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‘Foi a grande virada da minha vida’, diz professor autista de 62 anos sobre diagnóstico

Tempo de Leitura: 2 minutosNairan Ballestra tem 62 anos, é professor de filosofia na rede estadual de São Paulo e recebeu um diagnóstico tardio de autismo. Ele foi entrevistado no episódio “Idosos Autistas”, lançado pelo podcast Introvertendo nesta sexta-feira (1). Na ocasião, ele disse que saber que era autista impactou positivamente sua vida.

Isso pra mim mudou tudo. Tudo, absolutamente tudo. Porque aí eu já não estava mais perdido em alguma coisa que eu não entendia. Aí eu já sabia pra onde olhar. Foi a grande virada da minha vida”, disse ele.

Nairan também afirmou que algumas pessoas também o criticaram dizendo que o autismo seria um rótulo, o que ele discorda. “O diagnóstico não era me rotulando de alguma coisa. Ou seja, não era alguém dizendo algo pra mim que era arbitrário, que era simplesmente alguém apontando e fala: ‘ah, você é isso’. Não! O diagnóstico pra mim era a constatação de um ponto de partida”, destacou.

O professor também afirmou que saber do autismo autismo também lhe deu a possibilidade de concluir o ensino superior, tornar-se professor de filosofia e, desta forma, ter uma estabilidade de vida. “Eu não tinha praticamente nada. Eu não comprava roupas. Porque eu não tinha condição de gerar uma constância que me permitisse ter aquela solidez”, contou.

Pesquisas sobre autismo em idosos ainda não são comuns. Uma pesquisa de 2021 conduzida por David Mason, Gavin Robert Stewart, Simone Josephine Capp e Francesca Happé afirma que, apesar do aumento de estudos sobre autismo em idosos de 2012 pra cá, elas representam cerca de 0,4% dos trabalhos publicados em três grandes bases: PubMed, Embase e PsycINFO.

O episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em Libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Estudo revela aumento de pesquisas sobre autismo em idosos

Tempo de Leitura: < 1 minutoUm estudo investigou a frequência de pesquisas sobre autismo em idosos. A revisão foi feita pelos pesquisadores David Mason, Gavin Robert Stewart, Simone Josephine Capp e Francesca Happé, e publicada no periódico Autism in Adulthood em 10 de janeiro.

De acordo com os pesquisadores, que revisaram artigos no PubMed, Embase e PsycINFO, há um aumento de pesquisas sobre autismo em idosos a partir de 2012 nesses bancos de dados. N0 entanto, as pesquisas ainda são baixas em relação a outras faixas etárias, como a infância.

Nossa revisão estima que apenas 0,4% das publicações relacionadas ao autismo na última década são sobre pessoas autistas mais velhas. Identificamos 2012 como um ponto de virada, pois o número de estudos aumentou acentuadamente ano a ano”, disseram os pesquisadores.

Vitória de Hopkins no Oscar levanta debate sobre acessibilidade

Tempo de Leitura: < 1 minutoAo vencer o Oscar na categoria Melhor Ator, Anthony Hopkins estava no País de Gales, dormindo. A situação, considerada constrangedora dentro da cerimônia, revelou um pequeno conflito anterior ao prêmio, que ocorreu no final de março (25).

Hopkins, um dos atores mais idosos em atividade e também diagnosticado com autismo, solicitou à organização do evento para que discursasse por meio de serviços de videoconferência, como o Zoom. No entanto, a proposta não foi aceita. O ator teria que viajar para alguns dos locais do mundo que tinham palcos para o evento, como a cidade de Londres.

No dia seguinte à sua vitória, Hopkins publicou um vídeo no seu Instagram, no qual afirma que “não esperava” a vitória. Para ele, era muito mais provável a vitória de Chadwick Boseman, morto em 2020. Apesar disso, segundo Jeremy Barber, o agente do ator, Anthony estava feliz pela conquista.

Christian Blauvelt, da Indie Wire, disse que “quando você precisa de um pouco mais de acomodação do que outros, a realidade da exclusão permanece. É o medo de pedir demais, de ser acusado de preguiça ou ser esquecido porque é mais fácil do que lidar com uma exceção”, lamentou.