10 de setembro de 2026

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Uma pesquisa analisou oito estudos brasileiros e internacionais, com mais de 24 mil participantes, e identificou diferentes intervalos entre a primeira preocupação dos cuidadores e a confirmação do diagnóstico de autismo. Segundo o trabalho período chegou a uma média de 49 meses, mas os pesquisadores ressaltam que esse dado não representa o tempo de espera de todas as crianças no Brasil.

De acordo com a CNN Brasil, os resultados variaram entre as pesquisas. Em crianças atendidas em Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), a idade média do diagnóstico foi de 66 meses, com 30,4% dos casos diagnosticados antes dos 48 meses. Outro levantamento encontrou idade média de diagnóstico de 47,3 meses e intervalo de 27 meses entre a preocupação inicial dos cuidadores e a confirmação do TEA. Estudos realizados em serviços terciários registraram atrasos médios de 36 e 49 meses.

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Entre os fatores associados aos atrasos estão a dificuldade de reconhecer sinais iniciais, a desconsideração das preocupações das famílias, o acompanhamento insuficiente do desenvolvimento infantil, a ausência de instrumentos de rastreio, encaminhamentos tardios e a falta de profissionais especializados. O percurso também pode envolver várias consultas e encaminhamentos, além de deslocamentos para outras cidades ou capitais em busca de avaliação.

A revisão aponta a atenção primária à saúde como um dos pontos que podem contribuir para a identificação do autismo. Um dos estudos analisados avaliou uma capacitação de profissionais desse nível de atendimento e identificou aumento no conhecimento sobre autismo e nos encaminhamentos, embora sejam necessários estudos maiores para avaliar estratégias aplicáveis em diferentes contextos.

Os pesquisadores também encontraram limitações na produção científica disponível. A maior parte dos estudos foi realizada no Sudeste, enquanto há menos informações sobre regiões Norte, áreas rurais e localidades com menor oferta de serviços. As pesquisas tiveram participação predominantemente masculina, com proporções de meninos entre 80% e 97%, e poucos dados sobre raça e etnia. A revisão conclui que os atrasos resultam da combinação de fatores relacionados às famílias, aos profissionais e à organização dos serviços de saúde, e defende pesquisas com maior diversidade regional e métodos padronizados.

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