25 de maio de 2024

Tempo de Leitura: 2 minutos

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade São Judas Tadeu, Ana Paula Chacur é ativista, consultora e palestrante. Depois de descobrir o autismo dos seus filhos, deixou sua atuação na área de construção civil para atuar no ativismo do autismo e, com os anos, se tornou um dos principais nomes na discussão arquitetônica do autismo no país. Em entrevista dada ao podcast Espectros lançada neste sábado (25), Chacur abordou sua trajetória profissional no campo do autismo, questões da maternidade, a arquitetura na literatura do autismo e muito mais.

Ana Paula Chacur contou que escolheu a arquitetura por sua paixão em transformar espaços, ressignificar ambientes antigos e estar em constante movimento. Ela menciona que sempre foi encantada com a possibilidade de criar e modificar espaços, em vez de se limitar a projetos residenciais tradicionais. Sua tia arquiteta, que a influenciou desde pequena, também teve um papel importante em despertar seu interesse pela arquitetura.

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Mais tarde, o interesse por atuar no cenário do autismo veio pelo uso dos serviços, os contatos com as outras famílias e com profissionais, e a sensação de que muito deveria ser feito. “Tinha dias que eu saía dali arrasada, chorando, porque eu falava: ‘Meu Deus… é tanta carência’. E eu queria fazer alguma coisa por essa comunidade. E aí o autismo começou a vir somar nesse desejo de fazer alguma coisa pela escola, pelo bairro, então eu comecei a levar esses profissionais gratuitamente. Cada um de nós tínhamos que ter um papel voluntário no bairro, na comunidade, para a gente melhorar as coisas”.

Já em relação a arquitetura no autismo, Ana Paula Chacur mencionou que sua curiosidade foi despertada em 2013 durante um curso no Rio de Janeiro. Ela destaca a importância de autores como Magda Mustafa, conhecida por suas pesquisas sobre acessibilidade para pessoas autistas desde os anos 2000. Além disso, Ana Paula destaca a arquiteta Juliana Neves, autora do livro Arquitetura Sensorial, como uma referência relevante no Brasil. Ela ressalta a necessidade de adaptar as diretrizes internacionais à realidade brasileira, buscando soluções mais próximas e adequadas ao contexto do país.

O Espectros é o podcast de entrevistas da Revista Autismo / Canal Autismo (acesse http://canalautismo.com.br/espectros). Mensalmente, o jornalista Tiago Abreu recebe as pessoas que constroem a comunidade do autismo no Brasil para saber mais sobre estes indivíduos além da história, seja familiar, profissional ou pessoal com o diagnóstico.

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