11 de maio de 2026

Tempo de Leitura: 2 minutos

O Comitê Interagências de Coordenação do Autismo (IACC, na sigla em inglês para Interagency Autism Coordinating Committee), órgão consultivo federal dos EUA com nova composição definida pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., recomendou a adoção do termo “autismo profundo” para descrever pessoas autistas com maiores necessidades de apoio (nível de suporte), deficiência intelectual significativa, pouca ou nenhuma comunicação verbal e necessidade de cuidados em tempo integral.

O comitê também destacou a necessidade de melhorar o atendimento médico para pessoas autistas, especialmente na identificação e no cuidado de condições associadas, como problemas gastrointestinais e neurológicos, que muitas vezes são ignorados ou atribuídos ao autismo.

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A nova composição do IACC inclui representantes do governo e membros da sociedade civil, entre eles familiares de pessoas autistas. O grupo, porém, tem sido alvo de controvérsias, tanto pela presença de integrantes ligados a posições já desacreditadas sobre uma suposta relação entre vacinas e autismo quanto pelo uso do termo “autismo profundo”, considerado por parte da comunidade autista como necessário para dar visibilidade a pessoas com maiores necessidades de apoio, mas visto por outra parte como uma expressão potencialmente estigmatizante.

De acordo com o comitê, “no momento, muitas pessoas com autismo, especialmente aquelas com limitações significativas de comunicação, condições médicas associadas complexas ou grande vulnerabilidade à segurança, não estão recebendo de forma consistente o nível de avaliação médica, planejamento de segurança, prevenção de fugas/desaparecimento e reconhecimento em políticas públicas que as leis atuais, as regulamentações federais e o conhecimento clínico já permitem”.

O IACC defende que o uso do termo pode ajudar a direcionar melhor os apoios necessários, dar mais visibilidade a pessoas autistas com maior complexidade médica e funcional e contribuir para a melhoria do cuidado médico. As recomendações serão encaminhadas ao secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

CONTEÚDO EXTRA

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Educadora e psicóloga, mãe de jovem autista, atualmente reside nos Estados Unidos.

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