7 de outubro de 2026

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As universidades Harvard e Yale, nos Estados Unidos, receberam juntas US$ 46 milhões da iniciativa Aligning Research to Impact Autism (ARIA) para pesquisas sobre autismo e desenvolvimento do cérebro humano. O financiamento apoiará um projeto colaborativo que reúne neurociência, genética, pesquisa com células-tronco e inteligência artificial.

Na Harvard Medical School, pesquisadores liderados pela neurocientista Paola Arlotta estudarão o desenvolvimento do cérebro utilizando células-tronco humanas. A equipe planeja criar aproximadamente 150 linhagens de células-tronco provenientes de pessoas autistas e não autistas. Essas células serão utilizadas para criar modelos de laboratório chamados organoides cerebrais. Esses modelos são tridimensionais e capazes de reproduzir algumas características do desenvolvimento inicial do cérebro humano. Ao estudar esses modelos, os cientistas poderão observar como as células cerebrais se desenvolvem e se comunicam, além de investigar se determinadas diferenças genéticas estão associadas a diferenças no desenvolvimento cerebral.

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Inteligência artificial

O projeto de Harvard também contará com pesquisas de inteligência artificial (IA) lideradas por Marinka Zitnik. Os pesquisadores pretendem utilizar a IA para analisar e relacionar grandes volumes de informações genéticas, celulares, cerebrais e clínicas.

Na Yale School of Medicine, o neurocientista Nenad Sestan e sua equipe concentrarão seus esforços no mapeamento do cérebro humano em desenvolvimento. Os pesquisadores investigarão o cérebro em desenvolvimento em níveis celulares e moleculares detalhados, buscando compreender como diferenças no desenvolvimento associadas ao autismo podem surgir.

As equipes de Harvard e Yale esperam que a combinação dessas diferentes abordagens permita construir uma visão mais completa dos processos biológicos relacionados ao autismo.

Aspectos biológicos

Os pesquisadores estão trabalhando para compreender processos biológicos fundamentais que, no futuro, poderão contribuir para novas formas de identificar, compreender ou oferecer suporte a diferentes aspectos do autismo. O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento extremamente diversa. Portanto, pesquisas sobre seus aspectos biológicos representam apenas uma parte de uma compreensão mais ampla das experiências das pessoas autistas.

O investimento de US$ 46 milhões representa um esforço para aproximar diferentes áreas da ciência. Em vez de estudar genes, células cerebrais ou desenvolvimento cerebral de forma isolada, os pesquisadores pretendem conectar essas áreas utilizando tecnologias como modelos derivados de células-tronco, mapeamento cerebral e inteligência artificial.

A expectativa é que essa abordagem integrada revele novas informações sobre o funcionamento do cérebro humano em desenvolvimento e sobre as razões pelas quais determinadas trajetórias de desenvolvimento podem ser diferentes entre os indivíduos. Esse conhecimento poderá ajudar a orientar estudos futuros, sempre levando em consideração a diversidade das experiências das pessoas autistas.

CONTEÚDO EXTRA

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Educadora e psicóloga, mãe de jovem autista, atualmente reside nos Estados Unidos.

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