11 de fevereiro de 2022

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A pesquisadora e ativista Sophia Mendonça trouxe sua experiência como autista e trans para a sua trajetória na universidade. Ela, que está a prestes a defender sua dissertação, que aborda diálogos e publicações de autistas trans no Twitter, falou sobre questões de disforia de gênero e a transição em sua vida.

“O meu tornar-se mulher foi muito cedo e não estou falando da transição em si. Desde a primeira infância, eu dou mostras de comportamento, jeito de agir, mais feminino. Tinha uma forte disforia de gênero. Colocava uma toalha na cabeça para simular um cabelo grande”, disse ela em entrevista ao Estado de Minas.

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Os debates sobre ser trans, segundo ela, se estenderam desde a infância até a vida adulta. “Não era uma questão de atração sexual. Era uma questão de como eu me sentia, me percebia no mundo e como queria me expressar. Na adolescência tentei falar com profissionais de saúde sobre isso, mas fui muito rechaçada por causa de preconceitos por eu ser autista. Achavam que eu não tinha capacidade de perceber qual era o meu gênero”, afirmou ela, que iniciou a transição durante a pandemia.

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