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O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, na última sexta-feira (18), que pretende recomendar que algumas vacinas infantis nos Estados Unidos sejam administradas em cinco doses separadas, com intervalos de seis meses. Segundo o presidente, a mudança reduziria os casos de autismo, mas não foram apresentadas evidências científicas que sustentem uma relação entre vacinação e autismo e nem quais imunizantes seriam submetidos à alteração.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a declaração ocorre após Trump ter assinado, em agosto, um decreto que reduziu o calendário de vacinação infantil recomendado pelo governo americano para 11 imunizações. A medida também previa que as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola fossem administradas separadamente, embora essas formulações individuais não sejam utilizadas nos Estados Unidos atualmente.
O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que se opõe às vacinas e defende uma possível relação entre imunizantes e autismo, também promoveu mudanças no Comitê Interagências de Coordenação do Autismo (IACC). Nesta sexta-feira, Kennedy nomeou o neurologista pediátrico John Gaitanis para presidir o órgão, substituindo Sylvia Fogel. Gaitanis havia sido nomeado no mês anterior para dirigir o Instituto de Saúde Infantil dos Institutos Nacionais de Saúde.
Durante a gestão de Fogel, o IACC elaborou um plano estratégico voltado a questões como assistência médica, moradia e envelhecimento de pessoas autistas e recomendou aumento dos investimentos federais em pesquisas e serviços. O documento não incluiu vacinas nem a investigação de uma possível relação entre imunizantes e autismo. Gaitanis, por sua vez, já defendeu que as famílias decidam sobre a vacinação dos filhos e atuou como perito remunerado em processos relacionados a supostos danos provocados por vacinas.
Canal Autismo





