicado em suas redes na última terça-feira (27), o ator afirmou que o processo de diagnóstico começou com uma identificação pessoal com o autismo e com a busca de profissionais.

“Eu não sei o suficiente sobre autismo (tem muito a se saber). Meu trabalho agora parece que será evoluir meu conhecimento, reexaminando por novas lentes 5 décadas de experiência vivida. E isso leva tempo”, afirmou Miller, que também disse que prefere destacar o trabalho de outros autistas do que se propor como uma voz que represente-os.

O ator também disse que se sente satisfeito por ser autista. “Eu sei que ser autista é central para quem eu sou, para tudo o que já fiz ou articulei. Também gostaria de agradecer a todos que me deram, consciente ou inconscientemente, um pouco de espaço para me mover pelo mundo de uma forma que fazia sentido para mim, mesmo que não fizesse sentido para os outros”, destacou.

Dirigido por Sophia Mendonça e Selma Sueli Silva, documentário ‘AutWork’ é selecionado para festival no Reino Unido

Tempo de Leitura: 2 minutosO curta-metragem documental “AutWork – Autistas no Mercado de Trabalho“, uma produção do “Mundo Autista” dirigida por Sophia Mendonça & Selma Sueli Silva, mãe e filha diagnosticadas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), foi classificado para a seleção oficial do festival “List-Off Global Network: First-Time Filmmaker Sessions“.  O documentário, que concorre na categoria Melhor Curta-Metragem, marca a estreia na direção cinematográfica da dupla de jornalistas e escritoras e investiga a inclusão de autistas no mercado de trabalho.

Dirigido por Sophia Mendonça & Selma Sueli Silva, documentário "AutWork" é selecionado para festival no Reino Unido — Canal Autismo / Revista AutismoO evento é sediado em Pinewood Road, na Inglaterra e ocorre entre 24 e 31 de maio deste ano. Os cinco melhores filmes de cada categoria serão selecionados pelo público após exibição e votação online. Os finalistas serão avaliados pelo júri interno do festival, que definirá os vencedores, e exibidos no Pinewood Road e no Los Angeles Lift-Off Film Festival em Raleigh Studios, Hollywood. Para Selma Sueli Silva, a repercussão internacional é uma oportunidade de “ampliar a visibilidade do Espectro e da pessoa autista, facilitando a oportunidade de mais acolhimento e menos preconceito”.

A dupla de cineastas atualmente se vê envolvida em novos projetos no cinema e o próximo documentário tem previsão de lançamento no final deste ano. “Como contadoras de histórias, estamos sempre em busca da oportunidade de ampliar o repertório sobre temas que foram pouco ou nada discutidos, ou não tiveram a chance de serem discutidos sob determinada ótica”, analisa Sophia Mendonça.

Trailer

Confira o trailer de “AutWork – Autistas no Mercado de Trabalho”:

 

Documentário

 

 

Vitória de Hopkins no Oscar levanta debate sobre acessibilidade

Tempo de Leitura: < 1 minutoAo vencer o Oscar na categoria Melhor Ator, Anthony Hopkins estava no País de Gales, dormindo. A situação, considerada constrangedora dentro da cerimônia, revelou um pequeno conflito anterior ao prêmio, que ocorreu no final de março (25).

Hopkins, um dos atores mais idosos em atividade e também diagnosticado com autismo, solicitou à organização do evento para que discursasse por meio de serviços de videoconferência, como o Zoom. No entanto, a proposta não foi aceita. O ator teria que viajar para alguns dos locais do mundo que tinham palcos para o evento, como a cidade de Londres.

No dia seguinte à sua vitória, Hopkins publicou um vídeo no seu Instagram, no qual afirma que “não esperava” a vitória. Para ele, era muito mais provável a vitória de Chadwick Boseman, morto em 2020. Apesar disso, segundo Jeremy Barber, o agente do ator, Anthony estava feliz pela conquista.

Christian Blauvelt, da Indie Wire, disse que “quando você precisa de um pouco mais de acomodação do que outros, a realidade da exclusão permanece. É o medo de pedir demais, de ser acusado de preguiça ou ser esquecido porque é mais fácil do que lidar com uma exceção”, lamentou.

Autista, Anthony Hopkins ganha Oscar de melhor ator

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Anthony Hopkins foi premiado na 93ª edição do The Academy Awards, mais conhecido como Oscar. O evento ocorreu no último domingo (25) e marcou o encerramento da premiação. Na ocasião, o ator venceu na categoria Melhor Ator com o filme Meu Pai.

Hopkins, que foi diagnosticado com autismo na terceira idade, já tinha sido contemplado pela estatueta em 1992, quando interpretou o notável Dr. Hannibal em O Silêncio dos Inocentes, lançado em 1991. Anthony, atualmente com 83 anos, também é o nome de maior idade já contemplado na categoria.

Em Meu Pai, Anthony interpreta um homem idoso que luta contra problemas progressivos de memória decorrentes do Alzheimer. Apesar do filme não ter vencido em outras categorias centrais, a obra também recebeu o prêmio de melhor roteiro adaptado.

Sem estar presente na cerimônia, o galês publicou um vídeo em suas redes no dia seguinte, comentando a vitória. “Estou aqui na minha terra natal, no País de Gales. Aos 83 anos, não esperava receber este prêmio, não esperava mesmo. Estou muito grato à Academia”, afirmou.

A National Autistic Society, uma das mais tradicionais organizações de autismo do mundo, comemorou a vitória em um comunicado nas redes. “Parabéns ao Sir Anthony Hopkins por receber o seu segundo Oscar de Melhor Ator no Oscar por seu papel em Meu Pai. Temos a certeza de que a sua vitória irá inspirar outros atores autistas na indústria [do cinema]”, diz um trecho.

Brad Pitt é astronauta autista no filme 'Ad Astra' — Revista Autismo

Brad Pitt é astronauta autista no filme ‘Ad Astra’

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Brad Pitt interpreta um engenheiro espacial com autismo de alto funcionamento, um grau leve dentro do espectro, no filme “Ad Astra”, ficção científica que terá lançamento mundial no próximo dia 26 de setembro (2019). A coprodução é da RT Features, empresa cinematográfica comandada pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, que financiou o projeto desde o desenvolvimento do roteiro, numa parceria entre Brasil e Estados Unidos.

O astronauta autista Roy McBride embarca na maior jornada de sua vida: uma viagem ao espaço para cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu vinte anos atrás no caminho para Netuno para encontrar sinais de vida inteligente. Ao mesmo tempo, o personagem de Brad Pitt terá de evitar uma catástrofe que acabe com a vida humana após um evento apocalíptico inexplicável que ameaça a Terra.

Saiba mais no Portal da Tismoo em:
https://tismoo.us/cultura/brad-pitt-vive-autista-no-cinema-em-ad-astra/

Brad Pitt é astronauta autista no filme 'Ad Astra' — Revista Autismo
Fake News: Um Autista No Filme ‘Amargo Pesadelo’ - Revista Autismo

Fake news: Um autista no filme ‘Amargo Pesadelo’

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Há muitos anos circula na internet um boato que sempre reaparece e se relaciona a um duelo musical entre um banjo e um violão, no filme “Amargo Pesadelo” (“Deliverance”, no título original, em inglês), de 1972. Dirigido por John Boorman, a película é baseada no romance de mesmo nome, escrito por James Dickey, que aparece no filme, no papel de um xerife.

O boato original:

Consta ser uma cena verídica. O garoto da cena não é ator, apenas um autista e cego que residia no local onde estavam sendo feitas as filmagens. A equipe parou num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme. No início está distante, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos sua alegria. A alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada “por acaso” no filme “Amargo Pesadelo” (Ano: 1972).

Tudo Mentira

Fake News: Um Autista No Filme ‘Amargo Pesadelo’ - Revista Autismo
Billy Ridden atualmente (foto: Bobby Bank/WireImage)

Na verdade, o jovem Billy Redden — nascido em 1956, em Rabun County, na época tinha 16 anos — teria sido escolhido em sua escola, Clayton Elementary School, para fazer uma participação no filme por conta de sua “aparência exótica”, mas não é autista e não tem qualquer deficiência ou síndrome.
Sua extrema habilidade com o banjo também é fake. Um músico profissional fica por trás dele, vestindo uma camisa de quatro mangas, e faz parecer que o garoto é um gênio do banjo. Depois deste filme, o ator fez “Peixe Grande” (“Big Fish”, em 2003) e “Outrage: Born in Terror” (2009). Para o filme de 2003 ele teria sido “descoberto” pelo diretor Tim Burton, num minúsculo estabelecimento, o “Cookie Jar Café”, lavando pratos e servindo mesas, na cidade de sua infância: Clayton, Georgia (EUA).
Em 2012, 40 anos após o emblemático filme, ele teria dito para um documentário: “Eu gostaria de ter todo o dinheiro que pensei que ganharia após aquele filme. Eu não estaria trabalhando no Walmart agora. E me esforçando para sobreviver.”
Na versão online deste texto você pode ver a cena do duelo musical, o trailer do filme e trechos do documentário com o ator em 2012.

CONTEÚDO EXTRA

Vídeo da cena:

Billy Redden mais velho: