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Introdução à ABA: o que é ABA?

Tempo de Leitura: 2 minutos

A ABA ficou conhecida por sua eficácia no tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entretanto, na realidade, ela faz parte de uma ciência muito mais ampla que pode ser aplicada a qualquer contexto socialmente relevante. Ela também pode ser entendida como a “Ciência da Aprendizagem”, pois suas intervenções visam ampliar repertórios, promover novas aprendizagens e autonomia.
Infelizmente, é comum encontrarmos a ABA sendo propagada como “Método ABA”, como se ela fosse simplesmente um conjunto de técnicas ou uma espécie de “receita mágica” para lidar com algo, principalmente, no autismo. E isso é muito ruim.
A grosso modo, pode-se dizer que existem métodos baseados em ABA, mas a ABA não é “um método”.  A falta de entendimento disso, chega a ser até perigoso, pois aplicar Intervenções “ABA”, sem supervisão e sem conhecimento de suas bases filosóficas e cientificas, ao invés de promover melhora, pode-se desencadear a piora de algumas demandas. Não existe mágica, não existe um método para lidar com todos os casos. Existe uma ciência!
ABA, é uma sigla em inglês que significa Applied Behavior Analysis, em português, Análise do Comportamento Aplicada. A ABA, como falamos, não é um método, nem um “pacote de técnicas”. Suas intervenções são baseadas em evidencias, resultado de décadas de estudos e pesquisas sobre o comportamento, particularmente, o comportamento humano. A Análise do Comportamento Aplicada vai muito além de ser um mero conjunto de intervenções. Resumidamente (bem resumidamente), é a parte aplicada de uma ciência maior chamada Análise do Comportamento.
A Análise do Comportamento é uma ciência que tem 3 “subáreas”, todas interligadas. São elas:
  1. O Behaviorismo Radical – a Filosofia da Análise do Comportamento, a teoria base desta ciência, que começou com Skinner.
  2. A Análise Experimental do Comportamento, incumbida de realizar pesquisas, testar e produzir dados nesta ciência, com estudos experimentais sobre relações comportamentais em contextos socialmente relevantes. Para, assim, ir além da teoria, descartando ou comprovando-a.
  3. E finalmente, A ABA! A Análise Aplicada do Comportamento, que planeja e aplica intervenções, baseadas na filosofia Behaviorista e nas evidências obtidas com os estudos da área Experimental do comportamento. Então, os procedimentos que temos hoje na ABA passaram antes por anos de pesquisas.

Percebem como essas três áreas estão intimamente ligadas?

Em resumo, é impossível trabalhar com a ABA sem um profundo conhecimento das bases cientificas da Análise do Comportamento e identificação com a filosofia behaviorista (comportamental). Intervenções em ABA exigem estudo e entendimento de todas as suas subáreas. A ABA não é uma área exclusiva da Psicologia. É preciso estudar a filosofia behaviorista, estudar Skinner e outros autores contemporâneos da Análise do Comportamento para entender e trabalhar com intervenções em ABA. Há especializações e formações especificas em Análise do Comportamento.

Fonte: Academia do Autismo.
Autoria: Gabriela Bandeira.
Créditos: Chaloê Comim.

Habilidades Básicas e ABA

Tempo de Leitura: 3 minutos

Por Chaloê Comim e Gabriela Bandeira

As habilidades básicas são essenciais para o aprendizado de todas as pessoas. Elas são comportamentos simples e iniciais importantes para conquistarmos objetivos mais complexos.

Por exemplo, fazer contato visual é uma habilidade básica para processos mais elaborados, como interagir socialmente e nos comunicarmos.Quando falamos em autismo, sabemos que pessoas no espectro têm dificuldades em dois pontos centrais, conhecido como díade do autismo:

  • Interação e comunicação social
  • Padrão de comportamentos restritos e repetitivos.

Obviamente, essas dificuldades fazem com que o aprendizado de habilidades básicas e complexas seja um pouco mais complicado. Por isso, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA, da sigla em inglês para Applied Behavior Analysis) é a ciência mais indicada para o ensino e treinamento dessas habilidades. Vamos entender mais sobre isso a seguir.

ABA

A ABA ficou conhecida por sua eficácia no tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entretanto, na realidade, ela faz parte de uma ciência muito mais ampla, chamada Análise do Comportamento, que pode ser aplicada a qualquer contexto socialmente relevante. Ela também pode ser entendida como a “Ciência da Aprendizagem”, pois suas intervenções visam ampliar repertórios, promover novas aprendizagens e autonomia.

Suas intervenções são baseadas em evidencias, resultado de décadas de estudos e pesquisas sobre o comportamento, particularmente, o comportamento humano

A Análise do Comportamento Aplicada, vai muito além de ser um mero conjunto de intervenções. Resumidamente (bem resumidamente), é a parte aplicada de uma ciência maior chamada Análise do Comportamento.

A Análise do Comportamento, é uma ciência que tem 3 “subáreas”, todas interligadas. São elas:

1 – O Behaviorismo Radical – a Filosofia da Análise do Comportamento, a teoria base desta ciência, que começou com o Skinner.

2 – A Análise Experimental do Comportamento, incumbida de realizar pesquisas, testar e produzir dados nesta ciência, com estudos experimentais sobre relações comportamentais em contextos socialmente relevantes. Para, assim, ir além da teoria, descartando ou comprovando-a.

3 – E finalmente, A ABA! A Análise Aplicada do Comportamento, que planeja e aplica intervenções, baseadas na filosofia Behaviorista e nas evidências obtidas com os estudos da área Experimental do comportamento. Então, os procedimentos que temos hoje na ABA passaram antes por anos de pesquisas.

Behaviorismo

Para começar a entender a ciência por trás da Análise do Comportamento Aplicada é preciso compreender que todo comportamento que temos foi aprendido e, portanto, pode ser modificado. Esse conceito de como as reações humanas acontecem por meio de comportamentos que foram aprendidos é explicado na psicologia pelo que chamamos de behaviorismo.

O behaviorismo se originou com o fisiologista russo Ivan Pavlov, que fez uso do condicionamento clássico para ensinar cães a salivarem ao ouvir o som de um sino. Esse experimento se dava da seguinte forma:

Mais tarde, o professor e pesquisador norte-americano B.F. Skinner acrescentou dois conceitos em sua teoria, a do condicionamento operante: reforço e punição.

Na Análise do Comportamento Aplicada, reforço e punição são compreendidos como fatores que influenciam todos os nossos comportamentos. São eles que determinam que os comportamentos podem ser ensinados e modificados, quando controlamos as consequências em torno daquela ação.

De uma forma simplificada, podemos dizer o seguinte:

  • Reforço é todo estímulo que aumenta a frequência de uma resposta e garante que o comportamento ocorra se mantenha com mais frequência no futuro;
  • Punição é todo estímulo que diminui a frequência de uma resposta e garante que o comportamento ocorra com menos frequência – e até pare completamente de ocorrer – em situações futuras.

Apesar desses conceitos parecerem bem simples, é necessário conhecimento e planejamento de estratégias efetivas, além de um conhecimento abrangente na Análise do Comportamento Aplicada como um todo antes de aplicar reforços e punições positivas e negativas em qualquer pessoa e situação.

Pós-graduação em Transtorno do Espectro do Autismo

Tempo de Leitura: 3 minutos

Em parceria com a FAEESP, Academia do Autismo lança curso em plataforma de educação continuada

Esta semana, a Academia do Autismo anunciou em suas redes sociais uma chamada que classificaram como “o maior anúncio de todos os tempos”, e o público pode descobrir do que se tratava: o lançamento de um curso de pós-graduação em Transtorno do Espectro do Autismo em parceria com a FAEESP.

Com início das aulas programado para o próximo dia 24 de maio, o curso é destinado a profissionais já graduados nas áreas de saúde, educação ou outras áreas relacionadas. As aulas serão liberadas sempre às segundas-feiras, dentro do CIA Autismo, a maior plataforma de educação continuada no transtorno do Brasil, criada pela Academia do Autismo em 2019.

O propósito da especialização é apresentar as características e a heterogeneidade de pessoas que estão no TEA, partindo do diagnóstico até suas demandas de intervenção nos contextos terapêuticos, familiar e educacional. Por meio desse aprendizado, as instituições esperam contribuir com a formação e especialização de profissionais interessados, para que esses possam avaliar suas práticas clínicas e educacionais e aprimorá-las.

Professores e disciplinas

Ao todo, é um ano de especialização, com 10 disciplinas que vão desde contextualização e critérios para o diagnóstico de autismo, até educação inclusiva e ensino estruturado. Para conseguir o certificado do curso, emitido pela FAEESP e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), os alunos precisam escrever um artigo e obter nota 7 ou superior. Para isso, eles também vão contar com uma disciplina voltada para a metodologia científica.

Entre o corpo docente da especialização estão nomes já conhecidos como Fábio Coelho,  psicólogo especialista em autismo, pai de duas crianças no espectro e fundador da Academia do Autismo, além de outros como:

  • Carolina Quedas: possui Graduação em Educação Física e Fisioterapia. Doutora e mestre em Distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie. Pós graduação física adaptada para populações especiais e Psicomotricidade. Graduação em Fisioterapia e Educação Física. Gestora do projeto TEA em movimento em Osasco. Coordenadora e Docente do curso de Graduação em Educação Física em SP. Docente de Pós graduação em diversas Universidades. Professora da rede estadual há 14 anos,
  • Djalma Freitas: Mestre em Psicologia pelo departamento de Psicologia Experimental da USP, Doutor em Psicologia pelo departamento de Psicologia Experimental. Diretor técnico do Centro Terapêutico-Educacional Potencializar (CETEP) em Jundiaí (SP), coordenador nível pós-graduação lato sensu em Neuropsicologia Aplicada ao Transtorno do Espectro do Autismo no Child Behavior Institute (CBI of Miami). Atua, clinicamente, com avaliação psicológica e neuropsicológica de distúrbios do neurodesenvolvimento, assim como, atua com intervenção baseada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ao Transtorno do Espectro do Autismo,
  • Laura Mansur: médica formada pela Faculdade de Medicina de Campos. Pediatra formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)/ Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), Especialista em Desenvolvimento e Comportamento Infantil; Pediatra concursada das prefeituras de Campos dos Goytacazes (RJ) e Macaé-RJ,
  • Odila Mansur: possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campos, Especialista em Educação Médica, Mestre em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do NorteFluminense Darcy Ribeiro, Doutora em Educação, linha de Educação Inclusiva, na UERJ. Especialista em Psicopedagogia Clínica E Institucional. Pedagoga e Professora assistente da Cadeira de Pediatria da Faculdade de Medicina de Campos, coordenadora de Extensão da Faculdade de Medicina de Campos, pedagoga do Instituto Federal Fluminense Campos (RJ), coordenadora do Ambulatório Interdisciplinar de Atenção à Criança, no Hospital dos Plantadores.
  • Valéria Santos: Membro da ISAAC-Brasil, International Society for Augmentative and Alternative Communication. Fonoaudióloga pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS); Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista TEA pela Child Behavior Institute of Miami (CBI of Miami); pós graduanda em Neurociências – pela UFMG. Qualificação profissional em Uso terapêutico de Tecnologias Assistivas: direitos das pessoas com deficiência e ampliação da comunicação, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
  • Fernanda Carneiro: Possui graduação em Terapia Ocupacional pela Universidade Castelo Branco (2005) e pós graduação em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Zang Fu de Acupuntura Clássica (2009). Tem experiência em reabilitação física e saúde mental em neonatologia e pediatria em clínicas e hospital geral. Docente do Curso de Terapia Ocupacional do Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), onde leciona as disciplinas de Integração Sensorial, Corporeidade em Terapia Ocupacional, Tecnologia Assistiva e Terapia Ocupacional Hospitalar. Formada no Tratamento Neuroevolutivo Conceito Bobath Infantil e possui Certificação Internacional em Integração Sensorial pela University South of Califórnia (USC) e a Western Psychological Services (WPS). Atualmente Coordenadora da Clínica Escola do IFRJ- Campus Realengo,
  • Maria Elisa Fonseca: psicóloga graduada pela PUCCAMP, possui mestrado em Educação Especial (Educação do Indivíduo Especial) pela Universidade Federal de São Carlos e formação pela Universidade da Carolina do Norte (USA) na área do autismo. Atua como coordenadora do CEDAP da APAE de Pirassununga-SP e consultoria na área da Educação Especial e autismo.TEACCH® Advanced Consultant pela University of North Carolina/USA, Diretora do 4 TEA Educacional. Possui ampla experiência com docência e formação EAD e Consultora em Autismo,
  • Sérgio Rabello: professor da disciplina de metodologia científica.

Mais informações: [email protected]