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A Autoridade Nacional de Saúde da França (HAS) publicou novas recomendações sobre o autismo e afirmou que a psicanálise não é indicada como tratamento, por considerar que há evidências insuficientes para sustentar sua eficácia. O posicionamento era aguardado por famílias e profissionais e marca uma mudança mais explícita em relação ao que havia sido apresentado pelo órgão em 2012.
Segundo informações divulgadas pelo G1, as recomendações defendem que o cuidado com pessoas autistas envolva diferentes setores, com participação ativa das famílias e papel relevante das escolas. A HAS também orienta a adoção de abordagens comportamentais e de desenvolvimento, com início precoce assim que houver suspeita do transtorno, além da necessidade de adaptar o acompanhamento às particularidades de cada paciente.
O tema tem sido alvo de debates na França há décadas. Associações de familiares criticam o uso da psicanálise no atendimento a pessoas autistas e apontam ausência de efetividade. Apesar da perda de espaço em parte da psiquiatria, a psicanálise segue presente em cursos de psicologia e em instituições voltadas ao atendimento infantil.
Com a publicação das recomendações, passou a ser discutida a possibilidade de torná-las obrigatórias por lei. O presidente da HAS, Lionel Collet, já declarou apoio a essa hipótese, ao citar risco de prejuízos no desenvolvimento de crianças caso intervenções recomendadas não sejam aplicadas, embora tenha afirmado que a decisão depende do poder legislativo e que não se trata de propor uma proibição formal da psicanálise.
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