12 de abril de 2022

Tempo de Leitura: 2 minutos

A Câmara Municipal do Recife discutiu, na última quinta-feira (7), a criação do Estatuto da Neurodiversidade. Proposta pela vereadora Liana Cirne (PT-PE), a audiência teve como tema a situação de autistas, pessoas com TDAH, dislexia e outros transtornos em relação a atendimento médico e escolar. O debate incluiu ativistas com deficiência, mães e outros parlamentares.

O vereador Ivan Moraes (PSOL-PE) estava presente e afirmou que a ação tem, como contexto, um maior debate sobre o autismo. “Dentro da diversidade do autismo, existe gente que precisa de pouca atenção, que precisa de alguma atenção e que precisa de um centro de referência, de um neuro acompanhando. Fico curioso para saber o que já está sendo feito na Secretaria de Saúde e quais são os nossos desafios”, afirmou.

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Mônica de Lucena, que é mãe de um menino autista e faz parte do grupo de 200 famílias chamado Vivendo Com Autismo, afirmou que existe uma invisibilidade das pessoas com deficiência e suas famílias e uma falta de serviços especializados. “Eu passo as minhas experiências para muitas mães. É preciso nos unirmos. Conheço mães que tiram a vida porque não suportam a discriminação que, muitas vezes, começa em casa”.

O evento também trouxe a participação do pesquisador e jornalista Tiago Abreu, autor do livro O que é neurodiversidade?. Ele explicou o conceito por trás do termo “neurodiversidade”. “Assim como existe o termo biodiversidade, a neurodiversidade seria sobre a diversidade neurológica que existe em toda a população. É sobre as pessoas com transtornos, mas também sobre os chamados neurotípicos. Todos nós colaboramos para novas perspectivas de mundo”, afirmou.

Segundo a vereadora Liana Cirne, que também é mãe de autista e diagnosticada com TDAH, a expectativa é que os debates avancem rapidamente e que seja apresentado algo mais concreto até o Dia do Orgulho Autista, que ocorre em 18 de junho.

Assista a transmissão:

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