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“Loui’s shoes” — Canal Autismo / Revista Autismo

Animação ‘Loui’s shoes’ trata de inclusão com muita sensibilidade

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm curta premiado pelo CG Award de Marion Philippe, Kayu Leung, Théo Jamin e Jean-Géraud Blanc.

Loui é um garoto de 8 anos e meio e usa sapatos de velcro porque não sabe “dar laço”.

Muda de escola frequentemente e não entende porque as pessoas balançam as mãos para dizer ‘oi’.

Ele tem um ‘palácio’ mental onde todas as coisas se encaixam em pequenos quadrados e linhas retas. Gosta do seu mundo assim.

Acha que ser convidado para festas de aniversários significa que você é um bom colega, mas acha tudo muito barulhento e muito cheio de gente: “felizmente não sou convidado” ele diz.

Seus sapatos estão sempre ao seu lado. Tira-os para tudo, mas sempre estão lá.

Ninguém entende porque Loui tira os sapatos e os coloca ao seu lado e, como qualquer coisa que não entendemos, isso incomoda seus colegas que um dia escondem seus sapatos de velcro.

O mundo de Loui desaba. Seu ‘palácio’ mental colapsa.

E mais uma vez ele muda de escola porque ele é o problema.

Na nova escola, ao se apresentar e sob o olhar atento da professora para si e seus colegas, percebe que alguns alunos tiram seus sapatos e os coloca ao lado.

Um gesto de uma educadora sensível e inclusiva que pode mudar toda uma história.

Vamos pensar nisso?

Cineasta autista lança filme sobre autismo e epilepsia: ‘Clube das Ilusões’

Tempo de Leitura: 2 minutosCom lançamento marcado para a próxima terça-feira (dia 26), às 18h30, em Belo Horizonte (MG), o novo longa-metragem do diretor  e roteirista autista Ernane Alves (que também atua no filme) aborda temas complexos, como autismo e epilepsia, e terá um debate sobre o filme após a sessão de lançamento.

Na trama, Alves vive Fernando, um jovem autista com epilepsia. Ele não consegue se manter em nenhum emprego devido à sua condição de saúde. Fernando namora Isabela, jovem ambiciosa e determinada. Ambos são amigos de Caio, fiel escudeiro de Fernando — eles são amigos de infância. Caio é gay não assumido, e nutre um amor platônico pelo melhor amigo. Os três têm um objetivo em comum: deixar a cidade onde vivem (no interior de Minas Gerais) para tentarem a vida em São Paulo (SP). Entre idas e vindas, provas de amizade e grandes revelações, os três embarcam numa jornada de aventura — até mesmo um roubo é arquitetado por eles!

Originalmente filmado em 2010, o longa é uma produção independente, financiada com recursos do próprio diretor. Segundo a produção, “a obra, com roteiro original assinado por Alves e influências do neorrealismo italiano e da nouvelle vague francesa, foi rodado em Pedro Leopoldo (MG) e somente este ano o filme foi finalizado. Com linguagem vanguardista e atuações naturalistas dos atores, os conflitos humanos são o fio condutor da história, que se passa numa pequena cidade”. O diretor ainda revelou: “Eu filmei em um momento de folga em outubro e dezembro daquele ano e deixei o material guardado por todos esse tempo. Agora, revisitando alguns projetos, decidi montar e finalizar o longa”.

“Clube das Ilusões” será lançado no dia 26.abr.2022, no Cine Santa Tereza, na capital mineira, com entrada gratuita dependendo da retirada do ingresso e limitado à lotação do local. Após a sessão, haverá debate com o roteirista e diretor do filme, Ernane Alves, que também é artista plástico.

Serviço

  • Quando: 26.abr.2022, às 18h30
  • Onde: Cine Santa Tereza | Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza  — Belo Horizonte, MG (veja no mapa)
  • Preço: sessões com entrada gratuita — retirada de ingressos pelo site diskingressos.com.br/busca/cine%20santa%20tereza ou na bilheteria do cinema, com 30 minutos de antecedência (quantidade limitada à lotação do local).
  • Classificação indicativa: 12 anos.

Estudante autista usa celular para produzir filmes no interior da Paraíba

Tempo de Leitura: < 1 minutoGabriel Batista, de 17 anos, é autista e estudante de uma escola pública em Campina Grande, no interior da Paraíba. Com o uso de um celular, ele roteiriza e grava curtas-metragens com referência ao cinema antigo.

De acordo com informações divulgadas pelo G1, o celular utilizado foi doado pelo amigo de uma professora de Gabriel. “Encontramos o perfil dele no Instagram. Eu fiquei maravilhada, impressionada. Fiquei encantada de ver o talento das produções dele”, disse ela.

As influências, segundo Gabriel, são diversas. “Minha inspiração vem de contos que leio e também das músicas que escuto, principalmente das músicas. E também de atores como Charlie Chaplin e Dercy Gonçalves. Ao meu ver, o pai e a mãe da comédia”, contou.

Vitória de Hopkins no Oscar levanta debate sobre acessibilidade

Tempo de Leitura: < 1 minutoAo vencer o Oscar na categoria Melhor Ator, Anthony Hopkins estava no País de Gales, dormindo. A situação, considerada constrangedora dentro da cerimônia, revelou um pequeno conflito anterior ao prêmio, que ocorreu no final de março (25).

Hopkins, um dos atores mais idosos em atividade e também diagnosticado com autismo, solicitou à organização do evento para que discursasse por meio de serviços de videoconferência, como o Zoom. No entanto, a proposta não foi aceita. O ator teria que viajar para alguns dos locais do mundo que tinham palcos para o evento, como a cidade de Londres.

No dia seguinte à sua vitória, Hopkins publicou um vídeo no seu Instagram, no qual afirma que “não esperava” a vitória. Para ele, era muito mais provável a vitória de Chadwick Boseman, morto em 2020. Apesar disso, segundo Jeremy Barber, o agente do ator, Anthony estava feliz pela conquista.

Christian Blauvelt, da Indie Wire, disse que “quando você precisa de um pouco mais de acomodação do que outros, a realidade da exclusão permanece. É o medo de pedir demais, de ser acusado de preguiça ou ser esquecido porque é mais fácil do que lidar com uma exceção”, lamentou.

Autista, Anthony Hopkins ganha Oscar de melhor ator

Tempo de Leitura: < 1 minutoO ator Anthony Hopkins foi premiado na 93ª edição do The Academy Awards, mais conhecido como Oscar. O evento ocorreu no último domingo (25) e marcou o encerramento da premiação. Na ocasião, o ator venceu na categoria Melhor Ator com o filme Meu Pai.

Hopkins, que foi diagnosticado com autismo na terceira idade, já tinha sido contemplado pela estatueta em 1992, quando interpretou o notável Dr. Hannibal em O Silêncio dos Inocentes, lançado em 1991. Anthony, atualmente com 83 anos, também é o nome de maior idade já contemplado na categoria.

Em Meu Pai, Anthony interpreta um homem idoso que luta contra problemas progressivos de memória decorrentes do Alzheimer. Apesar do filme não ter vencido em outras categorias centrais, a obra também recebeu o prêmio de melhor roteiro adaptado.

Sem estar presente na cerimônia, o galês publicou um vídeo em suas redes no dia seguinte, comentando a vitória. “Estou aqui na minha terra natal, no País de Gales. Aos 83 anos, não esperava receber este prêmio, não esperava mesmo. Estou muito grato à Academia”, afirmou.

A National Autistic Society, uma das mais tradicionais organizações de autismo do mundo, comemorou a vitória em um comunicado nas redes. “Parabéns ao Sir Anthony Hopkins por receber o seu segundo Oscar de Melhor Ator no Oscar por seu papel em Meu Pai. Temos a certeza de que a sua vitória irá inspirar outros atores autistas na indústria [do cinema]”, diz um trecho.

Brad Pitt é astronauta autista no filme 'Ad Astra' — Revista Autismo

Brad Pitt é astronauta autista no filme ‘Ad Astra’

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Brad Pitt interpreta um engenheiro espacial com autismo de alto funcionamento, um grau leve dentro do espectro, no filme “Ad Astra”, ficção científica que terá lançamento mundial no próximo dia 26 de setembro (2019). A coprodução é da RT Features, empresa cinematográfica comandada pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, que financiou o projeto desde o desenvolvimento do roteiro, numa parceria entre Brasil e Estados Unidos.

O astronauta autista Roy McBride embarca na maior jornada de sua vida: uma viagem ao espaço para cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu vinte anos atrás no caminho para Netuno para encontrar sinais de vida inteligente. Ao mesmo tempo, o personagem de Brad Pitt terá de evitar uma catástrofe que acabe com a vida humana após um evento apocalíptico inexplicável que ameaça a Terra.

Saiba mais no Portal da Tismoo em:
https://tismoo.us/cultura/brad-pitt-vive-autista-no-cinema-em-ad-astra/

Brad Pitt é astronauta autista no filme 'Ad Astra' — Revista Autismo