28 de junho de 2026

Tempo de Leitura: 2 minutos

O Instituto Jô Clemente (IJC) anunciou, em 18.jun.2026, em São Paulo (SP), os três vencedores da 1ª edição do Prêmio Dona Jô Clemente – Legado do Saber, voltado a iniciativas de educação inclusiva para estudantes com deficiência intelectual (DI) e transtorno do espectro do autismo (TEA).

A premiação prevê investimento total de R$ 500 mil. Desse valor, R$ 450 mil serão destinados ao desenvolvimento dos projetos selecionados, e R$ 50 mil serão concedidos como reconhecimento ao mérito e à excelência da proposta vencedora.

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Premiação

A iniciativa foi criada para incentivar soluções tecnológicas aplicadas à educação inclusiva e integrou as celebrações pelos 100 anos de Dona Jô Clemente, uma das fundadoras do IJC, e pelos 50 anos da implantação do Teste do Pezinho no Brasil. A cerimônia aconteceu no Auditório Joseph Safra.

Ao todo, foram inscritas 17 pré-propostas. Após análise inicial, oito iniciativas seguiram para a fase completa de avaliação, e sete equipes participaram de entrevistas com especialistas. Os três projetos contemplados receberão apoio financeiro e acompanhamento técnico do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (Cepi), do IJC, durante 12 meses.

Vencedores

O primeiro lugar ficou com o projeto “EduEdu Inclusivo: todos podem ler e aprender”, liderado por Juliana Postigo Amorina Borges, do Instituto ABCD. A ferramenta, gratuita, é voltada a estudantes com dificuldades no processo de alfabetização. A partir de uma breve avaliação, o sistema identifica temas que a criança precisa melhorar e cria atividades personalizadas, além de acompanhar sua evolução ao longo do ano.

A segunda colocação foi para a Plataforma Mirimim, de Aline Bernardi e Diogo dos Reis Ruiz, do Paraná. Segundo o IJC, a solução utiliza inteligência artificial adaptativa e dinâmicas terapêuticas validadas cientificamente para apoiar o desenvolvimento de crianças neurodivergentes, em complemento a terapias tradicionais.

Formação docente

O terceiro lugar foi conquistado pelo projeto “Tecnologia e Capacitação na Inclusão de DI e TEA”, coordenado por Cibelle Albuquerque de la Higuera Amato, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A proposta prevê o aprimoramento, a validação final e a preparação para disseminação da NeuroTrackEdu, plataforma digital educacional acessível voltada à formação docente e ao rastreio de sinais precoces de transtornos do neurodesenvolvimento.

Cada projeto poderá receber até R$ 150 mil e contará com acompanhamento técnico e estratégico do Cepi-IJC por um ano. O objetivo, segundo o instituto, é fortalecer a implementação das iniciativas e ampliar seu potencial de impacto na aprendizagem de crianças e jovens com deficiência intelectual e TEA.

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Editor-chefe da Revista Autismo, jornalista, empreendedor.

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