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Vídeo exclusivo: Onda lança projeto para mulheres adultas com diagnóstico tardio de autismo

Tempo de Leitura: 2 minutosA associação Onda-Autismo (Organização Neurodiversa pelos Direitos dos Autistas) está lançando o projeto “TEApresentar Mulheres Autistas, Nós Existimos!”, voltado a apoiar autistas adultas com diagnóstico tardio, além de conscientizar adultos sobre a importância de buscar um diagnóstico. O projeto deverá se iniciar no próximo mês (fev.2022).

Num papo exclusivo — que você pode conferir em vídeo no nosso canal no Youtube —, conversei com as quatro mães autistas idealizadoras e coordenadoras desse novo projeto: Claudia Moraes, Francilene Vaz, Graziele Carvalho e Jeane Cerqueira. Você pode conferir toda a nossa conversa, que não foi só sobre o projeto, mas sobre o diagnóstico tardio de autismo de cada uma delas e sua jornada até o “laudo” (todas elas receberam seu diagnóstico no ano passado).

O objetivo do projeto é dar acolhimento, estimular o empreendedorismo e melhorar a autoestima das mulheres autistas adultas. “Este é um projeto para mulheres e mães, que têm muito menos acesso a diagnóstico. Queremos divulgar informações sobre o autismo feminino e como chegar e também como ficar bem após receber um laudo diagnóstico”, explicou Claudia Moraes, que está na vice-presidência da Onda-Autismo.

TEApresentar Mulheres Autistas, Nós Existimos!

A seguir, leia o texto de Francilene Vaz, de Macapá (AP), apresentando o novo projeto:

O Projeto surgiu a partir do “agrupamento” e união de quatro amigas. Tão distintas, determinadas e neurodiversas, quanto a história de vida de cada uma delas.
A vontade de fazer a diferença, ajudar outras mulheres que buscam o diagnóstico na fase adulta, a partir das próprias vivências, foi a maior motivação para este Projeto.
Entender a si mesmas, buscar o autoconhecimento, o amor-próprio e, ainda assim, mesmo sem querer, encontrar as respostas que faltavam para as “lacunas” da vida.
O diagnóstico na fase adulta tem duas vertentes: liberta e pune.
Liberta, no sentido literal mesmo. Afinal, só quem é livre pode escolher ser quem é. E é assim que nos sentimos. Livres para sermos quem somos.
Pune, pois a sociedade ainda não está preparada para aquilo que considera “novo”. E olha que estamos falando de autistas adultas. (Contém ironias). Os julgamentos são reais. Tanto quanto as indagações, dúvidas e questionamentos a cerca do nosso diagnóstico. Como se não tivéssemos sido criteriosamente avaliadas por profissionais competentes.
Mas, apesar de todas as adversidades, nós existimos!
Apesar de nós mesmas, existimos!
Perfeitas, dentro da diversidade do espectro, nós existimos!
Com a mente vibrante e corações repletos de sonhos, propósitos, metas e possibilidades, nós existimos!
Com amores e temores, do diagnóstico tardio, nós existimos!
(Francilene Vaz)

Vídeo

A seguir, assista ao papo todo, registrado em vídeo (e inscreva-se no nosso canal no Youtube).

Vídeo investiga trabalho de suposta neuroengenheira autista que apareceu em programa

Tempo de Leitura: < 1 minutoEm 2019, Michele de Souza viralizou na internet após a popularidade da sua participação no programa Shark Tank Brasil. Na ocasião, ela disse que era diagnosticada com autismo e tinha um projeto de exoesqueleto que prometia fazer pessoas com deficiência voltarem a andar.

No entanto, nesta quinta-feira (25), a pesquisadora Bibi Bailas, do canal Física e Afins, publicou um vídeo sobre Michele e a sua empresa, a Cycor Cibernética. Pessoas com deficiência que compraram alguns produtos afirmaram não terem recebido os equipamentos até hoje. Os que receberam afirmaram que as promessas feitas por Michele, que se diz neuroengenheira, não se cumprem.

O vídeo de Bibi, que também conta com a participação do físico Caio Gomes, apresenta áudios, vídeos de entrevistas, além de declarações e notas de institutos que tinham algum tipo de ligação pública com Michele.

Assista ao vídeo:

Horas depois, Michele publicou uma nota no Instagram para se defender das críticas. Segundo ela, “o trabalho feito na Cycor tem tanta seriedade que a resposta ao vídeo será de maneira jurídica e estendida a todos seus participantes e colaboradores”.

10 canais feitos por youtubers autistas para acompanhar

Tempo de Leitura: 3 minutosHá alguns anos, autistas começaram a falar sobre autismo usando a plataforma do YouTube. Vários deles alcançaram sucesso na comunidade do autismo, escrevendo livros, promovendo palestras e participando de eventos. O podcast Introvertendo, feito por autistas, elaborou uma lista com vários deles em um vídeo. Trazemos, abaixo, 10 desses canais, todos produzidos por autistas.

Willian Chimura

Com mais de 200 mil inscritos, Chimura detém o maior canal no YouTube brasileiro feito por um autista. Willian é mestrando em Informática na Educação no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e criou seu canal em fevereiro de 2019 para trazer informações sobre o autismo. Apesar do pouco tempo desde a criação, o canal de Chimura cresceu vertiginosamente em pouco tempo, com vídeos sobre questões científicas em torno do autismo. Além disso, Chimura também é palestrante, podcaster e colaborou diretamente com a criação de políticas públicas estaduais e federais sobre o autismo.

Diário de um Autista

Produzido pelo catarinense Marcos Petry desde 2016, Diário de um Autista é um dos canais mais antigos sobre autismo. Nele, Petry traz suas experiências em torno do autismo e também promove lives com conteúdo informativo. Além disso, Marcos também é músico, palestrante e escreveu dois livros.

Mundo Autista

Selma Sueli Silva e Sophia Mendonça são jornalistas, além de serem, também, mãe e filha. Mundo Autista é o canal de autistas mais antigo ainda em atividade no YouTube brasileiro, com vídeos publicados desde 2015. Além da produção em vídeos, o Mundo Autista também tem conteúdo em texto e podcast. Selma e Sophia também são escritoras, com vários livros publicados.

Leo Akira

Instrutor de parkour, Leo Akira iniciou seu canal no YouTube em 2017, e ganhou popularidade principalmente entre autistas adultos. Seus vídeos geralmente não contam com cortes ou edições, e os temas abrangem temas pessoais da sua vida cotidiana. Akira também é palestrante.

Autismo Make

Kenya Diehl é autista diagnosticada desde a infância e também mãe de um menino autista. O canal Autismo Make é uma extensão de seu conteúdo em outras redes sociais, com conteúdos de lives feitas no Instagram e vídeos curtos sobre temas relacionados ao autismo.

Vida de Autista

Daniela Sales é mineira e foi diagnosticada com autismo aos 42 anos de idade. Depois da descoberta, criou um canal no YouTube que concentra reflexões e conselhos, principalmente voltados aos autistas adultos. Além disso, Daniela é autora do livro ‘Guia Prático para Autistas Adultos: Como não surtar em situações do cotidiano’, lançado em 2019.

Ricardo Oliveira – Autismo Pensante

Ricardo Oliveira é publicitário e diagnosticado com autismo na vida adulta. Além da comunicação e do autismo, ele também se interessa por política, o que o fez lançar o canal Autismo Pensante no final de 2018. Alguns dos temas mais frequentes de seus vídeos são neurodiversidade, conflitos da comunidade autista e mercado de trabalho.

Jacson Marçal

Jacson Marçal é diagnosticado com autismo e reside em Goiânia. Seu canal foi fundado no final de 2019 e traz informações sobre o autismo e outros transtornos. Além disso, Jacson também é escritor e palestrante.

Spectre

Produzido por um coletivo de autistas representado por Rafael Felipe Isenof, estudante de Direito e Jornalismo, o Spectre foi fundado em 2020 como um podcast com publicações ocasionais de vídeos no YouTube. Os vídeos são chamados de ‘Drops Autísticos’, com reflexões sobre o autismo feitas por Isenof.

Introvertendo

Fundado em maio de 2018, o Introvertendo é o maior podcast sobre autismo do Brasil e é produzido por 8 autistas adultos. O canal no YouTube concentra lives e vídeos sobre questões do autismo, análise de livros e outros conteúdos informativos sobre o transtorno.

Chimura fala do último dia da Síndrome de Asperger

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Por ocasião do Dia Internacional da Síndrome de Asperger, no último dia 18 de fevereiro de 2021, o youtuber Willian Chimura, que também é pesquisador e autista, fez um vídeo muito interessante sobre em 2021 termos tido “O último dia da Síndrome de Asperger”, designação que cairá em desuso nos diagnósticos a partir de 2022, quando entra em vigor o CID-11.

Em seu vídeo, Chimura, esclarece que o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) passou a constar na nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a CID-11 (ICD-11 na sigla em inglês para International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems),lançada em junho de 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que entra em vigor no próximo ano, a partir de 1º de janeiro de 2022 (leia nosso artigo com detalhes sobre o assunto).

DSM-5 e CID-11

O CID-11 seguiu a alteração feita em 2013 na nova versão do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, o DSM-5 (na sigla em inglês para: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), que reuniu todos os transtornos que estavam dentro do espectro do autismo num só diagnóstico: TEA — inclusive a Síndrome de Asperger.

Mais informações (em inglês) no site da OMS (http://www.who.int/health-topics/international-classification-of-diseases).

Veja as fontes citadas por Chimura em seu vídeo:

Vídeo de Wiliiam Chimura

https://youtu.be/YB_HjSa7KN4

(Publicado originalmente no Portal da Tismoo, em 19.fev.2021)