10 de fevereiro de 2023

Tempo de Leitura: 2 minutos

Com as diversas notícias de maus tratos recebidas por autistas nas escolas inclusivas brasileiras vistas todos os dias nos noticiários e nas redes sociais, me fazem pensar e repensar sobre os motivos  que levam o professorado a agir de formas às vezes cruéis com aqueles mais frágeis e, que deveriam sim de ser o foco de sua atenção e dedicação.

Quando se abre a discussão sobre o processo inclusivo na educação sempre nos vem à mente de imediato, ou é assunto nas rodas de conversas, a necessidade de capacitação dos professores, o que sem sombra de dúvida é extremamente relevante e necessária mas não é apenas isso que faz com que o processo inclusivo se dê de maneira eficiente. Existem tópicos anteriores que precisam ser interiorizados a fim de nortearmos a prática.

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Ao concluirmos o curso de magistério e depois o de pedagogia fazemos os juramentos da profissão, e alguns então formandos não se apercebem da seriedade daquelas palavras proferidas e o quanto elas determinam a nossa prática, o nosso posicionamento profissional e ético ao longo da nossa carreira.

Resolvi então nesse texto deixar registrados trechos dos dois juramentos, para refletirmos todos sobre o papel do professor, que é primordial na engrenagem da educação de maneira ampla, e a partir dessa auto reflexão possamos ser levados à melhores maneiras de atuar e a promover melhores momentos na vida escolar.

Trecho do juramento na colação de grau de magistério: “Prometo cumprir os deveres de professor, trabalhando com empenho e dedicação, no desenvolvimento integral de crianças e jovens cuja educação me for confiada”.

Na colação acadêmica: “Prometo, como pedagogo, respeitar e cumprir as normas e princípios éticos que norteiam o exercício de minha profissão, participando profissionalmente da construção do ser humano íntegro, da humanidade e da pátria.  Prometo, no exercício da minha profissão, atuar com dignidade e consciência, na busca de uma educação libertadora, respeitando a individualidade de cada aluno. Assim, eu juro.”

Além dos conhecimentos que são fundamentais para o exercício da profissão de professor devemos ter consciência que lidamos com vidas humanas,  que as nossas ações diárias influem diretamente na formação das crianças, jovens e adultos do nosso país, aquilo que plantamos hoje é o que será colhido futuramente por toda a sociedade.  A profissão de professor é sim a mais importante de todas, pois ela forma todos os outros profissionais, por isso mais do que em qualquer outra profissão o professor deve prezar agir com mais responsabilidade, conhecimento, consciência, ética, empatia e amor com aqueles que lhe são confiados.

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Atualmente na vice-presidência da onda-autismo, a professora Claudia Moraes é pedagoga, especialista em educação na perspectiva do ensino estruturado e é mestre em educação com especialização para formação de professores.

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